Tag Archives: Câncer de pulmão

Conhecimento médico sobre câncer de pulmão entre não fumantes é limitado

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“Não sei como fui ter isso. Nunca fumei”, disse o ilustre músico Dominguinhos antes de morrer, em 2013, vítima de câncer de pulmão.

Um dos grandes temas discutidos na 16º Conferencia Mundial de Câncer de Pulmão, realizada na última semana em Denver, nos EUA, foi justamente este: e quem tem a doença sem nunca ter acendido um cigarro na vida?

Cientistas britânicos procuram superar resistência de câncer de pulmão

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Uma nova pesquisa da Universidade de Manchester, no Reino Unido, considera que a resistência do câncer de pulmão aos tratamentos pode vir a ser superada, através de uma nova abordagem.

Os pesquisadores descobriram que no câncer de pulmão de não-pequenas células, que representa cerca de 85 por cento dos casos, uma pequena molécula de RNA designada por miR-148a é suprimida em células resistentes à citocina TRAIL – que provoca a morte celular em muitos outros tipos de câncer.

Câncer nos pulmões é o que mais mata no mundo, e 15% das vítimas nunca fumaram

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O engenheiro Paulo Eduardo Pires voltava de um congresso nos EUA quando, em meio aos alertas de gripe suína no aeroporto, começou a ter sintomas parecidos com os do mal. Um mês depois, o incômodo persistia, o que o levou a fazer exames como raio-X e tomografia. Era 2009 quando ele recebeu a notícia de que não tinha uma gripe e, sim, um câncer de pulmão. Paulo não entendeu:

— Fui surpreendido porque nunca tinha colocado um cigarro na boca — lembra, comentando que mantinha um estilo de vida sem excessos e era daqueles que até faziam campanhas antitabaco em sua empresa; e o que ele, seus familiares e colegas sabiam era que este câncer acometia fumantes.

Cigarro é responsável por quase 50% das mortes por 12 tipos de câncer

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O cigarro foi responsável por quase metade das mortes por 12 tipos de câncer em 2011 nos Estados Unidos – revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (15) pela revista JAMA Internal Medicine.

Quanto antes, melhor

O câncer de pulmão é a variedade da doença que mais mata no mundo. É preciso traçar estratégias para enfrentá-lo

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Anualmente, mais de 1,5 milhão de mortes ao redor do mundo são causadas por câncer de pulmão, segundo estimativas recentes da Organização Mundial da Saúde.

FDA expande utilização de Opdivo para tratar o câncer de pulmão

A FDA anunciou a ampliação da utilização do Opdivo (nivolumab) para tratar pacientes com câncer avançado (metastático) de pulmão de não pequenas células escamosas (CPNPC), com progressão durante ou após a quimioterapia à base de platina.

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Câncer de pulmão é a principal causa de morte pela doença em mulheres de países desenvolvidos

Segundo pesquisadores, mudança reflete a epidemia de tabagismo entre elas

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A nova análise conduzida por pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer, em colaboração com a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês) mostrou que o câncer de pulmão superou o de mama como a principal causa de morte pela doença em mulheres em países desenvolvidos. Os autores do relatório dizem que a mudança reflete a epidemia do tabagismo nas mulheres, que ocorreu mais tarde do que nos homens.

Um “Bafômetro” capaz de detectar Câncer

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Tratamento “cura” doente com câncer de pele

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Um medicamento pode ter curado um paciente britânico com câncer de pele em estado avançado, a quem os médicos davam apenas alguns meses de vida.

Nova terapia para 2ª linha de CPNPC

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O medicamento ceritinib (Zykadia), da Novartis, foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento do câncer de pulmão não-pequenas células (CPNPC) com expressão positiva para ALK que progrediu ou é intolerante ao tratamento com crizotinibe (Xalkori). O CPNPC responde por cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão, sendo que o subtipo com expressão do ALK está presente em 2% a 7% desses pacientes.

Ceritinib foi considerado em regime de revisão prioritária (“breakthrough therapy”) após a agência reguladora concluir que há evidências clínicas preliminares de que a droga pode oferecer uma melhoria substancial sobre as terapias disponíveis. A nova droga-alvo também recebeu a designação de medicamento órfão.

A aprovação se baseou nos resultados de um estudo multicêntrico, aberto, de braço único, que incluiu 163 pacientes com CPNPC metastático ALK positivo que progrediram ou foram intolerantes ao tratamento com crizotinibe.

Os participantes foram tratados com uma dose de 750mg de zykadia uma vez ao dia. As metástases apresentadas pelo grupo de pacientes no início do estudo eram no cérebro (60%), fígado (42%) e ossos (42%).

O principal endpoint foi a taxa de resposta global (TRG) de acordo com o RECIST, avaliado pelos investigadores e por um comitê central. A duração de resposta foi definida como desfecho secundário.

Entre os pacientes tratados anteriormente, zykadia alcançou uma taxa de resposta global de 54,6% [95% CI, 47-62%] e uma mediana de duração da resposta de 7,4 meses [95% CI, 5,4-10,1 meses] com base na avaliação dos investigadores. A análise do comitê foi semelhante, com uma TRG de 43,6% [95% CI, 36-52%] e mediana de duração de resposta de 7,1 meses [95% CI, 5,6 meses-NE].

As reações adversas mais comuns (incidência de pelo menos 25%) foram diarreia (86%), náusea (80%), vômitos (60%), dor abdominal (54%), fadiga (52%), diminuição do apetite (34%) e prisão de ventre (29%).

“Esta aprovação vai mudar a forma como administramos e monitoramos pacientes com este tipo de câncer de pulmão, já que agora será possível oferecer a oportunidade de resposta ao tratamento contínuo com um novo inibidor de ALK”, afirmou a principal investigadora do estudo, Alice T. Shaw, do Massachusetts General Hospital Cancer Center, em Boston.

Estudo testa exame de sangue para detectar câncer de pulmão

A análise detectou células cancerígenas em cinco pacientes que ainda não demonstravam sintomas e que, depois, desenvolveram câncer

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Uma equipe médica francesa anunciou neste sábado a possibilidade de detecção precoce do câncer de pulmão graças a um simples exame de sangue — feito apresentado como “inédito mundialmente”. A pesquisa, publicada nesta sexta-feira na revista científica americana Plos One, foi desenvolvida pelo grupo do professor Paul Hofman, do hospital universitário de Nice, no sul da França, em parceria com um centro da Universidade de Sophia-Antipolis.

Novos tratamentos contra cânceres agressivos têm resultados promissores

Medicamentos por via oral permitiram um aumento significativo da sobrevivência dos pacientes

 

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Recentes tratamentos contra cânceres avançados de pulmão, sangue, tireoide e ovário, resistentes a outras terapias, tiveram resultados

Câncer de pulmão é capaz de se ocultar durante 20 anos

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20 anos antes de se tornar mortal, afirmaram cientistas nesta quinta-feira, o que pode ajudar a explicar por que uma doença que mata mais de 1,5 milhão de pessoas por ano em todo o mundo é tão persistente e difícil de tratar.

Dois periódicos que detalham a evolução do câncer de pulmão revelam como, após uma falha genética causadora da doença – muitas vezes devida ao fumo -, as células do tumor desenvolvem numerosas novas mutações silenciosamente, tornando partes diferentes do mesmo tumor geneticamente únicas.

20 dicas para parar de fumar

Mudança comportamental e a procura por ajuda médica são fundamentais para abandonar o tabagismo e viver melhor

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Medicamento contra câncer de pulmão da Pfizer supera quimio, diz estudo.

O medicamento Xalkori da Pfizer retardou o avanço do câncer de pulmão mais do que a quimioterapia em pacientes que nunca haviam recebido tratamento contra a doença, de acordo com resultados de um estudo de fase final divulgado na terça-feira.

O medicamento, que recebeu a aprovação nos Estados Unidos em 2011 para pacientes com câncer de pulmão que têm uma mutação genética específica, havia mostrado em um estudo de fase 3 anterior que atrasou significativamente a progressão da doença entre aqueles que já passaram por quimioterapia para câncer de pulmão de células não-pequenas, a forma mais comum da doença.

A Pfizer disse que os resultados favoráveis do último ensaio, em conjunto com os do estudo anterior, estabelecem que o Xalkori é apropriado para uso de primeira linha, bem como o uso de segunda linha, ou seja, para os pacientes que receberão o tratamento inicial, bem como para aqueles que já passaram por quimioterapia.

A droga é utilizada em pacientes que tenham uma mutação no gene chamado de ALK, conforme determinado por um teste de diagnóstico aprovado. A mutação ocorre apenas em uma pequena porcentagem de pacientes com câncer de pulmão, mas os torna candidatos para o tratamento com Xalkori.

www.farmasuply.com.br

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/mundo/medicamento-contra-cancer-de-pulmao-da-pfizer-supera-quimio-diz-estudo-11981798.html

Câncer de pulmão pode ter novo tratamento

Medicação testada nos EUA reduziu os tumores dos nove voluntários. Pesquisa é liderada por brasileiro

Rio – Pacientes com câncer de pulmão podem ter uma segunda chance de cura. Nova medicação usada em nove voluntários de uma pesquisa nos Estados Unidos, liderado por médico brasileiro, conseguiu reduzir o tamanho dos tumores de todos os participantes e fez desaparecer completamente o câncer em um deles.                                            Foi o caso de uma senhora de 66 anos que já apontava sinais de metástase. Como resposta ao sorafenibe, medicamento usado no estudo, o tumor sumiu totalmente em apenas dois meses, e não voltou a evoluir por cinco anos.

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“Isso chamou a atenção de toda a equipe. O impacto para a paciente e família foi tanto que eles decidiram fazer uma enorme doação voluntária para o centro de pesquisa”, contou Luiz Araújo, autor da pesquisa e médico do Grupo COI.

O estudo selecionou pacientes com câncer de pulmão que apresentassem resistência à quimioterapia e que, ao mesmo tempo, respondessem bem ao sorafenibe, medicação até então indicada somente para outros tipos de câncer. A intenção era descobrir o tipo de gene causador de câncer (oncogene) que respondia bem ao sorafenibe.

“A quimioterapia, por ser um tratamento não especializado e não atuar no funcionamento específico de cada mutação de câncer, em 60% dos casos não atende às necessidades de quem tem câncer de pulmão. Foi o caso desses participantes”, ressaltou Luiz Araújo.

Para atingir as células malignas em suas características únicas, e assim, aumentar a eficácia das medicações, especialistas estudam diferentes tipos de oncogenes e usam remédios específicos para tratá-los. A estratégia é chamada de Terapia Alvo-molecular. Apesar das boas expectativas, a completa extinção do tumor não era esperada.

“A novidade foi recebida com muito entusiasmo por outros pesquisadores. Agora, inúmeros pacientes poderão ter soluções individualizadas e mais eficazes de tratamento futuramente”, projetou o especialista.

Cura pode estar no próprio corpo

Um outro trabalho na área de oncologia mostrou que a cura do câncer pode estar dentro do próprio corpo. A alternativa estudada pelos especialistas consiste no fortalecimento do sistema imunológico para o combate da doença.

“Cientistas descobriram que o câncer ‘cega’ as células do sistema imune e mantém esse ciclo indefinidamente, impedindo o corpo de lutar contra o câncer”, comentou Mauro Zukin, diretor técnico do Grupo COI.

Os pesquisadores que apresentaram a hipótese no congresso da Sociedade Norte Americana de Oncologia Clínica (ASCO) deste ano perceberam que, ao interromper a relação entre proteína ligada ao sistema imunológico (PD-1) e a proteína do tumor (PDl-1), seria possível ‘retirar a venda’ do sistema imune, capacitando-o para o combate das células malignas.

Se os testes forem adiante, será possível dispensar o uso de medicações nocivas, como as do coquetel da quimioterapia. “Já existem drogas que funcionam dessa forma e com resultados maravilhosos”, comentou.