EUA aprovam nova classe de medicamentos contra melanoma

Pela primeira vez, americanos com a doença contarão com tratamento que estimula o sistema imunológico a combater células cancerígenas

Melanoma é o tipo menos comum, mas mais agressivo de câncer de pele (Peter Dazeley/Getty Images/VEJA)

Melanoma é o tipo menos comum, mas mais agressivo de câncer de pele (Peter Dazeley/Getty Images/VEJA)

O FDA (Food and Drug Administration), agência regulatória dos Estados Unidos, aprovou nesta quinta-feira um novo tratamento contra o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele. Essa é a primeira vez em que o país terá um remédio que, em vez de atacar as células cancerígenas, bloqueia um determinado mecanismo do tumor que barra a reação do sistema imunológico diante da doença.

O pembrolizumabe, fabricado pelo laboratório americano Merck e cujo nome comercial é Keytruda, será indicado a pessoas com melanoma avançado — ou seja, que entrou em metástase ou que não pode ser retirado com cirurgia — e que não responderam aos tratamentos disponíveis. A droga não está disponível no Brasil.

Pesquisas já mostraram que os tumores são capazes de barrar a ação do sistema imunológico do paciente por meio de diversos mecanismos. A partir disso, cientistas desenvolveram uma classe de medicamentos, incluindo o Keytruda, que impedem o câncer de frear a resposta imunológica.

Acredita-se que a ação específica do medicamento da Merck funcione não só para o melanoma, mas outros tipos de câncer. Estudos feitos até agora demonstraram que a droga também é eficaz contra tumores nos rins e no pulmão.

Embasamento — A decisão do FDA em aprovar o medicamento se baseou nos resultados da primeira fase de um estudo clínico, feito com 173 pacientes com melanoma avançado que não responderam aos tratamentos disponíveis. A pesquisa mostrou que o tumor diminuiu em um quarto das pessoas que receberam a droga. Um outro teste, realizado com mais de 400 indivíduos, comprovou a segurança do tratamento. Os efeitos adversos mais comuns do remédio foram fadiga, tosse, náusea, coceira na pele e diarreia.

Segundo a agência, mesmo com a aprovação, a Merck terá de realizar outras duas etapas de testes clínicos com o Keytruda para demonstrar se o tratamento é capaz de aumentar a expectativa de vida dos pacientes e retardar a progressão do câncer.

A principal desvantagem do medicamento é o preço. Segundo o laboratório, o tratamento, nos Estados Unidos, deverá custar 12 500 dólares por mês, ou mais de 25 000 reais mensais.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que o Brasil terá 5.890 casos de melanoma neste ano.

Fonte: Veja

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *