Polivitamínicos podem reduzir risco de câncer em homens

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Polivitamínicos são usados por pelo menos um terço de todos os adultos nos Estados Unidos. Estudos observacionais não forneceram evidências sobre associações de uso de multivitamínicas com a incidência geral ou em locais específicos de câncer ou com a mortalidade.

Para determinar se a suplementação com multivitamínicas, em longo prazo, diminui o risco geral de câncer e em locais específicos, entre os homens, foi realizado um ensaio clínico em grande escala, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. O estudo é conhecido como Physicians’ Health Study II e contou com a participação de 14.641 médicos, do sexo masculino, dos EUA, inicialmente com 50 anos ou mais velhos (média de idade de 64,3 anos) que receberam ou um polivitamínico diariamente ou um placebo.
Durante um acompanhamento médio de 11,2 (10,7-13,3) anos, havia 2.669 homens com diagnóstico de câncer confirmado, incluindo 1.373 casos de câncer de próstata e 210 casos de câncer colorretal. Comparado ao placebo, os homens que tomaram um polivitamínico diariamente tiveram uma redução estatisticamente significativa na incidência de câncer total (polivitamínico e grupo placebo, 17,0 e 18,3 eventos, respectivamente, por 1.000 pessoas por ano; P = 0,04). Não houve efeito significativo do polivitamínico no câncer de próstata(polivitamínico e grupo placebo, 9,1 e 9,2 eventos, respectivamente, por 1.000 pessoas por ano; P = 0,76),câncer colorretal (polivitamínico e grupo placebo, 1,2 e 1,4 eventos, respectivamente, por 1.000 pessoas por ano; P = 0,39) ou outros tipos de câncer em locais específicos. Não houve diferença significativa no risco de mortalidade por câncer.
Concluiu-se que, neste ensaio de prevenção, a suplementação diária com polivitamínico reduziu pouco, mas de maneira estatisticamente significativa, o risco geral de câncer.

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