Novo método detecta início de câncer de pulmão

Tipo de tumor é assintomático, o que diminui chances de cura. Tomografias em série, com baixa radiação, podem salvar vidas

Rio – Pesquisa inédita que detecta câncer de pulmão em fase inicial está ajudando a salvar vidas de pacientes com potencial para desenvolver a doença. Realizado do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o estudo analisa 300 voluntários.

De acordo com Ricardo Sales dos Santos, coordenador do projeto, os pacientes selecionados são submetidos a tomografias com frequência para detectar alterações pulmonares. A radiação do exame, lembra o especialista, é de quatro a sete vezes menor do que o normal para não expor o paciente a riscos de câncer.

Segundo o médico, a escolha por investigar tumores no pulmão ocorreu, porque, normalmente, eles são assintomáticos. “A doença costuma se manifestar já na forma avançada, quando as chances de cura são de 30%. No início, esta taxa chega a 90%”, disse.

O critério de seleção para a pesquisa, financiada com recursos do SUS, é fumar um maço de cigarro por dia durante 30 anos ou dois maços durante 15 anos (o produto do número de maços e de anos deve dar 30).

Desde janeiro deste ano, quando a análise começou, dois pacientes já tiveram tumores pulmonares retirados. Cerca de 50% apresentaram alterações no órgão. Quando isso acontece, a tomografia é repetida com intervalos de três a seis meses e exames complementares podem ser solicitados. Quando a pesquisa for concluída, em 2016, os dados serão repassados ao Ministério da Saúde.

Cresce oferta de tratamento

O Ministério da Saúde anunciou ontem a ampliação do serviço de radioterapia no país. O Rio de Janeiro receberá quatro aceleradores lineares (dois para a capital, um para Teresópolis e outro para Vassouras) dos 80 que serão distribuídos entre 22 estados e o Distrito Federal. A expectativa é que 170 mil novas sessões de radioterapia sejam realizadas por ano.

Os equipamentos são usados no tratamento do câncer e serão instalados no Hospital do Andaraí, Hospital São José, Hospital Universitário Severino Sombra e no Hospital dos Servidores.

Em 90% dos casos, doença está relacionada ao tabaco e derivados

O câncer de pulmão é o o mais comum entre todos os tumores, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer. Em 90% dos casos a doença está relacionada ao uso de derivados de tabaco. De acordo com Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Albert Einsten, o índice de letalidade é alto, devido ao diagnóstico tardio. “Mesmo quando considerávamos o diagnóstico precoce, o paciente não resistia após um ano da doença. Não podemos esperar os sintomas aparecerem.”

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http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2013-11-02/novo-metodo-detecta-inicio-de-cancer-de-pulmao.html

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