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Alto consumo de sal pode agravar sintomas da esclerose múltipla, diz estudo

Pacientes que consumiam maior quantidade de sal tiveram mais surtos da doença do que aqueles que ingeriam menores quantidades

Esclerose múltipla desencadeia sintomas sensitivos, motores e psicológicos (Thinkstock/VEJA)

Esclerose múltipla desencadeia sintomas sensitivos, motores e psicológicos (Thinkstock/VEJA)

Um novo estudo constatou que uma dieta rica em sal pode agravar os sintomas da esclerose múltipla. A descoberta foi publicada nesta quinta-feira no periódico Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry.

Estudos associam obesidade e pílula anticoncepcional à esclerose múltipla.

1921957_10200532765800918_1184281408_nO fator hormonal pode contribuir com o surgimento da esclerose múltipla, uma doença autoimune cuja causa é desconhecida e para a qual ainda não existe cura. É o que concluíram dois novos estudos que associaram um hormônio relacionado à obesidade e à pílula anticoncepcional ao risco aumentado da condição. As pesquisas estão sendo apresentadas durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, que acontece nesta semana na Filadélfia, nos Estados Unidos.
A esclerose múltipla ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos.

Uma das pesquisas, assinada pelo Instituto de Pesquisas Neurológicas Raúl Carrera, na Argentina, foi feita com 420 pessoas de 15 a 20 anos — metade delas apresentava esclerose múltipla. Após calcular o índice de massa corporal (IMC) dos participantes, os autores observaram que a prevalência da doença entre os jovens obesos (com IMC maior do que 30) foi o dobro da apresentada pelos outros adolescentes.

O estudo ainda descobriu que quanto maior o IMC de uma pessoa, mais elevados os seus níveis de leptina, um hormônio produzido pelo tecido de gordura que ajuda a regular o peso, o apetite e a resposta do sistema imunológico. “Em excesso, a leptina pode promover uma reação inflamatória no organismo, o que poderia ajudar a explicar a possível relação entre obesidade e esclerose múltipla”, diz Jorge Correale, coordenador do estudo.

A segunda pesquisa foi desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos. Nela, os autores acompanharam 305 mulheres com esclerose múltipla durante três anos e, depois, as compararam a outras 3.050 mulheres sem a doença. Segundo os pesquisadores, a esclerose múltipla foi 35% mais prevalente entre mulheres que faziam uso de anticoncepcional do que entre aquelas que não usavam o método. De acordo com os autores do estudo, porém, são necessárias mais pesquisas para comprovar – e explicar — o vínculo.
Assessoria de Comunicação CRF-SP

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(Fonte: Portal Veja)