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Álcool na gravidez, mesmo em pequenas quantidades, eleva risco de parto prematuro

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Consumir bebida alcoólica no início da gravidez, mesmo em quantidades pequenas, pode elevar o risco de o bebê nascer prematuro ou com um tamanho menor do que o esperado. É o que concluiu uma nova pesquisa da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, publicada nesta segunda-feira no periódico Journal of Epidemiology and Comunity Health.

 

De acordo com os autores do estudo, os efeitos adversos do consumo exagerado de álcool durante a gravidez já são bem conhecidos. Ainda não existe, no entanto, um consenso sobre os efeitos de quantidades pequenas da bebida.

 

As recomendações sobre o assunto variam de acordo com a entidade médica ou o governo de cada país. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, indica que grávidas ou mulheres que pretendem engravidar devem se manter abstêmias. Já o governo britânico, onde a pesquisa foi realizada, aponta que gestantes devem evitar beber ou que a ingestão máxima seja de duas doses de álcool por semana.

 

O novo estudo se baseou em questionários respondidos por 1 264 mulheres que haviam participado de um levantamento sobre alimentação e que ficaram grávidas durante a pesquisa. Nenhuma delas apresentava um risco alto de sofrer complicações durante a gestação.

 

Os pesquisadores analisaram os relatos dessas mulheres sobre ingestão de álcool um mês antes de engravidarem e durante toda a gestação. Segundo o estudo, mais da metade (53%) das mulheres afirmou ter bebido duas doses ou mais de álcool por semana durante o primeiro trimestre de gestação.

 

Gravidez em risco — Em média, 4,4% dos filhos das participantes nasceram com um tamanho menor do que o esperado (pelo tempo de gestação) e 4,3% nasceram prematuros. Esse risco, porém, foi duas vezes maior entre bebês cujas mães beberam mais do que duas doses de álcool por semana no primeiro trimestre de gestação em comparação com filhos de mulheres que não consumiram álcool nesse período.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, a chance de parto prematuro foi maior mesmo em mulheres que beberam no primeiro trimestre da gestação, mas sem exceder as duas doses de álcool semanais, em comparação com as que se mantiveram abstêmias. Além disso, a ingestão de álcool no mês anterior à concepção também pareceu elevar o risco de o bebê nascer com tamanho restrito. “Nossos resultados destacam a necessidade de endossar a recomendação sobre mulheres se manterem abstêmias durante a gravidez. Além disso, o estudo ajuda a compreender os efeitos do álcool em grávidas e quais são os períodos mais vulneráveis — no caso, o primeiro trimestre da gravidez”, dizem os autores no artigo.

 

FONTE: VEJA ONLINE

 

Europa autoriza 1º medicamento para reduzir consumo de álcool.

A Comissão Europeia confirmou, segundo o jornal El País, a autorização concedida em dezembro pela Agência Europeia de Medicamentos para o medicamento Nalmefene, o primeiro medicamento para reduzir o consumo de álcool em pacientes dependentes da substância.
não bebaSegundo a empresa, o medicamento, também chamado de Selincro, “oferece uma nova abordagem terapêutica para o tratamento de adultos alcoólatras que apresentam riscos pelo elevado consumo de álcool”.
Um estudo clínico com 2.000 pacientes mostrou que “o consumo de álcool reduziu em 60% dos pacientes após seis meses de tratamento” e 40% no final do primeiro mês.
Enquanto a conclusão das negociações sobre preços não é finalizada, a farmacêutica Lundbeck espera que o medicamento esteja no mercado ainda em 2013 .
Anders Gersel Pedersen, vice-presidente executivo e chefe de pesquisa e desenvolvimento da Lundbeck, explica que o medicamento age sobre os circuitos de recompensa do cérebro, que é mal regulamentado em pacientes com dependência de álcool. Portanto, a droga “reduz o desejo de beber álcool”, explica ao El País.
O paciente deve tomar um comprimido do medicamento quando sentir que corre o risco de beber.

FONTE: UOL