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Vacina contra HPV sem limite de idade

Vacina contra HPV sem limite de idade

ANVISA aprova vacina contra o Papilomavírus Humano para mulheres acima dos 25 anos. De acordo com a responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, a medida é um grande avanço para o combate do HPV, uma vez que as  mulheres acima dos 26 anos estão cada vez mais suscetíveis à doença.

hpv-pode-causar-verrugas-genitais-e-caancer-de-colo-do-autero-ou-de-paenis Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou na última sexta-feira, 28 de junho, a vacina contra o Papilomavírus Humano 16 e 18 (recombinante) para mulheres a partir dos 9 anos, sem limite de idade. A medida estende a indicação da vacina – anteriormente recomendada para mulheres de 10 a 25 anos – a mulheres acima dos 25, possibilitando que estas tenham acesso à imunização contra o HPV com objetivo de prevenir o câncer de colo do útero.

A Dra. Marilene Lucinda, responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, afirma que a medida é um grande avanço para o controle do HPV. “O HPV tem dois picos: entre os 15 e 18 anos (início da atividade sexual) e entre 35 e 40 anos. Estatísticas da área de saúde tem apontado um aumento considerável no número de mulheres infectadas após os 26 anos de idade. A medida da ANVISA irá atingir esse grupo, possibilitando um controle maior sobre a proliferação das doenças provocadas pelo Papilomavírus Humano”, afirma.

A ANVISA frisa que a medida só vale para a vacina produzida pela GlaxoSmithKline (GKS). A Cervarix – nome pelo qual é conhecida internacionalmente a vacina – oferece 93,2% de eficácia na proteção contra as lesões pré-cancerosas no colo do útero, pois  imuniza contra os tipos de HPV 16 e 18.

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais, com risco de desenvolvê-lo. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou, no ano passado, 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade.

A Dra. Marilene Lucinda ressalta que a vacinação é aconselhável antes do início da atividade sexual, mas as pessoas que já iniciaram também devem receber a vacina. Ela alerta ainda para a importância da vacinação, mesmo que a pessoa já tenha contraído o HPV, pois permanece susceptível à infecção por outros sorotipos. Além disso, ela pondera que “a vacina não dispensa o exame preventivo das mulheres e o sexo seguro, pois não protege contra todos os tipos de HPV e tampouco de outras doenças sexualmente transmissíveis.”

O que é o HPV – é um vírus presente em humanos e animais, mas são específicos de cada espécie, portanto só os tipos específicos acometem o homem (vírus do papiloma humano). Existem mais de 100 tipos de HPV humano sendo que alguns preferem a pele, causando, por exemplo, verrugas, e outros têm preferência por mucosas (revestimento interno dos órgãos genitais, boca, região anal, etc). Mais de 40 tipos infectam as mucosas-colo do útero, vagina, vulva, reto, uretra, pênis e ânus. O tipo 16 tende a ser mais persistente, mas na maioria das vezes, se resolve em dois anos.

O vírus preocupa mais as mulheres, devido à probabilidade do câncer de colo do útero. Por isso é importante que a mulher diagnosticada com algum dos tipos mais graves tenham acompanhamento médico, permitindo assim o tratamento adequado antes que o câncer se instale.

O HPV é transmitido durante o contato de pele com a pele, muito frequentemente durante a relação sexual com penetração, embora a transmissão possa ocorrer sem penetração e no sexo oral. Dr. Guenael Freire, médico infectologista da Assessoria Científica do Hermes Pardini, explica que mulheres virgens raramente apresentam infecção pelo HPV (menos que 2%). “Quanto maior o número de parceiros, maior é o risco de infecção”, conclui.

HPV em homens – grande parte da população ouve falar sobre o HPV em mulheres, mas o vírus afeta também os homens. “O câncer de pênis pode ocorrer em homens infectados, mas é bem menos comum. Outra localização possível de câncer é na região anal, principalmente em pessoas portadoras do HIV”, explica Dr. Guenael. Outro fato relevante é que a infecção pelo HPV é comum em relações homossexuais entre homens.

HPV em crianças – o HPV pode ser transmitido da mãe para o bebê durante o parto, caso a mãe esteja infectada. A complicação mais frequente é o surgimento de verrugas laríngeas na criança, embora não seja comum. Recomenda-se que as mulheres com condilomas (verrugas) grandes na via de parto sejam submetidas à cesariana.

Tipos de HPV – os tipos se dividem em duas categorias: a primeira está associada mais com lesões cancerígenas (alto risco) e a segunda, com verrugas genitais (baixo risco).  Os tipos 6 e 11 são os mais comumente associado às verrugas (condiloma acuminado) e os tipos 16 e 18 são mais relacionados à lesões malignas.

Vacina – a vacina protege as pessoas dos sorotipos mais comuns. Existem dois tipos de vacinas: a Bivalente, que protege contra os sorotipos 16 e 18, que são os principais causadores do câncer de colo de útero e outros cânceres genitais; e a Quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais e 90% dos condilomas ou verrugas. Atualmente, a única vacina aprovada para aplicação em homens é a Quadrivalente. Tanto a Bivalente quanto a Quadrivalente são aplicáveis em crianças.

Como diagnosticar o HPV – nas mulheres: pode ser pesquisado em material proveniente de qualquer local da região genital (colo do útero, vagina, vulva) e região perianal, com o uso de escovinha especial. O vírus também pode ser identificado no material coletado para o exame preventivo, conhecido como Papanicolau. Existe ainda o PCR (reação de cadeira de polimerase), técnica que identifica o DNA viral. Os mesmos materiais biológicos acima podem ser utilizados. O exame pelo método PCR apresenta como vantagem a capacidade de definir qual é o tipo viral. Até o momento, não há exame de sangue capaz de determinar se existe ou não infecção pelo HPV.

Nos homens: no caso de verrugas genitais, a característica clínica é muito sugestiva e geralmente não são necessários exames complementares.

 Tratamento – para as lesões verrucosas, substâncias cáusticas (ex. alguns ácidos), crioterapia (congelamento) e cirurgia são alternativas possíveis. Já para lesões iniciais em colo de útero, a cauterização geralmente evita a progressão para o câncer, por isso é tão importante a realização de exames preventivos na mulher. Quando o exame preventivo mostra alterações mais intensas, pode ser necessária a realização de biópsia do colo de útero para definir o tratamento. 

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http://www3.hermespardini.com.br/pagina/944/vacina-contra-hpv-sem-limite-de-idade.aspx

 

É confirmada a segurança da vacina contra HPV

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A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) estará disponível no Calendário Nacional de Vacinação a partir do dia 10 de março com o objetivo de imunizar meninas de 11 a 13 anos, sendo estendida a faixa etária de 9 a 11 anos em 2015. Com 98,8% de eficácia contra o HPV, a vacina será distribuída nos 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O secretário Jarbas Barbosa, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, esclarece porque a vacina contra o HPV é segura para ser usada na população.

Segundo o secretário, a vacina já foi usada em países que tem um excelente sistema de vigilância em saúde, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália, entre outros. “Estima-se que 175 milhões de doses da vacina foram aplicadas no mundo e em países que tem um excelente sistema de vigilância”, relata Jarbas Barbosa. A vacinação contra HPV é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países.

Serviram de base para a decisão de implantar a vacina no Brasil as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a experiência dos outros países, o apoio do Comitê Técnico de Assessor em Imunizações (CTAI), a garantia da sustentabilidade da vacina, e um estudo realizado pela professora do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP), Hillegonda Maria Dutilh Novaes.

Antes de adotar qualquer vacina, o Ministério da Saúde submete ao CTAI todos os estudos relacionados à vacina. “No comitê, reúnem-se representantes da Sociedade Brasileira de Imunizações, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Sociedade Brasileira de Infectologia, e várias outras sociedades de especialistas. E no caso da HPV, a recomendação do Comitê já era a de introduzir a vacina”, lembra o secretário Jarbas Barbosa.

O esquema que será usado para vacinação é o estendido, onde a segunda dose será seis meses depois da primeira e a terceira será cinco anos após a primeira. Esse esquema amplia a proteção. “À medida que expandimos esse espaço entre as doses, aumentamos a eficácia da vacina e assim deixaremos a população alvo devidamente protegida contra o câncer de colo do útero”, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

Jarbas Barbosa lembra ainda que a vacina não exclui o exame preventivo do Papanicolau para as mulheres de 25 a 64 anos e o uso de preservativo. Ela é um instrumento a mais de proteção contra o HPV. “Não substitui, mas complementa o Papanicolau. Estamos somando as formas de prevenção”, relata o secretário. Ele ressalta que a vacina protege contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), sendo dois deles, o 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Fonte: Blog da Saúde