Monthly Archives: junho 2014

Uso prolongado de antiácidos pode prejudicar a saúde e preocupa médicos

Pode haver má absorção de nutrientes, fraturas e infecções.

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O uso prolongado e em altas doses de antiácidos para combater a azia grave e a doença do refluxo pode causar a má absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, além de fraturas e infecções.

O abuso tem motivado a FDA (agência norte-americana de fármacos e alimentos) a fazer alertas sobre uma classe dessas drogas, os inibidores da bomba de prótons (IBPs), da qual fazem parte o omeprazol e o esomeprazol.

Os IBPs bloqueiam a produção de ácido no estômago, prevenindo complicações como úlceras. No Brasil, a venda desses remédios saltou de 23,13 milhões de unidades em 2010 para 51,41 milhões nos últimos 12 meses (até abril).

Só o omeprazol, no mercado desde 1990, respondeu por mais da metade do comércio (32,8 milhões), segundo dados do instituto IMS Health.

Outra situação vem chamando a atenção: a dependência que esses remédios podem causar. Estudos recentes mostram que quem começa a tomar os IBPs tem dificuldade para suspendê-los.

“Cria-se uma dependência. Tenho pacientes que usam por anos. Muitos dos que têm azia e doença do refluxo estão acima do peso e não conseguem emagrecer. Temem deixar de tomar o remédio e voltar a sentir a queimação”, diz o clínico geral Paulo Olzon, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Segundo o médico, o uso dos IBPs é uma maneira de as pessoas controlarem os sintomas incômodos, sem fazer mudanças difíceis no estilo de vida, como perder peso ou cortar os alimentos que causam a azia e o refluxo.

A má alimentação, a ansiedade e o uso de outros remédios são os principais fatores para o desenvolvimento desses quadros, segundo o médico Gustavo Gusso, professor de clínica geral da USP.
“É impressionante. Metade dos pacientes tem dispepsia [queimação]. Mas as verdadeiras causas não são discutidas. Eles tomam omeprazol, pantoprazol, e, por fim, esomeprazol por anos.”

Além do uso prolongado– o recomendado na bula é entre duas a oito semanas, dependendo do problema–, também há exagero da dose.

“Tem paciente usando muito mais que o necessário. Tomam 80 mg por dia, quando poderiam estar usando 20 mg ou um remédio mais simples”, diz Ary Nasi, gastroenterologista do Hospital das Clínicas e do Grupo Fleury.

RISCOS E BENEFÍCIOS

O corpo é “projetado” para ter ácido no estômago. Ele serve para decompor os alimentos, absorver nutrientes e matar bactérias.

Estudos demonstram que o uso abusivo dos IBPs interfere nesse processo, reduzindo a absorção de vitaminas e minerais, como cálcio, magnésio e vitamina B12.

Segundo a FDA, isso pode levar ao aumento do risco de fraturas ósseas e de diarreias causadas pela bactéria Clostridium difficile, que pode ser mais perigosa para idosos.

“Recomendamos que eles usem os IBPs pelo menor período de tempo possível. A exceção fica para quem tem hérnia [de hiato] volumosa ou muito refluxo, que pode precisar de uso mais longo”, diz o geriatra Rubens Fraga.

A questão é que, apesar da profusão de estudos, não há sólida evidência científica de que os IBPs causem problemas graves, segundo o cardiologista Luís Cláudio Correia, especialista em medicina baseada em evidência.

Alguns estudos demonstraram, por exemplo, que omeprazol em conjunto com o anticoagulante clopidogrel poderia enfraquecer o efeito protetor do último.

“Mas um grande ensaio clínico recente demonstrou que o omeprazol não aumenta eventos cardiovasculares em pacientes que fazem uso de clopidogrel”, diz Correia.

Já a diminuição da absorção de vitaminas, como a B12, está bem documentada, segundo o médico Ricardo Cypreste, especialista clínico do BMJ (British Medical Journal) no Brasil. A falta dessa vitamina está associada a mais riscos de demência.

Estudo da operadora norte-americana Kaiser Permanente acompanhou 200 mil pessoas por 14 anos e mostrou que aquelas que tinham consumo contínuo (dois anos ou mais) de 40 mg de omeprazol por dia apresentaram 65% mais chances de ter níveis baixos da vitamina B12.

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Claudia Colucci – Folha de S. Paulo

Medicamento contra câncer de pulmão da Pfizer supera quimio, diz estudo.

O medicamento Xalkori da Pfizer retardou o avanço do câncer de pulmão mais do que a quimioterapia em pacientes que nunca haviam recebido tratamento contra a doença, de acordo com resultados de um estudo de fase final divulgado na terça-feira.

O medicamento, que recebeu a aprovação nos Estados Unidos em 2011 para pacientes com câncer de pulmão que têm uma mutação genética específica, havia mostrado em um estudo de fase 3 anterior que atrasou significativamente a progressão da doença entre aqueles que já passaram por quimioterapia para câncer de pulmão de células não-pequenas, a forma mais comum da doença.

A Pfizer disse que os resultados favoráveis do último ensaio, em conjunto com os do estudo anterior, estabelecem que o Xalkori é apropriado para uso de primeira linha, bem como o uso de segunda linha, ou seja, para os pacientes que receberão o tratamento inicial, bem como para aqueles que já passaram por quimioterapia.

A droga é utilizada em pacientes que tenham uma mutação no gene chamado de ALK, conforme determinado por um teste de diagnóstico aprovado. A mutação ocorre apenas em uma pequena porcentagem de pacientes com câncer de pulmão, mas os torna candidatos para o tratamento com Xalkori.

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Fonte: http://extra.globo.com/noticias/mundo/medicamento-contra-cancer-de-pulmao-da-pfizer-supera-quimio-diz-estudo-11981798.html

Estudo aponta risco de câncer em uso excessivo de telefone celular

Estudo aponta risco de câncer em uso excessivo de telefone celular

Pesquisadores afirmam que ondas eletromagnéticas dos aparelhos alteram as células do cérebro

Rio – Falar muito no telefone celular pode causar câncer cerebral, segundo pesquisa da Universidade de Bordeaux, na França. Os cientistas definiram como usuários ‘excessivos’ do aparelho aqueles que o utilizam por mais de 15 horas por semana, o que equivale a 30 minutos ao dia. Estas pessoas correm mais risco de desenvolver tumores, se comparadas aos usuários eventuais.

São no cérebro os tumores que poderiam ser causados por celulares

Foto:  Divulgação

 

As ondas eletromagnéticas emitidas pelos telefones são apontadas como as responsáveis pelo problema. “A teoria defende que essas ondas produzidas pelos smartphones podem mudar as estruturas das células, causando o câncer,” explica o oncologista da Clínica São Carlos, José Luiz Affonso Fuser Júnior. Os pesquisadores franceses afirmam ainda que há dois tipos de tumores que podem ser associados ao uso excessivo da ferramenta: o glioma e o meningioma.

De acordo com Fuser, o primeiro é mais agressivo, pode levar à morte e é mais comum. Já o segundo apresenta mais chances de cura. Ele lembra, ainda, que esse tipo de onda, a radiofrequência, também é emitida por outros equipamentos, como computadores conectados à internet e o forno de microondas. O médico aconselha o uso moderado, já que os riscos não são conhecidos.

De acordo com o neurologista e coordenador do HCor Neuro, Antônio DeSalles, as pesquisas feitas até agora ainda não comprovam totalmente que os celulares fazem mal ao cérebro, mas levantam hipóteses. “Eles dizem que os índices de câncer cerebral aumentaram nos últimos anos, mas por outro lado os diagnósticos também cresceram,” diz o neurologista.

O estudo, publicado na revista especializada ‘Occupational & Environmental Medicine’, analisou 253 casos de glioma e 194 de meningioma, entre 2004 e 2006. Esses pacientes foram comparados com 892 pessoas saudáveis.

Os principais sintomas do câncer cerebral são perdas de funções motoras e sensibilidade, dores de cabeça e convulsões. O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico. Mas sessões de quimio e radioterapia também são aplicadas.

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http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2014-05-15/estudo-aponta-risco-de-cancer-em-uso-excessivo-de-telefone-celular.html

Novo método detecta início de câncer de pulmão

Tipo de tumor é assintomático, o que diminui chances de cura. Tomografias em série, com baixa radiação, podem salvar vidas

Rio – Pesquisa inédita que detecta câncer de pulmão em fase inicial está ajudando a salvar vidas de pacientes com potencial para desenvolver a doença. Realizado do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o estudo analisa 300 voluntários.

De acordo com Ricardo Sales dos Santos, coordenador do projeto, os pacientes selecionados são submetidos a tomografias com frequência para detectar alterações pulmonares. A radiação do exame, lembra o especialista, é de quatro a sete vezes menor do que o normal para não expor o paciente a riscos de câncer.

Segundo o médico, a escolha por investigar tumores no pulmão ocorreu, porque, normalmente, eles são assintomáticos. “A doença costuma se manifestar já na forma avançada, quando as chances de cura são de 30%. No início, esta taxa chega a 90%”, disse.

O critério de seleção para a pesquisa, financiada com recursos do SUS, é fumar um maço de cigarro por dia durante 30 anos ou dois maços durante 15 anos (o produto do número de maços e de anos deve dar 30).

Desde janeiro deste ano, quando a análise começou, dois pacientes já tiveram tumores pulmonares retirados. Cerca de 50% apresentaram alterações no órgão. Quando isso acontece, a tomografia é repetida com intervalos de três a seis meses e exames complementares podem ser solicitados. Quando a pesquisa for concluída, em 2016, os dados serão repassados ao Ministério da Saúde.

Cresce oferta de tratamento

O Ministério da Saúde anunciou ontem a ampliação do serviço de radioterapia no país. O Rio de Janeiro receberá quatro aceleradores lineares (dois para a capital, um para Teresópolis e outro para Vassouras) dos 80 que serão distribuídos entre 22 estados e o Distrito Federal. A expectativa é que 170 mil novas sessões de radioterapia sejam realizadas por ano.

Os equipamentos são usados no tratamento do câncer e serão instalados no Hospital do Andaraí, Hospital São José, Hospital Universitário Severino Sombra e no Hospital dos Servidores.

Em 90% dos casos, doença está relacionada ao tabaco e derivados

O câncer de pulmão é o o mais comum entre todos os tumores, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer. Em 90% dos casos a doença está relacionada ao uso de derivados de tabaco. De acordo com Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Albert Einsten, o índice de letalidade é alto, devido ao diagnóstico tardio. “Mesmo quando considerávamos o diagnóstico precoce, o paciente não resistia após um ano da doença. Não podemos esperar os sintomas aparecerem.”

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Câncer de pulmão pode ter novo tratamento

Medicação testada nos EUA reduziu os tumores dos nove voluntários. Pesquisa é liderada por brasileiro

Rio – Pacientes com câncer de pulmão podem ter uma segunda chance de cura. Nova medicação usada em nove voluntários de uma pesquisa nos Estados Unidos, liderado por médico brasileiro, conseguiu reduzir o tamanho dos tumores de todos os participantes e fez desaparecer completamente o câncer em um deles.                                            Foi o caso de uma senhora de 66 anos que já apontava sinais de metástase. Como resposta ao sorafenibe, medicamento usado no estudo, o tumor sumiu totalmente em apenas dois meses, e não voltou a evoluir por cinco anos.

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“Isso chamou a atenção de toda a equipe. O impacto para a paciente e família foi tanto que eles decidiram fazer uma enorme doação voluntária para o centro de pesquisa”, contou Luiz Araújo, autor da pesquisa e médico do Grupo COI.

O estudo selecionou pacientes com câncer de pulmão que apresentassem resistência à quimioterapia e que, ao mesmo tempo, respondessem bem ao sorafenibe, medicação até então indicada somente para outros tipos de câncer. A intenção era descobrir o tipo de gene causador de câncer (oncogene) que respondia bem ao sorafenibe.

“A quimioterapia, por ser um tratamento não especializado e não atuar no funcionamento específico de cada mutação de câncer, em 60% dos casos não atende às necessidades de quem tem câncer de pulmão. Foi o caso desses participantes”, ressaltou Luiz Araújo.

Para atingir as células malignas em suas características únicas, e assim, aumentar a eficácia das medicações, especialistas estudam diferentes tipos de oncogenes e usam remédios específicos para tratá-los. A estratégia é chamada de Terapia Alvo-molecular. Apesar das boas expectativas, a completa extinção do tumor não era esperada.

“A novidade foi recebida com muito entusiasmo por outros pesquisadores. Agora, inúmeros pacientes poderão ter soluções individualizadas e mais eficazes de tratamento futuramente”, projetou o especialista.

Cura pode estar no próprio corpo

Um outro trabalho na área de oncologia mostrou que a cura do câncer pode estar dentro do próprio corpo. A alternativa estudada pelos especialistas consiste no fortalecimento do sistema imunológico para o combate da doença.

“Cientistas descobriram que o câncer ‘cega’ as células do sistema imune e mantém esse ciclo indefinidamente, impedindo o corpo de lutar contra o câncer”, comentou Mauro Zukin, diretor técnico do Grupo COI.

Os pesquisadores que apresentaram a hipótese no congresso da Sociedade Norte Americana de Oncologia Clínica (ASCO) deste ano perceberam que, ao interromper a relação entre proteína ligada ao sistema imunológico (PD-1) e a proteína do tumor (PDl-1), seria possível ‘retirar a venda’ do sistema imune, capacitando-o para o combate das células malignas.

Se os testes forem adiante, será possível dispensar o uso de medicações nocivas, como as do coquetel da quimioterapia. “Já existem drogas que funcionam dessa forma e com resultados maravilhosos”, comentou.

Doenças que estão por trás do cansaço

O cansaço nem sempre é resultado do estresse ou excesso de trabalho. Ele pode ser também sintoma de algum distúrbio do organismo. Conheça oito doenças relacionadas à fadiga

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Cansaço e desânimo costumam estar relacionados à rotina de quem passa horas presa no trânsito todos os dias ou tem de dar conta de várias tarefas ao mesmo tempo, culminando em esgotamento físico e mental. Mas, se você se sente exausta logo depois de acordar, observe-se. Isso pode significar doença à vista.

Tire suas dúvidas sobre a tireoide

Entenda como funciona a tireoide e o que essa glândula pode causar se estiver desregulada

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Como ela é?

Localizada na base do pescoço, a tireoide tem formato de borboleta e pesa cerca de 13 gramas. É uma das principais glândulas do corpo, responsável por supervisionar diversos processos, como o funcionamento dos órgãos e o metabolismo. Muitos problemas, como ganho rápido de peso, queda de cabelo, intestino desregulado e até depressão podem estar associados a disfunções da tireoide. Sua ação se dá pelos hormônios T3 e T4, produzidos depois que outro hormônio, o TSH, gerado na hipófise (região do cérebro), manda uma mensagem. Qualquer problema nesse processo pode causar doenças como hipertireoidismo e hipotireodismo.

Hipertireoidismo

Mais comum em mulheres de 20 a 40 anos, trata-se do aumento da quantidade de hormônios tireoidianos. É provocado, principalmente, pela doença de graves, enfermidade autoimune que se desenvolve de repente e faz com que o corpo estimule o crescimento da glândula. Outras possíveis causas são o uso excessivo de remédios com grande quantidade de iodo e a ativação de um ou mais nódulos da tireoide.

Principais sintomas: agitação, perda muito rápida de peso, tremores, insônia, excesso de transpiração, irritabilidade, aumento do batimento cardíaco.

Tratamento: depende da idade, causa e intensidade. Por isso, um médico deve ser consultado. Há remédios que diminuem os níveis hormonais. Em algumas situações, recomenda-se usar iodo radioativo (consumido em forma líquida ou em cápsula) para destruir células que produzem T3 e T4. Também existe uma cirurgia para remoção de parte da glândula.

Hipotireoidismo

É a queda na quantidade de T3 e T4, que atinge mais mulheres acima dos 40 anos. Aparece devido a uma doença congênita (adquirida durante a formação do feto), inflamação, após uma cirurgia de tireoide ou por falta de iodo. Em geral, tem origem genética: parentes de portadores devem procurar o médico.

Principais sintomas: lentidão, cansaço, pele seca, ganho de peso, sonolência, depressão, sensação de frio.

Tratamento: na maioria dos casos, o paciente deve tomar comprimidos para o resto da vida. Os sintomas costumam sumir em pouco tempo.

Nódulo tiroidiano

Normalmente tem origem genética e ataca, principalmente, mulheres com mais de 40 anos. O nódulo pode ser benigno ou, em cerca de 5% dos casos, maligno. Quando isso acontece, deve ser retirado por meio de cirurgia.

Prevenção

Ao apalpar a região do pescoço, você pode fazer um autoexame, mas ele só detecta alterações muito avançadas de hipertireoidismo. Por isso, é essencial procurar um médico endocrinologista caso tenha algum dos sintomas. Assim, ele pedirá exames e terá certeza em relação a qualquer problema.

 

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Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/prevencao-trata/tire-suas-duvidas-tireoide-651025.shtml

Gengibre: conheça 5 benefícios do alimento.

A raiz de sabor forte combate o mau hálito, além de ajudar na digestão e na dieta, já que favorece a queima das gordurinhas.

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1. Evita o bafo
O gengibre tem ação antibacteriana, o que colabora para manter o hálito saudável. “O melhor é chupar pastilhas de gengibre, que devem ficar por alguns segundos na boca para fazer efeito”, diz a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

2. Facilita a digestão
Segundo Marcella, vários estudos comprovam que a raiz também é eficaz para evitar e tratar náuseas, vômitos e gases. “Seu efeito é direto no trato gastrointestinal”, afirma.

3. Protege contra gripes e resfriados
Os óleos essenciais de gengibre ainda têm propriedades anti-inflamatórias, antibióticas, antivirais e estimulam o sistema imunológico. Vai um chazinho aí?

4. Contribui para o emagrecimento
gengibre possui gingerol, uma substância que acelera o metabolismo e, com isso, favorece a queima das gordurinhas.

5. Afasta as rugas
Da mesma forma que age contra gripes e resfriados, seu poder antioxidante também combate os radicais livres e o envelhecimento precoce da pele. Que beleza!

 Preste atenção!

Segundo a nutróloga da Abran, quem tem problemas de coagulação do sangue e diabetes deve ficar atento ao consumo excessivo de gengibre, pois ele tem ação anticoagulante e também diminui os níveis de glicose no sangue. Assim, se você já toma remédio para tratar esses problemas, o melhor é ter cuidado ao consumir a raiz.

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http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/alimenta-saude/gengibre-conheca-5-beneficios-alimento-786326.shtml

Chikungunya: conheça esse vírus e saiba por que ele é uma ameaça.

Ele já causou estragos na África, na Ásia e na América Central. Recentemente, foram confirmados seis casos em São Paulo. Entenda por que você deve ficar alerta.

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O que é Chikungunya?

Trata-se de um vírus transmitido por dois mosquitos: o Aedes aegypt (transmissor da dengue) e o Aedes albopictus, espécie existente no Brasil, mas que, ao contrário do seu primo, prefere viver nas áreas de floresta. O Chikungunya foi identificado na década de 1950, na África, porém nos últimos anos vem se espalhando para outros continentes, como Ásia, Europa e, mais recentemente, Américas do norte e central.

Por que ele preocupa

No dia 9 de junho de 2014, a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo identificou seis casos importados de infecção pelo Chikungunya. Os pacientes são soldados do exército brasileiro que retornaram do Haiti no dia 5 do mesmo mês. O episódio serviu de alerta para autoridades em saúde pública, já que existe a probabilidade de o vírus se espalhar por aqui. “Como temos um fluxo considerável de pessoas vindo para o Brasil, o risco de uma epidemia é maior”, analisa a infectologista Cristiane Lamas, diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia. Para complicar, temos um número considerável de mosquitos que podem transmitir o vírus.

Além de tudo isso, o histórico do mosquito é alarmante. Em todos os lugares por onde o Chikungunya passou, ele infectou um número muito grande de pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2005, o sudeste asiático registrou quase 2 milhões de casos de infecção pelo vírus. Na Europa, os primeiros registros de transmissão desse agente infeccioso ocorreram em 2007 e, desde então, foram 197 vítimas confirmadas. Já na América central – região que, atualmente, passa por um surto da doença – 4 576 casos foram confirmados entre 2013 e 2014, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde.

Sintomas e tratamento

Os sintomas são muito semelhantes aos da dengue: febre, dores musculares, náusea e manchas vermelhas pelo corpo. No entanto, o que mais chama a atenção num quadro de Chikungunya são as dores nas articulações, que podem persistir por dias ou semanas a fio. “Não é difícil um indivíduo ser diagnosticado com o vírus num reumatologista”, conta Ivo Castelo Branco, coordenador do núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará. Por isso, se tiver febre e permanecer com dores articulares por muito tempo, visite um médico.

Os sinais costumam aparecer entre quatro e oito dias após a picada. E se o mosquito tiver contato com a pessoa doente nos primeiros cinco dias depois do surgimento dos sintomas, ele contrai o vírus e passa a infectar mais gente.

Não existe um tratamento específico para o Chikungunya. Assim como na dengue, a solução é combater a febre e as dores.

Recomendações

A principal medida preventiva contra o Chikungunya é evitar viajar aos locais onde há epidemia. Se não tiver jeito, lance mão de repelentes; use calças e blusas de mangas compridas, que diminuem a área de exposição da pele, e dê preferência a quartos de hotel com aquelas telas que impedem a entrada de mosquitos.

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Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/prevencao-trata/chikungunya-conheca-esse-virus-saiba-ele-ameaca-786394.shtml

Chá verde contra o câncer

Cha verde

Há muito tempo se conhecem os benefícios do chá verde, incluindo a proteção contra o câncer e até a destruição direta de tumores na pele.

Por isso, os cientistas têm-se esforçado para tentar desvendar os mecanismos fisiológicos pelos quais o chá verde e seus extratos atuam na redução do risco de câncer ou retardando o crescimento das células cancerosas.

Wai-Nang Lee, do Instituto de Pesquisas Biomédicas de Los Angeles (EUA), afirma agora ter encontrado uma explicação que, segundo ele, pode abrir uma nova área de pesquisas contra o câncer.

“Esta é uma maneira inteiramente nova de olhar para o metabolismo,” disse o Dr. Lee. “Não é mais um caso de glicose que entra e energia que sai. Agora nós entendemos como o metabolismo das células de câncer pode ser interrompido, e podemos estudar como usar esse conhecimento para tentar alterar o curso do câncer ou prevenir o câncer.”

Controle metabólico

A equipe descobriu como o EGCG (epigalocatequina galato), o componente biológico ativo do chá verde, altera o metabolismo das células cancerosas.

O mecanismo opera através da supressão da expressão de uma enzima que já se sabia estar associada com o câncer, chamada LDHA.

Ainda mais importante, os experimentos revelaram um inibidor da enzima, o oxamato, que é conhecido por reduzir a atividade da LDHA, operando da mesma maneira: ele também destrói o sistema metabólico das células de câncer – o estudo em tumores do câncer do pâncreas.

“Ao explicar como o componente ativo do chá verde pode prevenir o câncer, este estudo irá abrir as portas para toda uma nova área de investigação do câncer e nos ajudar a compreender como outros alimentos podem prevenir ou retardar o crescimento de células cancerosas,” completou Lee.

Fonte: Diário da Saúde.

FDA aprova medicamento para tratamento da tuberculose multirresistente

 

 

 

Sirturo

2013_01_07_radiografiaO órgão americano responsável pelo controle de alimentos e produtos medicinais, o FDA (Food and Drug Administration), aprovou um medicamento pioneiro para o tratamento da tuberculose multirresistente. O Sirturo® (bedaquilina) vai ser incluído como parte do coquetel de fármacos utilizados em adultos e a ação esperada do medicamento é que ele iniba que uma enzima necessária para que a bactéria se replique e se espalhe pelo corpo. Seu uso, entretanto, traz riscos de morte ao paciente e sua utilização deve ser restrita aos pacientes que não reagem positivamente ao outros tipos de tratamento.

A tuberculose multirresistente, ou MDR-TB, é uma doença fatal que afeta cerca de 630 mil pessoas em todo o mundo e que não pode ser curada com as terapias já existentes. Ele tem se espalhado principalmente entre a população de países pobres.

Entre os efeitos adversos, a droga pode causar náusea, dor de cabeça e dores nas articulações e ainda afetar a atividade elétrica do coração, provocando um ritmo cardíaco anormal e potencialmente fatal. A Janssen Therapeutics, fabricante do medicamento, vai fornecer materiais educativos para ajudar na melhor utilização dele.Os riscos potenciais da medicação incluem um aumento do risco de morte, o que levantou preocupações entre alguns membros do FDA. A agência vai exigir que seja colocado um aviso em destaque, informando os consumidores que as estatísticas indicam que os pacientes que tomaram o Sirturo mostraram um aumento das taxas de mortes em ensaios clínicos. Cerca de 11,4% dos pacientes que usaram a medicação morreram durante os ensaios clínicos, em comparação com 2,5% que receberam placebo.

O FDA concedeu a aprovação do Sirturo de forma acelerada. Este é um tipo de aprovação temporária liberada para doenças que não têm opções viáveis de tratamento. A aprovação foi baseada em dados de dois estudos nos quais os doentes no grupo de tratamento apresentaram 77,6% de sucesso terapêutico após 24 semanas, em comparação com 57,6% dos indivíduos no grupo de placeboPara o diretor do Escritório de Produtos Antimicrobianos do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas do FDA, Edward Cox, devido à grave ameaça à saúde em todo mundo que é a tuberculose multirresistente, o Sirturo® surge como um tratamento bastante necessário a quem não tem outras opções terapêuticas disponíveis. “No entanto, por conta das ameaças à saúde que a droga causa, os médicos devem usá-la apenas em pacientes que não possuem alternativa medicamentosa”, afirma Edward Cox.

Somente em 2011, cerca de 9 milhões de pessoas foram infectadas pela bactéria no mundo, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês). No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 71.337 novos casos da doença em 2011. Em 2010, 4.600 pessoas morreram devido à doença no país.

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Fonte: CRF-SP

Novidades para tratamento do diabetes são apresentados.

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Qualquer pessoa que tem uma doença crônica sonha um dia ouvir a notícia de que pesquisadores descobriram a cura para o seu problema. No caso do diabetes, essa realidade ainda está distante, mas enquanto não chega a esperança do paciente se renova cada vez que a indústria farmacêutica lança produtos capazes de facilitar o tratamento e melhorar a qualidade de vida. No último Fórum Internacional de Diabetes, realizado recentemente pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) em parceria com a IDF (Federação Internacional de Diabetes) e a Associação Latino-Americana de Diabetes, em Foz do Iguaçu, foram apresentados medicamentos e tecnologias que prometem controlar a glicemia de forma mais eficaz e com menos efeitos colaterais.

Entre as novidades estão medicamentos que estimulam a perda de açúcar pela urina, insulina com efeito de mais de 40 horas, remédio que alia controle glicêmico com redução de apetite, bomba de insulina inteligente que para de funcionar em caso de hipoglicemia e medidor de glicemia que “conversa” com Iphone e Ipod Touch e envia dados do paciente para o e-mail do médico.

Para o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da SBD, “é inegável que os lançamentos deste setor contribuem para melhorar o controle da glicemia, mas é preciso saber usá-los”.

— Não adianta o melhor remédio do mundo se a pessoa não sabe usar o recurso do jeito correto. Por isso, reforço que a educação em diabetes é fundamental. Além disso, não basta só medicamento para tratar a doença. Exercício físico, alimentação balanceada e acompanhamento médico são primordiais para o bom controle da glicemia e a prevenção de complicações.

“Nada deve ser proibido, nem mesmo o açúcar”, alertam médicos sobre diabetes

O diabetes atinge mais de 383 milhões de pessoas no mundo e até 2035 a previsão é que esse número chegue a 592 milhões. O Brasil ocupa a 4ª posição do ranking, com 11,9 milhões de diabéticos, perdendo apenas para China, Índia e Estados Unidos, segundo o mais recente relatório divulgado no ano passado pela IDF.

Diabetes: má alimentação e estilo de vida são vilões da doença

Para tratar o diabetes tipo 2, que representa 90% dos casos da doença entre os brasileiros, a indústria farmacêutica Sanofi-Aventis lançou o Lyxumia (lixisenatida). O medicamento promete aumentar o tempo de esvaziamento gástrico, ou seja, mantém a comida por mais tempo no estômago, conforme explica o endocrinologista João Eduardo Salles, professor titular de endocrinologia da Santa Casa de São Paulo e diretor da SBD.

— O medicamento age de forma semelhante a uma substância natural do organismo chamada GLP-1, que está associada à produção de insulina. Quanto mais tempo a comida fica no estômago, mais lenta é a elevação da glicemia. Além disso, por conta desse mecanismo o paciente ainda se beneficia com a redução do apetite e do peso.

Dieta do diabetes: comer pouco, de tudo e várias vezes por dia

O medicamento já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas só deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. Outra novidade para os diabéticos tipo 2 é o Forxiga (dapagliflozina) — remédio que atua no rim e estimula a perda de açúcar e sódio pela urina e, consequentemente, reduz o peso e a pressão arterial.

Diabético, José Loreto dribla doença e busca superação no esporte

Segundo o laboratório AstraZeneca, que produz o medicamento, o Forxiga pode ser usado em qualquer fase da doença como monoterapia ou combinado com a insulina. O medicamento é de uso oral e deve ser administrado uma vez ao dia. Já disponível no mercado brasileiro, uma caixa com 30 comprimidos custa em torno de R$ 130.

Com tantas classes de medicamentos, o endocrinologista Luiz Turatti, vice-presidente da SBD, reforça que o tratamento do diabetes deve ser individualizado e combinar mais de uma droga.

— Hoje em dia, tratar diabetes com um único remédio funciona cada vez menos. A tendência é combinar dois ou mais medicamentos e, claro, conhecer o perfil do paciente. Tratar uma pessoa de 45 anos e um idoso de 70 é completamente diferente.

Novas armas contra o diabetes tipo 1

O laboratório Novo Nordisk apresentou a primeira insulina de ação ultraprolongada com efeito de 42 horas. Chamada de tresiba, a grande vantagem do medicamento é que o paciente não precisa fazer a aplicação sempre no mesmo horário, explica a gerente médica de diabetes do laboratório, Mariana Narbot.

— A insulina garante cobertura de 24 horas de forma homogênea, causando menos hipoglicemia noturna. Apesar de agir por mais de 40 horas, a aplicação deve ser diária, com intervalo mínimo de oito horas.

A insulina foi liberada pela Anvisa em fevereiro deste ano e está em fase de aprovação de preço para a comercialização. A previsão é que ela esteja nas farmácias de todo o País no segundo semestre.

Para aqueles que usam bombas de insulina, a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. O diferencial é que o aparelho interrompe o fornecimento de insulina caso o paciente apresente hipoglicemia (níveis de açúcar no sangue muito baixos). A bomba já tem autorização da Anvisa para ser vendida no País.

Mesmo com tantos lançamentos, o presidente da SBD alerta que o número de portadores da doença só aumenta no Brasil e no mundo, especialmente por causa do excesso de peso, sedentarismo e má qualidade da alimentação.

— Sou fã da tecnologia e sabemos que os novos medicamentos mudam paradigmas e permitem um controle melhor, mas infelizmente não são acessíveis a todos. Para combater a doença, acredito em informação, conscientização e educação.

— Temos todas as armas para combater o diabetes, mas o governo não está preocupado com a doença. Na rede pública, as medicações são antigas, sem falar na falta de conscientização do paciente, médicos e familiares.

Salles acrescenta que não há políticas públicas efetivas para a redução da obesidade, principal causa do diabetes tipo 2, e nem ações que mostrem a importância da prevenção.

— Em um País que ainda tem dengue e doença infectocontagiosa, fica difícil combater o diabetes, que é uma doença silenciosa e traiçoeira. É preciso tirar da cabeça da população que só é diabético quem come doce.

Medidor de glicemia que “conversa” com o Iphone

O tratamento do diabetes exige a constante monitorização da glicemia — aquela picadinha diária no dedo que fornece uma gota de sangue para o paciente medir a quantidade de glicose naquele momento. A novidade neste setor são dois monitores fabricados pela Sanofi-Aventis: IBGStar™ (foto acima) e BG Star. O primeiro lembra um pen drive e é compatível com o iPhone e o iPod Touch, ou seja, o paciente mede a glicemia e compartilha os dados com o médico via e-mail. Já o BG Star é um aparelho comum, igual aos já disponíveis no mercado brasileiro.

Segundo o laboratório, ambos devem chegar às prateleiras das farmácias entre junho e julho deste ano. O IBGStar será comercializado por cerca de R$ 250 e o BG Star custará bem menos, R$ 80.

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Fonte: R7

Leia mais: Novidades para tratamento do Diabetes são apresentados – PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/1634-novidades-para-tratamento-do-diabetes-sao-apresentados.html#ixzz34QKD7WG3

Processo de reparo de DNA explica doença rara da pele

Quando seu DNA sofre uma lesão, ele se repara, e o bom funcionamento deste processo é essencial.

 dna

Alguns vermes vão além, e se “autoconsertam” indefinidamente, eventualmente alcançando uma “imortalidade prática”.

No homem há preocupações mais prementes, como salvar as vidas de pessoas que poderiam naturalmente viver mais, ou melhorar o nível de vida de muitas outras.

A equipe do professor Carlos Menck, da USP, por exemplo, está estudando a relação entre os danos no DNA e o xeroderma pigmentoso.

A doença consiste em uma deficiência na capacidade do organismo em reparar lesões causadas pelos raios ultravioleta à pele dos pacientes, aumentando a probabilidade de ocorrência de câncer de pele.

A condição, apesar de grave, é rara. “Uma a cada 200 mil pessoas sofre dessa doença”, conta o pesquisador.

Mutações genéticas

Para exemplificar a diferença fundamental do funcionamento dos mecanismos entre quem tem e quem não tem xerodermia, o professor dá um exemplo comum de lesão de DNA.

“Quando se vai pra praia, a pele se queima porque o sol está lesando o DNA, então as células da epiderme morrem e a pele começa a descascar,” descreve. “Já em pacientes com xerodermia, as lesões não são reparadas,” explica.

Buscando compreender o funcionamento do mecanismo nestes últimos, o grupo utiliza algumas amostras de pacientes brasileiros, trabalho que a equipe desenvolve há cerca de sete anos, quando foi descoberta em Goiás uma comunidade isolada com cerca de 20 pessoas sofrendo da doença.

De acordo com o professor, através as pesquisas já identificaram quatro mutações genéticas em três famílias de pacientes – passo importante para tentar compreender o motivo que leva o portador desta condição a ter mais probabilidade de desenvolver um câncer. “Nós acreditamos que já temos parte da resposta”, avalia.

Lesões à pele causadas pelo sol

O grupo de pesquisadores desenvolveu um equipamento capaz de determinar o nível das lesões causadas pela exposição ao sol e buscar preveni-las.

“É possível medir a capacidade de proteger as células do sol e aplicar isso em um filtro solar”, explica o pesquisador, que já realizou o pedido de patente para a descoberta.

Ele ressalva, porém, que esse será um trabalho com resultados para médio  e longo prazo, mas está em curso.

Um dos maiores avanços alcançados pelo grupo do professor Menck para o tratamento de pacientes com xerodermia pigmentosa foi a criação de um vetor para tratamento gênico, mas ele ainda enfrenta problemas.

“O vetor funciona muito bem, mas apenas uma vez”, descreve. “Por ser viral, o sistema imunológico só deixa que ele tenha efeito por cerca de dois meses”.

Envelhecimento precoce

Outra condição enfrentada por alguns pacientes com xerodermia pigmentosa é o envelhecimento precoce e a neurodegeneração. “Alguns pacientes chegam a morrer antes de completar 10 anos”, conta o docente.

A partir do estudo da condição destes pacientes, ele busca compreender e retardar o envelhecimento humano. “Atualmente já está estabelecido que isso é ligado ao fato de haver mais ou menos lesões no DNA”, esclarece.

Apesar do foco da pesquisa de Carlos Menck serem as células humanas, o pesquisador também realiza diversos estudos com bactérias, buscando entender melhor o funcionamento dos mecanismos de reparo do DNA.

“Nós temos genes parecidos justamente com os genes de bactérias que servem para a manutenção da estrutura da molécula do DNA”, explica.

Quimioterapia mais suave

Em outra linha de pesquisa, o professor estuda casos de câncer gerados por lesões do DNA – o que pode acontecer de várias formas. “O fumo, por exemplo, lesa o DNA e causa câncer”, conta o professor, explicando que origem desses tumores não são as lesões em si, mas sim a falta de reparo delas: “o reparo de DNA é o que nos protege do câncer”.

O professor adverte que o reparo de DNA nem sempre é algo favorável ao paciente que já apresenta câncer, como no caso dos efeitos colaterais derivados do uso de quimioterápicos.

“A medicação lesa o DNA e causa a morte das células cancerosas, mas elas não lesam apenas o DNA das células cancerosas, como também de outras células, causando problemas”, explica.

Neste caso, o reparo de DNA joga contra o paciente: “o reparo de DNA protege as células cancerígenas das lesões causadas pela medicação, então são necessárias altas doses de quimioterápicos para matar as células”.

Para minimizar esses problemas, busca-se inibir especificamente no tumor o sistema de reparo de DNA, o que despenderia menos medicação, diminuindo assim as lesões causadas pelos quimioterápicos.

A pesquisa encontra-se em fase pré-clínica, ainda sem a realização de testes – o professor, contudo, se mostra confiante: “os avanços são lentos, mas nós estamos caminhando”.

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Fonte: Diário da Saúde

Estudo pretende prevenir o Alzheimer antes dos 40 anos

Uma forma de prevenir o Alzheimer está sendo desenvolvida e pode surgir através de vacina. Segundo o professor de neuropatologia, James Nicoll, da Universidade de Southampton, a vacina é feita a partir da mesma proteína beta-amilóide, encontrada no cérebro de quem possui a doença e deveria ser aplicada em pessoas abaixo dos 40 anos, antes de exibirem qualquer sintoma. Pessoas com idade entre 40 e 50 anos também poderiam ser vacinadas caso não apresentassem nenhum sintoma.

Em palestra em Cheltenham, cidade inglesa, o pesquisador afirma que não se pode prever os efeitos da vacinação.

— É possível que o acúmulo de beta-amilóide cause uma cascata de coisas que você não pode reverter. Mas poderíamos vacinar antes que a doença comece a se apresentar? Para mim, essa é a pergunta mais interessante e emocionante. Pode ser um prevenção, em primeiro lugar.

Um estudo realizado na Universidade de Columbia está atualmente testando a teoria sobre uma família que é geneticamente predisposta à doença de Alzheimer mas seu resultado demorará décadas para provar se a vacina é eficaz.

Somente na Grã-Bretanha, onde o estudo é realizado, cerca de 800 mil pessoas possuem a doença o que impacta em £ 23 bilhões a economia

Em outra pesquisa, o professor de psiquiatria biológica da Universidade de Southampton, Clive Holmes, alertou que o Alzheimer pode ser causado e agravado por infecções comuns, como a gripe.

 Fonte: O Globo

O risco de ter câncer de pulmão aumenta 25% por mutação genética

Uma mutação genética aumenta o risco de desenvolver câncer de pulmão, especialmente em pessoas fumantes, que podem ter até 25% mais chances de adoecer se forem portadoras desse gene, informa neste domingo (1) a revista “Nature Genetics”.

Um em cada quatro fumantes com essa mutação genética, que é encontrada em 2% da população, desenvolverá este tipo de câncer. O gene defeituoso, conhecido como BRCA2, já foi vinculado aos cânceres de mama e ovário, mas os especialistas descobriram que uma mutação específica do gene dobra a probabilidade de desenvolver câncer de pulmão.

Uma quarta parte dos fumantes, que em geral têm 13% a mais de risco de padecer de câncer de pulmão no decorrer da vida, desenvolverá a doença se for portadora da mutação, dizem os especialistas. “Nossos resultados demonstram que alguns fumantes com mutações de BRCA2 têm um enorme risco de padecer de câncer de pulmão, ao redor de 25% no transcurso de sua vida”, declara o diretor do estudo, Richard Houlston, do Instituto de Pesquisa sobre o Câncer de Londres.

Houlston lembra que “o câncer de pulmão mata mais de um milhão de pessoas por ano no mundo e é, de longe, o câncer mais mortal no Reino Unido”. “Sabemos que o melhor que se pode fazer para reduzir a mortalidade é persuadir as pessoas para que não fumem e nossas novas descobertas deixam claro que isto é ainda mais crítico no caso de pessoas com um risco genético subjacente”, acrescenta.

Para seu estudo, os cientistas analisaram o DNA de 17 mil europeus com e sem câncer de pulmão, buscando diferenças que pudessem se relacionar com a doença.

Os especialistas detectaram uma alteração específica no código genético do BRCA2 conhecida como c.9976T, com um forte associação com o câncer de pulmão.

Esta alteração prevalecia especialmente em pacientes com o tipo de câncer de pulmão mais corrente, o de células escamosas, que também mostrou uma relação, embora mais frágil, com outro gene defeituoso, chamado CHEK2.

Os resultados deste estudo abrem a possibilidade de realizar tratamentos personalizados para pessoas com câncer de pulmão que tenham essas mutações genéticas, assinala a Nature Genetics.

O BRCA2 é um gene supressor de tumores envolvido na reparação do DNA danificado e, quando deixa de funcionar adequadamente, o câncer tem mais possibilidades de se desenvolver.

Embora seja comummente associado a vários cânceres relacionados às mulheres, o BRCA2 defeituoso também pode aumentar em até 25 % o risco de tumores de próstata nos homens.

Fonte: Terra Brasil

Câncer de pâncreas pode ser causado graças a mutação genética

Um grupo de cientistas de Xangai encontrou relação entre a mutação de um gene humano com o desenvolvimento de um tipo de câncer de pâncreas, descoberta publicada pela revista Nature Medicine.

“Este tipo de câncer foi detectado pela primeira vez há 100 anos, mas sempre tinha sido um mistério”, explicou a pesquisadora Lu Yanjun, que lidera o projeto, ao jornal oficial Shanghai Daily, que repercutiu nesta quarta-feira (28) a descoberta.

Lu e sua equipe do Hospital Popular Número 10 de Xangai detectaram que em todas as amostras estudadas do carcinoma adenoescamoso de pâncreas, um dos tipos mais agressivos de câncer pancreático, havia uma mutação do gene denominado UPF1. E descobriram que essa mutação interfere na formação e no desenvolvimento da doença.

“Conhecer a mutação do UPF1 permitirá estabelecer uma medida de diagnóstico rápido e um alvo para a medicação no futuro”, disse Lu.

Ele é especialmente difícil de detectar nos estágios iniciais porque a maioria dos pacientes é assintomática e só costuma ser diagnosticado em períodos avançados, quando menos de 10% dos pacientes consegue sobreviver à doença por mais de cinco anos.

Fonte: Saúde Terra

Em épocas frias, as alergias aumentam em 40%

Todos os anos a história se repete. Basta a temperatura cair para as alergias se manifestarem. Com o ar mais seco e o aumento dos poluentes, ácaros e pó, fica quase impossível não sofrer com a rinite alérgica, asma brônquica, conjuntivite alérgica e dermatite atópica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas estações mais frias, a incidência de alergias cresce 40%.

“As alergias são respostas exageradas do sistema imunológico a alguns estímulos externos comuns a todas as pessoas, como poeira, ácaro e fungos. Quem está predisposto a ter alergia, ao entrar em contato com o alérgeno (agente causador), o sistema imunológico reage, criando anticorpos para atacar o suposto inimigo. Desta reação, são liberadas substâncias que determinam os sintomas”, explica a alergologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Cristina Abud de Almeida.

Ainda de acordo com a especialista, os sintomas das alergias que se manifestam nas estações mais frias são facilmente percebidos. “Na rinite alérgica, o indivíduo apresenta coceira nasal, na garganta e/ou no ouvido, espirros, obstrução nasal e coriza. Na asma brônquica, os sintomas são tosse, principalmente à noite, e ao acordar, cansaço, aperto no peito e/ou chiado. Com a conjuntivite alérgica, os olhos ficam vermelhos, coçam e lacrimejam. Já na dermatite atópica, a pele apresenta lesões avermelhadas, que coçam muito e, às vezes, descamam”, detalha.

Ao perceber qualquer um dos sintomas, é preciso procurar um médico. “Durante a consulta, o profissional irá avaliar o histórico clínico do paciente, como eventos anteriores e casos na família, e indicar exames específicos para verificar quais são os causadores da alergia. Desta forma, será possível indicar o tratamento mais adequado para o problema e para a prevenção de novas ocorrências”, revela.

Entre as opções terapêuticas, estão o afastamento das substâncias que desencadeiam os sintomas, vacinas e ingestão de medicamentos. “Os anti-histamínicos, conhecidos popularmente como antialérgicos, são importantes adjuvantes. Os beta-agonistas são utilizados se há broncoespasmo (dificuldade para respirar). Os corticosteroides são indicados para evitar a inflamação dos brônquios e, consequentemente, a crise de asma”, esclarece.

Segundo a alergologista, algumas iniciativas simples podem prevenir reações alérgicas típicas das estações mais frias. “É preciso realizar um controle ambiental. A casa deve ser sempre arejada, colchões e travesseiros devem ser colocados ao sol, evitar carpete, cortina, vassoura, bichos de pelúcia, banhos muitos quentes que ressacam a pele e buchas que podem gerar lesões, beber bastante água e aplicar hidrante no corpo”, orienta.

Fonte: O Tempo

Cortar calorias pode ajudar na prevenção do câncer de mama

Cientistas descobriram que cortar calorias reduz a probabilidade de que um tipo de câncer de mama migre para outros órgãos. A doença em questão é o câncer triplo-negativo, uma das formas mais ameaçadoras e menos sensíveis ao tratamento padrão. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

Uma teoria é que uma dieta com menos calorias pode diminuir as chances de o câncer se espalhar por meio do fortalecimento do tecido que envolve o tumor. Muitas pacientes com câncer de mama são tratadas com terapia hormonal e esteroides, para neutralizar os efeitos colaterais da quimioterapia. No entanto, ambos os tratamentos podem alterar o metabolismo, o que pode impulsionar o ganho de peso, com a média de mulheres engordando cerca de 5 quilos no primeiro ano de tratamento. Estudos anteriores mostraram que estar acima do peso faz com que o tratamento seja menos efetivo.

O estudo usou testes em ratos. Os animais em dieta tiveram diminuição na produção das microRNAs 17 ae 20, moléculas que têm um papel vital em influenciar vias responsáveis por muitos processos da doença. Nicole Simone, líder da pesquisa pela Thomas Jefferson University, na Filadélfia, já havia descoberto anteriormente que a restrição de calorias impulsiona a efetividade da terapia de radiação. “A restrição calórica promove mudanças epigenéticas no tecido mamário, que ajuda a manter uma matriz extracelular forte”, afirma.

A especialista explica que, com uma matriz forte, cria-se uma espécie de “gaiola” ao redor do tumor, fazendo com que seja mais difícil as células escaparem para outras partes do copo. As descobertas podem ajudar no desenvolvimento de novas drogas para este tipo de câncer.

Fonte: Saúde Terra

Cura da hepatite C está mais perto graças a um coquetel

Doença mata mais americanos do que a Aids, segundo pesquisas

Cura da hepatite C está mais perto graças a um novo coquetel

Um coquetel de dois medicamentos demonstrou ser muito eficaz contra a hepatite C, segundo resultados de um teste clínico publicados revelando que esta infecção crônica do fígado estaria a ponto de ser derrotada.

Essa notícia foi acompanhada com muito entusiasmo nos Estados Unidos, já que a hepatite C mata mais americanos do que a Aids.

Este estudo, que se concentra na combinação de dois antivirais ingeridos oralmente, o daclatasvir e o sofosbuvir, mostra que a mistura dos dois supõe uma taxa de cura de 98% sem gerar efeitos colaterais significativos.

Barbeador e alicate podem ser os vilões da hepatite C

Mark Sulkowski, principal autor do estudo publicado na revista New England Journal of Medicine e diretor do Centro de Hepatites Virais da Faculdade de Medicina John Hopkins, disse que a pesquisa abre caminho para tratamentos seguros, bem tolerados e eficazes para a grande maioria dos casos de hepatite C.

— Os medicamentos padrão contra a doença vão ter uma melhora considerável até o ano que vem, o que levará a avanços sem precedentes no tratamento dos doentes.

O teste clínico de fase 2 foi realizado com 211 homens e mulheres infectados com uma das principais cepas do vírus responsável por esta infecção hepática crônica, que causa cirrose ou câncer de fígado, tornando necessário um transplante desse órgão.

O coquetel foi eficaz mesmo em pacientes de difícil tratamento, para os quais a tripla terapia convencional (telaprevir ou boceprevir, além de peginterferon e ribavirina) fracassou.

Entre os 126 participantes infectados pelo genótipo 1 do vírus da hepatite C que não receberam um tratamento prévio, 98% ficaram curados. Essa cepa é a mais frequente nos Estados Unidos.

Além disso, 98% dos 41 pacientes que ainda estavam infectados após uma tripla terapia convencional demonstraram não ter vestígio algum do vírus no sangue três meses depois do tratamento experimental.

A taxa de cura foi similar nos outros 44 participantes do estudo, infectados pelos genótipos 2 e 3 do vírus, menos comum nos Estados Unidos.

Os participantes tomaram de forma habitual uma combinação de 60 miligramas de daclatasvir e 400 miligramas de sofosbuvir, com ou sem ribavirina, durante um período de três a seis meses.

Um teste clínico anterior, realizado com sofosbuvir, combinado com o antiviral ribavirin, cujos resultados foram publicados em agosto de 2013, mostrou uma taxa de recuperação de 70% em doentes de hepatite C com o fígado comprometido.

Em dezembro, a Administração de Alimentação e Medicamentos americana, FDA, aprovou a comercialização de sofosbuvir combinado com peginterferon e ribavirin, para o tratamento da hepatite C, devido ao genótipo 1 e combinado unicamente com ribavirina para tratar a hepatite C de genotipo 2 e 3.

O daclatasvir ainda não foi autorizado pela FDA.

Se a agência der luz verde à comercialização de declatasavir e outras novas moléculas eficazes contra a hepatite C, as injeções semanais tão temidas de peginterferon poderiam se tornar coisa do passado, segundo Sulkowski.

O tratamento da hepatite C também seria simplificado, passando de 18 comprimidos por dia a uma injeção semanal ou dois comprimidos diários, destacou.

Segundo dados do organismo federal dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC), menos de 5% dos 3,2 milhões de americanos que sofrem de hepatite C ficram curados. Os CDC estimam também que de 50% a 75% ignoram estar infectados, frequentemente pelo uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue contaminado dos anos 70 ou 80 ou relações sexuais.

Algumas ONGs, como a Médicos do Mundo, veem uma “grande esperança” nestes medicamentos, especialmente o sofosbuvir da Gilead, mas seu alto custo (mais de 70.000 dólares para um tratamento de 12 semanas) o deixa fora do alcance da maioria dos doentes dos países em desenvolvimento. Pelo menos 185 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus da hepatite C no mundo.

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