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Primeira vacina contra a dengue entra em sua fase final de testes

O Jornal El País publicou uma reportagem nesta terça-feira (5) sobre uma nova vacina contra a dengue, produzida pelo laboratório Sanofi, que deverá estar pronta para comercializar no próximo ano.

 A primeira vacina contra a dengue acaba de entrar na sua terceira e última fase de testes, dirigida a experimentar o fármaco numa larga escala para refinar a dose e garantir a sua eficácia.

A dengue é uma doença viral transmitida por um mosquito. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, na década de setenta do século passado, apenas meia dúzia de países sofreram surtos com as variedades mais fortes da doença. No entanto, agora, a OMS informa que ela é endêmica em mais de 100 países da África, das Américas, no Mediterrâneo Oriental, Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. As regiões mais afetadas são o Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental.

Em 2008, foram registrados 1,2 milhões de casos; e em 2010 foi de 2,3 milhões, de acordo com a OMS. Em 2012, havia 2,35 milhões só nos EUA, dos quais 1,5% eram da variante mais grave. No total, meio milhão de casos no mundo, dos quais 2,5% (12.500) morrem.

Como outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes, já houve casos nos EUA e na Europa (Croácia, por exemplo), devido ao aquecimento, o que torna mais fácil para os insetos se proliferar e a facilidade de viajar, permitindo que as pessoas infectadas ou animais se desloquem.

A dengue leve é uma infecção que ocorre principalmente em crianças e tem os mesmos sintomas da gripe. Apresenta-se com febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, aumento dos gânglios linfáticos ou erupção cutânea. A grave pode causar hemorragia interna e falência de órgãos. Atualmente, não há tratamento específico para a doença.

Isso explica que, como a malária, a vacina é recebida como um grande apoio, mesmo com taxas menores do que as vacinas convencionais, uma vez que esta tem taxa de proteção de 56%. Em contraste, a taxa é muito melhor para a variante grave, uma vez que pode chegar a 80%, se os resultados obtidos até agora em testes sejam confirmadas.

Outra limitação é que existem quatro estirpes de vírus da dengue, mas a vacina (um enxerto de vírus de dengue complicado em febre amarela) protege contra três. Por isso, considera-se que esta vacina é apenas o primeiro passo para uma mais eficiente.

Fonte: Jornal do Brasil

Crianças menores de 5 anos poderão receber a vacina contra a gripe gratuitamente

Ministério da Saúde anuncia campanha que será realizada de 22 de abril a 9 de maio, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde de todo o país.

10171150_261833333996405_1199584295_nO ministro da Saúde, Arthur Chioro, junto com o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, anunciaram nesta quarta (2) a Campanha de Vacinação contra a Gripe, que vai acontecer entre 22 de abril a 9 de maio em todo o país. O dia “D” da campanha, dia nacional de mobilização, será em 26 de abril.

O objetivo da campanha é prevenir os casos mais graves e mortes decorrentes do vírus influenza, uma das doenças mais comuns do mundo. A vacinação é realizada no início do outono, pois há um aumento significativo de casos no período do inverno. Este ano a vacina é composta por três variações do vírus da gripe que mais circularam no hemisfério sul no último ano (A-H1N1, A-H3N2 e B).

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A grande novidade este ano é o aumento da faixa etária das crianças. Até o ano passado somente aquelas entre 6 meses e 2 anos eram vacinadas. Neste ano, a faixa vai até 4 anos e 11 meses. Essa decisão foi tomada porque, em 2013, o número de internação por gripe em crianças menores de 5 anos foi similar às internações de pessoas maiores de 60 anos.

Se o seu filho se enquadra neste grupo e nunca tomou a vacina contra a gripe, ele deverá receber duas doses – a segunda 30 dias após a primeira. As crianças que já foram vacinadas no ano passado precisam de apenas uma dose.

Gestantes e mulheres no puerpério, ou seja, grávidas que deram à luz há menos de 45 dias também fazem parte do grupo prioritário. O objetivo é imunizá-las para que evitem a contaminação de seus filhos. Também recebem gratuitamente a vacina pessoas com doenças crônicas –  respiratória, cardíaca, renal, hepática, neurológica -, diabéticos, obesos, quem recebeu transplante, pessoas com algum tipo de imunossupressão, indígenas, idosos e profissionais de saúde.

Tira-dúvidas

Essa vacina pode dar gripe?
Não. O vírus influenza presente na vacina da gripe é inativado. Se a pessoa ficar gripada alguns dias após ser vacinada, ela provavelmente já estava infectada antes de receber a dose. Outra possibilidade é que ela tenha sido infectada por outro tipo de vírus, que resulta em quadro clínico semelhante.

Vacina na gravidez faz mal?

A resposta é não! Tanto que o Ministério da Saúde afirmou que entrou em contato com as sociedades de ginecologia e obstetrícia do Brasil para conscientizar os profissionais de saúde da importância da vacina durante a gravidez.

Qualquer um pode tomar essa vacina?
Todas as pessoas podem tomar a vacina, exceto aquelas que têm alergia a ovo (o alimento é usado na fabricação da vacina).

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FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Saude/noticia/2014/04/ministerio-da-saude-lanca-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe.html

É confirmada a segurança da vacina contra HPV

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A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) estará disponível no Calendário Nacional de Vacinação a partir do dia 10 de março com o objetivo de imunizar meninas de 11 a 13 anos, sendo estendida a faixa etária de 9 a 11 anos em 2015. Com 98,8% de eficácia contra o HPV, a vacina será distribuída nos 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O secretário Jarbas Barbosa, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, esclarece porque a vacina contra o HPV é segura para ser usada na população.

Segundo o secretário, a vacina já foi usada em países que tem um excelente sistema de vigilância em saúde, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália, entre outros. “Estima-se que 175 milhões de doses da vacina foram aplicadas no mundo e em países que tem um excelente sistema de vigilância”, relata Jarbas Barbosa. A vacinação contra HPV é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países.

Serviram de base para a decisão de implantar a vacina no Brasil as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a experiência dos outros países, o apoio do Comitê Técnico de Assessor em Imunizações (CTAI), a garantia da sustentabilidade da vacina, e um estudo realizado pela professora do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP), Hillegonda Maria Dutilh Novaes.

Antes de adotar qualquer vacina, o Ministério da Saúde submete ao CTAI todos os estudos relacionados à vacina. “No comitê, reúnem-se representantes da Sociedade Brasileira de Imunizações, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Sociedade Brasileira de Infectologia, e várias outras sociedades de especialistas. E no caso da HPV, a recomendação do Comitê já era a de introduzir a vacina”, lembra o secretário Jarbas Barbosa.

O esquema que será usado para vacinação é o estendido, onde a segunda dose será seis meses depois da primeira e a terceira será cinco anos após a primeira. Esse esquema amplia a proteção. “À medida que expandimos esse espaço entre as doses, aumentamos a eficácia da vacina e assim deixaremos a população alvo devidamente protegida contra o câncer de colo do útero”, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

Jarbas Barbosa lembra ainda que a vacina não exclui o exame preventivo do Papanicolau para as mulheres de 25 a 64 anos e o uso de preservativo. Ela é um instrumento a mais de proteção contra o HPV. “Não substitui, mas complementa o Papanicolau. Estamos somando as formas de prevenção”, relata o secretário. Ele ressalta que a vacina protege contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), sendo dois deles, o 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Fonte: Blog da Saúde