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Criança de três anos com diabetes tipo 2 deixa especialistas em alerta

Segundo especialistas, caso raro está relacionado à obesidade

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Uma criança hispânica de 3 anos de idade, que recebeu diagnóstico de diabetes tipo 2, colocou os médicos da comunidade internacional em alerta. A pequena paciente, que vive nos Estados Unidos e pesava cerca de 35 kg quando recebeu o laudo, apresentou um tipo da doença que é mais comum em adultos. De acordo com especialistas, a ocorrência está relacionada ao tipo de alimentação e à falta de exercícios na rotina da menina.

O caso da criança despertou preocupação, sobretudo, porque nas pessoas desta faixa etária a manifestação mais comum de diabetes é a de tipo 1, que está relacionada ao sistema imunológico. Já a 2, relacionada ao estilo de vida, não havia sido registrada em crianças tão jovens. O caso foi recebido com tanta surpresa que virou pauta do encontro anual da Associação Europeia para Estudos de Diabetes, que acontece neste mês.

“Sou muito atento e analiso todas as crianças obesas à procura de sinais da doença, mas estou surpreso em encontrar em alguém tão jovem. Este é provavelmente o caso mais jovem já registrado”, afirmou o médico do Centro de Ciências da Saúde do Texas, Michael Yafi.

Uma evidência de que o surgimento da doença em uma criança tão nova estaria relacionado à obesidade, foi o fato de que após seis meses de tratamento, com mudança no estilo de vida e perda de cerca de 9 kg, a menina apresentou taxas normais de açúcar no sangue.

Nesse contexto, a divulgação de um relatório do governo americano, publicado nesta terça-feira, chamou ainda mais atenção para o problema da obesidade infantil no país. De acordo com o documento do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), mais de um terço das crianças e adolescentes dos Estados Unidos comem fast food diariamente. O relatório mostra ainda que a metade da alimentação diária de cerca de 12% desta população é composta por esse tipo de comida.

Os itens consumidos mais comumente pelas pessoas da faixa etária de 2 a 19 anos são pizza, frango frito e tacos, além de outros pratos do gênero de fast food. O estudo relata que os índices são equivalentes para meninos e meninas. Segundo o CDC, a obesidade infantil no país “mais que dobrou em crianças e quadruplicou em adolescentes nos últimos 30 anos”.

Fonte

Uma injeção apenas para controlar a Diabetes

Uma injeção apenas para controlar a Diabetes

Um time de pesquisadores do Salk Institute, nos Estados Unidos, anunciou o mais novo e promissor caminho contra a diabetes tipo 2. A doença está associada à obesidade e ao sedentarismo e é caracterizada pela resistência das células à ação da insulina, o hormônio que possibilita a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. O resultado é o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea, processo que figura como um dos principais fatores de risco para infarto e acidente vascular cerebral. 

Diabetes pode acelerar processo de demência

Estudo acompanhou quase 16 mil americanos desde a década de 1980

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Diabetes na meia-idade pode “envelhecer a mente” por cinco anos e pode acelerar o aparecimento de demência, concluiu um novo estudo da Johns Hopkins Bloomberg Escola de Saúde Pública, em Maryland. A pesquisa foi feita a partir da análise de quase 16 mil pessoas nos Estados Unidos, acompanhadas desde a década de 1980, em que foi possível ver a ligação direta entre a idade e o declínio cognitivo.

O levantamento demonstrou que, em média, uma pessoa com 60 anos de idade e com diabetes apresenta um declínio em sua função cerebral de maneira que aparenta ser um idoso de 65 anos e sem diabete.

Pessoas com diabetes têm dificuldades para regular os níveis de açúcar no sangue e isto pode causar danos às veias, incluindo as do cérebro. Esta consequência pode justificar a ligação da doença com a demência.

— Este estudo contribui para um grande número de evidências que liga a diabetes aos problemas de memória na velhice. Além disso, sugere que o controle dos níveis de açúcar no sangue na meia-idade também pode trazer benefício para o nosso cérebro — afirmou a Dr. Laura Phipps ao site Independent.

Os autores do estudo afirmam que a pesquisa mostra que para se ter um cérebro saudável aos 70, é necessário comer direito aos 50. Os resultados foram publicados na revista especializada “Annals of Internal Medicina”.

A diabete do tipo 2, a forma mais comum, está intimamente ligada ao excesso de peso, e a prática de exercício é a melhor maneira para se prevenir da doença.

EUA aprovam novo tratamento injetável contra diabetes tipo 2

Medicamento faz parte de classe de remédios que estimulam o pâncreas a produzir mais insulina

Diabetes tipo 2: pacientes precisam controlar os níveis de glicose no sangue (Thinkstock/VEJA)

Diabetes tipo 2: pacientes precisam controlar os níveis de glicose no sangue (Thinkstock/VEJA)

O FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou um novo tratamento contra o diabetes tipo 2. Trata-se de um medicamento injetável que faz parte de uma nova classe de drogas chamada GLP-1, cuja ação consiste em estimular o pâncreas a produzir maiores quantidades de insulina após as refeições.

Iogurte pode ajudar a prevenir diabetes tipo 2

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Uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, sugere que o iogurte pode ser um aliado no combate ao diabetes tipo 2. O estudo comparou os hábitos alimentares de pessoas com e sem a doença e descobriu que a prevalência do diabetes é significativamente menor entre aquelas que consomem iogurte com baixo teor de gordura ao menos quatro vezes por semana.

Existem dois fatores capazes de aumentar o risco de diabetes tipo 2: o genético, ou seja, ter histórico da doença na família, e o ambiental, que são problemas como má alimentação, excesso de peso e sedentarismo. Não há nada que uma pessoa possa fazer em relação à sua predisposição genética para a doença, mas adquirir hábitos saudáveis podem diminuir consideravelmente as chances de ela se desenvolver.

Para realizar o estudo, os pesquisadores coletaram dados de um levantamento feito na Inglaterra. Eles compararam os hábitos alimentares de 753 pessoas com diabetes tipo 2 aos de 3 500 indivíduos livres da doença. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Diabetologia.

Mecanismos — A pesquisa não identificou uma relação de causa e efeito entre o alimento e o diabetes – ou seja, não descobriu os mecanismos que podem fazer com que o iogurte diminua o risco da doença. Porém, os autores destacam que o iogurte contém nutrientes essenciais à saúde, como cálcio, vitamina D e ácidos graxos. Além disso, a equipe acredita que os probióticos – bactérias “do bem” presentes no alimento — tenham um papel fundamental nesse efeito benéfico. Estudos recentes já associaram os probióticos à redução de inflamações no intestino e de problemas como diarreia causada por antibiótico e complicações gastrointestinais em bebês.

De acordo com a pesquisa, o consumo de quatro copos de 125 gramas de iogurte por semana reduz em até 28% o risco de diabetes tipo 2. O estudo também descobriu que, de maneira geral, outros laticínios com baixo teor de gordura, como queijo cottage, podem diminuir essas chances em até 24%. Os autores não encontraram relação entre a redução do risco da doença e o consumo de laticínios com maior teor de gordura.

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FONTE: VEJA ONLINE