Bebidas alcoólicas podem influenciar na hipertensão arterial

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA oferece dados sobre os possíveis efeitos entre o uso de bebidas alcoólicas e a hipertensão arterial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17 milhões de mortes por ano (um terço do total de mortes); destas, 9,4 milhões são decorrentes de complicações associadas à hipertensão arterial.
Especificamente em relação à hipertensão arterial, uma Cartilha Informativa divulgada este ano pela Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que as mulheres (30%) são mais afetadas pela doença que os homens (21%) e merecem ainda mais atenção, já que na gestação e na menopausa possuem maior risco de sofrerem alterações na pressão arterial.Outros fatores de risco associados à hipertensão são: alimentação pouco saudável, tabagismo, sedentarismo, diabetes, obesidade, entre outros. Em relação ao uso de bebidas alcoólicas, estudos mostram que a substância pode tanto trazer prejuízos como benefícios associados à doença.

Quando consumido excessivamente, o álcool pode levar ao aumento da pressão arterial, do peso, do colesterol e dos triglicérides; em contrapartida, quando consumido em pequenas doses, pode diminuir o estresse oxidativo e exercer um efeito vasodilatador endotelial, proporcionando uma potencial diminuição da pressão arterial em indivíduos que possuem diagnóstico de hipertensão. No entanto, os mecanismos exatos para obter tais efeitos ainda não são claros, e por isso é sempre recomendável que o indivíduo certifique-se com seu médico sobre a possibilidade de consumir álcool, mesmo que em pequenas quantidades.

Por fim, vale ressaltar que a OMS estabelece que não existe um nível considerado “seguro” para o consumo do bebidas alcoólicas; no entanto, para evitar prejuízos à saúde como um todo, a ingestão relacionada ao baixo risco de desenvolvimento de problemas é de até duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Os homens não devem ultrapassar o consumo de três doses diárias e as mulheres duas doses diárias, sendo que, tanto homens quanto as mulheres, não devem beber por pelo menos dois dias na semana.

Em alguns casos, por exemplo, para menores de 18 anos, gestantes, pessoas em uso de medicamentos, cujos efeitos possam ser alterados pelo uso concomitante de bebidas alcoólicas, entre outros, o uso do álcool é inaceitável.

Sobre o CISA

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental criada em 2004 e qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) desde 2005, foi fundado pelo psiquiatra e especialista em dependência química Dr. Arthur Guerra de Andrade e consolidou-se como a maior fonte de informações no País sobre o binômio saúde e álcool.

Por meio de seu website (www.cisa.org.br), disponibiliza um banco de dados direcionado à população geral, estudantes, profissionais de saúde, pesquisadores e empresas, que tem como base publicações científicas reconhecidas no cenário nacional e internacional, dados oficiais (governamentais) e informações de qualidade publicadas em jornais e revistas destinados ao público geral sobre o álcool e suas relações com o corpo, a mente e a sociedade.

O CISA acredita na importância do rigor ético e na transparência de suas ações no que diz respeito à obtenção e divulgação de conhecimento atualizado e imparcial na área de saúde e álcool, e prontifica-se a colaborar com políticas públicas que abordem o tema de forma eficaz. Também está comprometido com o avanço do conhecimento nessa área e encoraja a adoção de medidas para prevenir o uso nocivo de álcool e suas consequências, por meio de parcerias e elaboração de materiais educativos e de prevenção.

Fonte: Segs

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