Author Archives: Marketing Farma Supply

Pesquisa ajuda a entender como as células de defesa combatem bactérias

vírus zika

 

Quando as células de defesa que patrulham o organismo humano deparam com uma bactéria potencialmente perigosa, determinados complexos proteicos intracelulares conhecidos como inflamassomas são acionados.

Esse processo é essencial para desencadear um processo inflamatório capaz de atrair para o local do confronto um verdadeiro exército de células imunes e, assim, barrar o avanço da infecção.

Entender como exatamente esses mecanismos de defesa funcionam é o objetivo de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Dario Simões Zamboni na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Resultados recentes foram publicados em julho na revista Cell Reports. O trabalho é desenvolvido no âmbito do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP.

“Esse tipo de conhecimento básico pode ajudar, no futuro, a desenvolver novos métodos tanto para combater infecções quanto para evitar que ocorra uma inflamação exacerbada e lesiva ao organismo, como é o caso da sepse”, disse Zamboni à Agência FAPESP.

No trabalho mais recente, o grupo investigou a interação entre três diferentes tipos de inflamassoma que podem ser ativados em macrófagos – células que integram a linha de frente do sistema imune e são responsáveis por fagocitar (ingerir) potenciais invasores.

Um deles é acionado quando certas moléculas – que podem ou não ser componentes microbianos – furam a membrana do macrófago e causam a saída de potássio do meio intracelular, o que resulta na ativação de uma proteína conhecida como NLRP3.

O segundo tipo de inflamassoma entra em ação quando a célula de defesa detecta em seu citoplasma a presença de DNA de micróbios invasores, causando a ativação da proteína AIM2.

Já o terceiro tipo é induzido pela presença, no citoplasma do macrófago, de um componente bacteriano denominado LPS (lipopolissacarídeo bacteriano), existente em espécies de bactérias Gram-negativas – ao qual pertencem diversos agentes causadores de doença em humanos, como Escherichia coli, Shigella, Salmonella, Pseudomonas e Legionella pneumophila. Neste terceiro caso, o processo inflamatório tem início graças à ativação da proteína caspase-11.

Embora sejam mediados por proteínas diferentes, os três inflamassomas, quando ativados, levam à produção de moléculas pró-inflamatórias, como a interleucina-1 beta (IL-1β) e a interleucina-18 (IL-18). São essas citocinas que alertam o sistema imune sobre a necessidade de enviar ao local seu exército – composto por neutrófilos, monócitos inflamatórios, linfócitos e outros tipos de leucócitos. Quando isso efetivamente acontece, surgem os sintomas típicos de inflamação: dor, calor, vermelhidão e edema.

“Até agora, predominava a ideia de que esses inflamassomas funcionavam de forma independente um do outro. Mas nós estamos mostrando que um pode regular a ativação do outro de modo a amplificar o sinal da infecção e induzir uma resposta inflamatória mais potente”, contou Zamboni.

Metodologia

Os experimentos que possibilitaram essa conclusão foram feitos in vitro, com culturas de macrófagos de camundongos e também in vivo, com infeções nos pulmões dos camundongos. Como modelo de infecção foi usada a bactéria Legionella pneumophila, agente causador de pneumonia e capaz de ativar múltiplos inflamassomas nos macrófagos.

“Observamos in vitro que, quando a quantidade de DNA bacteriano no interior da célula de defesa é muito pequena, o estímulo não é suficiente para que a proteína AIM2 consiga clivar [quebrar as ligações peptídicas] uma outra proteína chamada caspase-1 e, assim, ativar o inflamassoma de AIM2. Porém, a AIM2 consegue deixar a caspase-1 em sua forma ativa e, em conjunto, as duas proteínas atuam de modo a fazer um furo na membrana do macrófago, ativando o inflamassoma de NLRP3”, explicou o pesquisador.

Ainda segundo Zamboni, estudos anteriores já haviam sugerido que a proteína caspase-11, ao reconhecer o LPS no citoplasma do macrófago, também induz um dano na membrana que resulta na ativação do inflamassoma de NLRP3.

“Agora, mostramos que também o inflamassoma de AIM2 consegue amplificar os sinais da infecção e acionar o inflamassoma de NLRP3 de forma não convencional”, acrescentou.

Ao repetir o experimento em células modificadas para não expressar as proteínas AIM2 e caspase-11, os pesquisadores observaram que não ocorria a ativação do inflamassoma de NLRP3 na presença da bactéria no meio de cultura e a célula se tornava completamente incapaz de orquestrar uma resposta inflamatória.

“Quando deixávamos uma das duas vias funcionando – AIM2 ou caspase-11 – a resposta ocorria, mas de forma menos eficiente que na célula selvagem”, contou Zamboni.

Em seguida, experimentos com camundongos foram feitos para confirmar se um efeito semelhante seria observado in vivo, situação em que há interação entre diversos fatores imunológicos.

Um dos grupos de estudo era formado por animais “selvagens”, sem alteração genética. O outro contava com roedores modificados para não produzir as proteínas AIM2 e caspase-11.

“Quando o camundongo selvagem respira a bactéria, todas as vias de ativação de inflamassoma são acionadas, uma resposta eficiente é articulada e a infecção, controlada. Já nos animais deficientes de AIM2 e caspase-11, durante os primeiros dois dias de infecção a bactéria consegue se replicar cerca de cinco a 10 vezes mais nos pulmões dos camundongos”, disse o pesquisador.

Na avaliação de Zamboni, há evidências de que, ao longo da evolução, o sistema imune de mamíferos foi desenvolvendo múltiplos mecanismos para reconhecer diferentes elementos de micróbios patogênicos e, assim, ativar o inflamassoma de NLRP3, garantindo a indução de uma resposta inflamatória.

“Reconhecer um micróbio com potencial para causar dano é o primeiro e um dos mais importantes processos que as células de defesa têm de fazer. Estamos em contato com milhares de microrganismos o tempo todo e a maioria deles não representa uma ameaça. Montar uma resposta inflamatória contra micróbios patogênicos é importante, mas custoso para o organismo. É preciso valer a pena”, afirmou Zamboni.

Fonte.

Fiocruz descobre substância que bloqueia o vírus zika

vírus zika

 

A descoberta de uma substância capaz de bloquear a produção do vírus zika em células epiteliais e neurais, realizada por pesquisadores do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, foi divulgada na última sexta-feira (11/8), na revista International Jornal of Antimicrobial Agents. O estudo mostra a atividade antiviral da substância 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) contra o tipo de vírus zika que circula no Brasil.

O pesquisador Lindomar Pena, que coordena o estudo, explicou como aconteceram os testes in vitro. Utilizando em todos os ensaios células epiteliais e neurais, os cientistas introduziram o 6MMPr, experimentando diferentes tempos e dosagens. O resultado foi a diminuição da produção de vírus zika em mais de 99%, em ambas as linhas celulares. O estudo também constatou que a 6MMPr se mostrou menos tóxica para as células neurais, o que é um bom indicativo para futuros tratamentos de infecções no sistema nervoso. “Diante das manifestações neurológicas associadas ao zika vírus e os defeitos congênitos provocados pelo mesmo, o desenvolvimento de antivirais seguros e efetivos são de extrema urgência e importância”, afirma o pesquisador.

Tendo a 6MMPr se mostrado como promissor candidato antiviral contra o vírus zika, a pesquisa segue agora para uma avaliação in vivo adicional. O estudo, que teve duração de 1 ano, contou com recursos financeiros do CNPq e da Facepe.

Fonte.
Veja mais no Artigo.

Pesquisadores eliminam mutação genética de embrião humano

Correção bem-sucedida do DNA pode se tornar um marco na luta contra as enfermidades congênitas: com a mudança, doença não seria mais transmitida para gerações futuras

Câncer de Mama

 

Cientistas conseguiram pela primeira vez corrigir uma mutação genética num embrião humano sem danificar outros genes, segundo um artigo publicado na revista Nature, na quarta-feira.

Os cientistas corrigiram a mutação do gene que produz a cardiomiopatia hipertrófica. Uma enfermidade hereditária que atinge uma em cada 500 pessoas. E que é causa mais comum de morte súbita de atletas.

A alteração, feita com a técnica de edição genética Crispr-Cas 9, ocorreu na etapa inicial do desenvolvimento embrionário. A correção do erro evita sua transmissão para gerações futuras. Os embriões usados nas experiências foram destruídos poucos dias depois, afirmaram os cientistas.

Durante o trabalho de “reparação” não foi danificado nenhum outro elemento genético. Destacou a equipe de pesquisadores liderados pelo cientista Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Ciência e Saúde de Óregon, nos Estados Unidos.

Os cientistas afirmaram que os resultados são promissores. Mas preliminares, e que são necessárias mais pesquisas para evitar efeitos indesejados. Um dos participantes, o espanhol Juan Carlos Izpisúa, afirmou que o resultado prova que a edição genética é “mais efetiva e segura” do que se pensava.

Espermatozoides

Os pesquisadores injetaram espermatozoides de um homem com a mutação genética num óvulo em paralelo ao uso da técnica de edição genética Crispr-Cas 9. Como resultado, 72,4% dos 48 embriões utilizados no estudo deixaram de ter a mutação patológica.

A pesquisa pode se tornar um marco na luta contra as enfermidades congênitas e proteger futuros bebês de milhares de doenças e defeitos hereditários. Por outro lado, reacende o debate sobre a engenharia genética e as questões éticas relacionadas a ela.

Fonte.

FDA aprova novo tratamento para reduzir o risco de câncer de mama retornar

 

Câncer de Mama

 

A US Food and Drug Administration aprovou hoje o Nerlynx (neratinib) para o tratamento aduaneiro extensivo de câncer de mama com início de fase, HER2-positivo. Para pacientes com este tipo de câncer, Nerlynx é a primeira terapia de adjuvante estendida, uma forma de terapia que é tomada após um tratamento inicial para reduzir ainda mais o risco de câncer voltar. Nerlynx é indicado para pacientes adultos que foram previamente tratados com um regime que inclui o medicamento trastuzumab.

“Os cânceres de mama positivos a HER2 são tumores agressivos e podem se espalhar para outras partes do corpo, tornando a terapia adjuvante uma parte importante do plano de tratamento”, disse Richard Pazdur, MD, diretor do Centro de Excelência em Oncologia da FDA e diretor interino da Escritório de Produtos de Hematologia e Oncologia no Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “Agora, esses pacientes têm uma opção após o tratamento inicial que podem ajudar a manter o câncer de volta”.

O câncer de mama é a forma mais comum de câncer nos Estados Unidos. O Instituto Nacional do Câncer (NCI) estima que aproximadamente 252.710 mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama este ano e 40.610 morrerão da doença. De acordo com o NCI, aproximadamente 15 por cento dos pacientes com câncer de mama têm tumores que são HER2-positivos.

Nerlynx é um inibidor de quinase que funciona bloqueando várias enzimas que promovem o crescimento celular.

A segurança e a eficácia de Nerlynx foram estudadas em um estudo randomizado de 2.840 pacientes com câncer de mama HER2-positivo que completaram o tratamento com trastuzumab nos dois anos anteriores. O estudo mediu a quantidade de tempo após o início do teste que levou para que o câncer voltasse ou a morte ocorresse por qualquer causa (sobrevivência invasiva e sem doença). Após dois anos, 94,2 por cento dos pacientes tratados com Nerlynx não experimentaram recorrência ou morte do câncer, em comparação com 91,9 por cento dos pacientes que receberam placebo.

Os efeitos secundários frequentes de Nerlynx incluem diarreia, náuseas, dor abdominal, fadiga, vómitos, erupção cutânea, boca inflamada e dolorida (estomatite), diminuição do apetite, espasmos musculares, indigestão (dispepsia), dano no fígado (aumento da enzima AST ou ALT), desordem das unhas , Pele seca, inchaço abdominal (distensão), perda de peso e infecção do trato urinário.

Os pacientes devem receber loperamida durante os primeiros 56 dias de tratamento com Nerlynx e, conforme necessário, para ajudar a administrar a diarréia. Antidiarréicos, fluídos e eletrólitos adicionais também devem ser administrados conforme indicado clinicamente para ajudar a administrar a diarréia. Os pacientes que sofrem efeitos colaterais graves, incluindo diarréia ou danos ao fígado (hepatotoxicidade), devem parar de tomar Nerlynx. As mulheres que estão grávidas ou amamentando não devem tomar Nerlynx porque podem causar danos a um feto em desenvolvimento ou a um recém nascido.

A FDA concedeu a aprovação da Nerlynx à Puma Biotechnology Inc.

Fonte.

Julho Amarelo – Prevenção e controle das hepatites virais

 

Hepatite

 

Julho foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das hepatites virais. Isso não significa que a prevenção à doença deva ser menor nos demais meses do ano, muito pelo contrário, a cada dia deve-se aumentar a atenção porque as hepatites virais são as principais causas de câncer no fígado.

De acordo com o Ministério da Saúde, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial, seja portadora de hepatite C cronica.

A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste gratuitamente em qualquer posto de saúde e, no caso positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

Hepatite C – Pelo grau de gravidade, a hepatite C merece uma atenção especial. Ao contrário dos demais vírus que causam hepatite, o vírus da hepatite C não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que faz com que a infecção aguda seja menos sintomática, mas também com que a maioria das pessoas que se infectam se tornem portadores de hepatite crônica, com suas consequências a longo prazo.

Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus e, dependendo da intensidade e tempo de duração, pode levar a cirrose e câncer do fígado.

Tipos – Cinco são os tipos mais comuns de hepatites virais (A,B,C,D e E) e no caso a hepatite B, já há vacina disponível nos postos de saúde para pessoas de até 50 anos de idade. Além destes tipos são registrados ainda dois outros: o F que apesar de estudos recentes não terem configurado sua existência, sendo portanto descartado, mas não eliminado da literatura médica, e o tipo G.

– Hepatite A, que tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B, o segundo tipo com maior incidência, atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C, tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.

– Hepatite D, causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E, causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.

– Hepatite F, relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite, segundo a Organização Mundial de Saúde pode ser desconsiderado.

– Hepatite G, o vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

Fonte.

Dois recentes avanços científicos destacam um futuro encorajador para a medicina de precisão na FDA

avanços científicos

Por: Janet Woodcock, MD

A FDA ajuda a trazer medicamentos de precisão – na forma de terapias direcionadas – para pessoas que vivem com doenças que apresentam características genéticas específicas.

Duas recentes aprovações de medicamentos da FDA apontam para um futuro encorajador para a “medicina de precisão” – uma abordagem para o tratamento da doença que adapta as terapias médicas, incluindo medicamentos, às necessidades de pacientes individuais. Essas aprovações envolvem doenças resultantes de características genéticas particulares identificadas por testes laboratoriais.

Em meados de maio, a FDA anunciou que expandimos a aprovação da Kalydeco (ivacaftor), permitindo que um maior número de pacientes com fibrose cística (CF) se beneficie com o medicamento. A aprovação expandida inclui pacientes com FC com uma das 23 mutações raras adicionais. Kalydeco agora está indicado para 33 mutações de FC, acima de 10 anteriormente.
Também em maio, anunciamos a aprovação expandida para Keytruda (pembrolizumab) para tratar pacientes cujos cânceres têm uma característica genética específica. Esta é a primeira vez que o FDA aprovou um tratamento contra o câncer baseado em uma característica genética, em vez da localização no corpo onde o câncer se originou.
Janet WoodcockA FDA aprovou muitos outros avanços em medicamentos de precisão, também chamados de “terapias direcionadas”. Nos últimos 3 anos, o nosso Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos aprovou mais de 25 novos medicamentos que beneficiam pacientes com características genéticas específicas. E aprovamos muitos outros novos usos – também baseados em características genéticas específicas – para medicamentos que já estão no mercado. Algumas dessas aprovações de medicamentos são para pacientes com distúrbios genéticos raros. Outros são novas terapias direcionadas para tratar câncer, hepatite C ou HIV. A dosagem de medicamentos para doenças específicas também pode ser adaptada ao indivíduo.

O medicamento de precisão é uma grande promessa, mas para continuar desenvolvendo terapias específicas, precisaremos de avanços científicos no uso e desenvolvimento de “biomarcadores”. Os biomarcadores são indicadores no corpo que podem ser medidos – como pressão sanguínea, açúcar no sangue e tamanho do tumor. Testes para identificar variantes genéticas são outra forma de biomarcador. Os biomarcadores podem permitir que profissionais de saúde e pesquisadores identifiquem pacientes em risco de doença, determinem o estágio de uma doença e prevejam a probabilidade de um paciente se beneficiar de uma droga. Eles também desempenham um papel no desenvolvimento de medicamentos. Um biomarcador particular, por exemplo, pode ser usado para identificar candidatos apropriados para um ensaio clínico, como aqueles que provavelmente responderão ao tratamento. Isso pode tornar mais fácil e rápido recrutar pacientes e pode resultar em um prazo menor para a aprovação de medicamentos. De forma semelhante, os biomarcadores às vezes podem identificar os efeitos positivos do tratamento antes dos parâmetros clínicos tradicionais. Por exemplo, os biomarcadores podem mostrar um encolhimento do tumor antes da melhora na condição do paciente ser detectada. Assim, o uso de biomarcadores em ensaios clínicos pode acelerar o tempo que leva um medicamento investigativo a atingir um paciente.

A capacidade de identificar biomarcadores úteis depende de quão bem os cientistas entendam a doença que estão buscando tratar. Em algumas áreas, como câncer e doenças infecciosas, fizemos um progresso real na compreensão de como essas doenças se desenvolvem e como tratá-las com terapia medicamentosa. A FDA continua a encorajar os desenvolvedores de medicamentos a usar estratégias baseadas em biomarcadores. Uma maneira de fazer isso é assegurando que um determinado biomarcador seja realmente capaz de identificar os pacientes que provavelmente responderão a um medicamento específico. Outra maneira é usar biomarcadores para identificar pessoas cuja doença está progredindo rapidamente. Além de trabalhar em biomarcadores para produtos individuais, a FDA também trabalha com partes interessadas e consórcios científicos em biomarcadores de qualificação que podem ser utilizados no desenvolvimento de muitas drogas. Uma vez qualificado,

Novas disposições ao abrigo da recente Lei das Curas do século XXI proporcionam orientação e oportunidade para a FDA fortalecer a ciência dos biomarcadores e promover a medicina de precisão. Acreditamos que é importante fazer drogas como Kalydeco e Keytruda disponíveis para tantos pacientes quanto possam se beneficiar deles. A FDA está ativamente buscando mais avanços em terapias direcionadas.

Janet Woodcock, MD, é Diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA

Fonte.

Fibromialgia mistério resolvido, finalmente!

Fibromialgia

Pesquisadores descobriram a principal fonte de dor em pacientes com fibromialgia, e ao contrário do que muitos acreditam, não derivam do cérebro. Os resultados marcam o fim de um mistério de décadas sobre a doença, que muitos médicos acreditavam ser fruto da imaginação dos pacientes.

O mistério da fibromialgia deixou milhões de pessoas que sofrem à procura de esperança em medicamentos para a dor. Até recentemente, muitos médicos pensavam que a doença era “imaginária” ou psicológica, mas os cientistas agora revelaram que a principal fonte de dor resulta de um excesso de fibras nervosas sensoriais presentes ao redor dos vasos sanguíneos localizadas na palma das mãos.

A descoberta pode levar a novos tratamentos e talvez até mesmo a uma cura total no futuro, trazendo alívio para milhões de pessoas suspeitas de ter essa doença.

Para resolver o mistério da fibromialgia, os pesquisadores concentraram a atenção na pele da mão de uma paciente que tinha uma falta de fibras nervosas sensoriais, que causavam uma reação reduzida à dor.

Eles então pegaram amostras da pele das mãos de pacientes com fibromialgia, e foram surpreendidos ao encontrar uma quantidade extremamente excessiva de um determinado tipo de fibra nervosa.

Anteriormente os cientistas pensavam que essas fibras fossem apenas responsáveis por regular o fluxo de sangue, e que não desempenhassem qualquer papel na sensação de dor, mas agora eles descobriram que há uma ligação direta entre estes nervos e a dor corporal generalizada.

A descoberta também pode resolver a questão persistente de porque muitos doentes têm mãos extremamente dolorosas, bem como outros “pontos sensíveis” em todo o corpo, e porque o tempo frio parece agravar os sintomas. Além de sentir dor profunda generalizada, muitos pacientes com fibromialgia também sofrem de fadiga debilitante.

O neurocientista Dr. Frank L. Rice explicou: “Nós anteriormente pensávamos que estas terminações nervosas só estivessem envolvidas na regulação do fluxo sanguíneo em um nível subconsciente, mas agora temos evidências de que as terminações dos vasos sanguíneos também podem contribuir para o nosso sentido consciente do toque, e também da dor “, disse Rice.

“Este fluxo de sangue mal administrado pode ser a fonte de dores musculares e da sensação de fadiga nos pacientes com fibromialgia.”

Os tratamentos atuais para a doença não trouxeram alívio completo para os milhões de pessoas que sofrem. Terapias incluem analgésicos narcóticos; medicamentos anti-convulsivos, anti-depressivos e conselhos, mesmo simples, tais como “dormir mais e exercitar regularmente.”

Agora que a causa da fibromialgia foi identificada, os pacientes estão ansiosos para uma eventual cura.

Fonte.

FDA enfrenta competição de medicamentos para melhorar o acesso ao paciente

Arterite

Hoje, a US Food and Drug Administration está tomando duas novas e importantes etapas para aumentar a concorrência no mercado de medicamentos prescritos e facilitar a entrada de alternativas de baixo custo. A agência publicou uma lista de medicamentos fora da patente, fora da exclusividade sem medicamentos genéricos aprovados , e também implementou, pela primeira vez, uma nova política para acelerar a revisão de medicamentos genéricos onde a competição é limitada.
Essas ações estão entre as primeiras tomadas sob o plano de ação da concorrência da droga da agência, anunciada pelo Comissário Scott Gottlieb, do FDA, no final de maio.

“Nenhum paciente deve ter o preço de medicamentos que eles precisam e, como uma agência dedicada à promoção da saúde pública, devemos fazer a nossa parte para ajudar os pacientes a ter acesso aos tratamentos que eles exigem”, disse o Comissário da FDA, Scott Gottlieb, MD. E os produtos genéricos eficazes para o mercado de forma eficiente, baseados em risco em nosso próprio trabalho e certificando-se de que nossas regras não são usadas para criar obstáculos à nova competição, podem ajudar a garantir que os pacientes tenham acesso a opções mais econômicas. ”

Para incentivar o desenvolvimento de medicamentos genéricos, a FDA publicou uma lista de medicamentos de marca que não possuem patentes ou exclusividades listadas e para as quais a agência ainda não aprovou um pedido de medicamento genérico (conhecido como uma Solicitação abreviada de medicamentos novos ou ANDA). A agência também pretende acelerar a revisão de qualquer pedido de medicamento genérico para um produto nesta lista para garantir que eles venham ao mercado o mais rápido possível. A FDA continuará aprimorando e atualizando a lista periodicamente para garantir uma transparência contínua em torno das categorias de drogas, onde o aumento da concorrência tem potencial para proporcionar benefícios significativos aos pacientes.

A FDA também está anunciando uma mudança em sua política sobre como a agência prioriza sua revisão de medicamentos genéricos. A FDA acelerará a revisão de medicamentos genéricos até que haja três genéricos aprovados para um determinado medicamento. A agência está revisando a política com base em dados que indicam que os consumidores vêem reduções significativas de preços quando existem vários genéricos aprovados pela FDA disponíveis.

Essas ações seguem de perto o anúncio da FDA de uma reunião pública que será realizada em 18 de julho de 2017, para solicitar contribuições para locais onde as regras da FDA – incluindo os padrões e procedimentos relacionados às aprovações genéricas de medicamentos – estão sendo usadas de maneiras que possam criar obstáculos Para acesso genérico, em vez de garantir o vigoroso concurso que o Congresso pretendia.

“Estou empenhada em continuar a seguir as medidas políticas adicionais, sob a autoridade atual da FDA, para ajudar a reduzir o peso sobre os pacientes que têm dificuldade em pagar os remédios de que precisam”, continuou o Comissário Gottlieb.

Estas são as primeiras séries de passos que a agência pretende tomar para ajudar a resolver este importante problema. A agência irá revelar aspectos adicionais deste plano em um futuro próximo e continuará a se comunicar com o público, já que os elementos adicionais deste plano são implementados.

Essas ações refletem o trabalho mais amplo da administração para melhorar o acesso a medicamentos prescritos.

A FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, promove e protege a saúde pública, entre outras coisas, assegurando a segurança, eficácia e segurança de medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano, E dispositivos médicos. A agência também é responsável pela segurança do fornecimento de alimentos, cosméticos, suplementos dietéticos, produtos que liberam radiação eletrônica e regulamentações de tabaco.

Fonte.

No tratamento do câncer, há mais de uma maneira de medir o benefício do paciente

 

Arterite

 

Por: Richard Pazdur, MD

Todos queremos uma cura para o câncer. Mas a realidade é que os avanços no tratamento do câncer raramente ocorrem em uma grande descoberta, mas sim com o contínuo progresso passo a passo no desenvolvimento de novas terapias. Atualmente, alguns tipos de câncer – como leucemia infantil e câncer testicular – podem ser curados. Existem muitas maneiras de avaliar as terapias contra o câncer, incluindo uma melhora na sobrevivência global, estabilizando a doença e reduzindo a carga tumoral e os sintomas relacionados ao tumor. Ao longo dos anos, discutimos com muitos pacientes que enfrentam doenças graves e que ameaçam a vida como avaliar os tratamentos contra o câncer. Os pacientes disseram-nos que existe uma necessidade de flexibilidade no nosso processo de avaliação.

Antes que um novo medicamento seja aprovado, o FDA avalia ensaios clínicos nos quais a droga é testada em pacientes. Esperamos que o estudo mostre um resultado, ou ponto final, que nos ajude a entender se a droga é segura e eficaz. Ao avaliar drogas que tratam doenças que ameaçam a vida como câncer, a análise risco-benefício pode envolver pesando riscos relativamente maiores contra benefícios relativamente menores.

O padrão-ouro para determinar o benefício de uma nova droga contra o câncer tradicionalmente tem sido um estudo controlado aleatorizado que demonstra uma melhora na sobrevivência global ou OS. Esta é uma medida de quanto tempo vivem os pacientes que tomam a droga em comparação com os pacientes que tomam outra droga. Um ponto final de sobrevivência global demonstra claramente o valor da droga na extensão da vida de um paciente.

Mas alcançar uma melhoria na sobrevivência global nem sempre é possível. Alguns tipos de câncer crescem muito devagar, por isso pode levar muitos anos para um julgamento avaliar se um novo medicamento potencial ajuda as pessoas a viverem mais tempo. Muitos medicamentos de oncologia visam mutações específicas no tumor e pode haver um número limitado de pacientes com a mutação. Devido ao pequeno número de pacientes, estudos randomizados que avaliam o sistema operacional podem não ser possíveis. Além disso, muitos pacientes no teste podem estar tomando terapias adicionais no momento em que sua doença progride. Isso pode tornar difícil avaliar com precisão o efeito da nova droga na sobrevivência global.

Quando os dados emergentes mostram que um novo fármaco demonstra benefícios substanciais em comparação com os medicamentos disponíveis, pode não ser possível realizar um estudo randomizado com determinados pontos finais comparando o novo medicamento com uma terapia padrão com um benefício modesto. Isso é conhecido como perda de equilíbrio.

Os pontos de extremidade além da sobrevivência global podem encurtar a duração dos ensaios clínicos para que as drogas possam estar disponíveis mais cedo para os pacientes. Esses parâmetros alternativos incluem a sobrevivência livre de progressão – uma medida de quanto tempo um medicamento pode ter impedido o câncer de piorar – e a taxa de resposta geral – uma avaliação da parcela dos pacientes no estudo cujo tamanho do tumor foi reduzido por um tratamento.

Milhares de pacientes que anteriormente tinham poucas opções terapêuticas disponíveis já se beneficiaram de terapias contra o câncer que foram aprovadas com base em parâmetros finais, incluindo aqueles com carcinoma de células renais, carcinoma de células de Merkel, câncer de tireóide medular, tumor estromal gastrointestinal, carcinoma basocelular metastático, neuroendócrina pancreática Tumor, mieloma múltiplo, leucemia mielóide crônica, leucemia linfocítica crônica e certos tipos de câncer de pulmão.

Nós realizamos muitas reuniões de comitês consultivos e ouvimos diretamente de pacientes que acreditam que retardar o crescimento do câncer ou reduzir o tamanho do câncer são benéficos para eles, uma vez que esses pontos finais podem se relacionar com sintomas reduzidos e a capacidade de continuar com muitos diários actividades.

Os pacientes também se beneficiaram da Designação da Terapia Breakthrough, que foi estabelecida no FDA Safety and Innovation Act de 2012 para acelerar o desenvolvimento e revisão de terapias transformadoras que mostram uma grande promessa nos primeiros ensaios clínicos em comparação com a terapia disponível. As drogas que são designadas como terapias revolucionárias recebem consultas mais intensas da FDA ao longo de seu período de desenvolvimento e podem também se qualificar para outros programas de desenvolvimento acelerado, como o acesso rápido e a revisão de prioridades. Muitos medicamentos oncológicos têm designações de terapia inovadora, e essa designação permite que a FDA agilize a revisão das terapias que podem atender às necessidades do paciente.

Ainda há muito mais para aprender sobre o que os pacientes precisam e esperam de seus medicamentos contra o câncer. Nosso programa de desenvolvimento de medicamentos focado no paciente patrocinou reuniões de um dia com pacientes e cuidadores para discutir suas opiniões sobre uma doença específica. Um paciente em nossa reunião de câncer de mama disse: “Enquanto eu puder viver minha vida e continuar trabalhando em tempo integral, esse é meu objetivo”.

Com base nessas e outras interações do paciente, estamos investigando ativamente maneiras de incorporar a experiência e a qualidade de vida do paciente em avaliações benefício-risco de novos tratamentos contra o câncer.

Também é importante reconhecer que o processo de aprovação de medicamentos não termina com a aprovação do medicamento. Isto é apenas o começo. Ao analisar o uso real do medicamento na população mais ampla de pacientes, podemos aprender mais sobre novos usos para a droga, efeitos colaterais previamente desconhecidos e como diferentes subconjuntos de pacientes podem responder. Esta informação pode ser adicionada à rotulagem do medicamento e pode ajudar a informar nossas futuras decisões regulatórias.

Nosso objetivo final é aprovar produtos que fazem uma diferença significativa para os pacientes e seus entes queridos que vivem com os efeitos devastadores de sua doença.

Richard Pazdur, MD, é diretor da FDA, Oncology Center of Excellence

Fonte.

FDA aprova primeira droga para tratar especificamente arterite de células gigantes

 

Arterite

 

A US Food and Drug Administration hoje expandiu o uso aprovado de Actemra subcutânea (tocilizumab) para tratar adultos com arterite de células gigantes. Esta nova indicação fornece a primeira terapia aprovada pela FDA, específica para este tipo de vasculite.
“Nós agilizamos o desenvolvimento e revisão desta aplicação porque este medicamento preenche uma necessidade crítica para os pacientes com esta doença grave que tinha limitado opções de tratamento”, disse Badrul Chowdhury, MD, Ph.D., diretor da Divisão de Pulmonar, Alergia, E Produtos de Reumatologia no Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.

A arterite de células gigantes é uma forma de vasculite, um grupo de distúrbios que resulta na inflamação dos vasos sanguíneos. Esta inflamação faz com que as artérias se estreitam ou se tornam irregulares, impedindo o fluxo sanguíneo adequado. Na arterite de células gigantes, os vasos mais envolvidos são os da cabeça, especialmente as artérias temporais (localizadas em cada lado da cabeça). Por esta razão, o distúrbio é às vezes chamado de arterite temporal. No entanto, outros vasos sanguíneos, incluindo grandes como a aorta, podem se inflamar em arterite de células gigantes. Tratamento padrão envolve altas doses de corticosteróides que são cônicos ao longo do tempo.

A eficácia e segurança de Actemra subcutâneo (injetado sob a pele) para arterite de células gigantes foram estabelecidas em um estudo duplo-cego, controlado por placebo, com 251 pacientes com arterite de células gigantes. O desfecho primário de eficácia foi a proporção de pacientes que conseguiram remissão sustentada da Semana 12 até a Semana 52. A remissão sustentada foi definida como ausência de sintomas de arterite de células gigantes, normalização de testes laboratoriais inflamatórios e diminuição do uso de prednisona (droga esteróide) . Uma proporção maior de pacientes que receberam Actemra subcutânea com regimes de prednisona padronizados alcançou a remissão sustentada da Semana 12 até a Semana 52 em comparação com os pacientes que receberam placebo com regimes de prednisona padronizados. A dose cumulativa de prednisona foi menor nos doentes tratados com Actemra relativamente ao placebo.

O perfil de segurança global observado nos grupos de tratamento Actemra foi geralmente consistente com o perfil de segurança conhecido de Actemra. Actemra carrega um aviso Boxed para infecções graves. Os doentes tratados com Actemra que desenvolvem uma infecção grave devem parar esse tratamento até que a infecção seja controlada. Vacinas vivas devem ser evitadas durante o tratamento com Actemra. Actemra deve ser utilizado com precaução em doentes com risco aumentado de perfuração gastrointestinal. Ocorreram reacções de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia e morte. A monitorização laboratorial é recomendada devido às potenciais consequências das alterações relacionadas com o tratamento nos neutrófilos (tipo de glóbulos brancos), plaquetas, lipídios e testes de função hepática.

A Actemra subcutânea foi previamente aprovada para o tratamento de artrite reumatóide moderadamente ativa. A Actemra intravenosa foi também previamente aprovada para o tratamento de artrite reumatóide moderada a severamente activa, artrite idiopática juvenil sistémica e artrite idiopática juvenil poliarticular. A administração intravenosa não é aprovada para a arterite de células gigantes.

A FDA concedeu a este pedido uma designação Breakthrough Therapy e uma revisão de prioridade .

A FDA concedeu a aprovação suplementar da Actemra à Hoffman La Roche, Inc.

A FDA, uma agência dentro do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, protege a saúde pública, garantindo a segurança, eficácia e segurança de medicamentos, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano e dispositivos médicos. A agência também é responsável pela segurança e segurança do abastecimento alimentar da nossa nação, cosméticos, suplementos dietéticos, produtos que emitem radiação eletrônica e para regular os produtos de tabaco.

Fonte.

Novo tratamento para o colesterol muda a visão a respeito do LDL

O desenvolvimento de medicamentos inibidores da PCSK9 para o tratamento de colesterol alto trouxe lições importantes sobre o LDL (colesterol ruim).

colesterol

O colesterol é um produto essencial à vida dos animais, incluindo o ser humano, porque é um componente de todas as membranas das células. Praticamente todas as nossas células são capazes de fabricar essa gordura para satisfazer as suas necessidades, e o fígado produz uma quantidade excedente que é exportada via circulação. Cumpriria, assim, a função de abastecer órgãos que necessitam de maiores quantidades de colesterol, porque o utilizam como matéria-prima para a produção de certos hormônios como, por exemplo, os hormônios sexuais.

Para distribuir o colesterol que fabrica, o fígado prepara pacotes de colesterol que também contêm colesterol absorvido a partir da alimentação. Esses pacotes são transportados em uma partícula chamada LDL (LDL é a abreviatura em inglês de partícula lipídica de baixa densidade).

Acontece que o LDL não age como um carteiro que entrega a mercadoria apenas em determinados endereços, atuando mais como um caminhoneiro que se esqueceu de fechar a traseira do veículo. Quando carrega muito colesterol, vai “derramando” a carga pelo percurso. Esse colesterol penetra na parede das artérias e será removido por outra partícula chamada HDL (abreviatura de partícula lipídica de alta densidade), que devolve o colesterol “derramado” para o fígado, no chamado transporte reverso.

Quanto mais colesterol for transportado no LDL, mais colesterol será inapropriadamente “derramado” nas artérias. Como existe o risco de que esse colesterol dê origem a uma lesão (ateroma) que pode causar obstrução do vaso, o LDL colesterol é conhecido como colesterol ruim. Por outro lado, quanto mais colesterol houver no HDL, significando que mais colesterol foi removido das artérias, menor o risco de desenvolver aterosclerose. Daí o HDL colesterol ser conhecido como colesterol bom.

Um grande avanço no tratamento da doença cardiovascular aterosclerótica ocorreu com a introdução das estatinas, que são medicamentos que diminuem a produção do colesterol pelo fígado. Com o seu uso disseminado, pudemos assistir a uma queda de 28% da incidência de infarto agudo do miocárdio, em populações de alto risco, como nos portadores de diabetes.

As estatinas permitem uma redução de cerca de 50% nos níveis de LDL colesterol, que pode baixar para valores de cerca de 90 mg%, situação na qual a doença cardiovascular se estabiliza ou progride mais lentamente. Certamente, nesse nível o LDL ainda consegue entregar colesterol suficiente para suprir as necessidades das glândulas que utilizam colesterol como matéria-prima para a produção de hormônios.

O LDL produzida pelo fígado, após promover a entrega de parte do colesterol, retorna ao fígado onde pode ser reabastecida de mais colesterol para uma nova entrega ou ser removida de circulação. A remoção de LDL pelo fígado se faz por meio de uma proteína receptora de LDL. Por sua vez, existe uma proteína denominada PCSK9, que promove a destruição do receptor de LDL.

Em 2003 foram descobertas famílias portadoras de mutações no gene que codifica a PCSK9 que as impediam de produzi-la. Essas famílias têm grande quantidade de receptores de LDL (por falta da proteína que destrói esse receptor) e, portanto, uma grande capacidade de remover LDL da circulação. Nesses indivíduos, os níveis de LDL colesterol eram incrivelmente baixos (cerca de 20 mg%) e a doença cardiovascular aterosclerótica praticamente inexistia.

A indústria farmacêutica apressou-se em desenvolver inibidores da PCSK9 e hoje temos duas medicações já aprovadas, com prioridade, pelos órgãos regulatórios: o Repatha® e o Praluent®.

O desenvolvimento dessas medicações trouxe lições importantes. Elas promovem uma queda acentuada do LDL colesterol de cerca de 65% em relação aos níveis iniciais e parte expressiva dos pacientes atinge níveis inferiores a 50 mg%. O recente estudo GLAGOV mediu a quantidade e o volume dos ateromas existentes nas artérias coronárias de pacientes que receberam o Repatha®, através de visualização direta por ultrassonografia intracoronária. Verificaram ter havido a regressão significativa das lesões em 63% dos pacientes, em apenas dezoito meses. O que pode significar menos cirurgias cardíacas ou stents no futuro.

Outra lição importante diz respeito aos níveis de LDL: quando são muito baixos, isso não afeta a produção de hormônios, porque os tecidos que usam o colesterol como matéria-prima deixam de utilizar o colesterol do LDL e aumentam a fabricação local de colesterol.

Ou seja, o LDL é um produto tóxico para as artérias e desnecessário para as glândulas; concluímos então que, como para qualquer lixo tóxico, quanto menor seu nível, melhor.

Fonte.

EUA aprovam primeira droga para tratamento de esclerose múltipla

Uma esperança para os pacientes que, até então, não tinham opções
para barrar a paralisia física e a degeneração cognitiva causadas pela doença.

Queimadura

Uma boa notícia para quem sofre de esclerose múltipla: a agência americana de saúde (FDA) aprovou o uso da substância ocrelizumabe para tratar duas formas da doença, a primária progressiva e a remitente recorrente.

Esta é a primeira droga aprovada para tratar a forma progressiva da esclerose – uma esperança para os pacientes que, até então, não tinham opções para barrar a paralisia física e a degeneração cognitiva causada pela inflamação crônica.

A aprovação se baseou em três pesquisas publicadas recentemente no periódico científico New England Journal of Medicine. O ocrelizumabe obteve os resultados mais notáveis em testes com pacientes com esclerose múltipla recorrente: reduziu as atividades dos marcadores da doença e barrou a progressão da inflamação com poucos efeitos colaterais.

Apesar de as pessoas com esse tipo de esclerose terem algumas opções de terapia, muitas das drogas mais eficazes contra a doença demonstram efeitos colaterais significativos. Já nos portadores que apresentam a forma mais grave, a esclerose primária progressiva, a droga apenas diminuiu moderadamente a degeneração.

O ocrelizumabe, que será comercializado pelo nome de Ocrevus, funciona como um anticorpo que será injetado nos pacientes a cada seis meses para barrar uma classe de células imunológicas, conhecidas como células B. Quando essas células estão funcionando normalmente elas ajudam o corpo a combater infecções. Quando estão desajustadas, porém, contribuem para danificar o sistema nervoso central, desempenhando um importante papel para a progressão da esclerose.

A substância estará disponível no mercado americano em duas semanas e será vendida pelo Genentech, um braço do laboratório farmacêutico Roche, por US$ 65 mil – valor salgado, mas 25% mais barato que o Rebif, outro medicamento menos eficaz que o Ocrevus.

Os resultados e a aprovação são motivos de comemoração na comunidade científica. “Eu vejo isso como um grande passo. A magnitude dos benefícios que percebemos com o ocrelizumab em todas as formas de escleroses são realmente impressionantes”, afirma Stephen Hauser, presidente do departamento de neurologia da Universidade da Califórnia e líder do comitê que supervisionou os testes de aprovação.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica que acomete o sistema imunológico. Acontece quando as células de defesa do organismo atacam o sistema nervoso central, provocando dificuldades motoras e sensoriais. Apesar de estar sendo estudada em vários países, as causas da esclerose ainda não são conhecidas. Mas, a partir de análises quantitativas de pacientes, sabe-se que é mais recorrente em mulheres jovens, entre 20 e 40 anos, e de pele branca.

A esclerose múltipla ainda não tem cura e os principais sintomas são fraqueza muscular, dores nas articulações, alterações na coordenação motora, depressão e disfunções na bexiga e no intestino. A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla(ABEM) estima que 35 mil brasileiros convivam com a doença.

Fonte.

Tratamento de queimadura com pele de peixe é usado em 56 pacientes

Pesquisa com curativo biológico é desenvolvida há dois anos no Ceará.
Tratamento inédito é aplicado em pessoas desde 2016.

Queimadura

O hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, já utiliza o método de tratamento de queimadura com pele de peixe em 56 pacientes. O tratamento com o “curativo biológico” é aplicado em pessoas desde 2016, no Núcleo de Queimados da unidade.
Uma das pacientes foi Letícia Basiliano, que sofreu uma queimadura de 3º grau com gasolina em 2016. A mãe da paciente aprovou o método: “Seria urgente uma reconstituição de pele na barriga da minha filha. E isso nos causava muito sofrimento. No começo ficamos apreensivas quanto ao resultado, mas graças a esse tratamento não foi necessário uma cirurgia de enxerto de pele”.
O tratamento é desenvolvido há dois anos no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC), com participação de pesquisadores do Ceará, Pernambuco e Goiás. De acordo com os pesquisadores, a curativo com base em animais aquáticos é inédito no mundo.
O coordenador da pesquisa, médico Edmar Maciel, explica que além, da eficiência, a pele da Tilápia reduz os custos do atendimento. “Trata-se de um curativo biológico temporário com o objetivo de fechar a ferida evitando a contaminação de fora para dentro, a desidratação e as trocas diárias de curativos, que ocasionam desconforto e dor aos pacientes, e, em consequência reduz os custos do tratamento”. O procedimento é utilizado em queimaduras de 2º grau profundo e 3°grau.
Ainda de acordo com os pesquisadores, as primeiras etapas do estudo mostraram que a utilização clínica do pele da tilápia era propícia, tendo em vista as semelhanças do material com a pele humana, como grau de umidade, alta qualidade de colágeno e resistência.
Testes em animais terrestres também descartaram possíveis riscos de contaminação com a técnica que, de acordo com os realizadores, tem mais poder de cicatrização que os métodos convencionais e reduz a sensação de desconforto, dor, perda de líquido e ocorrência de infecção.

Fonte.

Planta amazônica pode ajudar doentes de Alzheimer a criar novos neurônios.

Alzheimer

Chamada de camapu, a planta amazônica tem o poder de produzir novos neurônios no hipocampo, sendo útil no tratamento de doentes de Alzheimer.

O caminho para um tratamento eficaz de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, pode estar bem mais perto do que você pensava. Uma substância encontrada no caule de uma planta amazônica poderá ser usada em medicamentos fitoterápicos para o combate ao Alzheimer.

A planta chamada camapu, encontrada nas regiões do interior do Pará e na periferia de Belém, é muito conhecida por sua atividade antiprotozoária e anti-inflamatória. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará descobriram que uma substância encontrada nessa planta tem o poder de estimular a produção de novos neurônios no hipocampo, região do cérebro associada à memória.

Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja novas conexões entre as células do cérebro, revertendo à perda da memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer.

Os cientistas também apostam que, ao usar o medicamento à base do camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão.

“Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível a um tempo atrás”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônicada da Universidade Federal do Pará.

Os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório; o próximo passo serão os testes clínicos e a viabilidade de produzir essa substância em larga escala. Hoje, sabe-se que uma das possibilidades de criar novos neurônios se dá através de exercícios para o cérebro.

Fonte.

Começa a ser testada vacina contra o vírus HIV na África do Sul

vacina_hiv

A África do Sul lançou um ensaio clínico inédito para testar uma vacina experimental contra a Aids, após 30 anos de pesquisas.

Denominado HVTN 702, o estudo acontecerá durante quatro anos e deve envolver mais de 5 mil voluntários, entre homens e mulheres com faixa etária entre 18 e 35 anos, em 15 locais distribuídos por todo o território sul-africano.

Para o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos, Anthony Fauci, “se [a vacina africana] for utilizada, ao mesmo tempo, que os métodos de prevenção com eficácia comprovada que já estamos usando, uma vacina segura e eficaz poderia ser o golpe de misericórdia contra o HIV. Até mesmo uma vacina moderadamente eficaz reduziria de forma significativa o peso da doença em países e populações muito infectadas”.

Fiocruz inicia testes em humanos da primeira vacina contra todos os tipos de dengue

Um bairro de 10 mil habitantes na Zona Oeste poderá ser o ponto de partida para uma revolução no combate a uma doença que castiga os brasileiros há mais de três décadas. A Fundação Oswaldo Cruz já iniciou o recrutamento de voluntários para participar do teste da vacina da dengue em humanos. O imunizador, que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com a Fiocruz Pernambuco, é composto pelo vírus vivo enfraquecido e feita para proteger contra os quatro tipos de dengue. Em sua terceira fase de testes clínicos em humanos, o intuito é comprovar a eficácia da vacina. Para isso, será selecionado um total de 17 mil voluntários de 13 cidades das cinco regiões do país. No Recife, 1,2 mil voluntários, entre dois e 59 anos, estão sendo recrutados no bairro de Engenho do Meio, escolhido em função da proximidade com o centro de pesquisas.

NOVEMBRO AZUL: PREVINA-SE CONTRA O CÂNCER DE PRÓSTATA

Campanha Novembro Azul

Depois de inúmeras ações para comemorar o Outubro Rosa, que chamou a atenção de mulheres para a prevenção do câncer de mama, o foco agora são os homens! No mês de novembro, todo o mundo se une em prol da Campanha Novembro Azul*, cujo objetivo é alertar a classe masculina sobre a importância do exame para detectar o câncer de próstata – glândula do sistema reprodutor que armazena os líquidos.
A Oncomed BH, clínica especializada na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, referência no estado de Minas, adere à causa do Novembro Azul e participa de forma ativa com ações de valorização e conscientização dos homens. Durante todo o mês, a fachada da clínica será iluminada por refletores com a cor azul, chamando a atenção de todos para a campanha. Além disso, vão fazer adesivos e distribuir bottons, no formato de bigode e na cor azul (que remete à origem da campanha) para todos os pacientes, médicos e colaboradores. Folhetos informativos serão distribuídos lembrando a importância da prevenção. Também farão uma apresentação da Trupe da Alegria, grupo de colaboradores da Oncomed BH que se dedicam a animar as sessões de medicação dos pacientes da clínica, com números artísticos, como contadores de histórias, shows musicais e brincadeiras.

Câncer de próstata: sintomas, tratamentos e causas

O que é Câncer de próstata?

É o tipo de câncer que ocorre na próstata: glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis.

Quanto mais avançado é um tumor mais mutações ocorrem, conferindo maior agressividade. Estas células se multiplicam mais velozmente que as células normais da próstata.

Estas células se multiplicam mais velozmente que as células normais da próstata. As células neoplásicas têm a capacidade de invadir os tecidos e se disseminam por órgãos distantes, seja por via linfática (comprometendo os gânglios) ou sanguínea (principalmente os ossos).

O câncer de próstata é um tumor que acomete homens maduros e pode ser curado quando ainda está localizado. Se identificado já em estádio avançado, o risco de sobrevida do paciente é muito menor. Portanto, o diagnóstico precoce é fundamental no controle e cura da doença. 

Ação busca reduzir casos de sífilis congênita no país

teste-sifilis

Doença aumentou entre os anos de 2014 e 2015. Governo organizou força-tarefa com 19 associações e conselhos de saúde.

Foi lançada nesta quinta-feira (20) uma ação de combate à sífilis congênita (passada da mãe para o bebê), cujo objetivo é aumentar a detecção da doença no início do pré-natal, encaminhando a paciente para o tratamento com penicilina. Uma carta foi assinada pelo Ministério da Saúde e 19 associações e conselhos de saúde.

Ministério da Saúde anuncia vacinação contra HPV para meninos

Desde 2014, vacina é oferecida para meninas de forma gradual. Vacina protege principalmente contra câncer de colo do útero nas meninas.

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (11), que a vacinação contra HPV será estendida para os meninos. A vacina contra o papilomavírus humano (HPV), que protege principalmente contra o câncer de colo do útero, já faz parte do Programa Nacional de Imunizações desde 2014, indicada para meninas de 9 a 13 anos.

A partir de janeiro 2017, meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina. A faixa etária será ampliada gradualmente até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de 9 a 13 anos. O esquema vacinal consistem em duas doses, com intervalo de seis meses.