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Genética pode ser a causa de problemas na cura de uma fratura.

Estudo brasileiro identificou alteração em dois genes que prejudicam a consolidação do osso e ainda conseguiu estimular o processo a partir de células-tronco.

RIO – Um novo estudo brasileiro, publicado no “Journal of Orthopaedic Research”, mostrou que a alteração em dois genes prejudica a recuperação de algumas pessoas que sofrem fratura no osso. Além disso, a partir de células-tronco, o grupo de pesquisadores conseguiu reverter este processo em alguns pacientes.

Para chegar ao resultado, a pesquisa do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) avaliou 101 indivíduos que sofreram uma fratura e se recuperaram normalmente, além de 66 pacientes com problemas na reabilitação.

Geralmente, a área afetada sofre um hematoma e, em seguida, forma-se um calo ósseo, uma espécie de trança de tecido ósseo, que promove a união das duas partes do ossos separadas. Em alguns casos, no entanto, a fratura não “cola” e surge, então, uma falsa articulação, conhecida como pseudoartrose. Neste caso, o osso não volta ao normal, mesmo depois de mais de seis meses.

– Notávamos que alguns pacientes não se recuperavam, mesmo com um procedimento padrão. Foi daí que suspeitamos que poderia haver uma relação com alterações genéticas para a não consolidação óssea – comentou um dos autores do estudo, João Matheus Guimarães, coordenador de Ensino e Pesquisa e diretor interino do Into.

Os pesquisadores notaram que neste pacientes com problemas de reabilitação havia uma alteração nos genes BMP4 (estimulante de formação de osso) e do FGFR1 (estimulante de formação de fibrose). Segundo Guimarães, é preciso um equilíbrio entre a formação de osso e fibrose, e consequentemente, destes dois genes para a cura de uma fratura.

No mesmo estudo, eles injetaram células tronco para estimular a recuperação do fêmur de 16 pacientes. Cinquenta por cento deles tiveram melhora, segundo o pesquisador.

– Nós aspirávamos células-tronco da medula óssea, que eram processadas em laboratório e injetadas 40 minutos depois na perna do próprio paciente. Entre quatro a oito meses, eles se recuperavam – explicou Guimarães. – Trata-se de um procedimento minimamente invasivo. No caso da pseudartrose, a indicação é uma cirurgia.

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FONTE:  http://oglobo.globo.com/saude/genetica-pode-ser-causa-de-problemas-na-cura-de-uma-fratura-11417699#ixzz2rse6BqYJ