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Efeitos secundários dos medicamentos biológicos (Remicade®, Humira®, Orencia®, Kineret®, Cimzia® e outros) são estudados.

Alguns medicamentos biológicos para artrite têm mais riscos.

 

 

MEDICAMENTOS BIOLOGICOSAlguns medicamentos biológicos podem representar mais riscos do que outros, de acordo com revisão feita pela Universidade de Alabama em Birmingham (UAB), EUA. Investigadores afirmam que estudo é necessário para estabelecer normas de segurança, avança o site Isaude.net.

Os medicamentos biológicos representam uma ampla classe de drogas – baseadas em moléculas biológicas – usadas para reduzir a inflamação em doenças como artrite reumatóide e doença inflamatória intestinal.

“Apesar de eficazes, pensa-se que alguns produtos biológicos podem ter raros, porém graves, efeitos secundários relacionados às suas actividades imuno-supressoras, como aumento do risco de infecções e reactivação da tuberculose”, disse Jasvinder Singh, professor adjunto na divisão de imunologia e reumatologia da UAB.

A revisão, publicada na Cochrane Library, é baseada em dados de 50 010 doentes em 163 estudos com nove diferentes produtos biológicos utilizados para tratar a artrite e outras condições. Os eventos secundários foram mais prováveis de ocorrer entre os produtos biológicos, comparados aos do grupo controlo.

Quando cada droga foi comparada, o adalimumab e o infliximab causaram mais efeitos adversos. Em contrapartida, o abatacept e o anakinra tiveram menos efeitos graves. Tomar o certolizumab pegol é mais provável de resultar numa infecção grave do que outros produtos biológicos.

Alguns eventos secundários, tais como insuficiência cardíaca congestiva e cancro, eram tão raros que é difícil estabelecer qualquer ligação com as drogas. “Mas foram poucos os casos no total, por isso os resultados ainda não são muito confiáveis”, disse Singh.

“Estes resultados devem ser vistos com cautela”, disse Singh. “Os dados fornecem algumas orientações para os médicos e pacientes a respeito da segurança dos diferentes medicamentos biológicos, mas estes não são ensaios conclusivos. Ainda há uma necessidade urgente de mais pesquisas sobre a segurança desses medicamentos, e, em particular, a segurança das suas comparativas”, concluiu.