Medicamento é esperança para vítimas de melanoma

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Em dezembro do ano passado, a FDA, agência norte-americana que regula o setor de alimentos e remédios, autorizou o uso de uma nova terapia experimental imunológica, empregando uma droga chamada Keytruda para combater o melanoma avançado, um agressivo tipo de câncer de pele, sendo também utilizado para o tratamento do câncer de pulmão nos EUA.

A terapia é voltada para pacientes que não respondem a outros tratamentos. Também conhecida como pembrolizumab, a droga é a sexta inovação nas terapias para combater esse letal câncer de pele a ser autorizada pela FDA desde 2011. Keytruda “é a primeira droga aprovada para bloquear o componente celular chamado PD-1, que impede o sistema imunológico de combater as células cancerígenas”, disse a FDA em um comunicado.

“A Keytruda pode ser utilizada depois do tratamento com ipilimumab, um tipo de imunoterapia” existente, acrescentou a nota. O melanoma, uma forma de tumor muito agressivo nas células responsáveis pela pigmentação da pele, representa cerca de 5% dos novos casos de câncer diagnosticados nos Estados Unidos.

Todo ano, mais de 76 mil americanos são diagnosticados com câncer de pele, e cerca de 10 mil morrem, acrescentou a FDA. A instituição Aliança para a Pesquisa do Melanoma classificou a aprovação do medicamento como um “grande avanço” e ressaltou que 69% dos pacientes tratados com pembrolizumab melhoram depois de um ano.

“A notícia é extremamente emocionante e demonstra o quão longe se chegou nesse campo nos últimos anos”, afirmou a cofundadora e membro da junta da FDA Debra Black.

As outras drogas aprovadas pela FDA contra o melanoma incluem ipilimumab (2011), peginterferon alfa-2b (2011), vemurafenib (2011), dabrafenib (2013) e trametinib (2013).

“A Keytruda foi considerada uma terapia inovadora e acelerou a revisão da FDA, porque a evidência clínica preliminar demonstrou que a droga é substancialmente melhor do que as outras terapias”, explicou a FDA. Tom Stutz é um dos pacientes que participaram do estudo da droga, desenvolvido na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). “A droga salvou minha vida”, afirmou Tom, vítima de um melanoma que se espalhou pelo corpo.

A doença

O câncer de pele é o tipo mais comum e representa mais da metade dos diagnósticos de câncer. São estimados 188.020 novos casos no Brasil em 2014, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Há dois tipos básicos: os não-melanoma, geralmente das células basais ou das escamosas, e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina. Descoberto em seus estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável. Porém, se diagnosticado tardiamente, tende a se espalhar para outras partes do corpo em um processo chamado metástase. Ele é bem mais raro que os carcinomas baso e espinocelular, mas é uma doença bem mais grave.

Fonte: O Tempo

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