Tag Archives: tratamento

Cinco perguntas sobre esquizofrenia.

Conhecida por provocar delírios e alucinações, a esquizofrenia atinge 30 em cada 100 mil pessoas. Entenda a doença, seus sintomas e tratamento.

mente

Conviver com a esquizofrenia em casa, como o cineasta Eduardo Coutinho, morto pelo filho esquizofrênico no domingo (2), é uma realidade comum para muitas famílias brasileiras. Conhecida por provocar surtos, delírios de perseguição e alucinações, a esquizofrenia é uma doença difícil e penosa de lidar. Seus sintomas afetam pacientes e cuidadores.

No Brasil, são registrados anualmente 30 novos casos a cada 100 mil pessoas. Médicos estimam que o risco de uma pessoa apresentar sintomas de esquizofrenia, no país, é de 1%. De acordo com Wagner F. Gattaz, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), após o primeiro surto esquizofrênico, um terço dos pacientes nunca mais volta a ter recaídas, outro terço tem surtos em intervalos de tempo espaçados e apenas um terço passa a apresentar um quadro de evolução desfavorável da doença. “Hoje o prognóstico da esquizofrenia não é tão catastrófico como se acreditava há algumas décadas”, diz Gattaz.

Com tratamento adequado, cerca de 60% dos pacientes conseguem se reintegrar social e profissionalmente de forma satisfatória.  Mesmo nos casos de quadro evolutivo desfavorável, a gravidade dos sintomas evolui apenas dentro dos cinco primeiros anos da doença. Depois desse período, a doença para de piorar.  “A esquizofrenia não tem cura, mas tem controle”, diz a psiquiatra Claudiane Daltio, do Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela afirma que antes do surgimento dos primeiros antipsicóticos, na década de 1950, os esquizofrênicos acabavam sendo internados em clínicas e hospitais psiquiátricos, sem esperança de uma qualidade de vida melhor. “Hoje, com tratamento adequado, o paciente esquizofrênico fica sob controle e pode levar uma vida relativamente normal, com convívio social e familiar”, diz. “A doença é complicada, difícil para pacientes e familiares, mas, se tratada corretamente, existe esperança.”

Abaixo cinco perguntas comuns sobre a esquizofrenia, respondidas com base nas informações dadas a ÉPOCA por Gattaz e Claudiane:

O que é a esquizofrenia?
A esquizofrenia é uma doença mental, a principal representante do grupo dos transtornos psicóticos. É universal, complexa e tem muitas dimensões. Está associada a uma disfunção cerebral, principalmente do lobo frontal. Existe um componente genético e há maior probabilidade de se ter esquizofrenia quando alguém na família já apresentou os sintomas da doença.

Quais os sintomas?
Existem principalmente dois tipos de sintomas: os produtivos e os negativos. Os produtivos, tratados com medicamentos, são basicamente delírios, principalmente de cunho persecutório, e alucinações. Entre as alucinações mais frequentes estão as auditivas, quando o esquizofrênico ouve vozes e passa a se sentir controlado por elas. Também é comum que o paciente interprete estímulos reais de forma alucinante, como achar que uma notícia do jornal refere-se a ele.

Os sintomas negativos, mais resistentes a tratamentos, são caracterizados por alterações de comportamento, como apatia social, indiferença emocional, dificuldade de expressar emoções e empobrecimento do conteúdo do pensamento. Em alguns casos, também pode haver perda de funções cognitivas com o passar do tempo.

Os sintomas da esquizofrenia costumam aparecer no início da segunda década de vida. Nos homens, em média, entre os 20 e 25 anos de idade, e nas mulheres, mais tarde, dos 25 aos 30.
Quando os sintomas começam a aparecer, é importante que a família procure um psiquiatra. Muitas vezes, os familiares buscam igrejas, centros espíritas, neurologistas antes de procurar um psiquiatra – o que retarda o início do tratamento.

Os surtos são comuns?
Se o esquizofrênico estiver em tratamento adequado, sob controle de medicamentos e intervenções psicossociais, as chances de um surto, de uma recaída e exacerbação dos sintomas, são muito baixas, embora ainda possam ocorrer. Um problema recorrente é que muitos pacientes resistem ao tratamento e se recusam a tomar os medicamentos corretos e a frequentar terapias. Nem todos os surtos são violentos. Pessoas esquizofrênicas não são mais violentas que o resto da população.

Como é o tratamento?
A doença não tem cura, mas tem tratamento, que costuma ser feito em duas linhas. A medicamentosa, por meio de antipsicóticos para conter os sintomas produtivos, e a psicossocial, por meio de terapias ocupacionais e em grupo, voltada para o tratamento dos sintomas negativos, trabalhando pela reinserção social do paciente. As intervenções psicossociais também são indicadas para os familiares e amigos que convivem com o esquizofrênico, para que possam se preparar melhor para encarar a doença, que não é fácil. Como acontece em todo tratamento médico, há pacientes que respondem melhor ou pior aos medicamentos e terapias. O acompanhamento médico deve ser feito pelo resto da vida.

O esquizofrênico pode levar uma vida normal?
Se o paciente receber o tratamento adequado, sim. Contudo, há casos e casos. Geralmente, mesmo sob tratamento medicamentoso, o esquizofrênico costuma enfrentar dificuldades de levar uma vida igual a de uma pessoa que não sofra da doença, como casar, trabalhar ou morar sozinho. Os obstáculos surgem em decorrência dos sintomas negativos, que devem ser tratados constantemente por meio das intervenções psicossociais. Infelizmente, os medicamentos são eficazes, principalmente, no controle dos sintomas produtivos.

www.farmasupply.com.br

http://epoca.globo.com/vida/vida-util/saude-e-bem-estar/noticia/2014/02/cinco-perguntas-sobre-besquizofreniab.html

Você sabe o que é psoríase?

Psoriasis

A psoríase é uma doença inflamatória crônica não contagiosa que provoca lesões escamosas e manchas avermelhadas doloridas no corpo. Porém, a enfermidade ainda é um problema cercado de mistérios. Ela tem caráter hereditário, mas ainda não se sabe ao certo qual é a causa, muito menos a cura. O estado emocional do paciente interfere no tratamento e no controle, podendo agravar o problema ou ajudar na sua recuperação.

Segundo Paulo Cotrim, dermatologista do Hospital Federal de Bonsucesso (RJ), a psoríase ataca principalmente a pele, mas pode afetar outras partes do corpo, como por exemplo as articulações: “É uma lesão que deixa a pele avermelhada e escamosa, e a escama é perolada. As áreas mais comuns onde ela surge são as dobras, como os cotovelos, os joelhos e a região sacro coccígea. Entretanto, ela também pode aparecer em outras partes, como no couro cabeludo e nas unhas.”

De olho nos sintomas – O especialista recomenda que ao primeiro sinal de anormalidade na pele, como lesão difícil de curar ou surgimento de placas, se procure um dermatologista. Com recomendação médica, uma biópsia indicará se é um caso de psoríase. Como ainda não há cura, o tratamento é feito para controlar a doença, com o uso de pomadas e hidratantes no local das lesões. A exposição solar também auxilia no controle dos sintomas.

“A psoríase não gosta de sol. Está comprovado que o tratamento clínico com radiação ultravioleta ajuda e a exposição solar é um tratamento grátis”, afirma Paulo. Controlar o estresse e a ansiedade, além de evitar a tristeza, também ajuda. O fator emocional influencia consideravelmente no desenvolvimento da psoríase, podendo agravar o quadro durante crises nervosas.

Para Cotrim, a doença reage de acordo com um somatório de fatores. “O curso dela pode ser lento ou mais agressivo. Além do fator emocional, na minha opinião, o fator alimentar também influencia. Além disso, quem tem psoríase não pode ter inflamação e focos infecciosos, como dor de ouvido, dor de garganta, dor de dente ou verminoses, por isso, quando começo a tratar alguém já verifico a existência dessas infecções.”

Ajuda médica – Como a psoríase pode afetar outras áreas além da pele e reagir a uma série de fatores, o acompanhamento de vários profissionais auxilia na hora do tratamento. “É muito comum ela afetar também as articulações, por isso se trata de uma doença multidisciplinar que precisa do acompanhamento de vários especialistas. O dermatologista vai iniciar o tratamento, e dependendo da análise do caso, vai solicitar a participação de outros profissionais”, recomenda o dermatologista.

Fonte: Blog.saude.gov.br