Segundo pesquisa, medicação para ovulação não causa câncer

Um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer, nos EUA, mostra que o clomifeno – substância presente nos medicamentos que estimulam a ovulação, amplamente utilizado em mulheres em tratamentos de fertilidade – não aumenta o risco de câncer de mama. Mesmo 30 anos depois do tratamento, pacientes que se submeteram aos ciclos de clomifeno apresentaram os mesmos riscos de desenvolver a doença do que as mulheres que nunca se trataram com o medicamento.

“No consultório muitas pacientes perguntam se o tratamento pode ocasionar algum tipo de câncer. Por mais que queiram muito engravidar, o medo de desenvolver a doença por causa dos medicamentos existe para elas”, explica a Dra. Thaís Domingues, médica especialista em medicina reprodutiva do grupo Huntington. “Sabemos que esses riscos são muito remotos, e a pesquisa comprova essa realidade”.

Em geral, o banco de dados de estudos como esse liderado pela cientista Louise Briton, e os realizados na área de hormônios relacionados ao câncer, mostram que o aumento do risco de câncer de mama pode estar ligado mais à infertilidade persistente do que à exposição a medicamentos para fertilidade. Em 2009, outro grupo de pesquisadores já havia mostrado através de pesquisas que os tratamentos pareciam não causar câncer ovariano.

Como funciona o clomifeno?

“Algumas mulheres não ovulam todo mês e, em alguns casos, nunca o fazem. É preciso aumentar a quantidade de óvulos para que chances de gravidez também aumentem, em alguns casos. O clomifeno é utilizado para elevar a produção de FSH e LH, hormônios responsáveis por estimular os folículos ovarianos, e favoreceram a ovulação para que, nesse caso, o problema que impede a gravidez seja resolvido”. Segundo a médica, de 10% a 15% das mulheres têm a infertilidade como um problema relacionado à ausência de ovulação.

Sobre o Grupo Huntington

Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com cinco unidades instaladas em São Paulo e uma nova unidade em Campinas. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras.

Fonte: Segs

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