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Novo chip anticoncepcional pode ser ativado por controle remoto

Pesquisadores americanos acabam de desenvolver um método contraceptivo inovador. Trata-se de um chip de computador implantado sob a pele de uma mulher, capaz de liberar pequenas doses de hormônio levonorgestrel diariamente. As informações são da  BBBrasil


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O chip funciona por até 16 anos, mas pode ser interrompido a qualquer momento por meio de um controle remoto sem fio. Apoiado por Bill Gates, o dispositivo deve ser testado nos Estados Unidos no ano que vem. A previsão é que chegue ao mercado em 2018. 

Evite hipertensão arterial durante a gravidez. Saiba como:

Durante a gravidez, algumas mulheres ficam vulneráveis à pré-eclâmpsia, hipertensão arterial que pode aparecer geralmente a partir da 20ª semana de gestação. O problema pode evoluir para a eclâmpsia, quando ocorre um descontrole da pressão arterial colocando em risco a vida da mãe e a do feto.

Foi o que aconteceu com a enfermeira Nara Rabelo. Na época, ela tinha 15 anos de idade e quando procurou atendimento médico, o feto já estava em sofrimento. “Depois de três meses é que eu fui ao médico e, quando eu cheguei lá, ela disse que minha menina já estava quase sem vida e que minha pressão estava alta. E quando eu estava com 6 meses e 28 dias minha pressão subiu tanto que eu fui para a maternidade e tive que tirar ela e foi um momento muito difícil para mim”, relembra Nara.

De acordo com a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, a pré-eclâmpsia é a primeira causa de morte materna no Brasil. A coordenadora Esther Vilela explica que o problema é muito comum em mulheres brasileiras, principalmente durante a primeira gravidez. “Por isso, as mulheres devem ficar atentas e acompanhar bem o pré-natal, em todas as consultas devem medir a pressão, ficar atenta a algum sintoma de dor de cabeça, a perna muito inchada ao levantar, estrelinhas na vista; outros sintomas que os profissionais de saúde do pré-natal vão orientar a mulher para que ela possa procurar os serviços de saúde caso ela apareça com alguns desses sintomas”, explica a coordenadora.

Além de comparecer a todas as consultas do pré-natal, a coordenadora da Saúde da Mulher orienta as gestantes a manter bons hábitos alimentares para evitar a pré-eclampsia e outras complicações que podem surgir durante a gestação. “A gravidez saudável depende de exercício físico e uma boa alimentação a base de frutas, legumes, proteínas, redução das frituras, das gorduras e do açúcar; usar o sal de forma comedida, lembrando que refrigerante tem sal, que bolacha, inclusive de doce tem sal, tudo que tem conservante tem sal; redução do café e, principalmente, álcool, drogas, o cigarro”, destca Esther Vilela.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral às gestantes, como acesso ao pré-natal de alto risco, acesso rápido aos resultados, vinculação ao local em que será realizado o parto, além de orientar as mulheres sobre saúde sexual e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Em 2012, foram realizadas 18 milhões e 200 mil consultas pré-natais pelo SUS.

Fonte: Blog Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, vacina contra a gripe é segura para gestantes

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De acordo com o último balanço realizado pelo Ministério da Saúde, até agora as gestantes foram as pessoas que menos compareceram aos postos de saúde para tomarem a vacina contra a gripe. A assessora parlamentar Sâmia Menezes, por exemplo, está grávida de 6 meses e sabe da importância da vacinação para se proteger contra a gripe.

“Ainda não vacinei pela correria do dia a dia, mas estou atenta e acho extremamente importante. Na gravidez, a gente fica bem mais sensível, então quem está grávida tem que se cuidar, especialmente com doenças respiratórias. A vacina garante a imunidade da mãe e do bebê. Não vacinei ainda, mas vou vacinar”, afirma Sâmia.

O secretário de Vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, reforça que a vacina contra a gripe é segura e deve ser aplicada em qualquer fase da gestação. “A vacina é absolutamente segura para as mulheres grávidas, tanto para mulheres que acabaram de descobrir que estão grávidas, quanto para mulheres que já estão no final da gestação. Milhões de mulheres grávidas foram vacinadas no mundo inteiro sem nenhum tipo de complicação. A vacina não traz qualquer risco para a gestante nem para o feto. Então, grávida pode se vacinar sem nenhuma preocupação porque a vacina é absolutamente segura”, destaca Jarbas Barbosa.

Além de proteger contra o vírus da gripe, a vacina pode reduzir o número de hospitalizações por pneumonias e mortalidade por complicação da influenza. A Campanha de Vacinação Contra a Gripe do Ministério da Saúde começou dia 22 de Abril e já registrou mais de 40 milhões de doses aplicadas em todo o país.

Fonte: Blog da Saúde

Remédio adia a necessidade de químio para câncer de próstata

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Um medicamento para câncer de próstata atualmente indicado apenas para pacientes que já passaram por quimioterapia se mostrou eficaz também para adiar a necessidade do procedimento e ampliar o tempo de sobrevida de homens com casos avançados da doença. Os resultados são de um estudo apresentado na quinta-feira, 30 de janeiro, no Simpósio de Cânceres Geniturinários, em São Francisco (EUA).

Na pesquisa, realizada pela Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, 1.717 homens com tumor avançado de próstata foram divididos em dois grupos e acompanhados por 20 meses. Entre os que tomaram o medicamento Enzalutamida, o risco de morte foi 29% inferior ao do grupo que tomou um placebo. O tempo de sobrevida entre os que tomaram o remédio foi de 32,4 meses contra 30,2 meses dos pacientes que receberam o placebo.

Segundo o estudo, o remédio ainda adiou em 17 meses o tempo médio de início da quimioterapia. Para Rafael Coelho, chefe da equipe de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e participante do simpósio, o remédio será importante para prolongar a qualidade de vida dos pacientes com tumores avançados. “Ao retardar a necessidade de quimioterapia, o remédio adia também os efeitos colaterais da mesma”, diz ele.

O especialista lamenta que a Enzalutamida não esteja aprovada para uso no Brasil. “Sei que o processo de aprovação já foi aberto, mas por questões burocráticas, ainda não foi finalizado”, diz.

Nos Estados Unidos, o medicamento tem o aval desde 2012, mas apenas para uso depois da quimioterapia. Agora, após a apresentação do novo estudo, o fabricante pedirá à FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta medicamentos e alimentos, que a droga seja liberada também para uso antes da quimioterapia. O processo deve durar alguns meses.

Procurada pelo Estado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o processo de aprovação do medicamento está em análise desde fevereiro de 2013 e que, atualmente, aguarda informações solicitadas ao fabricante para que sejam avaliadas a segurança e a eficácia do produto. Não há previsão para o término do processo.

O tumor de próstata é o mais comum entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, 68,8 mil novos casos deverão ser registrados no País neste ano.

Fonte: ICTQ

Novo protocolo para tratamento de crianças com HIV

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Um novo protocolo de tratamento clínico para infecção pelo HIV de crianças e Adolescentes foi lançado pelo Ministério da Saúde em consulta pública na última sexta-feira (7). A nova proposta recomenda que o início do tratamento em recém-nascidos expostos deve ser feito com AZT (Zidovudina) por quatro semanas. Essa indicação é aplicada é aplicado aos filhos de mães soropositivas que foram acompanhadas desde o pré-natal. Já no caso das gestantes que não receberam antirretroviral durante a gravidez é recomendado aos bebês a utilização de AZT (Zidovudina) por quatro semanas, acompanhado de Nevirapina em três doses. Antes, a recomendação era de uso do AZT durante seis semanas.

Outra inovação é a indicação do início do tratamento para crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil cópias (quantidade de HIV que circula no sangue, considerada alta e que sugere o progresso da doença nas crianças). Também é recomendado o início de tratamento para todas as crianças com idade superior a cinco anos com CD4 acima de 500. A contagem de linfócitos T CD4+ (CD4) indica como está a resposta do sistema imunológico ao vírus, permitindo ao médico monitorar a saúde de paciente que toma os antirretrovirais. Antes, o critério considerado era a contagem de CD4.

O protocolo, que apresenta novas propostas para aperfeiçoar o atendimento e tratamento dessa população no país, ficará em consulta pública por um período de 30 dias (até 9 de março) e será finalizado ainda neste primeiro semestre. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 13 anos.

“Os sucessos na prevenção da transmissão vertical, principal mecanismo de aquisição do HIV em pediatria, levaram a uma significativa redução dos casos novos, com estabilização nos últimos anos. Este cenário de mudanças clínicas e epidemiológicas impõe novos desafios aos profissionais envolvidos no cuidado de crianças e adolescentes com HIV/aids. O novo protocolo vem ajudar os profissionais de saúde nessa tarefa”, afirma o secretario de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Atualmente, estão em tratamento para aids cerca de 10 mil crianças e adolescentes.

Desde o final da década de 1990, o Ministério da Saúde publica recomendações para tratamento de crianças e adolescentes infectados pelo HIV e aids, baseadas nas evidências científicas vigentes. Periodicamente, há a atualização com a inclusão das informações sobre os avanços ocorridos nas orientações para o tratamento e acompanhamento das crianças expostas e infectadas pelo HIV. A partir de 2012, os antigos consensos terapêuticos passam a ser elaborados na forma de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), publicados em portaria, após período de 30 dias de consulta pública, em que a sociedade pode inserir as suas contribuições ao documento.

“Questões como o aumento da sobrevida e a redução da frequência de infecções oportunistas fazem com que cresçam em importância os aspectos ligados à promoção da saúde integral e da qualidade de vida, notadamente na adolescência e na juventude, daí a importância do novo protocolo atualizando as recomendações”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

O novo protocolo define com maior clareza a primeira linha de terapia antirretroviral TARV. Além disso, o documento amplia as recomendações sobre diagnóstico, manejo da falha terapêutica, adesão, revelação diagnóstica, toxicidade, coinfecções, infecções oportunistas e abordagem aos adolescentes.

O texto completo da proposta do novo protocolo encontra-se disponível no endereço eletrônico:www.saude.gov.br/consultapublica. A validação das proposições recebidas e elaboração da versão final consolidada do protocolo será coordenada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, que deve finalizar o documento ainda neste primeiro semestre.

Fonte: Blog da Saúde