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Aprovadas regras para os rótulos de alimentos que podem causar alergia

Letras vão ser maiores, legíveis e com informações claras, segundo Anvisa. Empresas vão ter um ano para mudar os rótulos.

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A Anvisa aprovou novas regras para os rótulos das embalagens de alimentos que causam alergia. As letras vão ter que ser maiores, mais legíveis e com informações claras. Uma vitória para quem é alérgico e sofre para saber o que tem em cada alimento.

Anvisa avalia mudanças para agilizar pesquisas clínicas no País

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia nesta quinta-feira (5) mudanças para tornar mais ágil as regras para autorização de pesquisas clínicas no País.

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Uma das medidas propostas é a fixação de um prazo máximo para a análise do pedido do estudo. Caso a solicitação não seja avaliada no tempo determinado, a aprovação seria automática. A tendência é a de que diretores aprovem a proposta.

Anvisa decide retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proibido

Obtenção de medicamentos com a substância será facilitada no país. Substância química é encontrada na maconha e tem utilidade terapêutica.

Anvisa retira canabidiol da lista de substâncias proibidas

 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (14) retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito.

Vigilância Sanitária divulga alerta sobre surtos de doenças transmitidas por alimentos

Com a chegada do verão e das festas de fim de ano, verifica-se um aumento no número de surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos no país.

Grande porcentagem dos alimentos contém agrotóxicos

As doenças provocadas pelo consumo de alimentos contaminados com micróbios prejudiciais a saúde, parasitas ou substâncias tóxicas, os sintomas mais comuns de DTA (Doença Transmitida por Alimentos) são vômitos e diarreia, podendo também apresentar dores abdominais, dor de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados dentre outros.

Considerando adultos sadios a maioria dos sintomas duram poucos dias porém crianças, grávidas, idosos e as pessoas doentes, as consequências podem ser mais grave, podendo inclusive levar a óbito.

Pensando nisso a Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária  selecionaram algumas dicas para esclarecer sobre os cuidados necessários para garantir a segurança dos alimentos assim como sua Saúde: 

Especialistas alertam que opção terapêutica para pacientes de leucemia é limitada no Brasil

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Os pacientes brasileiros com leucemia linfocítica crônica (LLC), tipo de leucemia mais recorrente no mundo ocidental, tem acesso limitado à tratamento no País. Enquanto nos Estados Unidos e Europa os mesmos doentes fazem uso de um medicamento chamado “bendamustina”, no Brasil a realidade é outra.

Para o inglês Peter Hilmen, da Universidade de Leeds (Inglaterra), e o alemão Clevens Wendtner, da Universidade de Colônia (Alemanha), ambos autores de estudos de referência no campo da LLC, o uso da bendamustina é essencial para garantir a qualidade de vida e a sobrevida destes pacientes com LLC. “A opção terapêutica para pacientes de leucemia é limitada no Brasil, avaliam especialistas. Na Europa o fármaco é usado desde 2009 e, nos Estados Unidos, de 2010. Hillmen, que é autor principal do estudo “Guidelines on the Diagnosis investigation and management of CLL”, publicado no periódico “Leukemia” (dezembro 2012), relata que a diretriz mundial adotada como conduta terapêutica nos casos de pacientes “non-fit”, ou seja aqueles com mais doenças associadas, como diabetes e cardiopatias, é a administração da bendamustina.

Além da LLC, hoje, o Brasil fica para trás inclusive no que cabe às doenças como linfoma não-Hodgkin folicular; e o mieloma múltiplo, por conta da lentidão na aprovação de tecnologias e novos fármacos inovadores, reconhecidos pelas agências regulatórias de Europa e Estados Unidos, mas que aguardam liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos classificados pela ANVISA como importados não nacionalizados (sem registro), não possuem livre comercialização no País, porém existe a previsão legal que permite a importação do medicamento para realização de tratamento já prescrito, nas quantidades compatíveis com o tratamento e para uso específico no tratamento do paciente.

Para ter acesso ao orçamento do medicamento bendamustina, bem como outros medicamentos classificados como importados não nacionalizados, entre em contato conosco aqui.

Entenda prós e contras dos inibidores à base de anfetamina

Senado derrubou portaria da Anvisa que proibia venda e prescrição de remédios usados no tratamento da obesidade

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Foram proibidas medicamentos que têm na fórmula as substâncias femproporex, anfepramona e mazindol Foto: Getty Images

EQUIVALENTES – Novo Competidor

Eq-20140326-151924Para elevar a concorrência no mercado brasileiro, o governo federal prevê nova linha de “medicamentos equivalentes”. Mercado encara as mudanças com bons olhos, mas teme criminalização dos medicamentos de referência. 

Tida como a grande mudança do mercado brasileiro de medicamentos desde a implantação do genérico, em 1999, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a abertura pública de consulta para a criação de uma nova linha de medicamentos chamada de “similares e equivalentes”.

A mudança proposta pelas duas entidades quer impor testes mais rigorosos de bioequivalência entre os medicamentos similares e de marca. Isso significa que toda medicação similar deverá ter comprovação de funcionamento semelhante aos chamados “medicamentos de referência”.

A Consulta Pública aberta pela Anvisa propõe que os similares sejam intercambiáveis com os medicamentos de referência. Nas palavras do ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, “ser intercambiável significa que o produto de referencia pode ser substituído por um similar que teve os estudos de equivalência apresentados, analisados e aprovados pela Anvisa”.

Com a mudança proposta, o paciente poderá usar a mesma prescrição para escolher entre o medicamento de referência, similar ou genérico na hora da compra. A ideia do governo e da ANVISA é ampliar a oferta ao consumidor e baratear os preços, como já acontece com os genéricos.

A proposta que começou a ser debatida com a sociedade prevê que até o fim de 2014 todos os medicamentos similares do mercado sejam tecnicamente iguais aos produtos de referencia. Ao anunciar o programa, Alexandre Padilha, até então ministro da Saúde, afirmou que o governo defenderia junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) que os novos medicamentos chamados de “intercambiáveis” entrem no mercado com um preço 35% menor que o medicamento de referencia da categoria, como já acontece com os genéricos.

Profundo conhecedor do mercado farmacêutico brasileiro, o advogado Benny Spiewak, mestre em Propriedade Intelectual e especialista em Direito Farmacêutico, classifica a mudança como “interessante, moderna e inovadora”.

Segundo Spiewak, a proposta cria um modelo brasileiro de equivalência que não existe em outras partes do mundo e possibilita o barateamento do medicamento para o consumidor em todas as cadeias de produção. “É uma inovação muito interessante para o consumidor, porque ele terá a opção de comprar um medicamento similar de qualidade comprovada e de eficácia, um genérico ou até mesmo o medicamento de referência”, explica Spiewak.

O advogado alerta, porém, que há certa apreensão da indústria em relação à criação dessa nova categoria de medicamentos, porque ela pode ter por trás uma tentativa de “criminalização” do medicamento de marca pelo governo.
“Qualquer consolidação de regra a indústria olha como algo muito positivo, porque cria um cenário mais transparente e previsível”. Com a nova medida, aqueles players que são menos sérios estarão fora do mercado com a mudança de regra. Mas existe também uma apreensão de que isso seja feito à custa da criminalização dos medicamentos de referência. Ou seja, que essa mudança de regra faça com que as pessoas fujam do medicamento de marca não só pelo preço, mas também pelo fato de eles serem feitos por um fabricante estrangeiro. É o temor de que se privilegie apenas as coisas feitas aqui”, adverte Benny Spiewak. “Isso é uma coisa muito assustadora para o mercado e cria uma atmosfera de medo na indústria. O receio é de que, sob o lençol de algo muito positivo, esteja por trás a criminalização do medicamento e da indústria de marca”, completa.

INTENÇÃO GOVERNAMENTAL

Autor da proposta, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rechaça qualquer segunda intenção do governo de criminalizar os medicamentos de marca. De acordo com ele, a única ideia do governo foi unificar as regras e dar transparência para as operações, na tentativa de criar mais competição no mercado brasileiro.

“Nossa intenção foi detalhar a regra e estabelecer que, até o fim deste ano, todo medicamento similar tenha as mesmas regras de qualidade do medicamento genérico. Isso aumenta a disputa entre os medicamentos e gera mais competição no mercado. As pessoas terão para trocar por genérico ou medicamento equivalente. Toda vez que tem mais concorrente, reduz-se o preço do produto para a população”, explica Padilha em rápida entrevista na Sala São Paulo, durante a abertura do ano judiciário do Estado.

Na visão do pesquisador Eduardo Freitas, mestrando da Universidade Estadual  Júlio de Mesquita (Unesp), a entrada dos chamados “similares equivalentes” no mercado brasileiro deve elevar a transparência e confiança dos consumidores em relação ao próprio grupo de similares, que ainda é visto com desconfiança. “Apesar de dominarem boa parte das vendas de medicamentos no Brasil, os similares dividem a opinião dos médicos com relação à eficácia. Enquanto alguns especialistas dizem que são seguros e confiáveis, outros são mais resistentes e evitam receitá-los para os pacientes”, lembra o pesquisador. “Os similares possuem o mesmo princípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características que o medicamento original. Com a mudança, os médicos devem se sentir mais seguros em receitar o equivalente similar para tratamento”, completa Freitas.
VISÃO PRÁTICA

Enquanto os genéricos são “idênticos” aos medicamentos de marca, os similares são considerados apenas “semelhantes”. E essa diferença se mede pelos testes a que cada um é submetido. Os similares passam por provas de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade relativa. Enquanto o primeiro certifica que o similar contém o mesmo princípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características que o medicamento de referencia, o segundo se relaciona à quantidade e à velocidade de absorção do princípio ativo na corrente sanguínea.

Contudo, além de passarem pela equivalência farmacêutica, os genéricos também passam pelo teste de bioequivalência, que é mais completo que o de biodisponibilidade.

A bioequivalência assegura que o medicamento genérico é o equivalente terapêutico do de referencia. Isso quer dizer que o genérico tem a mesma eficácia clínica e a mesma segurança em relação ao produto de marca.

Com as mudanças de regra, os “similares equivalentes” passarão pelos mesmos testes dos genéricos e poderão ser considerados intercambiáveis com os medicamentos de referência do que eram antes.

A conclusão da normatização de todo o processo e a chegada desses novos medicamentos ao mercado não têm data específica.

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FONTE: Guia da Farmácia

 

MIELOFIBROSE: JAKAFI (RUXOLITINIBE) é CHAVE TERAPÊUTICA

Mielofibrose, doença rara e agressiva

Distúrbio na medula óssea altera a produção sanguínea e sobrecarrega o baço; tratamento é paliativo e apenas o transplante pode promover a cura.

img_1726Anemia, cansaço, fraqueza, perda de peso, aumento do baço e do fígado. Estes são os sintomas da mielofibrose, uma doença que provoca alteração na medula óssea e afeta a produção das células sanguíneas. Ela é considerada bastante agressiva e rara – atinge de 0,5 a 1,33 pessoas para cada 100 mil habitantes. O tratamento medicamentoso é paliativo e apenas o transplante de médula pode promover a cura do doente.
O médico hematologista, Roberto Coelho, explica que a mielofibrose tem maior incidência nas pessoas com mais de 60 anos e possui alguns sinais bastante característicos, por isso é diagnosticada facilmente. ”O sintoma mais importante é o aumento do baço, mas o paciente apresenta outros sintomas relacionados ao trato digestivo: a pessoa come pouco e se sente satisfeita”, explica. Ele acrescenta que outros sinais são o emagrecimento rápido, a sudorese abundante noturna e a sensação de um caroço no abdômen – que na verdade é o baço aumentado. Exames de sangue e da medula óssea ajudam a diagnosticar a enfermidade. 

O médico afirma que cerca de 50% dos pacientes possuem uma expectativa de vida média de três anos após o diagnóstico. ”Como a maioria deles apresenta a doença em idade avançada, o transplante de medula – único procedimento que pode possibilitar a cura – não é considerado viável”, salienta. 

Não existe prevenção para a mielofibrose, o hematologista afirma que os hábitos alimentares e a prática de atividades físicas não possuem relação com o aparecimento da doença. A causa é desconhecida, mas sabe-se que ela é desencadeada porque um tecido fibroso se forma dentro da medula e isso faz com que ela deixe de produzir o sangue adequadamente. Este mau funcionamento da medula óssea obriga o baço a produzir as células sanguíneas, o que provoca aumento de seu volume e alteração no número e formato de células do sangue. ”O sangue produzido pelo baço não é adequado, por isso o paciente apresenta anemia”, destaca. 

Pesquisas indicam que fatores ambientais interferem no aparecimento da doença, nas cidades atingidas pela bomba atômica, houve aumento de 18% dos casos. Outros estudos apontam que 20% dos pacientes podem desenvolver leucemia a partir da mielofibrose. ”É uma doença que interfere muito negativamente na qualidade de vida da pessoa. Por conta do quadro de anemia são necessárias transfusões de sangue com frequência e a queda da imunidade reflete em quadros de infecções por repetição”, afirma. 

As transfusões de sangue são consideradas um tratamento de suporte, há medicamentos orais que auxiliam no equilíbrio do sangue e na redução do tamanho do baço. ”Existe uma nova droga no mercado mundial que traz uma sobrevida maior e com melhor qualidade para o paciente, mas ainda não está disponível no Brasil”, comenta o hematologista. Ele acrescenta que a doença é limitante e que, apesar de atenuar os sintomas, o tratamento por medicamentos não promove a cura. 

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Medicamento para cura só em 15 anos

A oncologista Claire Harrison, do Sistema Nacional de Saúde da Inglaterra, afirmou em evento da hematologia em Atlanta (EUA), no final de 2012, que a cura para a mielofibrose deve ser descoberta em até 15 anos.
Segundo a médica, o tratamento biológico com o remédio Jakafi (ruxolitinibe) revelou ser a chave terapêutica. Após o uso da medicação por 24 semanas, o tamanho do baço reduz em até 35%, aliviando os principais sintomas, como fadiga, perda de peso e dores.
A especialista julga que este caminho levará em pouco espaço de tempo a cura do distúrbio. No Brasil, o produto está sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Reportagem Local)
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Agência suspende medicamento falsificado e produtos irregulares.

10003258_10200597087408918_430007536_nA Anvisa determinou, nesta segunda-feira (24/03), a apreensão e inutilização, em todo o país, do lote nº CE01204 do medicamento Hormotrop(somatropina), na apresentação de 12 UI, Pó Liofilizado Injetável. Segundo o fabricante do medicamento, o Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo, o lote citado, juntamente com lote nº 091196587 do diluente bacteriostático que o acompanha, não saiu de sua linha de produção, sendo, portanto, falsificados.

Também foi suspenso o lote 1312380 do medicamento Solução Fisiológica 0,9% – Equiplex Sistema Fechado, fabricado pela empresa Equiplex Indústria Farmacêutica e com validade até 06/2015. O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de análise de aspecto, onde foi observado a presença de precipitado marrom em um dos frascos.

O lote nº R1201029 do medicamento Vaselina Líquida 100%, apresentação de 100 ml, fabricado pela empresa Indústria Farmacêutica Rioquímica e com validade até 03/2015 também foi suspenso por apresentar corpo estranho em um frasco lacrado do produto.

A agência também determinou a suspensão do lote 10911 do produto Australian Gold SPF 30 Plus Spray Gel, importado e distribuído pela empresa Frajo Internacional de Cosméticos S/A e com validade até 10/2015. A medida ocorreu após ser constatada a comercialização do lote com o prazo de validade alterado.

O saneante Álcool 92,8º Suprema, fabricado pela empresa Indústria, Comércio e Engarrafamento de Álcool Absoluto foi suspenso por não possuir registro junto a Anvisa. O fabricante também não apresenta Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE).

Já os lotes 74GM4875 e 74GM4876 do medicamento CPHD Bicarbonato de Sódio 8,4%, fabricado pela empresa Fresenius Kabi Brasil em dezembro de 2013 e com validade até dezembro de 2014, foram suspensos por conta do teor do medicamento estar abaixo do especificado.

Suspensões de publicidade

Os produtos Fruta Bio e Fruta Plantaforam suspensos por não possuírem registro na Anvisa, ter procedência desconhecida e por estarem sendo anunciados como emagrecedores. Fica proibida a propaganda e publicidade dos citados produtos em todos os meios de comunicação, inclusive em páginas na Internet.

Também foi suspenso o produto Orme Aure(Elemento monoatômico orbitalmente rearranjado), gotas, 60 ml, fabricado ou importado por empresa desconhecida. A suspensão abrange a fabricação ou importação, distribuição, comércio, uso, propaganda e publicidade. O produto não possui registro na Anvisa e estava sendo divulgado como produto com indicação terapêutica antifúngico.

A agência suspendeu todas as propagandas que atribuam propriedades não estabelecidas pela Legislação Vigente, divulgadas em todo e qualquer tipo de mídia, relativas ao produto Vigor Force. O produto está registrado em uma categoria em que não é permitido o uso de alegações de propriedade funcional e/ou de saúde, levando em conta que tal divulgação induz o consumidor ao engano em relação a verdadeira natureza deste.

Insumos farmacêuticos

A Anvisa suspendeu a importação, distribuição e comércio do insumo farmacêutico rifampicina, bem como de outros princípios ativos farmacêuticos fabricados pela empresa Shenyang Antibiotic Manufacturer. A empresa fabricante apresentou condição insatisfatória às Boas Práticas de Fabricação.

Todas as suspensões acima foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (24). Clique aqui e confira na íntegra.

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Fonte: Portal ANVISA

 

Vacina contra HPV sem limite de idade

Vacina contra HPV sem limite de idade

ANVISA aprova vacina contra o Papilomavírus Humano para mulheres acima dos 25 anos. De acordo com a responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, a medida é um grande avanço para o combate do HPV, uma vez que as  mulheres acima dos 26 anos estão cada vez mais suscetíveis à doença.

hpv-pode-causar-verrugas-genitais-e-caancer-de-colo-do-autero-ou-de-paenis Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou na última sexta-feira, 28 de junho, a vacina contra o Papilomavírus Humano 16 e 18 (recombinante) para mulheres a partir dos 9 anos, sem limite de idade. A medida estende a indicação da vacina – anteriormente recomendada para mulheres de 10 a 25 anos – a mulheres acima dos 25, possibilitando que estas tenham acesso à imunização contra o HPV com objetivo de prevenir o câncer de colo do útero.

A Dra. Marilene Lucinda, responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, afirma que a medida é um grande avanço para o controle do HPV. “O HPV tem dois picos: entre os 15 e 18 anos (início da atividade sexual) e entre 35 e 40 anos. Estatísticas da área de saúde tem apontado um aumento considerável no número de mulheres infectadas após os 26 anos de idade. A medida da ANVISA irá atingir esse grupo, possibilitando um controle maior sobre a proliferação das doenças provocadas pelo Papilomavírus Humano”, afirma.

A ANVISA frisa que a medida só vale para a vacina produzida pela GlaxoSmithKline (GKS). A Cervarix – nome pelo qual é conhecida internacionalmente a vacina – oferece 93,2% de eficácia na proteção contra as lesões pré-cancerosas no colo do útero, pois  imuniza contra os tipos de HPV 16 e 18.

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais, com risco de desenvolvê-lo. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou, no ano passado, 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade.

A Dra. Marilene Lucinda ressalta que a vacinação é aconselhável antes do início da atividade sexual, mas as pessoas que já iniciaram também devem receber a vacina. Ela alerta ainda para a importância da vacinação, mesmo que a pessoa já tenha contraído o HPV, pois permanece susceptível à infecção por outros sorotipos. Além disso, ela pondera que “a vacina não dispensa o exame preventivo das mulheres e o sexo seguro, pois não protege contra todos os tipos de HPV e tampouco de outras doenças sexualmente transmissíveis.”

O que é o HPV – é um vírus presente em humanos e animais, mas são específicos de cada espécie, portanto só os tipos específicos acometem o homem (vírus do papiloma humano). Existem mais de 100 tipos de HPV humano sendo que alguns preferem a pele, causando, por exemplo, verrugas, e outros têm preferência por mucosas (revestimento interno dos órgãos genitais, boca, região anal, etc). Mais de 40 tipos infectam as mucosas-colo do útero, vagina, vulva, reto, uretra, pênis e ânus. O tipo 16 tende a ser mais persistente, mas na maioria das vezes, se resolve em dois anos.

O vírus preocupa mais as mulheres, devido à probabilidade do câncer de colo do útero. Por isso é importante que a mulher diagnosticada com algum dos tipos mais graves tenham acompanhamento médico, permitindo assim o tratamento adequado antes que o câncer se instale.

O HPV é transmitido durante o contato de pele com a pele, muito frequentemente durante a relação sexual com penetração, embora a transmissão possa ocorrer sem penetração e no sexo oral. Dr. Guenael Freire, médico infectologista da Assessoria Científica do Hermes Pardini, explica que mulheres virgens raramente apresentam infecção pelo HPV (menos que 2%). “Quanto maior o número de parceiros, maior é o risco de infecção”, conclui.

HPV em homens – grande parte da população ouve falar sobre o HPV em mulheres, mas o vírus afeta também os homens. “O câncer de pênis pode ocorrer em homens infectados, mas é bem menos comum. Outra localização possível de câncer é na região anal, principalmente em pessoas portadoras do HIV”, explica Dr. Guenael. Outro fato relevante é que a infecção pelo HPV é comum em relações homossexuais entre homens.

HPV em crianças – o HPV pode ser transmitido da mãe para o bebê durante o parto, caso a mãe esteja infectada. A complicação mais frequente é o surgimento de verrugas laríngeas na criança, embora não seja comum. Recomenda-se que as mulheres com condilomas (verrugas) grandes na via de parto sejam submetidas à cesariana.

Tipos de HPV – os tipos se dividem em duas categorias: a primeira está associada mais com lesões cancerígenas (alto risco) e a segunda, com verrugas genitais (baixo risco).  Os tipos 6 e 11 são os mais comumente associado às verrugas (condiloma acuminado) e os tipos 16 e 18 são mais relacionados à lesões malignas.

Vacina – a vacina protege as pessoas dos sorotipos mais comuns. Existem dois tipos de vacinas: a Bivalente, que protege contra os sorotipos 16 e 18, que são os principais causadores do câncer de colo de útero e outros cânceres genitais; e a Quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais e 90% dos condilomas ou verrugas. Atualmente, a única vacina aprovada para aplicação em homens é a Quadrivalente. Tanto a Bivalente quanto a Quadrivalente são aplicáveis em crianças.

Como diagnosticar o HPV – nas mulheres: pode ser pesquisado em material proveniente de qualquer local da região genital (colo do útero, vagina, vulva) e região perianal, com o uso de escovinha especial. O vírus também pode ser identificado no material coletado para o exame preventivo, conhecido como Papanicolau. Existe ainda o PCR (reação de cadeira de polimerase), técnica que identifica o DNA viral. Os mesmos materiais biológicos acima podem ser utilizados. O exame pelo método PCR apresenta como vantagem a capacidade de definir qual é o tipo viral. Até o momento, não há exame de sangue capaz de determinar se existe ou não infecção pelo HPV.

Nos homens: no caso de verrugas genitais, a característica clínica é muito sugestiva e geralmente não são necessários exames complementares.

 Tratamento – para as lesões verrucosas, substâncias cáusticas (ex. alguns ácidos), crioterapia (congelamento) e cirurgia são alternativas possíveis. Já para lesões iniciais em colo de útero, a cauterização geralmente evita a progressão para o câncer, por isso é tão importante a realização de exames preventivos na mulher. Quando o exame preventivo mostra alterações mais intensas, pode ser necessária a realização de biópsia do colo de útero para definir o tratamento. 

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http://www3.hermespardini.com.br/pagina/944/vacina-contra-hpv-sem-limite-de-idade.aspx

 

Nova droga contra câncer não faz o cabelo cair

Como-cuidar-de-cabelos-oleososRemédio, aprovado pela Anvisa, atua no tumor de mama, em vez de afetar células, e aumenta a sobrevida em 50%; comercialização deve começar em 3 meses

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um medicamento para o tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e provoca menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional. A ação é possível porque o remédio atua diretamente no tumor, em vez de afetar todas as células do corpo. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se da primeira droga com esse mecanismo aprovada no País.

O medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) é indicado para um tipo de câncer de mama avançado, identificado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. Seu uso deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida.

“A droga tem um efeito casado. Ela possui um anticorpo e um quimioterápico. Por ser extremamente potente, esse quimioterápico não poderia ser aplicado sozinho porque seria muito tóxico ao organismo. O que acontece é que o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro”, explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia e um dos coordenadores do estudo do medicamento no Brasil. O mecanismo do remédio é conhecido como “cavalo de troia”.

Segundo o médico, a pesquisa, realizada em vários países, incluiu cerca de cem brasileiras. “Há pacientes que começaram a participar do estudo em 2011 e seguem vivas. Sem essa opção, elas sobreviveriam por cerca de seis meses porque não teriam outra alternativa de tratamento”, explica.

Uma das razões para o melhor prognóstico é que o novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. “Os medicamentos já existentes podem ser aplicados por, no máximo, oito sessões, por causa da toxicidade. Por ser menos agressiva, a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado”, afirma o médico. A aplicação da droga é feita a cada 21 dias.

Embora o remédio possa aumentar a sobrevida das pacientes, o tumor de mama do tipo HER2 positivo continua sendo incurável.

Nova opção. Coordenadora da oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Maria del Pilar Estevez Diz classificou a droga como uma opção “interessante” de tratamento e afirmou que o Icesp passará a utilizá-la. “A gente ganha uma linha de tratamento com menos efeitos colaterais, que propicia maior qualidade de vida às pacientes”, diz.

A aprovação da trastuzumabe entansina foi publicada pela Anvisa no mês passado. O medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses. Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.

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Fonte: Estadao.com.br

Anvisa proíbe 21 substâncias e 4 suplementos alimentares.

Agência ampliou a lista de drogas proibidas no país e suspendeu vendas de suplementos para atletas. Confira a lista

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu ampliar a lista de substâncias de uso proibido no Brasil. A nova lista, que será publicada oficialmente nesta quarta-feira (19), conta com 21 novas susbstâncias, totalizando 89 drogas proibidas no país. Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o pedido para rever a lista foi feito pela Polícia Federal e Ministério Público de Santa Catarina.

>> A multiplicação das drogas

A maioria das novas substâncias banidas possuem efeito alucinógeno e estimulante, incidindo diretamente sobre o sistema nervoso central. Uma das substâncias incluídas é a metilona, um alucinógeno sintético estimulante semelhante ao ecstasy. Outra substância que teve o uso proibido foi a metoxetamina, droga recreativa com efeitos estimulantes. Com a decisão da Anvisa, a comercialização ou porte dessas substâncias passam a ser considerados crime.

Além delas, duas drogas entraram para a lista de substâncias controladas: o Tapentadol e a Teriflunomida. Essas duas substâncias são medicamentos que ainda não existem no Brasil e precisam ser reguladas.

>> Dieta paleolítica: a volta aos alimentos do homem das cavernas

>> Sucos do tipo néctar: água de mais, fruta de menos

Na segunda-feira (17), outra portaria da Anvisa suspendeu a distribuição e a venda, em todo o território nacional, de quatro suplementos alimentares para atletas. Esses suplementos não se enquadram nas classificações de segurança previstas pela agência. Os suplementos estavam sendo distribuídos pela Nutrition Import Comercio Atacadista de Suplementos.

Confira a lista da Anvisa

Drogas proibidas

25I-NBOMe
25C-NBOMe
25D-NBOMe
25B-NBOMe
25E-NBOMe
25N-NBOMe
25P-NBOMe
25T2-NBOMe
25T2-NBOMe
25T7-NBOM
25H-NBOMe
Metilona
4-cloro-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-C)
4-metil-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-D)
4-etil-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-E)
4-fluor-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-F)
4-iodo-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-I)
4-etil-tio-2,5-dimetoxifeniletilamina (2C-T-2)
2,5-dimetoxi-4-propiltiofeniletilamina (2C-T-7)
MXE (metoxetamina)
5IAI (5-iodo-2-aminoindano)

Drogas controladas

Tapentadol
Teriflunomida

Suplementos suspensos

Isofast- MHP
Alert 8-hour-MHP
Carnivor
Probolic –SR-MHP

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http://epoca.globo.com/vida/vida-util/saude-e-bem-estar/noticia/2014/02/banvisa-proibeb-21-substancias-e-4-suplementos-alimentares.html

Remédio adia a necessidade de químio para câncer de próstata

quimica

Um medicamento para câncer de próstata atualmente indicado apenas para pacientes que já passaram por quimioterapia se mostrou eficaz também para adiar a necessidade do procedimento e ampliar o tempo de sobrevida de homens com casos avançados da doença. Os resultados são de um estudo apresentado na quinta-feira, 30 de janeiro, no Simpósio de Cânceres Geniturinários, em São Francisco (EUA).

Na pesquisa, realizada pela Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, 1.717 homens com tumor avançado de próstata foram divididos em dois grupos e acompanhados por 20 meses. Entre os que tomaram o medicamento Enzalutamida, o risco de morte foi 29% inferior ao do grupo que tomou um placebo. O tempo de sobrevida entre os que tomaram o remédio foi de 32,4 meses contra 30,2 meses dos pacientes que receberam o placebo.

Segundo o estudo, o remédio ainda adiou em 17 meses o tempo médio de início da quimioterapia. Para Rafael Coelho, chefe da equipe de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e participante do simpósio, o remédio será importante para prolongar a qualidade de vida dos pacientes com tumores avançados. “Ao retardar a necessidade de quimioterapia, o remédio adia também os efeitos colaterais da mesma”, diz ele.

O especialista lamenta que a Enzalutamida não esteja aprovada para uso no Brasil. “Sei que o processo de aprovação já foi aberto, mas por questões burocráticas, ainda não foi finalizado”, diz.

Nos Estados Unidos, o medicamento tem o aval desde 2012, mas apenas para uso depois da quimioterapia. Agora, após a apresentação do novo estudo, o fabricante pedirá à FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta medicamentos e alimentos, que a droga seja liberada também para uso antes da quimioterapia. O processo deve durar alguns meses.

Procurada pelo Estado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o processo de aprovação do medicamento está em análise desde fevereiro de 2013 e que, atualmente, aguarda informações solicitadas ao fabricante para que sejam avaliadas a segurança e a eficácia do produto. Não há previsão para o término do processo.

O tumor de próstata é o mais comum entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, 68,8 mil novos casos deverão ser registrados no País neste ano.

Fonte: ICTQ

Tratamento de câncer sem queda de cabelo

Laboratory Glassware

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma droga para o tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e provoca menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional. A ação é possível porque o remédio atua diretamente no tumor, em vez de afetar todas as células do corpo. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se do primeiro medicamento com esse mecanismo aprovado no País.

O medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) é indicado para um tipo de câncer de mama avançado, identificado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. Seu uso deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida.

“A droga tem um efeito casado. Ela possui um anticorpo e um quimioterápico. Por ser extremamente potente, esse quimioterápico não poderia ser aplicado sozinho porque seria muito tóxico ao organismo. O que acontece é que o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro”, explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia e um dos coordenadores do estudo do medicamento no Brasil. O mecanismo do remédio é conhecido como “cavalo de troia”.

Segundo o médico, a pesquisa, realizada em vários países, incluiu cerca de cem brasileiras. “Há pacientes que começaram a participar do estudo em 2011 e seguem vivas. Sem essa opção, elas sobreviveriam por cerca de seis meses porque não teriam outra alternativa de tratamento”, explica.

Uma das razões para o melhor prognóstico é que o novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. “Os medicamentos já existentes podem ser aplicados por, no máximo, oito sessões, por causa da toxicidade. Por ser menos agressiva, a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado”, afirma o médico. A aplicação da droga é feita a cada 21 dias.Embora o remédio possa aumentar a sobrevida das pacientes, o tumor de mama do tipo HER2 positivo continua sendo incurável.

Coordenadora da oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Maria del Pilar Estevez Diz classificou a droga como uma opção “interessante” de tratamento e afirmou que o Icesp passará a utilizá-la. “A gente ganha uma linha de tratamento com menos efeitos colaterais, que propicia maior qualidade de vida às pacientes”, diz.

A aprovação da trastuzumabe entansina foi publicada pela Anvisa no mês passado. O medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses. Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.
Fonte: ICTQ