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Pesquisa indica que brócolis ajuda na prevenção de câncer

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Os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram: até 2015 surgirão no Brasil aproximadamente 576 mil novos casos e o câncer de pele tipo “não melanoma” será o mais incidente na população, totalizando 182 mil casos novos. Diante deste cenário, medidas que previnam a incidência da doença tornam-se cada vez mais importantes. E se elas vierem em forma de alimentos saudáveis, melhor ainda.

A farmacêutica Patrícia Bachiega indica, como exemplo de “medidas extremamente promissoras e vantajosas”, o consumo de alimentos funcionais. “Eles possuem compostos bioativos, responsáveis por modulações fisiológicas que irão resultar em benefícios ao nosso organismo. Entre os alimentos funcionais, o brócolis é o que tem se destacado quando o assunto é a prevenção do câncer”, afirma Patrícia.

Mestranda pelo programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), a farmacêutica e pesquisadora observou que os excelentes resultados do brócolis na prevenção do câncer podem aliar-se ao selênio. “Sua importância deve-se ao fato deste mineral ser responsável pelo aumento na síntese de enzimas, que apresentam elevada atividade antioxidante, minimizando assim os danos oxidativos”, comenta.

“Mais estudos devem ser conduzidos a fim de avaliar de maneira detalhada os possíveis mecanismos de ação dos compostos bioativos do brócolis, junto ao selênio, a fim de comprovar a eficiência desta união no controle do câncer”, conclui a pesquisadora.

Fonte: O Correio News

Lanches no lugar das refeições faz mal

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A pesquisa Vigitel 2013, Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, divulgada peloMinistério da Saúde, mostra que a população está substituindo o almoço ou o jantar por um lanche de baixo valor nutritivo. Os dados apontam que 16,5% dos brasileiros costumam trocar refeições importantes por lanches como pizzas, sanduíches ou salgados diariamente.

Vacina contra HPV sem limite de idade

Vacina contra HPV sem limite de idade

ANVISA aprova vacina contra o Papilomavírus Humano para mulheres acima dos 25 anos. De acordo com a responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, a medida é um grande avanço para o combate do HPV, uma vez que as  mulheres acima dos 26 anos estão cada vez mais suscetíveis à doença.

hpv-pode-causar-verrugas-genitais-e-caancer-de-colo-do-autero-ou-de-paenis Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou na última sexta-feira, 28 de junho, a vacina contra o Papilomavírus Humano 16 e 18 (recombinante) para mulheres a partir dos 9 anos, sem limite de idade. A medida estende a indicação da vacina – anteriormente recomendada para mulheres de 10 a 25 anos – a mulheres acima dos 25, possibilitando que estas tenham acesso à imunização contra o HPV com objetivo de prevenir o câncer de colo do útero.

A Dra. Marilene Lucinda, responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, afirma que a medida é um grande avanço para o controle do HPV. “O HPV tem dois picos: entre os 15 e 18 anos (início da atividade sexual) e entre 35 e 40 anos. Estatísticas da área de saúde tem apontado um aumento considerável no número de mulheres infectadas após os 26 anos de idade. A medida da ANVISA irá atingir esse grupo, possibilitando um controle maior sobre a proliferação das doenças provocadas pelo Papilomavírus Humano”, afirma.

A ANVISA frisa que a medida só vale para a vacina produzida pela GlaxoSmithKline (GKS). A Cervarix – nome pelo qual é conhecida internacionalmente a vacina – oferece 93,2% de eficácia na proteção contra as lesões pré-cancerosas no colo do útero, pois  imuniza contra os tipos de HPV 16 e 18.

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais, com risco de desenvolvê-lo. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou, no ano passado, 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade.

A Dra. Marilene Lucinda ressalta que a vacinação é aconselhável antes do início da atividade sexual, mas as pessoas que já iniciaram também devem receber a vacina. Ela alerta ainda para a importância da vacinação, mesmo que a pessoa já tenha contraído o HPV, pois permanece susceptível à infecção por outros sorotipos. Além disso, ela pondera que “a vacina não dispensa o exame preventivo das mulheres e o sexo seguro, pois não protege contra todos os tipos de HPV e tampouco de outras doenças sexualmente transmissíveis.”

O que é o HPV – é um vírus presente em humanos e animais, mas são específicos de cada espécie, portanto só os tipos específicos acometem o homem (vírus do papiloma humano). Existem mais de 100 tipos de HPV humano sendo que alguns preferem a pele, causando, por exemplo, verrugas, e outros têm preferência por mucosas (revestimento interno dos órgãos genitais, boca, região anal, etc). Mais de 40 tipos infectam as mucosas-colo do útero, vagina, vulva, reto, uretra, pênis e ânus. O tipo 16 tende a ser mais persistente, mas na maioria das vezes, se resolve em dois anos.

O vírus preocupa mais as mulheres, devido à probabilidade do câncer de colo do útero. Por isso é importante que a mulher diagnosticada com algum dos tipos mais graves tenham acompanhamento médico, permitindo assim o tratamento adequado antes que o câncer se instale.

O HPV é transmitido durante o contato de pele com a pele, muito frequentemente durante a relação sexual com penetração, embora a transmissão possa ocorrer sem penetração e no sexo oral. Dr. Guenael Freire, médico infectologista da Assessoria Científica do Hermes Pardini, explica que mulheres virgens raramente apresentam infecção pelo HPV (menos que 2%). “Quanto maior o número de parceiros, maior é o risco de infecção”, conclui.

HPV em homens – grande parte da população ouve falar sobre o HPV em mulheres, mas o vírus afeta também os homens. “O câncer de pênis pode ocorrer em homens infectados, mas é bem menos comum. Outra localização possível de câncer é na região anal, principalmente em pessoas portadoras do HIV”, explica Dr. Guenael. Outro fato relevante é que a infecção pelo HPV é comum em relações homossexuais entre homens.

HPV em crianças – o HPV pode ser transmitido da mãe para o bebê durante o parto, caso a mãe esteja infectada. A complicação mais frequente é o surgimento de verrugas laríngeas na criança, embora não seja comum. Recomenda-se que as mulheres com condilomas (verrugas) grandes na via de parto sejam submetidas à cesariana.

Tipos de HPV – os tipos se dividem em duas categorias: a primeira está associada mais com lesões cancerígenas (alto risco) e a segunda, com verrugas genitais (baixo risco).  Os tipos 6 e 11 são os mais comumente associado às verrugas (condiloma acuminado) e os tipos 16 e 18 são mais relacionados à lesões malignas.

Vacina – a vacina protege as pessoas dos sorotipos mais comuns. Existem dois tipos de vacinas: a Bivalente, que protege contra os sorotipos 16 e 18, que são os principais causadores do câncer de colo de útero e outros cânceres genitais; e a Quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais e 90% dos condilomas ou verrugas. Atualmente, a única vacina aprovada para aplicação em homens é a Quadrivalente. Tanto a Bivalente quanto a Quadrivalente são aplicáveis em crianças.

Como diagnosticar o HPV – nas mulheres: pode ser pesquisado em material proveniente de qualquer local da região genital (colo do útero, vagina, vulva) e região perianal, com o uso de escovinha especial. O vírus também pode ser identificado no material coletado para o exame preventivo, conhecido como Papanicolau. Existe ainda o PCR (reação de cadeira de polimerase), técnica que identifica o DNA viral. Os mesmos materiais biológicos acima podem ser utilizados. O exame pelo método PCR apresenta como vantagem a capacidade de definir qual é o tipo viral. Até o momento, não há exame de sangue capaz de determinar se existe ou não infecção pelo HPV.

Nos homens: no caso de verrugas genitais, a característica clínica é muito sugestiva e geralmente não são necessários exames complementares.

 Tratamento – para as lesões verrucosas, substâncias cáusticas (ex. alguns ácidos), crioterapia (congelamento) e cirurgia são alternativas possíveis. Já para lesões iniciais em colo de útero, a cauterização geralmente evita a progressão para o câncer, por isso é tão importante a realização de exames preventivos na mulher. Quando o exame preventivo mostra alterações mais intensas, pode ser necessária a realização de biópsia do colo de útero para definir o tratamento. 

www.farmasupply.com.br

http://www3.hermespardini.com.br/pagina/944/vacina-contra-hpv-sem-limite-de-idade.aspx

 

Alimentação saudável e a prevenção do câncer

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Um prato rico e colorido no almoço é sinônimo de saúde. Os benefícios de comer bem já não é novidade mais: pequenas mudanças na rotina diária podem agregar excelentes resultados à vida de cada um. É preciso levar em conta os riscos associados à obesidade. Pessoas acima do peso ideal são mais propensas a desenvolver uma série de doenças, como hipertensão, diabetes, alterações do colesterol e, se não bastasse, o câncer, principalmente o câncer de mama.

Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos apontou que uma dieta rigorosa, com 9 tipos de vegetais por dia, é uma forma de prevenir vários tipos de câncer. Foram realizados testes em animais que se alimentaram com carne vermelha e o resultado foi o aumento dos riscos de desenvolver a doença. De acordo com a pesquisa, um cardápio variado é capaz de diminuir 30% dos casos de câncer como tumores de boca, laringe, faringe, estômago e intestino.

A nutróloga da Oncomed Belo Horizonte, Dra. Fernanda Schettino, afirma que a recomendação passada nos consultórios para os pacientes é que, mais importante que o tratamento, é a prevenção. “Evitar alguns alimentos em excesso é essencial. A bebida alcoólica, além dos diversos danos que pode causar, aumenta os ricos do câncer de boca, esôfago, fígado e reto. Outro aspecto importante é o modo de preparar e conservar os alimentos: alimentos conservados em sal como carne de sol e peixes salgados podem estar associados ao câncer de estômago. Assim como os alimentos ricos em nitritos e nitratos (embutidos e alguns enlatados) podem aumentar o risco de câncer gástrico”, explica a nutróloga.

Já é comprovado também que indivíduos que ingerem mais vegetais (fibras, vitaminas e sais minerais) apresentam menor probabilidade de desenvolver o câncer, principalmente o de intestino. Sabe-se hoje que determinados nutrientes apresentam um papel protetor quanto ao câncer de um modo geral (licopenos, betacarotenos, entre outros). “Esses nutrientes estão presentes nas frutas, nos vegetais e também na versão integral do pão, do arroz e da farinha de trigo”, diz Dra. Fernanda.

A prática do exercício físico regularmente faz muito bem para o corpo e para a mente. O exercício, além de baixar níveis do colesterol ruim, aumentar o bom colesterol e controlar o excesso de peso, também está associado a mais disposição e bom humor.

Veja as recomendações da nutróloga para uma dieta saudável, que minimiza os riscos de se contrair um câncer:
1 – Comer de tudo um pouco, desde que com moderação;

2 – Ingerir cerca de três frutas diferentes ao longo do dia;

3 – Comer um vegetal verde-escuro pelo menos uma vez ao dia (na salada, refogado ou na forma de suco);

4 – Comer menos carne vermelha e acrescentar o peixe ao seu cardápio duas vezes na semana. Evitar frituras, embutidos, churrasco;

5 – Diminuir refrigerantes, sucos açucarados e industrializados, dando preferência ao suco natural, além de beber água constantemente;

6 – Limitar o consumo de sal;

7 – Limitar o consumo de bebidas alcoólicas;

8 – Acrescentar diariamente de duas a três castanhas do Pará ou nozes;

9 – Acrescentar 1 a 2 colheres de sobremesa de farinha de linhaça diariamente;

10- Utilizar, pelo menos 2 a 3 vezes por semana, o pão ou o arroz integral;

11- A amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama na mulher e ajuda a prevenir a obesidade no bebê amamentado.

Fonte: Jornal Dia a Dia