Nova vacina israelense contra o câncer desencadeia resposta em 90% dos tipos de câncer

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Não há dúvidas que o câncer é uma das doenças mais cruéis do mundo. Por décadas, os cientistas vêm tentando encontrar uma cura para o câncer, uma doença terminal que mata 8 milhões de pessoas no mundo todo a cada ano. Com 14 milhões de novos casos de câncer diagnosticados em todo o mundo a cada ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a necessidade de prevenção é vital. Agora, uma empresa israelense de biotecnologia está desenvolvendo uma vacina para o câncer, que não é concebida para tratar a doença – mas para impedi-lo de voltar.

Imunoterapia: Um cruzamento híbrido entre uma vacina e um medicamento
“Estamos desenvolvendo um medicamento para impedir que o câncer volte”, conta Julian Levy, Diretor Financeiro da empresa à NoCamels.com. “Estamos tentando aproveitar o poder natural do sistema imunológico para lutar contra o câncer, buscando células cancerosas e destruindo-as”.
Levy explica que a ImMucin não é um substituto para os tratamentos tradicionais contra o câncer, como a quimioterapia ou a radiação. Ao invés disso, a empresa tem como alvo um cenário diferente na batalha do paciente contra o câncer, especificamente as fases iniciais da detecção, bem como durante a remissão. É por isso que, infelizmente, o medicamento não será útil para muitos pacientes com câncer – especificamente aqueles que estão em estágios avançados da doença – pois exige um corpo relativamente saudável para ser totalmente eficaz.
Embora a ImMucin seja uma vacina, ela é dada às pessoas que já estão doentes, diferente das vacinas tradicionais. Portanto, embora o mecanismo científico da ImMucin seja o de uma vacina, do ponto de vista do paciente, ela atua exatamente como um medicamento que tem efeitos fisiológicos quando entra no corpo.
 “Muitas vacinas preventivas contra o câncer hoje em dia não são, de fato, vacinas contra o câncer”, diz Levy. “Mulheres jovens podem tomar uma vacina para o vírus do HPV, que não combate o câncer; é uma vacina contra um vírus que comprovadamente leva a um câncer cervical mais sério”.
Treinamento para o sistema imunológico atacar células cancerosas
A ImMucin trabalha estimulando uma parte do sistema imunológico e ensinando-o a atacar certas células com certos marcadores que indicam a presença de câncer. Quando o medicamento é introduzido durante uma fase inicial do câncer, a esperança é de que enquanto o câncer de um paciente recua, o sistema imunológico é treinado adequadamente para saber quais células destruir e com quais não interferir.
Esta resposta imunológica foi consistente ao longo dos testes clínicos com a vacina ao longo dos últimos anos. A empresa realizou testes exclusivamente em pacientes com mieloma múltiplo até janeiro de 2014, quando iniciou os testes em pacientes com câncer de mama.
A troca atual  de testes bem-sucedidos com mieloma para testes com câncer de mama certamente atrairá a atenção de algumas pessoas na comunidade de biotecnologia. Isso porque geralmente, quando um medicamento tem esse tanto de sucesso em um certo tipo de câncer, uma empresa fornece mais recursos para concluir os testes (através da Fase III) e o coloca no mercado – ela não mergulha em novos projetos.

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