Ação busca reduzir casos de sífilis congênita no país

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Doença aumentou entre os anos de 2014 e 2015. Governo organizou força-tarefa com 19 associações e conselhos de saúde.

Foi lançada nesta quinta-feira (20) uma ação de combate à sífilis congênita (passada da mãe para o bebê), cujo objetivo é aumentar a detecção da doença no início do pré-natal, encaminhando a paciente para o tratamento com penicilina. Uma carta foi assinada pelo Ministério da Saúde e 19 associações e conselhos de saúde.

A sífilis pode ser diagnosticada por meio de testes rápidos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Para as gestantes, o procedimento é pedido já na primeira consulta de pré-natal.

“Um grande desafio é o início precoce, já que culturalmente as mulheres tendem a procurar o médico apenas quando a barriga aparece, o que diminui as chances de cura da sífilis para a mãe e facilita a transmissão da doença para o bebê”, explica a diretora do Departamento de HIV, aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.

As ações deverão durar por pelo menos um ano. Além do incentivo ao pré-natal ainda no primeiro trimestre da gestação e da administração da penicilina benzatina, a campanha prevê uma ampliação do diagnóstico da doença e do tratamento para a gestante e o parceiro. O ministério diz que também deverá organizar ações para qualificação dos gestores e profissionais da saúde. Um manual para os médicos e funcionários do SUS foi lançado nesta quinta-feira.

Casos crescem
O Ministério informou que todos os tipos de sífilis – adulto, em gestantes e congênitas (em bebês) têm aumentado. Entre os anos de 2014 e 2015, os registros aumentaram 32,7%, 20,9% e 19%, respectivamente.

No ano passado, o número total de casos notificados de sífilis adquirida no Brasil foi de 65.878.  No mesmo período, a taxa de detecção foi de 42,7 casos por 100 mil habitantes e a maioria são em homens.

No ano de 2015, a taxa de detecção foi de 11,2 casos de sífilis em gestantes a cada 1.000 nascidos vivos, considerando o total de 33.365 casos da doença. Com relação à sífilis congênita, em bebês, no mesmo ano, foram notificados 19.228 casos da doença, uma taxa de incidência de 6,5 por 1.000 nascidos vivos.

 

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