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Prevendo epilepsia em crianças

Uma equipe de pesquisa espera ter identificado um marcador de ressonância magnética que pode prever quais crianças irão desenvolver epilepsia após experimentar convulsões febris quando bebês.

As convulsões relacionadas com febre acontecem cerca de três em cada cem crianças com menos de cinco anos de idade. Algumas dessas crianças podem ter convulsões que duram mais de 30 minutos. Isto é conhecido como estado de mal epiléptico febril (FSE). FSE tem um risco de 40 por cento que a criança acabará por desenvolver epilepsia – muitas vezes muitos anos depois.

Esta pesquisa foi conduzida por uma equipe da Universidade da Califórnia Irvine School of Medicine (EUA). Dr Tallie Z Baram – professor de pediatria, anatomia e neurobiologia – conduziu o trabalho. A equipe do Dr. Baram teve como objetivo identificar quais as crianças desenvolvem epilepsia como resultado do FSE para que uma intervenção possa ser desenvolvido.

A equipe do Dr. Baram identificado um marcador de ressonância magnética em animais de laboratório que previu com sucesso quais iriam desenvolver epilepsia. Uma região do cérebro – a amígdala – gasta mais energia e mais oxigênio se o cérebro, mais tarde, desenvolver epilepsia.

O próximo passo da pesquisa é descobrir se o mesmo marcador prevê epilepsia em humanos. Os resultados completos do estudo foram publicados em uma edição on-line da revista científica The Journal of Neuroscience em 25 de junho.

Fonte: Epilepsy Today

Pediatras desejam proibir o uso de celulares por conta de danos

A SIPPS (Sociedade Italiana de Pediatria Preventiva e Social ) defende que o uso de telefones celulares deve ser proibido para crianças menores de 10 anos por causar danos à saúde.

O uso dos celulares além de provocar a perda de concentração, dificuldade de aprendizagem e agressividade “está se transformando cada vez mais em abuso” e os efeitos nocivos das ondas eletromagnéticas para a saúde “estão cada vez mais evidentes”, concluíram os pediatras italianos após estudo.

O presidente do SIPPS, Giuseppe Di Mauro, disse que ainda não se conhece “todas as consequencias ligadas ao uso dos celulares, mas uma utilização excessiva pode levar a perda de concentração e de memória”.

— Além de uma menor capacidade de aprendizagem e um aumento da agressividade e de distúrbios do sono.

Uso de tablets e smartphones antes de dormir pode causar derrame, diz estudo

A pediatra Maria Grazia Sapia, especialista em criança e ambiente, alerta que “a Itália está em primeiro lugar na Europa pelo uso de celulares por crianças e a idade média dos possuidores diminui cada vez mais”.

A médica destaca os problemas biológicos que podem ser causados com o uso excessivo dos aparelhos.

— Como são pequenos transmissores que são mantidos normalmente próximos da cabeça durante a comunicação, os efeitos nocivos para a saúde são cada vez mais evidentes, alguns ligados aos efeitos térmicos, a interação de um campo eletromagnético com um sistema biológico provoca aumento localizado da temperatura e quando as exposições são muito intensas e prolongadas podem superar o mecanismo de termorregulação matando as células com necroses dos tecidos.

Grazia destaca ainda os problemas psicológicos que podem surgir.

— Junto às outras dependências que afligem a nossa sociedade e especialmente os jovens, como drogas, álcool e tabaco, um lugar predominante foi conquistado pela dependência por celulares, com danos gravíssimos no desenvolvimento psíquico e social.

É necessário então, segundo os pediatras, que sejam adotadas medidas que proíbam “totalmente o uso antes dos 10 anos” e limitem o uso depois desta idade de celulares.

— O pediatra tem a obrigação de se atualizar sobre este tema.

Fonte: R7

Terapia genética cura seis crianças em testes clínicos.

Cientistas usaram vírus da família do HIV modificados para consertar DNA defeituoso

RIO – Cientistas usaram vírus modificados da família do HIV, causador da Aids, para curar raras doenças genéticas em crianças. Conhecidos como lentivírus, estes micro-organismos têm uma capacidade única de alterar o DNA das células que invadem, o que faz deles promissores veículos para consertar defeitos nelas por meio da chamada terapia genética. Com esta ideia na cabeça, em 1996 Luigi Naldini e sua equipe de pesquisadores do Instituto Telethon de Terapia Genética de San Raffaele (Tiget), na Itália, iniciaram estudos em laboratório para transformá-los em armas contra diversos males.

Agora, quase 20 anos depois, os cientistas italianos relatam em artigos publicados na edição da revista “Science” desta semana vitórias sobre duas doenças graves, a leucodistrofia metacromática e a Síndrome de Wiskott-Aldrich. Ambas são originárias de defeitos no DNA que resultam na deficiência na produção de uma proteína essencial para o organismo nos primeiros anos de vida. No primeiro caso, isso afeta o sistema nervoso dos bebês, que inicialmente parecem saudáveis mas gradualmente começam a perder as habilidades cognitivas e motoras adquiridas, sem chance de reverter o processo neurodegenerativo. Já no segundo, falhas no sistema imunológico deixam as crianças mais suscetíveis a desenvolverem infecções, doenças autoimunes e câncer, assim como problemas com as plaquetas que causam sangramentos frequentes.

Ao todo, os pesquisadores trataram 16 pacientes, dez vítimas de leucodistrofia metacromática e seis da Síndrome de Wiskott-Aldrich. Os artigos, no entanto, relatam apenas seis dos casos, três de cada doença, em que o período passado desde o início da terapia, em 2010, permitiram aos cientistas tirarem conclusões quanto a sua eficácia e segurança.

– Três anos após o começo dos testes clínicos, os resultados obtidos para estes primeiros seis pacientes são muito encorajadores: a terapia não só é segura mas também efetiva e se mostrou capaz de mudar o históricos clínico destas graves doenças – comentou Naldini. – Depois de 15 anos de esforços e sucessos no laboratório, mas também algumas frustrações, é realmente excitante poder dar um solução concreta para os problemas destes primeiros pacientes.
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FONTE:  http://oglobo.globo.com/ciencia/terapia-genetica-cura-seis-criancas-em-testes-clinicos-9005317#ixzz2rnJ6tRo3