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OMS afirma que energéticos podem causar desde arritima à morte

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Vendidos em supermercados e muito consumidos por jovens, os energéticos estão presentes nas baladas, misturados com bebidas alcoólicas, e no dia a dia de quem quer ter um pouco mais de disposição. Seu consumo indiscriminado, no entanto, vem sendo questionado por especialistas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) endossa o trabalho da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), segundo o qual o aumento do consumo de energéticos pode representar perigo para os jovens.

O presidente do Grupo de Estudos de Cardiologia do Esporte da SBC, Daniel Jogaib Daher, diz que campanhas feitas nos mesmos moldes das antigas propagandas de cigarro elevaram muito o consumo de energéticos no Brasil, especialmente entre jovens e adolescentes.

O perigo existe por causa da presença de substâncias como a cafeína e o guaraná, entre outros ingredientes. Esses componentes estão presentes nos energéticos “em quantidade que excede em muito o recomendado para consumo saudável pelos órgãos de saúde”, diz o médico, e podem desencadear arritmia “mesmo em pessoas sem nenhuma doença cardíaca conhecida”.

O problema maior é o consumo em baladas, como se fosse refrigerante, explica Daniel Daher, pois “como na verdade são estimulantes neuropsíquicos, os energéticos podem ser muito deletérios para o corpo”, principalmente se tomados juntamente com bebidas alcoólicas.

Efeitos

Os pesquisadores identificaram mais de 500 marcas de energéticos, que se difundiram rapidamente a partir do lançamento da primeira versão do produto, ocorrido no Japão em 1960. Em 1987 os energéticos chegaram à Europa, em 1997, nos Estados Unidos e há dois anos suas vendas somavam 12,5 bilhões de dólares.

Os médicos apontam como efeitos possíveis do consumo de energéticos arritmias cardíacas, hipertensão, estimulação do sistema nervoso central, vômitos, acidose metabólica, convulsão, parada cardíaca e mesmo morte. Nos adultos a bebida tende a aumentar o risco de hipertensão e de diabetes, já que a cafeína reduz a sensibilidade à insulina e aumenta o risco de aborto espontâneo. Segundo o trabalho, o efeito maléfico da cafeína contida no energético é maior do que a contida no café, porque, como esta bebida é consumida quente, sua absorção é mais lenta do que a do energético, que é tomado frio ou gelado.

As pesquisas continuam em andamento, e os norte-americanos estão analisando o que ocorre com o uso simultâneo de energéticos e drogas, como maconha e cocaína, e um novo estudo analisa por que os militares que usam energéticos apresentam taxa de suicídio maior do que a média das Forças Armadas.

Fonte: Coração Alerta

Vacina experimental contra ebola não gerou efeitos adversos em teste com humanos

Resultado alimenta esperanças na busca de um medicamento contra o vírus

Dr. Anthony Fauci, right, the director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases testifies before the Senate Appropriations Subcommittee on Labor, Health and Human Services, and Education joint hearing on, "Ebola in West Africa: A Global Challenge and Public Health Threat," on Capitol Hill in Washington, Tuesday, Sept. 16, 2014. (AP Photo/Susan Walsh) - Susan Walsh / AP

Dr. Anthony Fauci, right, the director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases testifies before the Senate Appropriations Subcommittee on Labor, Health and Human Services, and Education joint hearing on, “Ebola in West Africa: A Global Challenge and Public Health Threat,” on Capitol Hill in Washington, Tuesday, Sept. 16, 2014. (AP Photo/Susan Walsh) – Susan Walsh / AP

Malária, tuberculose e febre amarela podem ser tão perigosas quanto ebola

Infectologista diz que outras doenças matam muito mais que ebola, mas pouco se fala sobre

 

O ebola vem chamando a atenção e deixando os órgãos de saúde internacionais em alerta com situações de epidemia. A taxa de mortalidade e a crescimento geográfico do vírus do ebola vem assustando pessoas no mundo todo. De acordo com balanço anunciado pela diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, até esta sexta-feira (12) foram identificados 4.784 casos. Assim como o ebola, outras doenças – que já possuem altas taxas de mortalidade – também teriam potencial para gerar epidemias perigosas, se forem negligenciadas.

OMS aprova uso de tratamentos não homologados contra o ebola

Comitê de ética aprovou uso diante das circunstâncias da epidemia. Ebola já matou mais de mil pessoas na África Ocidental.

O Comitê de Ética da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou em uma reunião na segunda-feira (11) o uso de tratamentos não homologados para lutar contra a febre hemorrágica do ebola, segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira (12).

“Diante das circunstâncias da epidemia e sob certas condições, o comitê concluiu que é ético oferecer tratamentos – cuja eficácia ainda não foi demonstrada, assim como os efeitos colaterais – como potencial tratamento ou de caráter preventivo”, afirma a nota da OMS.

Até o momento não existe nenhum tratamento de cura ou vacina contra o ebola, epidemia que levou a OMS a decretar uma emergência de saúde pública mundial.

Mas o uso do medicamento experimental ZMapp em dois americanos e um padre espanhol – que faleceu nesta terça-feira em Madri – infectados com o vírus quando trabalhavam na África provocou um intenso debate ético.

O medicamento, do qual existe pouca quantidade, parece apresentar resultados promissores nos dois americanos, mas o religioso espanhol morreu nesta terça-feira em um hospital de Madri.

A empresa americana Mapp Biopharmaceutical, que produz o medicamento, informou na segunda-feira que enviou o estoque para o oeste da África.

Médicos de todo o mundo participaram nos debates da OMS na segunda-feira em Genebra.

O comitê condicionou o uso dos tratamentos a uma “transparência absoluta sobre os cuidados, a um consentimento informado, à liberdade de escolha, à confidencialidade, ao respeito das pessoas e a preservação da dignidade e a implicação das comunidades”.

Também estabeleceu ‘a obrigação moral de obter e compartilhar as informações sobre segurança e eficácia das intervenções’, que devem ser objeto de avaliação constante.

O número de mortes provocadas pelo vírus ebola superou a barreira de mil, com 1.013 óbitos e 1.848 casos registrados, segundo o balanço mais recente da OMS, que não conta com a morte do missionário espanhol.

OMS declara epidemia de ebola emergência sanitária internacional

Países afetados terão que vigiar fronteiras, aeroportos e portos. A OMS também pediu ajuda à comunidade internacional.

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan. (Foto: Alain Grosclaude / AFP Photo)

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan. (Foto: Alain Grosclaude / AFP Photo)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (8) a epidemia de ebola no oeste da África uma emergência pública sanitária internacional.

Programas de prevenção e imunização podem erradicar a hepatite, diz OMS

Segundo especialistas da entidade, para combater a doença, são necessárias as mesmas estruturas existentes na luta contra a aids

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A hepatite é caracterizada por uma inflamação do fígado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quinta-feira, durante uma conferência em Genebra, na Suíça, que países desenvolvam programas de prevenção de hepatite e reforcem as campanhas de imunização, a fim de reduzir a incidência dos tipos de hepatite A e B, que já possuem vacinas.

Estudo com roedores sugere que curry ajuda a combater a hipertensão

Estudo com roedores sugere que curry ajuda a combater a hipertensão

Experimento foi realizado por pesquisadores da Índia.
Especiaria contribuiu para reduzir a hipertensão arterial em cobaias.

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Cientistas indianos anunciaram que o curry, um condimento muito utilizado para temperar alimentos, ajudou a reduzir a pressão arterial em ratos de laboratório, o que aumenta a expectativa de se encontrar medicamentos naturais e baratos para tratar a doença.

 

S. Thanikachalam, especialista em cardiologia que chefiou a pesquisa, disse que sua equipe testou em roedores o tempero, que é uma mistura de gengibre, cardamomo, cominho e pimenta, ingredientes comuns na cozinha indiana, com pétalas de lótus branca e outros ingredientes.

 

“Vimos, então, mudanças positivas em ratos com pressão arterial elevada induzida em nossas experiências em laboratório”, disse ele, que chefia o departamento de cardiologia na Universidade Sri Ramachandra, em Madrassa. “A droga foi muito eficaz em reduzir a pressão arterial e diminuir o estresse oxidativo em ratos”, disse.

 

O estudo destaca que a especiaria contribuiu para reduzir a hipertensão arterial, uma forma secundária da pressão arterial alta, causada por um estreitamento das artérias nos rins.

 

Os indianos são geneticamente predispostos à hipertensão. Um em cada quatro pessoas sofre desta doença nas cidades, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os resultados do estudo foram publicados na edição de junho da publicação médica “Experimental Biology and Medicine”.

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Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/06/estudo-com-roedores-sugere-que-curry-ajuda-combater-hipertensao.html

 

 

OMS teme disseminação internacional de ebola

África Ocidental vive maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse considerar necessário que sejam tomadas “medidas drásticas” para conter o surto de ebola na África Ocidental.

Cerca de 400 pessoas morreram desde o início do surto, que começou na República da Guiné e se espalhou para as vizinhas Serra Leoa e Libéria. É o maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica.

A OMS teme a possibilidade de “propagação internacional”.

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A organização enviou 150 especialistas para a região para ajudar a prevenir a propagação do vírus, mas admite que “houve aumento significativo” no número de casos e mortes.

O surto começou há quatro meses e continua a se espalhar. Até agora houve mais de 600 casos e cerca de 60% das pessoas infectadas com o vírus morreram.

A maioria das mortes ocorreu no sul de Guekedou, na região da República da Guiné.

O diretor regional da OMS para a África, Luis Sambo, disse: “Este não é mais um surto específico de cada país, mas a crise de uma sub-regional e é preciso uma ação firme.”

“A OMS está seriamente preocupada com a propagação transfronteiriça em curso para os países vizinhos, bem como o potencial de disseminação internacional”, disse.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que o surto de ebola está fora de controle. A entidade teme que a epidemia se alastre mais ainda caso não haja uma forte resposta internacional.

O ebola
O ebola é uma febre hemorrágica grave causada pelo vírus ebola e não tem vacina ou cura.

A doença é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. Os sintomas incluem febre alta, sangramento e danos no sistema nervoso central.

A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a 21 dias.

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Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/oms-teme-disseminacao-internacional-de-ebola.html

Segundo cientistas, câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível

O câncer de próstata pode ser uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção comum, porém muitas vezes silenciosa, transmitida durante a relação sexual, de acordo com um grupo de pesquisadores americanos.

Apesar de vários tipos de câncer serem causados por infecções, o grupo britânico Cancer Research UK, que realiza pesquisas sobre a doença, diz que é muito cedo para adicionar o câncer de próstata a esta lista.

Cientistas da Universidade da Califórnia testaram células da próstata humana em laboratório e descobriram que uma infecção sexual chamada tricomoníase ajudava no crescimento do câncer.

Agora, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa ligação, disseram os cientistas na publicação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Infecção sexual

Acredita-se que cerca de 275 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pela tricomoníase. Ela é a infecção não-viral mais comum transmitida sexualmente.
Muitas vezes, a infecção não apresenta sintomas e a pessoa não está ciente de que está contaminada.

Homens podem sentir coceira ou irritação dentro do pênis, ardor após urinar ou ejacular, ou um corrimento branco no pênis.

Já mulheres podem sentir coceira ou dor na região genital, desconforto ao urinar ou um cheiro desagradável.

Esta pesquisa não é a primeira a sugerir uma ligação entre a tricomoníase e o câncer de próstata. Um estudo realizado em 2009 descobriu que um quarto dos homens com câncer de próstata mostrou sinais de tricomoníase, e estes indivíduos eram mais propensos a ter tumores avançados.

O estudo da PNAS sugere como a doença sexualmente transmissível poderia tornar os homens mais vulneráveis ao câncer de próstata, embora não seja a prova definitiva dessa ligação.

A professora Patricia Johnson e seus colegas descobriram que o parasita que causa a tricomoníase – Trichomonas vaginalis – produz uma proteína que causa inflamação e invasão de células benignas e cancerosas da próstata.

Eles dizem que mais estudos devem, agora, explorar esse dado – especialmente diante do fato de que a causa do câncer de próstata segue desconhecida.

Quebra-cabeça

Nicola Smith, do Cancer Research UK, disse: “Este estudo sugere um possível caminho pelo qual o parasita Trichomonas vaginalis poderia incentivar células cancerosas da próstata para crescer e se desenvolver mais rapidamente”.

“Mas a pesquisa foi feita apenas no laboratório, e evidências anteriores em pacientes não mostraram uma clara ligação entre o câncer de próstata e esta infecção sexualmente transmissível”.

“Há uma grande quantidade de pesquisas sobre o risco de câncer de próstata e estamos trabalhando duro para juntar as peças do quebra-cabeça”.
Segundo ele, ainda há fatores de estilo de vida desconhecidos que parecem afetar o risco de desenvolver a doença, sem nenhuma evidência convincente de uma ligação com a infecção.

“O risco do câncer de próstata é conhecido com o aumento da idade”, disse Smith.

O câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 70 anos, e é possível que haja algum risco genético, já que a doença pode ocorrer em famílias.

Fonte: BBC UK

Segundo o Ministério da Saúde, vacina contra a gripe é segura para gestantes

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De acordo com o último balanço realizado pelo Ministério da Saúde, até agora as gestantes foram as pessoas que menos compareceram aos postos de saúde para tomarem a vacina contra a gripe. A assessora parlamentar Sâmia Menezes, por exemplo, está grávida de 6 meses e sabe da importância da vacinação para se proteger contra a gripe.

“Ainda não vacinei pela correria do dia a dia, mas estou atenta e acho extremamente importante. Na gravidez, a gente fica bem mais sensível, então quem está grávida tem que se cuidar, especialmente com doenças respiratórias. A vacina garante a imunidade da mãe e do bebê. Não vacinei ainda, mas vou vacinar”, afirma Sâmia.

O secretário de Vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, reforça que a vacina contra a gripe é segura e deve ser aplicada em qualquer fase da gestação. “A vacina é absolutamente segura para as mulheres grávidas, tanto para mulheres que acabaram de descobrir que estão grávidas, quanto para mulheres que já estão no final da gestação. Milhões de mulheres grávidas foram vacinadas no mundo inteiro sem nenhum tipo de complicação. A vacina não traz qualquer risco para a gestante nem para o feto. Então, grávida pode se vacinar sem nenhuma preocupação porque a vacina é absolutamente segura”, destaca Jarbas Barbosa.

Além de proteger contra o vírus da gripe, a vacina pode reduzir o número de hospitalizações por pneumonias e mortalidade por complicação da influenza. A Campanha de Vacinação Contra a Gripe do Ministério da Saúde começou dia 22 de Abril e já registrou mais de 40 milhões de doses aplicadas em todo o país.

Fonte: Blog da Saúde

Os radicais livres podem nos ajudar a viver mais

Qual é o segredo para envelhecer mais lentamente e viver mais tempo? Aparentemente, não é o uso de antioxidantes. Durante anos, os radicais livres – moléculas tóxicas produzidas quando processamos oxigênio – foram apontados como vilões por trás do envelhecimento. Agora, pesquisadores da Universidade McGill, de Montreal, no Canadá, parecem ter dado um passo além. Eles mostraram como os radicais livres podem promover longevidade em um organismo modelo experimental, a lombriga C. elegans.

A equipe descobriu que os radicais livres – também conhecidos como oxidantes – agem em um mecanismo molecular que, em outras circunstâncias, pede a uma célula que ela se suicide. A morte celular programada, ou apoptose, faz com que células danificadas “se matem” em várias situações: para evitar que se tornem cancerígenas, para a indução de doenças autoimunes, ou para acabar com algum vírus.

Esse mecanismo celular é bem conservado em todos os animais, mas foi visto pela primeira vez em C. elegans – uma descoberta que resultou em um Prêmio Nobel.
Os pesquisadores da McGill descobriram que essa mesma função, quando estimulada de maneira correta pelos radicais livres, na verdade, reforça as defesas da célula e aumenta a sua vida útil. Estes resultados estão relatados em um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica “Cell”.

– As pessoas acreditam que os radicais livres são prejudiciais e causam envelhecimento, mas a chamada “teoria dos radicais livres do envelhecimento” é incorreta. Nós mudamos essa ideia ao provarmos que a produção de radicais livres aumenta durante o envelhecimento. Eles combatem – e não causam – esse envelhecimento. Portanto, essas substâncias podem nos induzir a uma vida muito mais longa – diz Siegfried Hekimi, professor no Departamento de Biologia e autor do estudo da McGill. Segundo ele, esses resultados têm implicações importantes.

– Mostrar os mecanismos moleculares reais pelos quais os radicais livres podem ter um efeito pró-longevidade nos oferece evidências dos benefícios dessas substâncias – avalia Hekimi.

Estimular a longevidade por meio de sinalização apoptótica pode ser particularmente importante em doenças neurodegenerativas, diz Hekimi. No cérebro, esse mecanismo é capaz de aumentar a resistência ao estresse de células danificadas em vez de matá-las, explica. Isso é possível pois é mais difícil substituir os neurônios mortos do que outros tipos de células, em parte devido à complexidade das conexões entre eles.

Fonte: O Globo.

Saiba as melhores maneiras de se prevenir contra superbactérias

A Organização Mundial de Saúde alertou, no fim do mês passado, que o planeta pode estar passando para uma “era pós-antibiótica”, em que os tratamentos comuns não funcionarão mais e as infecções de rotina serão letais. Somente nos EUA, organismos resistentes a antibióticos matam cerca de 23 mil pessoas por ano.

O jornal “Washington Post” listou sete dicas que você pode adotar agora para ajudar a impedir a disseminação das “superbactérias”.

Doutor, lavou as mãos?

Antes de um exame, pergunte aos profissionais de saúde se eles lavaram as mãos. Pode ser estranho e intimidador, mas faça-o de qualquer forma. Isso vale especialmente para hospitais, onde um em cada 25 pacientes adquire uma infecção.

Sem antibióticos desnecessários

Pare de chatear o médico pedindo antibióticos que, segundo ele, você não precisa tomar. A grande maioria dos resfriados e outras infecções respiratórias são causadas por vírus. Antibióticos não combatem vírus. Eles matam bactérias.

Não interrompa o tratamento

Quando você toma um antibiótico prescrito, faça-o durante todo o tempo recomendado, mesmo se você começar a se sentir melhor antes disso. Não diminua a dose, não o guarde para uma próxima vez. Essas medidas aumentariam a resistência da bactéria aos medicamentos.

Sabonetes em todos os lugares

Lave constantemente suas mãos, e sem pressa. Certifique-se de que há sempre sabonete no banheiro de seu escritório, na escola de seus filhos, onde for necessário.

Desinfetantes também ajudam

Ignore os sabonetes bactericidas. Eles não são melhores do que os outros, segundo levantamentos realizados há cerca de 40 anos pela Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês). Os desinfetantes para as mãos, feitos à base de álcool, são recomendáveis para quando não há água e sabonete por perto.

Mudanças no campo

Procure carnes e outros alimentos cultivados sem o uso de antibióticos. Cerca de 80% dos antibióticos usados no país são destinados ao gado, contribuindo para a resistência bacteriana. A mudança da demanda do consumidor pode ser uma forma de coibir esta prática.

Boca e nariz cobertos na hora do aperto

Cubra totalmente a boca e o nariz quando você tosse ou espirra. Mantenha superfícies limpas. Livre-se de qualquer coisa que tenha contato em contato com carne crua ou mal cozida, peixes, mariscos e ovos. E aumente sua resistência praticando exercícios físicos, comendo bem e descansando o suficiente.

Fonte: O Globo.

Bebidas alcoólicas podem influenciar na hipertensão arterial

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA oferece dados sobre os possíveis efeitos entre o uso de bebidas alcoólicas e a hipertensão arterial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17 milhões de mortes por ano (um terço do total de mortes); destas, 9,4 milhões são decorrentes de complicações associadas à hipertensão arterial.
Especificamente em relação à hipertensão arterial, uma Cartilha Informativa divulgada este ano pela Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que as mulheres (30%) são mais afetadas pela doença que os homens (21%) e merecem ainda mais atenção, já que na gestação e na menopausa possuem maior risco de sofrerem alterações na pressão arterial.Outros fatores de risco associados à hipertensão são: alimentação pouco saudável, tabagismo, sedentarismo, diabetes, obesidade, entre outros. Em relação ao uso de bebidas alcoólicas, estudos mostram que a substância pode tanto trazer prejuízos como benefícios associados à doença.

Quando consumido excessivamente, o álcool pode levar ao aumento da pressão arterial, do peso, do colesterol e dos triglicérides; em contrapartida, quando consumido em pequenas doses, pode diminuir o estresse oxidativo e exercer um efeito vasodilatador endotelial, proporcionando uma potencial diminuição da pressão arterial em indivíduos que possuem diagnóstico de hipertensão. No entanto, os mecanismos exatos para obter tais efeitos ainda não são claros, e por isso é sempre recomendável que o indivíduo certifique-se com seu médico sobre a possibilidade de consumir álcool, mesmo que em pequenas quantidades.

Por fim, vale ressaltar que a OMS estabelece que não existe um nível considerado “seguro” para o consumo do bebidas alcoólicas; no entanto, para evitar prejuízos à saúde como um todo, a ingestão relacionada ao baixo risco de desenvolvimento de problemas é de até duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Os homens não devem ultrapassar o consumo de três doses diárias e as mulheres duas doses diárias, sendo que, tanto homens quanto as mulheres, não devem beber por pelo menos dois dias na semana.

Em alguns casos, por exemplo, para menores de 18 anos, gestantes, pessoas em uso de medicamentos, cujos efeitos possam ser alterados pelo uso concomitante de bebidas alcoólicas, entre outros, o uso do álcool é inaceitável.

Sobre o CISA

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental criada em 2004 e qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) desde 2005, foi fundado pelo psiquiatra e especialista em dependência química Dr. Arthur Guerra de Andrade e consolidou-se como a maior fonte de informações no País sobre o binômio saúde e álcool.

Por meio de seu website (www.cisa.org.br), disponibiliza um banco de dados direcionado à população geral, estudantes, profissionais de saúde, pesquisadores e empresas, que tem como base publicações científicas reconhecidas no cenário nacional e internacional, dados oficiais (governamentais) e informações de qualidade publicadas em jornais e revistas destinados ao público geral sobre o álcool e suas relações com o corpo, a mente e a sociedade.

O CISA acredita na importância do rigor ético e na transparência de suas ações no que diz respeito à obtenção e divulgação de conhecimento atualizado e imparcial na área de saúde e álcool, e prontifica-se a colaborar com políticas públicas que abordem o tema de forma eficaz. Também está comprometido com o avanço do conhecimento nessa área e encoraja a adoção de medidas para prevenir o uso nocivo de álcool e suas consequências, por meio de parcerias e elaboração de materiais educativos e de prevenção.

Fonte: Segs

Álcool na gravidez, mesmo em pequenas quantidades, eleva risco de parto prematuro

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Consumir bebida alcoólica no início da gravidez, mesmo em quantidades pequenas, pode elevar o risco de o bebê nascer prematuro ou com um tamanho menor do que o esperado. É o que concluiu uma nova pesquisa da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, publicada nesta segunda-feira no periódico Journal of Epidemiology and Comunity Health.

 

De acordo com os autores do estudo, os efeitos adversos do consumo exagerado de álcool durante a gravidez já são bem conhecidos. Ainda não existe, no entanto, um consenso sobre os efeitos de quantidades pequenas da bebida.

 

As recomendações sobre o assunto variam de acordo com a entidade médica ou o governo de cada país. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, indica que grávidas ou mulheres que pretendem engravidar devem se manter abstêmias. Já o governo britânico, onde a pesquisa foi realizada, aponta que gestantes devem evitar beber ou que a ingestão máxima seja de duas doses de álcool por semana.

 

O novo estudo se baseou em questionários respondidos por 1 264 mulheres que haviam participado de um levantamento sobre alimentação e que ficaram grávidas durante a pesquisa. Nenhuma delas apresentava um risco alto de sofrer complicações durante a gestação.

 

Os pesquisadores analisaram os relatos dessas mulheres sobre ingestão de álcool um mês antes de engravidarem e durante toda a gestação. Segundo o estudo, mais da metade (53%) das mulheres afirmou ter bebido duas doses ou mais de álcool por semana durante o primeiro trimestre de gestação.

 

Gravidez em risco — Em média, 4,4% dos filhos das participantes nasceram com um tamanho menor do que o esperado (pelo tempo de gestação) e 4,3% nasceram prematuros. Esse risco, porém, foi duas vezes maior entre bebês cujas mães beberam mais do que duas doses de álcool por semana no primeiro trimestre de gestação em comparação com filhos de mulheres que não consumiram álcool nesse período.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a chance de parto prematuro foi maior mesmo em mulheres que beberam no primeiro trimestre da gestação, mas sem exceder as duas doses de álcool semanais, em comparação com as que se mantiveram abstêmias. Além disso, a ingestão de álcool no mês anterior à concepção também pareceu elevar o risco de o bebê nascer com tamanho restrito. “Nossos resultados destacam a necessidade de endossar a recomendação sobre mulheres se manterem abstêmias durante a gravidez. Além disso, o estudo ajuda a compreender os efeitos do álcool em grávidas e quais são os períodos mais vulneráveis — no caso, o primeiro trimestre da gravidez”, dizem os autores no artigo.

 

FONTE: VEJA ONLINE

 

Vai aos jogos da Copa? Esteja com a vacinação em dia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os torcedores que viajarem ao Brasil para acompanhar a Copa do Mundo deverão provar que estão com as vacinas em dia. A medida visa evitar que haja a transmissão de doenças com altamente infecciosas como a rubéola e o sarampo.

Como a Semana Anual da Vacinação nas Américas começou nesta quinta-feira – e se estende até 30 de abril -, a OMS aproveitou o momento para lançar a campanha “Vacinação sua melhor jogada!”, para alertar sobre essa forma de prevenção.

“Ao planejar a participação em um grande evento, é importante levar em consideração os riscos à saúde e saber como nos precaver com antecedência. A vacinação é primordial para aqueles que frequentarão ambientes aglomerados”, afirmou Dr. Ricardo Cunha, médico sanitarista e responsável pelo setor de vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.

Fonte: ESPN

Exercícios físicos regulares reduzem o risco de câncer

Não é novidade que praticar exercícios físicos só traz benefícios à saúde: tem-se mais energia, o humor melhora e o peso fica controlado.

Mas isso não é tudo: esse hábito também pode evitar o desenvolvimento de um câncer, de acordo com especialistas da área médica.De acordo com o Jornal O Globo, estudo recente divulgado na conferência “European Breast Cancer”, na Escócia, apontou que mulheres que se exercitam vigorosamente durante uma hora por dia podem reduzir em até 11% o risco de câncer de mama. Os dados também mostraram que praticar exercício por mais tempo pode aumentar ainda mais a proteção na comparação com as mulheres menos ativas.

Já as Recomendações Mundiais sobre Atividade Física apresentadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 25% dos casos de câncer de mama e de cólon poderiam ser evitados se os pacientes praticassem exercícios físicos por, pelo menos, 2 horas e meia por semana.

O quadro é preocupante quando se analisam os dados sobre sedentarismo em todo o mundo: dados da mesma entidade (2008) mostram que ele está associado a 3,2 milhões de mortes anuais, sendo 2,6 milhões em países pobres e em desenvolvimento.

Reverter a situação é fácil: basta fazer alguma atividade leve, como uma caminhada, durante 30 minutos e por três vezes por semana, como recomenda o oncologista da Oncomed Belo Horizonte, Dr. Amândio Soares. Mas, antes de colocar o tênis e partir para a rua ou para a esteira, o médico lembra que é preciso fazer uma avaliação médica para saber qual o exercício mais indicado e qual deve ser sua intensidade. “Independentemente da atividade física, é importante que ela dê prazer e seja indicada a quem a pratica”, diz.

Confira a entrevista Dr. Amândio Soares, que tira as principais dúvidas quando o assunto é a relação entre atividades físicas e câncer.

1-Qual a relação das atividades físicas com o câncer?

Já é muito bem difundido e conhecido pela população que a prática regular de atividades físicas diminui o risco das doenças cardiovasculares, que atualmente são a principal causa de morte no nosso país. O câncer já ocupa a segunda colocação nas principais causas de óbito no Brasil.

O que a maioria da população ainda não sabe é que, a prática regular de atividades físicas também reduz o risco de morte por câncer. Um estudo americano feito pela universidade de Harvard demonstra que levar um estilo de vida sedentário eleva em cerca de 5% o risco de morrer de câncer. Outro dado alarmante é que a obesidade contribui como fator causal de cerca de 20% de todos os casos de câncer.

Apesar de se saber que a prática regular de atividades físicas tem um impacto positivo em reduzir o risco do câncer, ainda não está bem estabelecido se há uma atividade física específica que seja superior nessa prevenção. O que se recomenda é que, independente do tipo, o indivíduo invista na atividade física que seja mais agradável, pois dessa forma, a chance de que a prática seja mantida de maneira regular é maior.

2-Como o exercício físico age em nosso corpo diminuindo a chance de nova contração da doença? O que muda em nosso organismo após a atividade que inibe o câncer?

Vários mecanismos têm sido propostos para se explicar o efeito protetor que a atividade física exerce no nosso organismo. Tem sido demonstrado que os exercícios agem reduzindo a produção de algumas proteínas e hormônios como a insulina, as prostaglandinas e alguns fatores de crescimento. Essas substâncias, quando presentes de maneira persistentemente elevadas na corrente sanguínea do indivíduo, contribuiriam, juntamente com outros fatores, para elevar seu risco.

Em segundo lugar, a prática rotineira de atividades físicas melhora a resposta imunológica. Isso faz com que as células de defesa atuem de maneira mais eficiente na proteção do organismo. Em terceiro lugar, a prática de atividades físicas protege contra a obesidade, que é um conhecido fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de doenças inclusive o câncer. E por último, as pessoas que praticam atividades físicas regulares, geralmente, têm um estilo de vida mais saudável, consumindo mais fibras, verduras, legumes, frutas e vegetais, sabidamente fatores de proteção.

3-Quais tipos de câncer são mais e menos inibidos pela atividade física?

Mama, colo de útero. Um estudo epidemiológico japonês também demonstrou que a prática regular de atividade física reduziu o risco de desenvolver cânceres do tubo digestivo, como os de estômago, fígado e pâncreas. O impacto foi ainda mais significativo no caso do câncer de intestino grosso, com uma redução de risco de 24%. Além disso, também houve uma redução importante no risco de câncer de mama. Embora em menor grau, parece que também há um efeito protetor contra os cânceres do útero e da próstata.

4-Quanto tempo de duração a atividade deve ter para que tenha efeito?

A duração, intensidade e freqüência ótimas ainda não estão bem estabelecidas. Como é feito nas doenças cardiovasculares, geralmente, o que se recomenda, é que o indivíduo pratique a atividade que mais lhe proporcione prazer, para que a mesma seja realizada de maneira contínua. É preciso fazer uma avaliação médica para saber qual o exercício mais indicado e qual deve ser sua intensidade.

5-O exercício previne apenas o retorno ou também evita o primeiro aparecimento? Por quê?

Os efeitos benéficos da atividade física têm sido melhor demonstrados na redução do risco de surgimento do câncer. Não há estudos avaliando seu impacto na redução do risco da mesma doença retornar. Como toda a população, mesmo que em graus diferentes, está sujeita ao risco, é recomendável que todos adotassem um estilo de vida o mais saudável possível. Os benefícios vão muito além do seu efeito protetor contra o câncer.

Também está bem estabelecida a redução das doenças cardiovasculares e a melhora da qualidade de vida como um todo. Sendo assim, é altamente recomendável que todos pratiquem exercícios físicos regularmente e incluam as frutas, verduras e legumes na alimentação diária.

Sobre a Oncomed

A Oncomed, clínica especializada na prevenção e no tratamento das doenças neoplásicas, foi fundada em 1994, em Belo Horizonte. Desde então, realiza um trabalho que envolve cuidados diferenciados e tratamento humanizado a todos os pacientes. São especialistas em oncologia, hematologia, nutrição, clínica da dor, psicologia e cardiologia, além de uma equipe de suporte que realiza um acompanhamento efetivo na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

Fonte: Segs

Distribuição de colírio é interrompida por Ministério

O uso descontinuado de colírio faz do glaucoma a maior causa de cegueira irrecuperável no mundo. A doença atinge mais de 1milhão de brasileiros de acordo com  a OMS (Organização Mundial da Saúde), mas metade nem desconfia que é portador por causa da falta de sintomas.. O alto preço, mais de R$ 100 por um frasquinho de medicamento oferecido pelo  programa “Farmácia Popular”, faz com que 2 em cada 10 pessoas interrompam o tratamento. É o que mostra um estudo conduzido pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, com 184 pacientes glaucomatosos. A interrupção do tratamento pode aumentar ainda mais a partir d 1º de maio. Isso porque, a portaria GM/MS 1.554 do Ministério da Saúde está repassando o financiamento desses colírios às secretarias do estado que já sinalizaram ter dificuldade financeira para manter o programa ”Aqui tem Farmácia Popular”.

Queiroz Neto ressalta que grande parte dos glaucomatosos faz tratamento através deste programa que hoje tem quase 30 mil drogarias credenciadas em todo o país. Não é para menos. O desconto oferecido chega a 90% do valor de mercado dos colírios e para participar basta apresentar uma receita médica e um documento de identificação. Além disso, 45% dos participantes do estudo desenvolvido pelo médico  desperdiçaram o colírio pingando mais de uma gota em cada olho ou instilando  o medicamento fora do globo ocular. O “Aqui tem farmácia Popular” entrega um frasco de cada medicação/pessoa, mas ainda assim torna o tratamento viável para muitos pacientes.

Maioria necessita usar colírio

O médico explica que o glaucoma é uma doença crônica que acompanha a pessoa para o resto da vida.  Na maioria dos casos, cerca de 90%, está relacionado ao aumento da pressão intraocular (PIO) decorrente de um bloqueio ao humor aquoso, fluido que circula na parte posterior do globo ocular. Como nosso olho é um órgão fechado, comenta, o humor aquoso não tem como vazar para fora. Por isso, a pressão interna fica acima do nível normal que é de 21 mmHg (milímetros de mercúrio). Resultado: As células do nervo óptico podem sofrer danos se não forem usados colírios que mantêm a pressão intraocular normal. Os danos no nervo óptico impedem a transmissão das imagens ao cérebro e diminuem nosso campo visual até a cegueira definitiva.

Grupos de risco

Queiroz Neto afirma que o glaucoma pode ocorrer em qualquer idade. Por isso, toda pessoa deveria fazer um exame oftalmológico periódico para garantir o diagnóstico das doenças oculares no início, quando  a maioria passa despercebida. Os grupos de maior risco para desenvolver glaucoma são:

·         Pessoas com mais de 45 anos
·         Portadores de mais de 6 graus de miopia.
·         Quem tem parentes próximos com glaucoma.
·         Descendentes de negros e asiáticos.
·         Pessoas expostas a traumas oculares no dia-a-dia.
·         Uso prolongado de pílula anticoncepcional ou corticóide.
·         Portadores de diabetes.

Outros tratamentos

O especialista explica que um tratamento alternativo para controlar a pressão intraocular é a aplicação de laser  acima do ponto de drenagem, visando facilitara passagem do humor aquoso. Em 50% dos casos o procedimento libera do uso contínuo de colírio por controlar a pressão intraocular. Para a outra metade dos pacientes apenas ajuda a manter a PIO abaixo de 22 mmHg,  exigindo, portanto o uso de colírio.

Em pessoas com PIO muito elevada e de difícil controle é indicada a trabeculotomia. “Nesta cirurgia retiramos uma pequena porção da malha trabecular para melhorar a drenagem”, afirma. Mais complexa do que a aplicação do laser, o especialista ressalta que neste caso  a recuperação visual pode demorar algumas semanas e 1 em cada 3 pacientes desenvolve catarata.

Para evitar desperdício de colírio e garantir o efeito da medicação, as recomendações do médico são:

•Lave as mãos antes de aplicar o colírio.
•Verifique no frasco se é recomendado agitar o produto antes de usar.
•Incline a cabeça para trás.
•Flexione a pálpebra inferior com o indicador.
•Com a outra mão segure o dosador
•Coloque o medicamento sem relar no bico dosado, evitando a contaminação.
•Pressione com o polegar o canto interno do olho para reduzir efeitos colaterais
•Feche os olhos por 3 minutos para garantir o efeito
•Se usar lentes de contato retire-as antes da aplicação
•Recoloque as lentes de contato depois de 10 minutos da aplicação
•Em caso de prescrição de mais de um colírio aguarde 15 minutos entre um e outro

Fonte: Parana Shop

Estudo contesta a eficácia do Tamiflu no combate a H1N1

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Em 2009, durante a epidemia de gripe suína (H1N1), governos ao redor do mundo, inclusive o brasileiro, gastaram bilhões de dólares para fazer estoques do medicamento Tamiflu, que supostamente evitaria complicações da doença. Esta semana, porém, uma revisão de estudos sobre o uso do remédio feito pela Cochrane Collaboration, rede independente de pesquisadores e profissionais de saúde, não encontrou evidências da eficácia do Tamiflu no combate à infecção e transmissão do vírus, levantando questionamentos sobre a decisão de estocar o medicamento.

Diante disso, o Ministério da Saúde informou em nota ao site G1 que vai analisar o estudo da Cochrane, mas defende que a decisão de gastar R$ 400 milhões em doses suficientes para tratar 14,5 milhões de pessoas foi baseada em “recomendações de instituições de referência, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos”. E o Brasil não embarcou sozinho nessa: nos EUA, o gasto para formação do estoque do remédio chegou a US$ 1,3 bilhão, enquanto no Reino Unido ficou em 424 milhões de libras (cerca de US$ 710 milhões).

“O antiviral oseltamivir (Tamiflu) é indicado para o tratamento de casos graves e de pessoas com fatores de risco”, cita o G1. “Estudos realizados no Brasil têm confirmado a importância da administração do oseltamivir, rapidamente, nas situações indicadas como medida capaz de reduzir complicações e mortes decorrentes da influenza (gripe)”, continua o ministério, de acordo com o site.

Segundo a avaliação da Cochrane, porém, a Tamiflu não só não é eficaz no combate às complicações da gripe, como pneumonias, bronquites, sinusites e infecções no ouvido, como eleva o risco de sintomas adversos como náusea e vômitos, além de possivelmente evitar que algumas pessoas produzam anticorpos suficientes para lutar contra a infecção. Para tanto, os especialistas da instituição revisaram 46 testes clínicos envolvendo mais de 24 mil pessoas do Tamiflu (oseltamivir) e de outro remédio similar, o Relenza (zanamivir), conhecidos como inibidores de neuramidase e fabricados pelos laboratórios Roche e GlaxoSmithKline, respectivamente.

– A revisão destaca que o Tamiflu, inicialmente visto como capaz de reduzir hospitalizações e complicações sérias da gripe, não faz isso e ainda leva a efeitos danosos que não foram totalmente relatados nas publicações originais – diz David Tovey, editor-chefe da Cochrane Collaboration.
Fonte: O Globo

OMS publica diretrizes para tratamento da hepatite C

04-09-2014HepatitisC

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, nesta quarta-feira (9), suas primeiras diretrizes para o tratamento da hepatite C, uma infecção crônica que afeta entre 130 e 150 milhões de pessoas em todo o mundo. A medida visa a melhorar o acesso a medicamentos mais seguros e eficientes para tratar a doença.

“As novas instruções ajudarão os países a melhorar o cuidado e o tratamento da hepatite C e a reduzir o número de mortes por câncer no fígado e cirrose”, explicou o chefe do Programa Global da OMS sobre a Hepatite, Stefan Wikto.

A publicação das diretrizes coincide com uma oferta crescente de medicamentos orais para o tratamento desta doença, que mata entre 350 e 500 mil pessoas por ano. O apoio da OMS incluirá a assistência e a disseminação de tratamentos acessíveis, mais a avaliação da qualidade de laboratórios e medicamentos genéricos voltados à doença.

“Atualmente, o tratamento para a hepatite C é inacessível para a maioria dos pacientes”, disse o consultor sênior do Departamento da OMS para Produtos e Medicamentos Essenciais para a Saúde, Peter Beyer. “O desafio agora é garantir que todos os que precisam de remédios possam obtê-los.”

Fonte: Onu.

1 em cada 10 adultos sofre de doença renal

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O diabetes e a hipertensão, em conjunto com o envelhecimento, são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de uma doença renal crônica, que, de acordo com estudos, afeta um em cada dez adultos em todo o mundo.

Para reverter esta situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS)/Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) pede aos médicos que incorporarem testes ou marcadores de lesão renal para pacientes de alto risco, especialmente diabéticos e hipertensos, e sugere ao público em geral que mantenha estilos de vida saudáveis.

A doença renal crônica é a perda progressiva da função renal em meses ou anos. Em sua fase inicial, a doença não tem sintomas e pode ser tratada. No entanto, em etapas onde a doença é mais avançada, a pessoa pode precisar fazer diálise ou até um transplante de rim.

Nas últimas cinco décadas a expectativa de vida na América Latina e no Caribe aumentou em mais de 20 anos. “As pessoas têm prolongado a sua sobrevivência, mesmo sofrendo com uma ou mais doenças crônicas e estando expostas a fatores de risco. Isso faz com que o impacto sobre os órgãos, como os rins, tenha crescido entre os idosos, revelando a necessidade de prestar mais atenção para a questão”, explica o assessor regional sobre Envelhecimento e Saúde da OPAS/OMS, Enrique Vega.

De acordo com a pesquisa “Saúde, Bem-estar e Envelhecimento”, organizada pela OPAS/OMS, na América Latina e no Caribe, dois em cada três idosos têm uma das seis doenças crônicas comuns (hipertensão, diabetes, doença cardíaca, doença cerebrovascular, doença articular ou doença pulmonar crônica) e dois em cada três disseram que tinham pelo menos dois fatores de risco dentro dos que são levados em conta (tabagismo, excesso de peso ou falta de atividade física).

Nas Américas, as doenças não transmissíveis (câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, etc) são as causas de três em cada quatro mortes, o equivalente a 4,45 milhões de mortes por ano. A OPAS/OMS está trabalhando com os países das Américas para reduzir em 25% as mortes prematuras por essas doenças até 2025.

Fonte: ONU