Monthly Archives: março 2014

EQUIVALENTES – Novo Competidor

Eq-20140326-151924Para elevar a concorrência no mercado brasileiro, o governo federal prevê nova linha de “medicamentos equivalentes”. Mercado encara as mudanças com bons olhos, mas teme criminalização dos medicamentos de referência. 

Tida como a grande mudança do mercado brasileiro de medicamentos desde a implantação do genérico, em 1999, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a abertura pública de consulta para a criação de uma nova linha de medicamentos chamada de “similares e equivalentes”.

A mudança proposta pelas duas entidades quer impor testes mais rigorosos de bioequivalência entre os medicamentos similares e de marca. Isso significa que toda medicação similar deverá ter comprovação de funcionamento semelhante aos chamados “medicamentos de referência”.

A Consulta Pública aberta pela Anvisa propõe que os similares sejam intercambiáveis com os medicamentos de referência. Nas palavras do ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, “ser intercambiável significa que o produto de referencia pode ser substituído por um similar que teve os estudos de equivalência apresentados, analisados e aprovados pela Anvisa”.

Com a mudança proposta, o paciente poderá usar a mesma prescrição para escolher entre o medicamento de referência, similar ou genérico na hora da compra. A ideia do governo e da ANVISA é ampliar a oferta ao consumidor e baratear os preços, como já acontece com os genéricos.

A proposta que começou a ser debatida com a sociedade prevê que até o fim de 2014 todos os medicamentos similares do mercado sejam tecnicamente iguais aos produtos de referencia. Ao anunciar o programa, Alexandre Padilha, até então ministro da Saúde, afirmou que o governo defenderia junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) que os novos medicamentos chamados de “intercambiáveis” entrem no mercado com um preço 35% menor que o medicamento de referencia da categoria, como já acontece com os genéricos.

Profundo conhecedor do mercado farmacêutico brasileiro, o advogado Benny Spiewak, mestre em Propriedade Intelectual e especialista em Direito Farmacêutico, classifica a mudança como “interessante, moderna e inovadora”.

Segundo Spiewak, a proposta cria um modelo brasileiro de equivalência que não existe em outras partes do mundo e possibilita o barateamento do medicamento para o consumidor em todas as cadeias de produção. “É uma inovação muito interessante para o consumidor, porque ele terá a opção de comprar um medicamento similar de qualidade comprovada e de eficácia, um genérico ou até mesmo o medicamento de referência”, explica Spiewak.

O advogado alerta, porém, que há certa apreensão da indústria em relação à criação dessa nova categoria de medicamentos, porque ela pode ter por trás uma tentativa de “criminalização” do medicamento de marca pelo governo.
“Qualquer consolidação de regra a indústria olha como algo muito positivo, porque cria um cenário mais transparente e previsível”. Com a nova medida, aqueles players que são menos sérios estarão fora do mercado com a mudança de regra. Mas existe também uma apreensão de que isso seja feito à custa da criminalização dos medicamentos de referência. Ou seja, que essa mudança de regra faça com que as pessoas fujam do medicamento de marca não só pelo preço, mas também pelo fato de eles serem feitos por um fabricante estrangeiro. É o temor de que se privilegie apenas as coisas feitas aqui”, adverte Benny Spiewak. “Isso é uma coisa muito assustadora para o mercado e cria uma atmosfera de medo na indústria. O receio é de que, sob o lençol de algo muito positivo, esteja por trás a criminalização do medicamento e da indústria de marca”, completa.

INTENÇÃO GOVERNAMENTAL

Autor da proposta, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rechaça qualquer segunda intenção do governo de criminalizar os medicamentos de marca. De acordo com ele, a única ideia do governo foi unificar as regras e dar transparência para as operações, na tentativa de criar mais competição no mercado brasileiro.

“Nossa intenção foi detalhar a regra e estabelecer que, até o fim deste ano, todo medicamento similar tenha as mesmas regras de qualidade do medicamento genérico. Isso aumenta a disputa entre os medicamentos e gera mais competição no mercado. As pessoas terão para trocar por genérico ou medicamento equivalente. Toda vez que tem mais concorrente, reduz-se o preço do produto para a população”, explica Padilha em rápida entrevista na Sala São Paulo, durante a abertura do ano judiciário do Estado.

Na visão do pesquisador Eduardo Freitas, mestrando da Universidade Estadual  Júlio de Mesquita (Unesp), a entrada dos chamados “similares equivalentes” no mercado brasileiro deve elevar a transparência e confiança dos consumidores em relação ao próprio grupo de similares, que ainda é visto com desconfiança. “Apesar de dominarem boa parte das vendas de medicamentos no Brasil, os similares dividem a opinião dos médicos com relação à eficácia. Enquanto alguns especialistas dizem que são seguros e confiáveis, outros são mais resistentes e evitam receitá-los para os pacientes”, lembra o pesquisador. “Os similares possuem o mesmo princípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características que o medicamento original. Com a mudança, os médicos devem se sentir mais seguros em receitar o equivalente similar para tratamento”, completa Freitas.
VISÃO PRÁTICA

Enquanto os genéricos são “idênticos” aos medicamentos de marca, os similares são considerados apenas “semelhantes”. E essa diferença se mede pelos testes a que cada um é submetido. Os similares passam por provas de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade relativa. Enquanto o primeiro certifica que o similar contém o mesmo princípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características que o medicamento de referencia, o segundo se relaciona à quantidade e à velocidade de absorção do princípio ativo na corrente sanguínea.

Contudo, além de passarem pela equivalência farmacêutica, os genéricos também passam pelo teste de bioequivalência, que é mais completo que o de biodisponibilidade.

A bioequivalência assegura que o medicamento genérico é o equivalente terapêutico do de referencia. Isso quer dizer que o genérico tem a mesma eficácia clínica e a mesma segurança em relação ao produto de marca.

Com as mudanças de regra, os “similares equivalentes” passarão pelos mesmos testes dos genéricos e poderão ser considerados intercambiáveis com os medicamentos de referência do que eram antes.

A conclusão da normatização de todo o processo e a chegada desses novos medicamentos ao mercado não têm data específica.

www.farmasupply.com.br

FONTE: Guia da Farmácia

 

USP São Carlos desenvolve sistema que detecta dengue em 20 minutos

Diagnóstico de pacientes tem redução de 4 dias com o novo sistema.
Objetivo é disponibilizar biosensor em postos de saúde dos municípios.

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, pode trazer agilidade no diagnóstico da dengue. Por meio de um exame de sangue do paciente, o sistema consegue identificar a doença no estágio inicial e informa o resultado em 20 minutos. Outro benefício é que o método amplia a chance de disponibilizar os kits de exame em postos de saúde dos municípios. O biosensor será produzido por uma empresa de biociência em São José do Rio Preto. O custo estimado deve ser de R$ 100.

Foi em um ovo de galinha que pesquisadores encontraram uma forma rápida de identificar a doença. Em laboratório eles produziram o anticorpo NS1 por meio de uma proteína eliminada pelo vírus da dengue. O plasma e o anticorpo vão para um medidor de dengue, aparelho criado pelo Instituto de Física da universidade. O equipamento possui uma pequena película feita com ouro, material que não enferruja e que é mais sensível para identificar a doença.

“A gente utiliza como receptor o anticorpo de reconhecimento da proteína produzido em galinha. Já no paciente, a substância é um marcador que entra em contato com o plasma, a parte branca do sangue com suspeita da doença”, explicou o pesquisador Nirton Vieira.

Exame
Para descobrir o vírus da doença, o exame convencional só pode ser feito depois do sétimo dia que os sintomas apareceram, por causa do período que o organismo começa a apresentar defesa. Depois de feito, o exame demora em média de três dias a uma semana para identificar o anticorpo em um estágio que, muitas vezes, já está avançado. Com o novo biosensor o diagnóstico sai mais rápido, a partir do terceiro dia de sintoma da doença.

Depois de passar por um circuito elétrico na USP em São Carlos, o exame de dengue sai em um gráfico (Foto: Wilson Aiello / EPTV)
Exame de dengue mostra resultado do paciente
em um gráfico (Foto: Wilson Aiello / EPTV)

Depois de passar por um circuito elétrico, o exame sai em um gráfico.  Quando a curva oscila para baixo significa que o paciente está com dengue. Segundo o pesquisador Francisco Guimarães, o método é eficiente principalmente para prevenir os casos mais graves da doença.

“Os médicos podem tomar atitude rápida para evitar complicações como a dengue hemorrágica e até a morte do paciente”, alertou.

O aparelho pode ficar até quatro vezes menor que o protótipo desenvolvido. Os primeiros testes em pessoas já começaram a ser feito.  Para o médico sanitarista da Unesp, Rodolpho Telarolli, a diferença é grande.

“Os sangues são coletados e mandados para alguns laboratórios do Adolfo Lutz em algumas regiões do estado. Espero que o novo tipo de exame possa ser feito na rede pública, porque o custo é bem menor que os testes usuais e dá resultados mais rápidos, o que possibilita estar presente em todos os municípios”, indicou.

www.farmasupply.com.br

FONTE: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/03/usp-sao-carlos-desenvolve-sistema-que-detecta-dengue-em-20-minutos.html

Tuberculose é a segunda maior causa de morte no mundo, informa ONU.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou hoje (24) que a tuberculose é a segunda maior causa de morte em todo o mundo, ficando atrás apenas do HIV/aids.

Ban falava para assinalar o Dia Mundial da Tuberculose, esta segunda-feira. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,3 milhões de mortes por tuberculose são registadas anualmente e quase 9 milhões de pessoas contraem a doença durante o mesmo período.

Segundo a Rádio ONU, Ban afirmou que a tragédia tem ainda maior dimensão devido ao fato de a tuberculose ser uma doença curável e um terço dos doentes, 3 milhões de pessoas, não receber qualquer tipo de tratamento.

“Alcançar os 3 milhões” é precisamente o tema da campanha deste ano. O secretário-geral da ONU afirmou que ao se tratar os pacientes que não recebem cuidados médicos promove-se um futuro melhor para toda a humanidade.

Acrescentou que a maioria dos doentes é pobre, muitos de classes marginalizadas pelas sociedades, como trabalhadores migrantes, refugiados e deslocados internos. Ainda na lista estão prisioneiros, povos indígenas e minorias étnicas.

Ban citou que os avanços conquistados nos últimos anos provam que a comunidade internacional pode atacar essa ameaça com esforços concentrados. Explicou que entre 1995 e 2012, intervenções globais de saúde conseguiram salvar 22 milhões de vidas e tratar 56 milhões que contraíram a doença.

Para acelerar os resultados, Ban disse que todos os países devem aumentar o acesso aos serviços de saúde e mobilizar comunidades e hospitais para que alcancem rapidamente um número maior de pessoas. Frisou ainda que os países devem investir mais em pesquisas para criar novos equipamentos de diagnóstico, medicamentos e vacinas.

Sublinhou que é uma questão de justiça social que todos os doentes tenham acesso a serviços para um rápido diagnóstico, tratamento e cura da tuberculose. Para Ban, aquela é uma questão também de segurança de saúde global, principalmente em relação ao aumento dos casos de pacientes que sofrem do tipo mais grave da doença, que é resistente aos medicamentos.

www.farmasupply.com.br

FONTE: ONU Brasil 

MIELOFIBROSE: JAKAFI (RUXOLITINIBE) é CHAVE TERAPÊUTICA

Mielofibrose, doença rara e agressiva

Distúrbio na medula óssea altera a produção sanguínea e sobrecarrega o baço; tratamento é paliativo e apenas o transplante pode promover a cura.

img_1726Anemia, cansaço, fraqueza, perda de peso, aumento do baço e do fígado. Estes são os sintomas da mielofibrose, uma doença que provoca alteração na medula óssea e afeta a produção das células sanguíneas. Ela é considerada bastante agressiva e rara – atinge de 0,5 a 1,33 pessoas para cada 100 mil habitantes. O tratamento medicamentoso é paliativo e apenas o transplante de médula pode promover a cura do doente.
O médico hematologista, Roberto Coelho, explica que a mielofibrose tem maior incidência nas pessoas com mais de 60 anos e possui alguns sinais bastante característicos, por isso é diagnosticada facilmente. ”O sintoma mais importante é o aumento do baço, mas o paciente apresenta outros sintomas relacionados ao trato digestivo: a pessoa come pouco e se sente satisfeita”, explica. Ele acrescenta que outros sinais são o emagrecimento rápido, a sudorese abundante noturna e a sensação de um caroço no abdômen – que na verdade é o baço aumentado. Exames de sangue e da medula óssea ajudam a diagnosticar a enfermidade. 

O médico afirma que cerca de 50% dos pacientes possuem uma expectativa de vida média de três anos após o diagnóstico. ”Como a maioria deles apresenta a doença em idade avançada, o transplante de medula – único procedimento que pode possibilitar a cura – não é considerado viável”, salienta. 

Não existe prevenção para a mielofibrose, o hematologista afirma que os hábitos alimentares e a prática de atividades físicas não possuem relação com o aparecimento da doença. A causa é desconhecida, mas sabe-se que ela é desencadeada porque um tecido fibroso se forma dentro da medula e isso faz com que ela deixe de produzir o sangue adequadamente. Este mau funcionamento da medula óssea obriga o baço a produzir as células sanguíneas, o que provoca aumento de seu volume e alteração no número e formato de células do sangue. ”O sangue produzido pelo baço não é adequado, por isso o paciente apresenta anemia”, destaca. 

Pesquisas indicam que fatores ambientais interferem no aparecimento da doença, nas cidades atingidas pela bomba atômica, houve aumento de 18% dos casos. Outros estudos apontam que 20% dos pacientes podem desenvolver leucemia a partir da mielofibrose. ”É uma doença que interfere muito negativamente na qualidade de vida da pessoa. Por conta do quadro de anemia são necessárias transfusões de sangue com frequência e a queda da imunidade reflete em quadros de infecções por repetição”, afirma. 

As transfusões de sangue são consideradas um tratamento de suporte, há medicamentos orais que auxiliam no equilíbrio do sangue e na redução do tamanho do baço. ”Existe uma nova droga no mercado mundial que traz uma sobrevida maior e com melhor qualidade para o paciente, mas ainda não está disponível no Brasil”, comenta o hematologista. Ele acrescenta que a doença é limitante e que, apesar de atenuar os sintomas, o tratamento por medicamentos não promove a cura. 

img_1727

Medicamento para cura só em 15 anos

A oncologista Claire Harrison, do Sistema Nacional de Saúde da Inglaterra, afirmou em evento da hematologia em Atlanta (EUA), no final de 2012, que a cura para a mielofibrose deve ser descoberta em até 15 anos.
Segundo a médica, o tratamento biológico com o remédio Jakafi (ruxolitinibe) revelou ser a chave terapêutica. Após o uso da medicação por 24 semanas, o tamanho do baço reduz em até 35%, aliviando os principais sintomas, como fadiga, perda de peso e dores.
A especialista julga que este caminho levará em pouco espaço de tempo a cura do distúrbio. No Brasil, o produto está sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Reportagem Local)
www.farmasupply.com.br

 

Rio Grande do Norte é o estado com maior número de mortes em consequência da AIDS

Site diz que, segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2002 e 2012 cresceu em 177% o número de óbitos provocados pelo HIV no estado. Leia, a seguir, a reportagem na íntegra:

Cresce número de casos de Aids no RN, aponta Ministério da Saúde

Quantidade de óbitos provocados pela doença também tem aumentado. Médico alerta para a necessidade de se fazer o tratamento corretamente

Apesar das campanhas de prevenção, o número de portadores do vírus HIV tem crescido no Rio Grande do Norte. De acordo com o Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte é o estado brasileiro em que mais houve aumento no número de mortes provocadas pelas Aids. Entre os anos de 2002 e 2012 houve um aumento de 177% no número de óbitos provocados pelo vírus no RN, o que corresponde a mais de 950 casos.

Em Mossoró, no Oeste do estado, 570 pessoas convivem com a aids e quem adquire a doença comumente tem vergonha de assumir para a sociedade.

Na cidade, são 335 homens e 235 mulheres portadores do vírus. Conceição Paz convive há dez anos com a doença e alerta para a importância da prevenção. “As pessoas têm que ter a consciência de usar o preservativo, se apoderar dessas informações e fazer o possível para não contrair essa doença. É uma doença devastadora, que está matando”, disse.

O infectologista Alfredo Passaláqua atenta para a necessidade de se realizar o tratamento corretamente. “Quem não faz o tratamento correto, adoece e morre como se nem estivesse tomando a medicação”, afirmou o médico.”

www.farmasupply.com.br

FONTE: http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=22080

Mel é contra resistência a antibióticos

O mel pode ser a solução para o crescente problema de resistência a antibióticos, porque usa uma combinação de armas, como o peróxido de hidrogênio, acidez, efeito osmótico, alta concentração de açúcar e polifenóis — tudo o que mata as células bacterianas, segundo a pesquisadora Susan Meschwit, da Universidade Salve Rainha em Newport, EUA, autora de um novo estudo sobre o tema. O efeito osmótico, resultado da alta concentração de açúcar no mel, drena água das células bacterianas, as desidratando e matando.

– O mel tem uma propriedade única de lutar contra infecções em múltiplos níveis, tornando mais difícil que a bactéria desenvolva resistência – explica Meschwit.

Além disso, vários estudos têm demonstrado que o mel inibe a formação de biofilmes, ou comunidades de bactérias causadoras de doenças viscosas, disse ela.

– O mel também pode perturbar quorum sensing, o que enfraquece a virulência bacteriana, tornando as bactérias mais sensíveis aos antibióticos convencionais – disse Meschwitz. Quorum sensing é a maneira como as bactérias se comunicam umas com as outras, e podem estar envolvidas na formação de biofilmes. Em certas bactérias, este sistema de comunicação também controla a liberação de toxinas, o que afeta a patogenicidade da bactéria, ou a sua capacidade de causar a doença.

Outra vantagem do mel é que, ao contrário de antibióticos convencionais, ele não atinge os processos essenciais de crescimento das bactérias. O problema com este tipo de segmentação, que é a base de antibióticos convencionais, é que isto resulta em bactérias resistentes às drogas.

Fonte: O Globo

 

Gel do dia seguinte pode ajudar a combater HIV

20140313084426580869i

Géis vaginais contendo medicamentos que combatem a infecção pelo HIV são estudados há alguns anos, mas a linha de pesquisa perdeu forças especialmente pela baixa adesão das mulheres que testaram a estratégia. O principal motivo é que precisam ser aplicados cerca de 30 minutos antes da relação sexual, o que, segundo elas, pode atrapalhar o sexo. Resultados encontrados por pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, nos Estados Unidos, devem dar novo impulso a trabalhos nessa linha. De acordo com artigo publicado nesta quinta-feira (13) na revista científica Science Translational Medicine, cinco de seis macacas não foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV), correspondente do HIV para os primatas não humanos, usando uma espécie de gel do dia seguinte, aplicado três horas após a exposição ao micro-organismo.

A grande diferença está no tipo de antirretroviral empregado. O HIV tem um ciclo próprio para infecção do organismo e entra na célula utilizando alguns mecanismos. O medicamento utilizado nos géis microbicidas que devem ser aplicados antes da relação atua no início do ciclo. Já as drogas testadas no novo produto agem no final, no momento em que o material genético do vírus se integra à célula do hospedeiro humano. Essas drogas pertencem à classe dos inibidores de integrase. Há três usados no tratamento contra o HIV em pessoas infectadas. Um deles é o raltegravir — presente no gel testado nas cobaias.

A hipótese dos pesquisadores é de que, como esses antirretrovirais agem em uma fase mais tardia do ciclo viral, eles seriam melhores para prevenir contra a infecção nas primeiras horas após a exposição ao vírus. A pesquisadora Valdileia Veloso, do Laboratório de Aids do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, explica que o método se insere em um conjunto de estratégias para prevenir a aquisição e a infecção do HIV. Entre elas, a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós-exposição. No primeiro caso, uma pessoa que tem risco alto de adquirir o vírus por estar em situação de exposição, como profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis, podem se prevenir tomando antecipadamente antirretrovirais, diminuindo o risco de infecção.

Já a profilaxia pós-exposição é indicada para o indivíduo que não tomou remédios, não usou preservativo e se expôs ao HIV. A técnica é voltada principalmente aos agentes de saúde que foram expostos ao vírus de forma acidental, mas também atende casos de falha nas medidas de prevenção após relações sexuais. Nesse caso, doses do coquetel usado para combater a infecção em pessoas já diagnosticadas precisam ser ministradas até 72 horas após a exposição e por cerca de 28 dias. Dessa forma, o vírus é combatido no instante em que entra na corrente sanguínea do indivíduo, impedindo que ele se instale definitivamente. Esse é o mesmo princípio usado pelo novo gel norte-americano, segundo Veloso.

Menos tóxico

Ela lembra, porém, que toda a droga ingerida tem implicações com relação à toxicidade e que a busca dos cientistas é justamente por esquemas de profilaxia mais curtos e com menos efeitos colaterais. Os inibidores de integrase são drogas com um perfil de segurança e tolerância melhores. “Nesse experimento, eles usam o gel vaginal buscando justamente alcançar proteção com uma quantidade menor de antirretrovirais, o que significa, além de uma questão de custo, uma exposição menor a medicamentos, minimizando a toxicidade”, avalia. Outra preocupação comum com métodos pós-exposição é se o vírus adquirido fica mais resistente em casos de falha. Nenhum desses fatores foram verificados no teste em Atlanta.

Um fato curioso observado por Veloso é a escolha das cobaias, primatas do sexo feminino que têm um ciclo reprodutivo e hormonal muito parecido com o humano. Segundo ela, a absorção do medicamento varia durante o ciclo menstrual da mulher. “As alterações hormonais trazem mudanças para a mucosa vaginal até mesmo em espessura, o que altera a absorção do medicamento. Nesse modelo, eles consideraram isso.” Os pesquisadores mediram a concentração de medicamento absorvido em diferentes etapas do ciclo menstrual e comprovaram a variação — o que já havia sido verificado com outros medicamentos que atuam no início do ciclo do HIV, incluindo os inibidores de integrase. “É um fator que tem que ser considerado para ver se a concentração durante todo o ciclo confere proteção ou não. Elas vão ter relações em diferentes momentos do ciclo e é preciso garantir que (o procedimento) seja efetivo durante todo o período.”

Na opinião do infectologista Artur Timerman, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, a estratégia não deverá substituir nenhum outro tipo de método profilático. O método estaria voltado para circunstâncias mais específicas, em que a mulher teve uma relação desprotegida, sem camisinha ou outro tipo de proteção contra o vírus. “Ter a possibilidade de usar um gel que funciona de três a seis horas após o contato seria um avanço muito importante e muito bem-vindo. É o aspecto que considero mais relevante desse estudo.”

Timerman reforça que o surgimento de novas medidas profiláticas não quer dizer que elas substituirão as estratégias usadas, mas que os esforços devem se somar. Outro aspecto que ele acrescenta é a circuncisão masculina, que também seria capaz de reduzir as chances de transmissão em 60%. “Esses métodos podem ser implementados, mas nenhum deles substitui a prevenção.”

Fonte: Saúde Plena

Agência suspende medicamento falsificado e produtos irregulares.

10003258_10200597087408918_430007536_nA Anvisa determinou, nesta segunda-feira (24/03), a apreensão e inutilização, em todo o país, do lote nº CE01204 do medicamento Hormotrop(somatropina), na apresentação de 12 UI, Pó Liofilizado Injetável. Segundo o fabricante do medicamento, o Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo, o lote citado, juntamente com lote nº 091196587 do diluente bacteriostático que o acompanha, não saiu de sua linha de produção, sendo, portanto, falsificados.

Também foi suspenso o lote 1312380 do medicamento Solução Fisiológica 0,9% – Equiplex Sistema Fechado, fabricado pela empresa Equiplex Indústria Farmacêutica e com validade até 06/2015. O lote apresentou resultado insatisfatório no ensaio de análise de aspecto, onde foi observado a presença de precipitado marrom em um dos frascos.

O lote nº R1201029 do medicamento Vaselina Líquida 100%, apresentação de 100 ml, fabricado pela empresa Indústria Farmacêutica Rioquímica e com validade até 03/2015 também foi suspenso por apresentar corpo estranho em um frasco lacrado do produto.

A agência também determinou a suspensão do lote 10911 do produto Australian Gold SPF 30 Plus Spray Gel, importado e distribuído pela empresa Frajo Internacional de Cosméticos S/A e com validade até 10/2015. A medida ocorreu após ser constatada a comercialização do lote com o prazo de validade alterado.

O saneante Álcool 92,8º Suprema, fabricado pela empresa Indústria, Comércio e Engarrafamento de Álcool Absoluto foi suspenso por não possuir registro junto a Anvisa. O fabricante também não apresenta Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE).

Já os lotes 74GM4875 e 74GM4876 do medicamento CPHD Bicarbonato de Sódio 8,4%, fabricado pela empresa Fresenius Kabi Brasil em dezembro de 2013 e com validade até dezembro de 2014, foram suspensos por conta do teor do medicamento estar abaixo do especificado.

Suspensões de publicidade

Os produtos Fruta Bio e Fruta Plantaforam suspensos por não possuírem registro na Anvisa, ter procedência desconhecida e por estarem sendo anunciados como emagrecedores. Fica proibida a propaganda e publicidade dos citados produtos em todos os meios de comunicação, inclusive em páginas na Internet.

Também foi suspenso o produto Orme Aure(Elemento monoatômico orbitalmente rearranjado), gotas, 60 ml, fabricado ou importado por empresa desconhecida. A suspensão abrange a fabricação ou importação, distribuição, comércio, uso, propaganda e publicidade. O produto não possui registro na Anvisa e estava sendo divulgado como produto com indicação terapêutica antifúngico.

A agência suspendeu todas as propagandas que atribuam propriedades não estabelecidas pela Legislação Vigente, divulgadas em todo e qualquer tipo de mídia, relativas ao produto Vigor Force. O produto está registrado em uma categoria em que não é permitido o uso de alegações de propriedade funcional e/ou de saúde, levando em conta que tal divulgação induz o consumidor ao engano em relação a verdadeira natureza deste.

Insumos farmacêuticos

A Anvisa suspendeu a importação, distribuição e comércio do insumo farmacêutico rifampicina, bem como de outros princípios ativos farmacêuticos fabricados pela empresa Shenyang Antibiotic Manufacturer. A empresa fabricante apresentou condição insatisfatória às Boas Práticas de Fabricação.

Todas as suspensões acima foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (24). Clique aqui e confira na íntegra.

www.farmasupply.com.br

Fonte: Portal ANVISA

 

80% de homens com câncer na cabeça e no pescoço são fumantes

frase21

Um levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo descobriu que 83% dos homens com câncer de cabeça e pescoço são ou foram fumantes. Do total, 75% dos casos acometem homens, 60% de todas as vítimas sofrem de tumores na boca e 40% na laringe ou faringe.

Além do tabagismo, o consumo excessivo de álcool também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer, sendo que 60% dos pacientes se enquadram no caso, de acordo com o médico Marco Aurélio Kulcsar, chefe da Clínica da Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Icesp.

Ainda segundo o especialista, o Instituto do Câncer realizou no ano de 2013 cerca de 3,5 mil consultas no setor. O número mostra que, embora os tumores sejam passíveis de detecção precoce, por estarem em regiões visíveis, muitas vezes os sintomas passam despercebidos.

Sintomas e prevenção

O câncer de cabeça e pescoço afeta áreas diretamente envolvidas com as funções de fala, deglutição, respiração, paladar, olfato e outros. Entre os sintomas, estão manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada, nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

O potencial de prevenção é alto, devido à relação com o tabagismo e etilismo. Medidas simples como não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas em excesso, além de dar preferência a alimentos pobres em gordura e ricos em fibras, ajudam a evitar o desenvolvimento dos tumores.

Especialistas orientaram também exames regulares na boca, já que o diagnóstico na fase inicial possibilita até 80% de chances de cura.

Fonte: Saúde Terra

1 em cada 10 adultos sofre de doença renal

832824_61516907

O diabetes e a hipertensão, em conjunto com o envelhecimento, são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de uma doença renal crônica, que, de acordo com estudos, afeta um em cada dez adultos em todo o mundo.

Para reverter esta situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS)/Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) pede aos médicos que incorporarem testes ou marcadores de lesão renal para pacientes de alto risco, especialmente diabéticos e hipertensos, e sugere ao público em geral que mantenha estilos de vida saudáveis.

A doença renal crônica é a perda progressiva da função renal em meses ou anos. Em sua fase inicial, a doença não tem sintomas e pode ser tratada. No entanto, em etapas onde a doença é mais avançada, a pessoa pode precisar fazer diálise ou até um transplante de rim.

Nas últimas cinco décadas a expectativa de vida na América Latina e no Caribe aumentou em mais de 20 anos. “As pessoas têm prolongado a sua sobrevivência, mesmo sofrendo com uma ou mais doenças crônicas e estando expostas a fatores de risco. Isso faz com que o impacto sobre os órgãos, como os rins, tenha crescido entre os idosos, revelando a necessidade de prestar mais atenção para a questão”, explica o assessor regional sobre Envelhecimento e Saúde da OPAS/OMS, Enrique Vega.

De acordo com a pesquisa “Saúde, Bem-estar e Envelhecimento”, organizada pela OPAS/OMS, na América Latina e no Caribe, dois em cada três idosos têm uma das seis doenças crônicas comuns (hipertensão, diabetes, doença cardíaca, doença cerebrovascular, doença articular ou doença pulmonar crônica) e dois em cada três disseram que tinham pelo menos dois fatores de risco dentro dos que são levados em conta (tabagismo, excesso de peso ou falta de atividade física).

Nas Américas, as doenças não transmissíveis (câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, etc) são as causas de três em cada quatro mortes, o equivalente a 4,45 milhões de mortes por ano. A OPAS/OMS está trabalhando com os países das Américas para reduzir em 25% as mortes prematuras por essas doenças até 2025.

Fonte: ONU

Nova resolução da ANVISA ajuda pessoas a escolherem melhor os alimentos.

Saiba o que mudou ao caracterizar um produto como light e ao decidir se o alimento é fonte de um nutriente.

Recentemente uma nova resolução da ANVISA alterou as normas sobre a Informação Nutricional Complementar (INC) das embalagens de alimentos. A INC é a alegação nutricional do produto, por exemplo, se ele é light, baixo em gordura, rico em fibras, fonte de vitaminas, não contém açúcar, entre outros.

Essa nova regulamentação teve como objetivo adequar as normas brasileiras às regras do Mercosul, facilitar a fiscalização e principalmente melhorar o acesso do consumidor às informações nutricionais importantes dos rótulos de alimentos. Dessa forma, as pessoas podem escolher melhor os alimentos que vão consumir e a padronização das informações não leva o consumidor ao engano ao comparar diferentes marcas de produtos.

Antes as alegações eram feitas com base em 100 gramas ou 100 ml do produto e agora são feitas de acordo com a porção do alimento. Dessa forma, as informações ficam mais claras e de acordo com a tabela de valor nutricional que já é calculada sobre a porção do alimento.

Para a alegação light, o produto deve reduzir em 25% o valor energético (calorias) ou de algum nutriente, por exemplo, gorduras, sódio, colesterol ou açúcar. Nesses casos, deve ser veiculada a informação sobre a quantidade de redução do nutriente em questão ou do valor energético. Exemplo: uso da alegação light em sódio, seguida da informação “menos 30% de sódio”.

Antes, além desse critério, produtos com baixo valor energético ou de algum nutriente também podiam ser considerados lights sem que houvesse redução comparado com um alimento de referência. Por exemplo, poderia existir um peito de peru light, sem que houvesse redução de calorias em relação a algum outro peito de peru existente. Ou gerar comparações entre produtos diferentes como comparar maionese com azeite. 

Já para que um alimento seja considerado fonte ou rico, ele deve apresentar uma quantidade mínima desse nutriente na porção do alimento pronto para o consumo. Por exemplo, para ser fonte de vitaminas e minerais, o alimento precisa conter no mínimo 15% do valor diário (VD) /porção e para ser rico pelo menos 30% do VD/porção.

Além disso, no caso das proteínas, o alimento além de precisar apresentar no mínimo 12 gramas por porção para ser considerado rico, ele ainda precisa atender as quantidades mínimas de aminoácidos essenciais. Isso para garantir que a proteína contida seja de alto valor nutricional. E no caso das fibras, vai ser importante para o consumidor ter mais ferramentas na hora da escolha, já que muitos produtos considerados integrais apresentam muitas vezes mais ingredientes refinados que integrais e acabam não contendo uma quantidade adequada de fibras. Para ser fonte de fibras o alimento precisa conter pelo menos 2,5 gramas de fibras/porção e para ser rico mínimo de 5 gramas/porção.

É importante lembrar que nem todo alimento que possua uma dessas alegações nutricionais é mais saudável que outro. Isto porque as propriedades nutricionais não são obrigatórias nas embalagens. Além disso, um produto pode alegar ser isento de açúcar, mas conter altos teores de gordura saturada, por exemplo. Ou ser considerado light em calorias, mas conter muito sódio e aditivos artificiais.

Esse tipo de confusão é muito comum entre pessoas que desejam perder peso. Elas acabam trocando todos os alimentos pela versão light sem conhecer a composição dos nutrientes presentes e sem levar em conta a qualidade nutricional do produto.

Consumir somente esses produtos não garante uma alimentação adequada. É imprescindível que o consumo de produtos com alegação nutricional seja feito dentro de uma dieta contendo alimentos frescos, naturalmente ricos em nutrientes e fitoquímicos e isentos de aditivos.

www.farmasupply.com

FONTE: http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/17407-nova-resolucao-da-anvisa-ajuda-pessoas-a-escolherem-melhor-os-alimentos?utm_source=social&utm_medium=facebook&utm_campaign=feed_post_alimentacao

Vacina contra HPV sem limite de idade

Vacina contra HPV sem limite de idade

ANVISA aprova vacina contra o Papilomavírus Humano para mulheres acima dos 25 anos. De acordo com a responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, a medida é um grande avanço para o combate do HPV, uma vez que as  mulheres acima dos 26 anos estão cada vez mais suscetíveis à doença.

hpv-pode-causar-verrugas-genitais-e-caancer-de-colo-do-autero-ou-de-paenis Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou na última sexta-feira, 28 de junho, a vacina contra o Papilomavírus Humano 16 e 18 (recombinante) para mulheres a partir dos 9 anos, sem limite de idade. A medida estende a indicação da vacina – anteriormente recomendada para mulheres de 10 a 25 anos – a mulheres acima dos 25, possibilitando que estas tenham acesso à imunização contra o HPV com objetivo de prevenir o câncer de colo do útero.

A Dra. Marilene Lucinda, responsável técnica do serviço de vacinas do Hermes Pardini, afirma que a medida é um grande avanço para o controle do HPV. “O HPV tem dois picos: entre os 15 e 18 anos (início da atividade sexual) e entre 35 e 40 anos. Estatísticas da área de saúde tem apontado um aumento considerável no número de mulheres infectadas após os 26 anos de idade. A medida da ANVISA irá atingir esse grupo, possibilitando um controle maior sobre a proliferação das doenças provocadas pelo Papilomavírus Humano”, afirma.

A ANVISA frisa que a medida só vale para a vacina produzida pela GlaxoSmithKline (GKS). A Cervarix – nome pelo qual é conhecida internacionalmente a vacina – oferece 93,2% de eficácia na proteção contra as lesões pré-cancerosas no colo do útero, pois  imuniza contra os tipos de HPV 16 e 18.

O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais, com risco de desenvolvê-lo. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou, no ano passado, 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade.

A Dra. Marilene Lucinda ressalta que a vacinação é aconselhável antes do início da atividade sexual, mas as pessoas que já iniciaram também devem receber a vacina. Ela alerta ainda para a importância da vacinação, mesmo que a pessoa já tenha contraído o HPV, pois permanece susceptível à infecção por outros sorotipos. Além disso, ela pondera que “a vacina não dispensa o exame preventivo das mulheres e o sexo seguro, pois não protege contra todos os tipos de HPV e tampouco de outras doenças sexualmente transmissíveis.”

O que é o HPV – é um vírus presente em humanos e animais, mas são específicos de cada espécie, portanto só os tipos específicos acometem o homem (vírus do papiloma humano). Existem mais de 100 tipos de HPV humano sendo que alguns preferem a pele, causando, por exemplo, verrugas, e outros têm preferência por mucosas (revestimento interno dos órgãos genitais, boca, região anal, etc). Mais de 40 tipos infectam as mucosas-colo do útero, vagina, vulva, reto, uretra, pênis e ânus. O tipo 16 tende a ser mais persistente, mas na maioria das vezes, se resolve em dois anos.

O vírus preocupa mais as mulheres, devido à probabilidade do câncer de colo do útero. Por isso é importante que a mulher diagnosticada com algum dos tipos mais graves tenham acompanhamento médico, permitindo assim o tratamento adequado antes que o câncer se instale.

O HPV é transmitido durante o contato de pele com a pele, muito frequentemente durante a relação sexual com penetração, embora a transmissão possa ocorrer sem penetração e no sexo oral. Dr. Guenael Freire, médico infectologista da Assessoria Científica do Hermes Pardini, explica que mulheres virgens raramente apresentam infecção pelo HPV (menos que 2%). “Quanto maior o número de parceiros, maior é o risco de infecção”, conclui.

HPV em homens – grande parte da população ouve falar sobre o HPV em mulheres, mas o vírus afeta também os homens. “O câncer de pênis pode ocorrer em homens infectados, mas é bem menos comum. Outra localização possível de câncer é na região anal, principalmente em pessoas portadoras do HIV”, explica Dr. Guenael. Outro fato relevante é que a infecção pelo HPV é comum em relações homossexuais entre homens.

HPV em crianças – o HPV pode ser transmitido da mãe para o bebê durante o parto, caso a mãe esteja infectada. A complicação mais frequente é o surgimento de verrugas laríngeas na criança, embora não seja comum. Recomenda-se que as mulheres com condilomas (verrugas) grandes na via de parto sejam submetidas à cesariana.

Tipos de HPV – os tipos se dividem em duas categorias: a primeira está associada mais com lesões cancerígenas (alto risco) e a segunda, com verrugas genitais (baixo risco).  Os tipos 6 e 11 são os mais comumente associado às verrugas (condiloma acuminado) e os tipos 16 e 18 são mais relacionados à lesões malignas.

Vacina – a vacina protege as pessoas dos sorotipos mais comuns. Existem dois tipos de vacinas: a Bivalente, que protege contra os sorotipos 16 e 18, que são os principais causadores do câncer de colo de útero e outros cânceres genitais; e a Quadrivalente, que protege contra os sorotipos 6, 11, 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais e 90% dos condilomas ou verrugas. Atualmente, a única vacina aprovada para aplicação em homens é a Quadrivalente. Tanto a Bivalente quanto a Quadrivalente são aplicáveis em crianças.

Como diagnosticar o HPV – nas mulheres: pode ser pesquisado em material proveniente de qualquer local da região genital (colo do útero, vagina, vulva) e região perianal, com o uso de escovinha especial. O vírus também pode ser identificado no material coletado para o exame preventivo, conhecido como Papanicolau. Existe ainda o PCR (reação de cadeira de polimerase), técnica que identifica o DNA viral. Os mesmos materiais biológicos acima podem ser utilizados. O exame pelo método PCR apresenta como vantagem a capacidade de definir qual é o tipo viral. Até o momento, não há exame de sangue capaz de determinar se existe ou não infecção pelo HPV.

Nos homens: no caso de verrugas genitais, a característica clínica é muito sugestiva e geralmente não são necessários exames complementares.

 Tratamento – para as lesões verrucosas, substâncias cáusticas (ex. alguns ácidos), crioterapia (congelamento) e cirurgia são alternativas possíveis. Já para lesões iniciais em colo de útero, a cauterização geralmente evita a progressão para o câncer, por isso é tão importante a realização de exames preventivos na mulher. Quando o exame preventivo mostra alterações mais intensas, pode ser necessária a realização de biópsia do colo de útero para definir o tratamento. 

www.farmasupply.com.br

http://www3.hermespardini.com.br/pagina/944/vacina-contra-hpv-sem-limite-de-idade.aspx

 

EUA aprovam pílula diária única contra a aids

Chamado de Stribild, novo comprimido simplifica tratamento pois libera pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV

Stribild simplifica o tratamento para AIDS pois libera pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV

 

Uma nova pílula para combater a aids foi aprovada para uso adulto nesta segunda-feira pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. O medicamento combina duas drogas já autorizadas, deve ser usado uma vez ao dia e proporciona um tratamento completo contra a aids, liberando os pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV.

Carne e queijo prejudicam a saúde tanto quanto cigarros

Um estudo que acompanhou uma amostra grande de adultos por quase vinte anos chegou a uma conclusão surpreendente: uma asinha frita de galinha pode ser tão prejudicial à sua saúde quanto um cigarro.

Uma dieta rica em proteína animal durante a meia-idade aumenta em quatro vezes o risco de morrer de câncer, em comparação com uma dieta de baixa proteína, um fator de risco que é comparável ao de fumar.

E não é só o risco de câncer que aumenta; o risco de morrer também aumenta. O grupo que se alimentou com mais proteína tinha 74% mais de chances de morrer de qualquer causa durante o período de estudo do que os participantes que comiam pouca proteína. E também o risco de desenvolver diabetes era maior.

Com este estudo, uma das perguntas que os cientistas tentaram responder era quanta proteína precisamos comer ao longo da vida, além de apontar que há uma correlação definitiva entre a mortalidade e o consumo excessivo de proteínas.

Ao fazer o estudo, os pesquisadores tiveram uma abordagem inovadora – em vez de olhar para a idade adulta como uma fase monolítica da vida, o estudo considerou como a biologia humana muda durante o envelhecimento, e como as decisões tomadas na meia-idade afetam a expectativa de vida.

Em outras palavras, o que é bom para você em uma idade, pode ser danoso em outra. As proteínas controlam o hormônio IGF-I, que ajuda no crescimento, mas também está ligado à suscetibilidade ao câncer. Os níveis de IFG-I caem dramaticamente após os 65 anos, o que leva a uma fragilidade e perda de músculos.

O estudo mostrou que, se na meia-idade o consumo de proteínas pode ser danoso, a partir dos 65 anos ela pode proteger a saúde. Os participantes com mais de 65 anos que tinham um consumo moderado a alto de proteínas eram menos sujeitos a doenças.

Além disso, os pesquisadores descobriram que as proteínas de origem vegetal, como as que são obtidas do feijão, não parecem ter o mesmo efeito na mortalidade quanto as proteínas animais. As taxas de câncer e morte também não parecem ser afetadas pelo controle do consumo de carboidratos ou gordura, sugerindo que a proteína é a principal responsável.

Mas o professor Valter Longo, da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), pesquisador principal deste estudo, aponta que sair do extremo da ingestão de proteínas para não comer nenhuma pode causar danos à saúde também.

Os dados apontam que o consumo saudável é de 0,8 gramas de proteína por quilo de massa corporal todos os dias, durante a meia-idade. Por exemplo, uma pessoa de 60 kg deveria ingerir entre 45 e 50 gramas de proteína por dia, de preferência derivadas de plantas, como legumes.

No contexto do estudo, uma dieta “altamente proteica” era aquela em que pelo menos 20% das calorias ingeridas provinham de proteínas, tanto de origem vegetal quanto animal. Uma dieta de consumo moderado de proteínas inclui 10 a 19% das calorias ingeridas oriundas de proteínas, e as dietas de baixa proteína aquelas em que menos de 10% das calorias ingeridas provém de proteínas.

Neste estudo, mesmo o consumo moderado de proteínas mostraram efeitos danosos durante a meia-idade. De todos os 6.318 adultos que participaram do estudo e que estavam com 50 anos ou mais, a ingestão de proteínas correspondia a 16% do consumo diário de calorias, cerca de 2/3 provindo de proteína animal.

As pessoas que tinham um consumo moderado de proteína ainda tinham probabilidade três vezes maior de morrer de câncer do que os que ingeriam uma dieta de baixa proteína, e a mudança de uma dieta de consumo moderado para uma de baixo consumo reduzia a probabilidade de morte prematura em 21%.

A análise do hormônio de crescimento IGF-I em 2.253 destas pessoas mostrou que para cada 10 ng/ml de aumento do IGF-I, quem estava em uma dieta de alta proteína tinha 9% a mais de probabilidade de morrer de câncer do que quem estava em uma dieta de baixa proteínas.

Além do estudo em voluntários, também foram feitos estudos em ratos e em culturas de células, mostrando uma menor incidência de câncer e tumores 45% menores entre os ratos que seguiam uma dieta de baixas proteínas, após um experimento de dois meses.

O Dr. Longo conclui que “quase todo mundo terá células cancerígenas ou pré-cancerígenas em algum momento”, e “um dos principais fatores para determinar isto é o volume de ingestão de proteínas”. [ScienceDaily]

 

Fonte: Hypescience

Encher o tanque de combustível até a borda é prejudicial a saúde

1159084_92956462

A Vigilância Sanitária de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, visita postos de combustíveis da cidade nesta segunda-feira (10). A intenção é orientar frentistas e motoristas sobre como pode ser perigoso para a saúde abastecer o tanque do veículo “até a boca”. A ação faz parte da campanha “Não passe do limite”, do governo estadual.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando o tanque é cheio completamente, ocorre a liberação de benzeno. A substância, encontrada na gasolina, é considerada cancerígena.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Ângela Pauli, a intoxicação provocada pelo benzeno pode causar bronquite e dificuldades respiratórias, além de bronquiolites irritativas graves, com hemorragia, inflamação e endema pulmonar. “Muitos frentistas e motoristas não conhecem o perigo que pode ser abastecer ‘até a boca’.”, acredita.

Completar o tanque até o automático – quando a própria bomba de abastecimento é desligada – reduz a exposição do frentista e do motorista ao benzeno. Além da preservação da saúde, a contaminação do ambiente e os danos ao automóvel, como queima da bomba de combustível e danos à pintura, também são evitados.

Fonte: G1

Nova droga contra câncer não faz o cabelo cair

Como-cuidar-de-cabelos-oleososRemédio, aprovado pela Anvisa, atua no tumor de mama, em vez de afetar células, e aumenta a sobrevida em 50%; comercialização deve começar em 3 meses

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um medicamento para o tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e provoca menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional. A ação é possível porque o remédio atua diretamente no tumor, em vez de afetar todas as células do corpo. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se da primeira droga com esse mecanismo aprovada no País.

O medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) é indicado para um tipo de câncer de mama avançado, identificado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. Seu uso deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida.

“A droga tem um efeito casado. Ela possui um anticorpo e um quimioterápico. Por ser extremamente potente, esse quimioterápico não poderia ser aplicado sozinho porque seria muito tóxico ao organismo. O que acontece é que o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro”, explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia e um dos coordenadores do estudo do medicamento no Brasil. O mecanismo do remédio é conhecido como “cavalo de troia”.

Segundo o médico, a pesquisa, realizada em vários países, incluiu cerca de cem brasileiras. “Há pacientes que começaram a participar do estudo em 2011 e seguem vivas. Sem essa opção, elas sobreviveriam por cerca de seis meses porque não teriam outra alternativa de tratamento”, explica.

Uma das razões para o melhor prognóstico é que o novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. “Os medicamentos já existentes podem ser aplicados por, no máximo, oito sessões, por causa da toxicidade. Por ser menos agressiva, a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado”, afirma o médico. A aplicação da droga é feita a cada 21 dias.

Embora o remédio possa aumentar a sobrevida das pacientes, o tumor de mama do tipo HER2 positivo continua sendo incurável.

Nova opção. Coordenadora da oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Maria del Pilar Estevez Diz classificou a droga como uma opção “interessante” de tratamento e afirmou que o Icesp passará a utilizá-la. “A gente ganha uma linha de tratamento com menos efeitos colaterais, que propicia maior qualidade de vida às pacientes”, diz.

A aprovação da trastuzumabe entansina foi publicada pela Anvisa no mês passado. O medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses. Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.

www.farmasupply.com.br

Fonte: Estadao.com.br

Evite jejuns e fuja da hipoglicemia

Doença se divide em dois tipos, saiba como tratar e evitar cada um deles.

De um momento para outro começam a surgir sintomas como tontura, suor frio, sensação de desmaio, náuseas. Uma sensação terrível de mal estar, muitas vezes confundidos com a queda da pressão arterial, mas que na realidade é uma crise de hipoglicemia.

Esses sintomas costumam surgir depois de longas horas em jejum, em alguns casos logo após a ingestão de doces ou carboidratos de alto índice e carga glicêmica, uso de alguns medicamentos específicos, atividade física intensa, em indivíduos que se submeteram a cirurgia bariátrica ou que estão em fase de desenvolvimento de resistência à insulina.

A crise de hipoglicemia se dá quando o nível de insulina circulante no sangue aumenta de maneira abrupta. Outra possibilidade é quando ocorre a diminuição de outros hormônios que fazem a contra regulação ou também com a queda gradativa dos níveis de glicose no sangue após muitas horas sem se alimentar.

Tipos e causas da hipoglicemia

Existem dois tipos principais de hipoglicemia, a hipoglicemia de jejum, que surge após muitas horas sem se alimentar, e a aquela pós-prandial ou “reativa”, que ocorre depois de minutos até 3 horas após a ingestão de alimentos ricos em açúcar.

Os sintomas podem ser acionados por diversos fatores, como produção exagerada da insulina com queda dos níveis de glicose ou secundária ao uso de medicação que diminui a taxa de açúcar no sangue. Por exemplo: insulina e hipoglicemiantes em cápsulas, ambos usados no tratamento do diabetes. É preciso entender em qual tipo de hipoglicemia o paciente se encaixa. Essa detecção é feita após criteriosa avaliação médica (clínica e exames laboratoriais).

Tratamento

Para prevenir novas crises de hipoglicemia a investigação da causa é fundamental na hora da escolha da melhor estratégia. Algumas das possibilidades são: um novo esquema nos horários da alimentação, melhor escolha do tipo de carboidrato que irá comer ou uma mudança na medicação que se toma. Essas opções deverão ser discutidas com seu médico.

Principais cuidados na alimentação

Quando a hipoglicemia é desencadeada por muitas horas sem se alimentar, a hipoglicemia em jejum, você deverá ingerir, mesmo com sensação de náuseas, alimentos que aumentem sua glicose, como um copo de suco ou um pedaço de chocolate ou mesmo um copo de água com açúcar. Para quem tem tendência à hipoglicemia em jejum o correto é não deixar de se alimentar de 3 em 3 horas.

Quando se sentir melhor, consuma alimentos de absorção lenta (baixo índice glicêmico) como um lanche de pão integral, uma fruta ou mesmo fazer uma refeição completa adequada.

No caso da hipoglicemia “reativa”, que só acontece por uma liberação excessiva de insulina desencadeada pelo próprio alimento com alta carga glicêmica, como açúcares e doces, farinha branca refinada como pão branco, massas, bolos, entre outros, o tratamento envolve apenas retirar do cardápio estes alimentos. Troque-os por carboidratos de baixa carga glicêmica e ricos em fibras, que diminuem a velocidade de liberação da insulina, como legumes e verduras, cereais integrais, leguminosas (feijões, ervilha, soja, lentilha).

Na hipoglicemia “reativa” é contra indicado dar sucos, açúcares e doces no momento da hipoglicemia, pois uma nova crise virá em seguida com a elevação súbita e excessiva dos níveis de insulina, tornando um círculo vicioso.

Cuidados gerais:

Evitar jejuns prolongados
Fracionar as refeições, comer com qualidade a cada 3 horas
Alimentar-se adequadamente antes de fazer atividade físicas
Utilizar a medicação de acordo com a prescrição do seu médico -Evitar alimentos açucarados ou refinados nos casos de hipoglicemia reativa.

Fonte: Educação Física

Fumo passivo prejudica artérias de crianças

AUSTRÁLIA – O prejuízo do cigarro à saúde das crianças – vítimas do fumo passivo – é algo que já vem sendo provado há muito tempo pela ciência. No entanto, um novo estudo publicado na “European Heart Journal” traz novos dados sobre o risco que as crianças correm ao conviverem com adultos fumantes. De acordo com a pesquisa, o problema causa danos irreversíveis às artérias de crianças, tornando os vasos sanguíneos até três anos mais “velhos” do que se não estivessem expostos à fumaça.

Esse “envelhecimento”, segundo a BBC News, engrossa as paredes das artérias, o que eleva o risco de ataques cardíacos e enfartes na idade adulta.

O estudo analisou mais de 2 mil crianças com idades entre 3 e 18 anos na Finlândia e na Austrália e concluiu que esse tipo de dano ocorria quando pai e mãe fumavam.

– Nosso trabalho mostra que a exposição ao fumo passivo na infância causa um dano direto e irreversível à estrutura das artérias – disse à BBC a coordenadora do estudo, Seana Gall, da Universidade da Tasmânia (Austrália).

Pais ou casais que pensam em ter filhos devem parar de fumar, não apenas para recuperar sua própria saúde, mas para proteger a saúde dos filhos no futuro.

Exames

Por meio do estudo, exames de ultrassom mostraram como os filhos de pais fumantes apresentavam mudanças na principal artéria do corpo, que vai do pescoço à cabeça.

O trabalho acompanhou as crianças durante anos. No início, as diferenças de espessura na parte da carótida analisada eram modestas. No entanto, elas passaram a ser bastante significativas após cerca de 20 anos, quando as crianças chegavam à idade adulta.

A pesquisa também levou em conta outros fatores que poderiam explicar os danos arteriais, como se as crianças passaram a fumar quando adultas, mas os resultados se mantiveram mesmo assim.

Esse dano, no entanto, não foi encontrado em crianças que cresceram com apenas um dos pais fumando – provavelmente porque o nível de exposição à fumaça não era tão alto. Mesmo assim, os pesquisadores afirmaram que não há um nível “seguro” de fumo passivo.

Fonte: O Globo

Exercícios regulares diminuem o risco de problemas na saúde

Um terço da população mundial adulta e 4 em 5 jovens de 13 a 15 anos não atingem os níveis mínimos de atividade física.  O estudo apontou que o sedentarismo causa 6% dos casos de doença cardíaca coronariana, 7% de diabetes tipo 2 e 10% dos casos de cânceres de mama e cólon. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a inatividade física é o quarto maior fator de risco para doenças crônicas, ficando atrás somente da hipertensão, do tabagismo e do colesterol alto.

O cigarro é responsável pela morte de cerca de cinco milhões de pessoas todos os anos. A pesquisa considerou inatividade física como a prática de menos do que 150 minutos de atividade física moderada (caminhada rápida) ou menos do que 60 minutos de exercícios intensos (como corrida) por semana.

O sedentarismo mata tanto quanto o tabagismo. Segundo estudo desenvolvido por pesquisadores das universidades de Harvard e da Carolina do Sul (EUA), Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e do Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar da Finlândia, a falta de atividade física foi responsável por 5,3 milhões das 57 milhões de mortes registradas no mundo em 2008.

Fonte: Notícias.R7

Obesidade é fator de risco para o câncer

1-1256217176zbgk

Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, mostram que a parcela de pessoas obesas no Brasil aumentou 54% nos últimos seis anos, atingindo 17% da população. Projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que, em 2015, cerca de 2,3 bilhões de adultos vão estar com sobrepeso e mais de 700 milhões serão obesos.
O que muitas pessoas não sabem é que a obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo. E o risco é ainda maior para as mulheres. Pesquisa realizada este ano pela University of Texas Southwestern Medical Center (EUA) reforça outro estudo já publicado – em 2010 – na revista Breast Cancer Research and Treatment: há uma ligação entre a progressão do câncer de mama e a obesidade.

Segundo o oncologista Bruno Fuser, especialista em oncologia clínica pelo Hospital Royal  Marsden e o Instituto de Pesquisa de Câncer de Londres, “as mulheres obesas correm mais risco de desenvolver câncer de mama, principalmente ao atingir a menopausa”. Para ele, que é coordenador da Oncologia da Clínica São Carlos (RJ), a obesidade ainda é fator de risco com aumento da mortalidade entre os casos de câncer de cólon/reto e endométrio.

O médico explica que a obesidade, no momento do diagnóstico, também está associada com um risco aumentado de mortalidade em mulheres com câncer de mama em estágio inicial, bem como, potencialmente, nos homens com câncer de próstata e indivíduos com câncer colorretal. Além disso, pessoas obesas apresentam os piores resultados quando o câncer de mama é diagnosticado, pois as células de gordura são ativas na produção hormonal (principalmente estrógeno) e de fatores de crescimento, características que contribuem para acelerar a produção e a divisão celular. “Quanto mais as células se duplicam, maiores são as chances de alguma replicação ser inadequada, dando origem a uma célula maligna”, observa.

Fuser alerta que apesar da importância do autoexame é fundamental que as mulheres façam a mamografia regularmente, sob orientação médica, com a frequência de acordo com o risco individual de desenvolver câncer de mama, como história familiar e idade. “A mamografia detecta tumores pequenos que o autoexame não consegue. O autoexame não funciona para diagnosticar a doença, pois nem sempre um caroço no seio indica um câncer e em outros casos ajuda o diagnostico tardio”, frisa.

Homens obesos sofrem com câncer de próstata

Para os homens que estão acima do peso, uma descoberta feita ano passado pelo centro de pesquisa em genética e epidemiologia da Universidade de Melbourne, na Austrália, e publicada na Revista Internacional do Câncer, traz um alerta: o risco de morrer por câncer de próstata é quase duas vezes maior naqueles com sobrepeso de mais de 20 quilos durante sua vida adulta. Foi o que revelou um estudo realizado com 17 mil homens, com idades entre 40 e 69 anos.

“A obesidade leva à queda de alguns hormônios, como a testosterona, e ao aumento de outros, como o estrogênio, e isso pode influenciar no aumento da incidência de tumores”, explica Fuser. O especialista ressalta que os obesos também têm resistência à insulina, que é um fator influente para o aumento do risco de câncer de próstata. “Diabéticos tem mais tendência a desenvolver tumores devido a produção do IGF1, hormônio que estimula o crescimento e a reprodução celular”, ressalta.

Outro dado importante, de acordo com o oncologista, é que, além da chance de ter um tipo de câncer mais agressivo, o obeso também apresenta o dobro de chances de haver reincidência da doença, após a retirada do tumor. “Outra questão a ser levada em conta é que os homens obesos têm a próstata maior, o que dificulta diagnosticar um câncer por meio de biópsia”, alerta Fuser.

Combatendo a obesidade

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal ocasionada por diversos fatores, como nutricionais, fisiológicos, genéticos, psiquiátricos e psicológicos, comportamentais e ambientais. São consideradas obesas as pessoas adultas com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30. Já as que têm IMC entre 25 e 29,9 são portadoras de sobrepeso.

Para o especialista, por todos esses motivos, o ideal é a prevenção: adotar uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente.

Recomendações clínicas no estilo de vida

A American Cancer Society e a American College of Sports Medicine desenvolveram diretrizes de alimentação e atividade física para pacientes que tiveram câncer com base na evidência de estudos clínicos ligando dieta, peso e atividade física. Pontos-chave destas recomendações incluem:

·         Manter um peso saudável. Pessoas com sobrepeso ou obesidade devem perder peso para chegar ao peso ideal;

·         Adotar um estilo de vida fisicamente ativo com pelo menos 30 minutos de atividade física moderada a vigorosa em cinco ou mais dias da semana;

·         Consumir uma dieta saudável, com pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia e ingestão limitada de alimentos processados ​​e carnes vermelhas;

·         Limitar o consumo do álcool a não mais do que uma dose ao dia para mulheres e duas doses ao dia para os homens.