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80% de homens com câncer na cabeça e no pescoço são fumantes

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Um levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo descobriu que 83% dos homens com câncer de cabeça e pescoço são ou foram fumantes. Do total, 75% dos casos acometem homens, 60% de todas as vítimas sofrem de tumores na boca e 40% na laringe ou faringe.

Além do tabagismo, o consumo excessivo de álcool também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer, sendo que 60% dos pacientes se enquadram no caso, de acordo com o médico Marco Aurélio Kulcsar, chefe da Clínica da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Icesp.

Ainda segundo o especialista, o Instituto do Câncer realizou no ano de 2013 cerca de 3,5 mil consultas no setor. O número mostra que, embora os tumores sejam passíveis de detecção precoce, por estarem em regiões visíveis, muitas vezes os sintomas passam despercebidos.

Sintomas e prevenção

O câncer de cabeça e pescoço afeta áreas diretamente envolvidas com as funções de fala, deglutição, respiração, paladar, olfato e outros. Entre os sintomas, estão manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada, nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

O potencial de prevenção é alto, devido à relação com o tabagismo e etilismo. Medidas simples como não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas em excesso, além de dar preferência a alimentos pobres em gordura e ricos em fibras, ajudam a evitar o desenvolvimento dos tumores.

Especialistas orientaram também exames regulares na boca, já que o diagnóstico na fase inicial possibilita até 80% de chances de cura.

Fonte: Saúde Terra

Carne e queijo prejudicam a saúde tanto quanto cigarros

Um estudo que acompanhou uma amostra grande de adultos por quase vinte anos chegou a uma conclusão surpreendente: uma asinha frita de galinha pode ser tão prejudicial à sua saúde quanto um cigarro.

Uma dieta rica em proteína animal durante a meia-idade aumenta em quatro vezes o risco de morrer de câncer, em comparação com uma dieta de baixa proteína, um fator de risco que é comparável ao de fumar.

E não é só o risco de câncer que aumenta; o risco de morrer também aumenta. O grupo que se alimentou com mais proteína tinha 74% mais de chances de morrer de qualquer causa durante o período de estudo do que os participantes que comiam pouca proteína. E também o risco de desenvolver diabetes era maior.

Com este estudo, uma das perguntas que os cientistas tentaram responder era quanta proteína precisamos comer ao longo da vida, além de apontar que há uma correlação definitiva entre a mortalidade e o consumo excessivo de proteínas.

Ao fazer o estudo, os pesquisadores tiveram uma abordagem inovadora – em vez de olhar para a idade adulta como uma fase monolítica da vida, o estudo considerou como a biologia humana muda durante o envelhecimento, e como as decisões tomadas na meia-idade afetam a expectativa de vida.

Em outras palavras, o que é bom para você em uma idade, pode ser danoso em outra. As proteínas controlam o hormônio IGF-I, que ajuda no crescimento, mas também está ligado à suscetibilidade ao câncer. Os níveis de IFG-I caem dramaticamente após os 65 anos, o que leva a uma fragilidade e perda de músculos.

O estudo mostrou que, se na meia-idade o consumo de proteínas pode ser danoso, a partir dos 65 anos ela pode proteger a saúde. Os participantes com mais de 65 anos que tinham um consumo moderado a alto de proteínas eram menos sujeitos a doenças.

Além disso, os pesquisadores descobriram que as proteínas de origem vegetal, como as que são obtidas do feijão, não parecem ter o mesmo efeito na mortalidade quanto as proteínas animais. As taxas de câncer e morte também não parecem ser afetadas pelo controle do consumo de carboidratos ou gordura, sugerindo que a proteína é a principal responsável.

Mas o professor Valter Longo, da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), pesquisador principal deste estudo, aponta que sair do extremo da ingestão de proteínas para não comer nenhuma pode causar danos à saúde também.

Os dados apontam que o consumo saudável é de 0,8 gramas de proteína por quilo de massa corporal todos os dias, durante a meia-idade. Por exemplo, uma pessoa de 60 kg deveria ingerir entre 45 e 50 gramas de proteína por dia, de preferência derivadas de plantas, como legumes.

No contexto do estudo, uma dieta “altamente proteica” era aquela em que pelo menos 20% das calorias ingeridas provinham de proteínas, tanto de origem vegetal quanto animal. Uma dieta de consumo moderado de proteínas inclui 10 a 19% das calorias ingeridas oriundas de proteínas, e as dietas de baixa proteína aquelas em que menos de 10% das calorias ingeridas provém de proteínas.

Neste estudo, mesmo o consumo moderado de proteínas mostraram efeitos danosos durante a meia-idade. De todos os 6.318 adultos que participaram do estudo e que estavam com 50 anos ou mais, a ingestão de proteínas correspondia a 16% do consumo diário de calorias, cerca de 2/3 provindo de proteína animal.

As pessoas que tinham um consumo moderado de proteína ainda tinham probabilidade três vezes maior de morrer de câncer do que os que ingeriam uma dieta de baixa proteína, e a mudança de uma dieta de consumo moderado para uma de baixo consumo reduzia a probabilidade de morte prematura em 21%.

A análise do hormônio de crescimento IGF-I em 2.253 destas pessoas mostrou que para cada 10 ng/ml de aumento do IGF-I, quem estava em uma dieta de alta proteína tinha 9% a mais de probabilidade de morrer de câncer do que quem estava em uma dieta de baixa proteínas.

Além do estudo em voluntários, também foram feitos estudos em ratos e em culturas de células, mostrando uma menor incidência de câncer e tumores 45% menores entre os ratos que seguiam uma dieta de baixas proteínas, após um experimento de dois meses.

O Dr. Longo conclui que “quase todo mundo terá células cancerígenas ou pré-cancerígenas em algum momento”, e “um dos principais fatores para determinar isto é o volume de ingestão de proteínas”. [ScienceDaily]

 

Fonte: Hypescience

Fumo passivo prejudica artérias de crianças

AUSTRÁLIA – O prejuízo do cigarro à saúde das crianças – vítimas do fumo passivo – é algo que já vem sendo provado há muito tempo pela ciência. No entanto, um novo estudo publicado na “European Heart Journal” traz novos dados sobre o risco que as crianças correm ao conviverem com adultos fumantes. De acordo com a pesquisa, o problema causa danos irreversíveis às artérias de crianças, tornando os vasos sanguíneos até três anos mais “velhos” do que se não estivessem expostos à fumaça.

Esse “envelhecimento”, segundo a BBC News, engrossa as paredes das artérias, o que eleva o risco de ataques cardíacos e enfartes na idade adulta.

O estudo analisou mais de 2 mil crianças com idades entre 3 e 18 anos na Finlândia e na Austrália e concluiu que esse tipo de dano ocorria quando pai e mãe fumavam.

– Nosso trabalho mostra que a exposição ao fumo passivo na infância causa um dano direto e irreversível à estrutura das artérias – disse à BBC a coordenadora do estudo, Seana Gall, da Universidade da Tasmânia (Austrália).

Pais ou casais que pensam em ter filhos devem parar de fumar, não apenas para recuperar sua própria saúde, mas para proteger a saúde dos filhos no futuro.

Exames

Por meio do estudo, exames de ultrassom mostraram como os filhos de pais fumantes apresentavam mudanças na principal artéria do corpo, que vai do pescoço à cabeça.

O trabalho acompanhou as crianças durante anos. No início, as diferenças de espessura na parte da carótida analisada eram modestas. No entanto, elas passaram a ser bastante significativas após cerca de 20 anos, quando as crianças chegavam à idade adulta.

A pesquisa também levou em conta outros fatores que poderiam explicar os danos arteriais, como se as crianças passaram a fumar quando adultas, mas os resultados se mantiveram mesmo assim.

Esse dano, no entanto, não foi encontrado em crianças que cresceram com apenas um dos pais fumando – provavelmente porque o nível de exposição à fumaça não era tão alto. Mesmo assim, os pesquisadores afirmaram que não há um nível “seguro” de fumo passivo.

Fonte: O Globo