Tag Archives: ebola

Novo fármaco que trata o ebola consegue bons resultados, diz estudo

Favipiravir reduz mortalidade de 15% a 30% no estágio inicial da doença. Resultado não é efetivo em pacientes com alto grau de contaminação.

ebola-virus33

Um tratamento contra o ebola cofinanciado pela União Europeia e desenvolvido por um instituto francês alcançou “resultados promissores” que levam a acreditar que o fármaco poderia ser eficaz para combater a doença em uma fase inicial, informou a Comissão Europeia (CE).

FDA dá autorização de urgência para teste de ebola

Exame aprovado pelo órgão americano detecta a presença do vírus no sangue do paciente em até três horas

Ebola-Profissionais-2014-size-598

O FDA (Food and Drug Administration, órgão americano que regula medicamentos) concedeu autorização de urgência para um teste rápido de detecção do ebola. O método, produzido pela farmacêutica Roche e intitulado LightMix Ebola Zaire, é capaz de diagnosticar a presença do vírus no sangue do paciente em até três horas. Os testes disponíveis até então levam quase um dia inteiro para fornecer o resultado.

Fiocruz obtém patente que pode levar a vacinas contra doenças como ebola e Chagas

 

Técnica criada por pesquisadores da fundação “embaralha” partes dos patógenos com outro contra o qual já existe vacina eficiente

2014-763104854-dsc_0162a-2.jpg_20141025

O princípio básico das vacinas é “ensinar” previamente o sistema imunológico a combater organismos causadores de doenças, os chamados patógenos, para que quando a pessoa entre em contato com eles não fique doente. Para isso, os cientistas lançam mão de diversas estratégias, como usar os próprios organismos — em geral vírus, bactérias ou parasitas — já mortos ou debilitados, partes ou proteínas produzidas por eles e até patógenos parecidos que afetam animais, mas não humanos. Mas, dependendo do organismo, estas abordagens se mostram difíceis, ineficazes ou mesmo arriscadas. Agora, porém, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, desenvolveram uma tecnologia inovadora na qual “embaralham” partes destes patógenos em outro contra o qual já existe uma vacina eficiente e que acaba de ter patente concedida nos EUA. Assim, seria possível ativar o sistema imunológico para lutar contra as duas doenças, abrindo caminho para a criação de novos imunizantes contra males que assustam o mundo, como ebola e Aids, ou negligenciados, como Chagas, dengue e malária.

Criada por Myrna Bonaldo, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), e Ricardo Galler, do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), ambos ligados à fundação, a técnica tem como base a vacina contra a febre amarela, de segurança e eficácia reconhecidas. Aplicado desde 1937, o imunizante usa vírus vivos atenuados, capazes de se multiplicar no organismo humano em quantidade limitada, mas não suficiente para provocar a doença. Com ferramentas da engenharia genética, eles encontraram uma maneira de introduzir partes de outros patógenos no vírus, produzindo “vírus recombinantes” que, por carregarem características dos dois organismos, podem “ensinar” as células de defesa a reconhecer as duas infecções.

Myrna conta que para chegar à tecnologia foi necessário primeiro um estudo minucioso do vírus da febre amarela. Com apenas cerca de 11 mil nucleotídeos, as letras que compõem o alfabeto do código genético de todos os seres vivos, o genoma do organismo é pequeno mesmo se comparado com os de outros vírus, o que dificultou a busca por locais onde ele pudesse ser alterado sem matá-lo ou deixá-lo incapaz de se reproduzir, o que faria a vacina ineficaz. Depois, os pesquisadores tiveram que encontrar uma forma de ordenar a “edição” das proteínas características do segundo patógeno, isto é, separá-las do material típico do da febre amarela, para que o sistema imunológico também desenvolva defesas contra ele e ao mesmo tempo manter a viabilidade do vírus. Por fim, eles ainda precisaram controlar a tendência do vírus de “expulsar” sequências exóticas do seu material genético, estabilizando a capacidade de imunização das eventuais vacinas contra as duas doenças.

— No final, temos um produto que não deixa de ser uma vacina contra a febre amarela, mas que também é vetor de componentes de outros patógenos e faz com que a pessoa reaja à segunda doença — explica Myrna. — Ainda não temos um produto final e estamos trabalhando para aperfeiçoar esta estratégia, mas, teoricamente, seria possível usar o método para produzir vacinas contra qualquer tipo de vírus ou outros patógenos, até o ebola.

Atualmente, a tecnologia agora de propriedade intelectual garantida da Fiocruz está sendo usada em pesquisas para a criação de uma vacina contra o HIV, vírus causador da Aids, lideradas pelo cientista David Watkins, da Universidade de Miami, nos EUA, em parceria com os pesquisadores da instituição brasileira. Neste caso, a ideia é copiar a reação do sistema imunológico dos chamados “controladores de elite”, raras pessoas que, mesmo infectadas pelo vírus, não desenvolvem a síndrome, o que permitiria que a vacina fosse usada tanto para prevenção quanto para tratamento da doença. Os resultados dos primeiros testes feitos em macacos foram promissores.

 

Vacina experimental contra ebola não gerou efeitos adversos em teste com humanos

Resultado alimenta esperanças na busca de um medicamento contra o vírus

Dr. Anthony Fauci, right, the director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases testifies before the Senate Appropriations Subcommittee on Labor, Health and Human Services, and Education joint hearing on, "Ebola in West Africa: A Global Challenge and Public Health Threat," on Capitol Hill in Washington, Tuesday, Sept. 16, 2014. (AP Photo/Susan Walsh) - Susan Walsh / AP

Dr. Anthony Fauci, right, the director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases testifies before the Senate Appropriations Subcommittee on Labor, Health and Human Services, and Education joint hearing on, “Ebola in West Africa: A Global Challenge and Public Health Threat,” on Capitol Hill in Washington, Tuesday, Sept. 16, 2014. (AP Photo/Susan Walsh) – Susan Walsh / AP

Malária, tuberculose e febre amarela podem ser tão perigosas quanto ebola

Infectologista diz que outras doenças matam muito mais que ebola, mas pouco se fala sobre

 

O ebola vem chamando a atenção e deixando os órgãos de saúde internacionais em alerta com situações de epidemia. A taxa de mortalidade e a crescimento geográfico do vírus do ebola vem assustando pessoas no mundo todo. De acordo com balanço anunciado pela diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, até esta sexta-feira (12) foram identificados 4.784 casos. Assim como o ebola, outras doenças – que já possuem altas taxas de mortalidade – também teriam potencial para gerar epidemias perigosas, se forem negligenciadas.

OMS aprova uso de tratamentos não homologados contra o ebola

Comitê de ética aprovou uso diante das circunstâncias da epidemia. Ebola já matou mais de mil pessoas na África Ocidental.

O Comitê de Ética da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou em uma reunião na segunda-feira (11) o uso de tratamentos não homologados para lutar contra a febre hemorrágica do ebola, segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira (12).

“Diante das circunstâncias da epidemia e sob certas condições, o comitê concluiu que é ético oferecer tratamentos – cuja eficácia ainda não foi demonstrada, assim como os efeitos colaterais – como potencial tratamento ou de caráter preventivo”, afirma a nota da OMS.

Até o momento não existe nenhum tratamento de cura ou vacina contra o ebola, epidemia que levou a OMS a decretar uma emergência de saúde pública mundial.

Mas o uso do medicamento experimental ZMapp em dois americanos e um padre espanhol – que faleceu nesta terça-feira em Madri – infectados com o vírus quando trabalhavam na África provocou um intenso debate ético.

O medicamento, do qual existe pouca quantidade, parece apresentar resultados promissores nos dois americanos, mas o religioso espanhol morreu nesta terça-feira em um hospital de Madri.

A empresa americana Mapp Biopharmaceutical, que produz o medicamento, informou na segunda-feira que enviou o estoque para o oeste da África.

Médicos de todo o mundo participaram nos debates da OMS na segunda-feira em Genebra.

O comitê condicionou o uso dos tratamentos a uma “transparência absoluta sobre os cuidados, a um consentimento informado, à liberdade de escolha, à confidencialidade, ao respeito das pessoas e a preservação da dignidade e a implicação das comunidades”.

Também estabeleceu ‘a obrigação moral de obter e compartilhar as informações sobre segurança e eficácia das intervenções’, que devem ser objeto de avaliação constante.

O número de mortes provocadas pelo vírus ebola superou a barreira de mil, com 1.013 óbitos e 1.848 casos registrados, segundo o balanço mais recente da OMS, que não conta com a morte do missionário espanhol.

OMS declara epidemia de ebola emergência sanitária internacional

Países afetados terão que vigiar fronteiras, aeroportos e portos. A OMS também pediu ajuda à comunidade internacional.

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan. (Foto: Alain Grosclaude / AFP Photo)

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan. (Foto: Alain Grosclaude / AFP Photo)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (8) a epidemia de ebola no oeste da África uma emergência pública sanitária internacional.

UNICEF e parceiros se mobilizam para conter o avanço do Ebola na África

Em parceria com ministérios da Saúde e outras instituições de sete países do oeste africano, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está adotando estratégias comunicativas adaptadas à diversidade cultural da região para conter o alastramento e disseminar informações sobre o vírus Ebola.

“A maioria das pessoas nesta parte do mundo sequer ouviu falar do Ebola”, afirmou Guido Borghese,assessor-chefe do UNICEF sobre Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil na África Ocidental e Central. “Assim, medos e rumores infundados espalham pânico rapidamente, sendo crucial que as famílias possuam informações corretas de como se proteger e se prevenir.”

Em colaboração com, entre outros, a Cruz Vermelha e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF está implementando táticas de comunicação em massa e atividades instrutivas interpessoais em Guiné, Libéria, Serra Leoa, Costa do Marfim e Guiné-Bissau, além da distribuição de materiais preventivos como sabão, cloro e luvas em comunidades infectadas.

O Ebola – até o momento uma doença incurável – já resultou em 111 mortes na Guiné e na Libéria. No total, registram-se 178 casos suspeitos, prováveis ou confirmados da doença nos dois países, além de seis casos suspeitos em Mali – números que, segundo dados da ONU, tenderão a crescer se mantidas as condições atuais.

Fonte: Boa Informação