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8 perguntas e respostas sobre HIV e AIDS

Ao contrario do que muita pessoas acreditam, ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids.

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.

Cientistas italianos descobrem onde HIV se esconde dentro da célula

Imagens moleculares divulgadas recentemente mostram o traço característico que ajuda o HIV a infectar as células do sistema imunológico: trata-se de um “espinho” no vírus, que lhe permite penetrar nas células CD4

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Cientistas italianos conseguiram fotografar a estrutura do núcleo do linfócito e descobrir o local onde o vírus do HIV se esconde, se tornando “invisível”, dentro da célula.

Pesquisadores iniciam testes de vacina contra o HIV na África do Sul

Uma equipe internacional começou ensaios clínicos para estudar na África do Sul uma vacina experimental contra o vírus do HIV, causador da Aids, informaram as autoridades de saúde dos Estados Unidos.

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A experimentação se baseia nos resultados do teste clínico RV144, conhecido como o “ensaio tailandês”, o primeiro estudo que conseguiu reduzir o risco de infecção por HIV mediante uma vacina. Os primeiros resultados do RV144, divulgados em 2009, mostraram que ela tinha alcançado eficácia de 31%.

Testes com nova vacina indicam proteção total contra vírus HIV

Em teste com terapia genética, cientistas conseguiram deixar macacos protegidos contra o vírus

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Macacos totalmente protegidos contra o vírus do HIV. Esse foi o resultado de um teste de uma nova vacina contra o HIV, que deixou a comunidade científica animada.

Infecções por HIV aumentam no Brasil; no mundo, 54% têm vírus sem saber

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV e Aids) revela que o número de infecções com o vírus aumentou 11% no Brasil entre 2005 e 2013, indo na contramão da média global, que apresenta queda.

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Mesmo entre países vizinho, vem havendo uma redução no índice geral de novos casos. No México e no Peru, por exemplo, essas taxas caíram 39% e 26%, respectivamente.

Proteína em coral australiano bloqueia vírus do HIV

Uma espécie de proteína encontrada em corais das águas da Austrália impede que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) penetre nas células do sistema de imunidade do corpo, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira.

A pesquisa liderada por Barry O’Keefe, do Instituto Nacional do Câncer, foi apresentada na reunião anual de Biologia Experimental, na qual participaram em San Diego (Califórnia) mais de 14 mil cientistas e expositores com o patrocínio da Sociedade Americana de Bioquímica e Biologia Molecular.

As proteínas, chamadas cnidarinas, foram encontradas em corais recolhidos nas águas do litoral norte australiano, e os pesquisadores se fixaram nelas após examinar milhares de extratos naturais no acervo biológico do Instituto Nacional do Câncer.

O’Keefe disse que a proteína bloqueia a infecção do HIV “e parece fazê-lo de uma maneira completamente nova, o que é excitante”.

A descoberta abre a possibilidade de adaptar essas proteínas para usá-las em géis e lubrificantes sexuais que brindem uma barreira contra a infecção do HIV.

Koreen Ramesssar, membro da equipe de pesquisa, destacou que as cnidarinas poderiam adequar-se a esses produtos, que bloqueiam a infecção sem depender da disposição do homem a usar preservativo, e ao mesmo tempo não tornam o vírus resistente a outros remédios.

Os cientistas identificaram e purificaram as proteínas cnidarinas e depois testaram sua atividade contra cepas de HIV produzidas no laboratório.

Em sua apresentação O’Keefe descreveu como “assombrosamente potente” a capacidade da proteína para bloquear o HIV em concentrações de uma mil milionésima grama, suficiente para impedir que ocorra a primeira passagem da transmissão do vírus: a penetração do vírus na célula do sistema de imunidade, conhecida como célula T.

As cnidarinas se enlaçam com o vírus e impedem que se funda com a membrana da célula T, o que é muito diferente do que se viu com outras proteínas, motivo pelo qual os cientistas acreditam que as proteínas cnidarinas têm um mecanismo de ação único.

O passo seguinte neste estudo é o aprimoramento dos métodos para produzir proteínas cnidarinas em grandes quantidades que possam ser usadas a fim de identificar possíveis efeitos secundários ou sua atividade contra outros tipos de vírus.

Fonte: Saúde Terra

Protocolo para manejo de infecção por HIV em crianças e adolescentes é atualizado pelo Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde liberou nessa quarta-feira (23), novo protocolo de tratamento e acompanhamento, que beneficiará mais de 21 mil crianças expostas e vivendo com HIV e aids. A principal novidade é a modificação da prevenção (ou profilaxia) antirretroviral para recém-nascidos que, a partir de agora, será com AZT (Zidovudina) por quatro semanas. Essa indicação é aplicada aos filhos de mães soropositivas que foram acompanhadas desde o pré-natal e que tenham carga viral do HIV abaixo 1.000 cópias no último trimestre de gravidez. Hoje, estão em tratamento com antirretrovirais, aproximadamente 10 mil crianças e adolescentes.

Par todos os outros casos é recomendado aos bebês a utilização de AZT por quatro semanas, acompanhado de Nevirapina em três doses. Antes, a recomendação era de uso do AZT durante seis semanas. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 17 anos.

Outra inovação é a indicação do início do tratamento para crianças acima de um ano, com carga viral superior a 100 mil cópias (quantidade de HIV que circula no sangue, considerada alta e que sugere o progresso da doença nas crianças). Também é recomendado o início de tratamento para todas as crianças com idade superior a cinco anos com CD4 abaixo de 500.

A contagem de linfócitos T CD4+ (CD4) indica como está a resposta do sistema imunológico ao vírus, permitindo ao médico monitorar a saúde de paciente que toma os antirretrovirais. Antes, o critério considerado era a contagem de CD4 abaixo de 350. A portaria 12/2014 que aprova o novo documento foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União (DOU).

“Nos últimos anos tivemos um cenário de mudanças clínicas e epidemiológicas que trouxeram novos desafios aos profissionais envolvidos no cuidado de crianças e adolescentes com HIV e aids. Esse novo cenário proporcionou o sucesso na prevenção da transmissão vertical, principal mecanismo de aquisição do HIV em pediatria, levando a uma significativa redução dos casos novos, com estabilização nos últimos anos” explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. O objetivo do documento é orientar os profissionais de saúde no cuidado de crianças e adolescentes com aids nesse novo panorama.

Além da definição da primeira linha de tratamento antirretroviral, o novo protocolo amplia as recomendações sobre diagnóstico, manejo da falha terapêutica, adesão, revelação diagnóstica, toxicidade, coinfecções, infecções oportunistas e abordagem aos adolescentes. O documento ficou em consulta pública por um período de 30 dias.

Desde o final da década de 1990, o Ministério da Saúde publica recomendações para tratamento de crianças e adolescentes infectados pelo HIV e aids, baseadas nas evidências científicas vigentes. Periodicamente, há a atualização com a inclusão das informações sobre os avanços ocorridos nas orientações para o tratamento e acompanhamento das crianças expostas e infectadas pelo HIV.

A partir de 2013, os antigos consensos terapêuticos passam a ser elaborados na forma de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), publicados em portaria, após período de 30 dias de consulta pública, em que a sociedade pode inserir as suas contribuições ao documento.

A partir de agora, o protocolo deve ser utilizado pelas secretarias estaduais e municipais de saúde na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes. Os gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer fluxos para atendimento aos indivíduos com a doença em todas as etapas descritas no protocolo.

Fonte: Agência Aids

Gel do dia seguinte pode ajudar a combater HIV

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Géis vaginais contendo medicamentos que combatem a infecção pelo HIV são estudados há alguns anos, mas a linha de pesquisa perdeu forças especialmente pela baixa adesão das mulheres que testaram a estratégia. O principal motivo é que precisam ser aplicados cerca de 30 minutos antes da relação sexual, o que, segundo elas, pode atrapalhar o sexo. Resultados encontrados por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, nos Estados Unidos, devem dar novo impulso a trabalhos nessa linha. De acordo com artigo publicado nesta quinta-feira (13) na revista científica Science Translational Medicine, cinco de seis macacas não foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV), correspondente do HIV para os primatas não humanos, usando uma espécie de gel do dia seguinte, aplicado três horas após a exposição ao micro-organismo.

A grande diferença está no tipo de antirretroviral empregado. O HIV tem um ciclo próprio para infecção do organismo e entra na célula utilizando alguns mecanismos. O medicamento utilizado nos géis microbicidas que devem ser aplicados antes da relação atua no início do ciclo. Já as drogas testadas no novo produto agem no final, no momento em que o material genético do vírus se integra à célula do hospedeiro humano. Essas drogas pertencem à classe dos inibidores de integrase. Há três usados no tratamento contra o HIV em pessoas infectadas. Um deles é o raltegravir — presente no gel testado nas cobaias.

A hipótese dos pesquisadores é de que, como esses antirretrovirais agem em uma fase mais tardia do ciclo viral, eles seriam melhores para prevenir contra a infecção nas primeiras horas após a exposição ao vírus. A pesquisadora Valdileia Veloso, do Laboratório de Aids do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, explica que o método se insere em um conjunto de estratégias para prevenir a aquisição e a infecção do HIV. Entre elas, a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós-exposição. No primeiro caso, uma pessoa que tem risco alto de adquirir o vírus por estar em situação de exposição, como profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis, podem se prevenir tomando antecipadamente antirretrovirais, diminuindo o risco de infecção.

Já a profilaxia pós-exposição é indicada para o indivíduo que não tomou remédios, não usou preservativo e se expôs ao HIV. A técnica é voltada principalmente aos agentes de saúde que foram expostos ao vírus de forma acidental, mas também atende casos de falha nas medidas de prevenção após relações sexuais. Nesse caso, doses do coquetel usado para combater a infecção em pessoas já diagnosticadas precisam ser ministradas até 72 horas após a exposição e por cerca de 28 dias. Dessa forma, o vírus é combatido no instante em que entra na corrente sanguínea do indivíduo, impedindo que ele se instale definitivamente. Esse é o mesmo princípio usado pelo novo gel norte-americano, segundo Veloso.

Menos tóxico

Ela lembra, porém, que toda a droga ingerida tem implicações com relação à toxicidade e que a busca dos cientistas é justamente por esquemas de profilaxia mais curtos e com menos efeitos colaterais. Os inibidores de integrase são drogas com um perfil de segurança e tolerância melhores. “Nesse experimento, eles usam o gel vaginal buscando justamente alcançar proteção com uma quantidade menor de antirretrovirais, o que significa, além de uma questão de custo, uma exposição menor a medicamentos, minimizando a toxicidade”, avalia. Outra preocupação comum com métodos pós-exposição é se o vírus adquirido fica mais resistente em casos de falha. Nenhum desses fatores foram verificados no teste em Atlanta.

Um fato curioso observado por Veloso é a escolha das cobaias, primatas do sexo feminino que têm um ciclo reprodutivo e hormonal muito parecido com o humano. Segundo ela, a absorção do medicamento varia durante o ciclo menstrual da mulher. “As alterações hormonais trazem mudanças para a mucosa vaginal até mesmo em espessura, o que altera a absorção do medicamento. Nesse modelo, eles consideraram isso.” Os pesquisadores mediram a concentração de medicamento absorvido em diferentes etapas do ciclo menstrual e comprovaram a variação — o que já havia sido verificado com outros medicamentos que atuam no início do ciclo do HIV, incluindo os inibidores de integrase. “É um fator que tem que ser considerado para ver se a concentração durante todo o ciclo confere proteção ou não. Elas vão ter relações em diferentes momentos do ciclo e é preciso garantir que (o procedimento) seja efetivo durante todo o período.”

Na opinião do infectologista Artur Timerman, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, a estratégia não deverá substituir nenhum outro tipo de método profilático. O método estaria voltado para circunstâncias mais específicas, em que a mulher teve uma relação desprotegida, sem camisinha ou outro tipo de proteção contra o vírus. “Ter a possibilidade de usar um gel que funciona de três a seis horas após o contato seria um avanço muito importante e muito bem-vindo. É o aspecto que considero mais relevante desse estudo.”

Timerman reforça que o surgimento de novas medidas profiláticas não quer dizer que elas substituirão as estratégias usadas, mas que os esforços devem se somar. Outro aspecto que ele acrescenta é a circuncisão masculina, que também seria capaz de reduzir as chances de transmissão em 60%. “Esses métodos podem ser implementados, mas nenhum deles substitui a prevenção.”

Fonte: Saúde Plena

EUA aprovam pílula diária única contra a aids

Chamado de Stribild, novo comprimido simplifica tratamento pois libera pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV

Stribild simplifica o tratamento para AIDS pois libera pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV

 

Uma nova pílula para combater a aids foi aprovada para uso adulto nesta segunda-feira pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. O medicamento combina duas drogas já autorizadas, deve ser usado uma vez ao dia e proporciona um tratamento completo contra a aids, liberando os pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV.

Novo protocolo para tratamento de crianças com HIV

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Um novo protocolo de tratamento clínico para infecção pelo HIV de crianças e Adolescentes foi lançado pelo Ministério da Saúde em consulta pública na última sexta-feira (7). A nova proposta recomenda que o início do tratamento em recém-nascidos expostos deve ser feito com AZT (Zidovudina) por quatro semanas. Essa indicação é aplicada é aplicado aos filhos de mães soropositivas que foram acompanhadas desde o pré-natal. Já no caso das gestantes que não receberam antirretroviral durante a gravidez é recomendado aos bebês a utilização de AZT (Zidovudina) por quatro semanas, acompanhado de Nevirapina em três doses. Antes, a recomendação era de uso do AZT durante seis semanas.

Outra inovação é a indicação do início do tratamento para crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil cópias (quantidade de HIV que circula no sangue, considerada alta e que sugere o progresso da doença nas crianças). Também é recomendado o início de tratamento para todas as crianças com idade superior a cinco anos com CD4 acima de 500. A contagem de linfócitos T CD4+ (CD4) indica como está a resposta do sistema imunológico ao vírus, permitindo ao médico monitorar a saúde de paciente que toma os antirretrovirais. Antes, o critério considerado era a contagem de CD4.

O protocolo, que apresenta novas propostas para aperfeiçoar o atendimento e tratamento dessa população no país, ficará em consulta pública por um período de 30 dias (até 9 de março) e será finalizado ainda neste primeiro semestre. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 13 anos.

“Os sucessos na prevenção da transmissão vertical, principal mecanismo de aquisição do HIV em pediatria, levaram a uma significativa redução dos casos novos, com estabilização nos últimos anos. Este cenário de mudanças clínicas e epidemiológicas impõe novos desafios aos profissionais envolvidos no cuidado de crianças e adolescentes com HIV/aids. O novo protocolo vem ajudar os profissionais de saúde nessa tarefa”, afirma o secretario de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Atualmente, estão em tratamento para aids cerca de 10 mil crianças e adolescentes.

Desde o final da década de 1990, o Ministério da Saúde publica recomendações para tratamento de crianças e adolescentes infectados pelo HIV e aids, baseadas nas evidências científicas vigentes. Periodicamente, há a atualização com a inclusão das informações sobre os avanços ocorridos nas orientações para o tratamento e acompanhamento das crianças expostas e infectadas pelo HIV. A partir de 2012, os antigos consensos terapêuticos passam a ser elaborados na forma de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), publicados em portaria, após período de 30 dias de consulta pública, em que a sociedade pode inserir as suas contribuições ao documento.

“Questões como o aumento da sobrevida e a redução da frequência de infecções oportunistas fazem com que cresçam em importância os aspectos ligados à promoção da saúde integral e da qualidade de vida, notadamente na adolescência e na juventude, daí a importância do novo protocolo atualizando as recomendações”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

O novo protocolo define com maior clareza a primeira linha de terapia antirretroviral TARV. Além disso, o documento amplia as recomendações sobre diagnóstico, manejo da falha terapêutica, adesão, revelação diagnóstica, toxicidade, coinfecções, infecções oportunistas e abordagem aos adolescentes.

O texto completo da proposta do novo protocolo encontra-se disponível no endereço eletrônico:www.saude.gov.br/consultapublica. A validação das proposições recebidas e elaboração da versão final consolidada do protocolo será coordenada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, que deve finalizar o documento ainda neste primeiro semestre.

Fonte: Blog da Saúde