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FAMEMA convoca diabéticos para testes com novo modelo de medicamento.

O Centro de Pesquisa de Diabetes da Famema (Faculdade de Medicina de Marília) participa de um estudo para desenvolver uma nova forma de administrar o medicamento Exenatide, já comercializado no mercado.

glicose

Pacientes com diabetes tipo 2, com problemas cardiovasculares e maiores de 18 anos são convidados a participar dos testes que vão começar em aproximadamente um mês.
De acordo com José Augusto Sgarbi, chefe da disciplina de endocrinologia da Famema e coordenador da pesquisa, atualmente a medicação, que já é utilizada por inúmeros pacientes, é injetável.
No entanto, os estudos têm como finalidade transformar a injeção diária em um implante subcutâneo.
O paciente vai trocar a injeção por um “palito” de 4 cm por 4 ml que será implantado no abdômen. A dose da medicação será liberada continuamente pór seis meses. Após este período, é necessária a troca do aparelho.
“Além de testar o dispositivo, o objetivo do estudo é avaliar o uso deste equipamento com liberação contínua do medicamento e se isso vai trazer algum benefício no risco cardiovascular desse paciente”, informa Sgarbi.
O estudo deve levar até cinco anos para ser concluído. Somente após este período o dispositivo poderá ou não ser comercializado.
A pesquisa é financiada por uma empresa norte-americana, responsável pelo desenvolvimento e fabricação do dispositivo.
Segundo Sgarbi, para realizar o estudo, serão necessários 40 pacientes com diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e maiores de 18 anos. A implantação e monitoração do aparelho é totalmente gratuita.
Para se candidatar à pesquisa é necessário entrar em contato com Adriana ou Ludmila pelo telefone (14) 3402-1708. O Centro de Pesquisas funciona no ambulatório Mário Covas, na Avenida Tiradentes, 1.310.
Atualmente o Centro de Pesquisas tem em andamento cinco investigações. Contudo, desde 17 de janeiro, outro novo estudo teve início. De acordo com Sgarbi, a nova pesquisa tem como objetivo desenvolver um aplicativo para celulares.
“O dispositivo vai calcular a quantidade de carboidratos que o paciente diabético deve comer a cada refeição. Além de indicar a dosagem correta da medicação”, explica o médico e investigador científico.
Fonte: Diário de Marília