Monthly Archives: janeiro 2013

Rasagilina pode retardar progressão do Parkinson

parkinson

A doença de Parkinson é grave. Seus sintomas, entre eles os conhecidos tremores, a lentidão de movimentos e a rigidez muscular, manifestam-se primeiro de forma sutil, mas depois evoluem progressivamente, prejudicando pouco a pouco a qualidade de vida do paciente. Sua incidência é alta. Calcula-se que um em cada 100 indivíduos com mais de 65 anos desenvolvam a enfermidade. Até por essa gravidade, a ciência tem investido na procura de novas informações que elucidem o mecanismo da enfermidade e também no desenvolvimento de drogas mais eficazes. Felizmente, há bons resultados desses esforços. Hoje temos um ótimo arsenal medicamentoso, que ao lado de outras formas de tratamento como a fisioterapia e a fonoaudiologia, além de outras atividades físicas, proporcionam ao paciente uma boa qualidade de vida por muitos anos.

Justiça deu provimento para fornecimento de medicamento importado para cistite grave

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Justiça deu provimento para fornecimento do medicamento importado Elmiron, utilizado para tratar cistite grave

Uma paciente com doença grave na bexiga vai ter condições de levar uma vida com menos dor, a partir de agora.

A 2ª Turma Cível deu provimento a recurso interposto pela Defensoria Pública do DF contra uma decisão de 1º grau, que negou o fornecimento do único medicamento eficiente para o tratamento da enfermidade, porque o remédio não estava na lista da Anvisa.

Como a droga é importada e tem um custo mensal de 500 dólares, deverá ser fornecida pela Secretaria de Saúde do DF. Aguarda-se a publicação do acórdão que determinou, por unanimidade, o fornecimento do remédio.A autônoma Liliam Batista foi obrigada a parar de trabalhar por causa de uma dor crônica na região da bexiga.

O quadro doloroso permanente era o sinal de uma doença que se mostrou muito agressiva, a cistite crônica intersticial. Segundo os médicos, apesar do diagnóstico ter vindo só em 1997, a paciente já sofria da doença desde 93.

O medicamento importado de nome “Elmiron” (Pentosan Polisufato de Sódio) é considerado essencial e indispensável para o tratamento da dor da paciente, tendo em vista a ineficiência de outras drogas. Apesar da prescrição, a Secretaria de Saúde negou o fornecimento do remédio, alegando ausência de registro e comercialização no país.

De acordo com informações contidas nos autos, a doença crônica de que padece a autônoma possui um quadro de dor pior do que aquele experimentado por pacientes terminais de insuficiência renal. Diante desse estado clínico, as vítimas ficam incapacitadas para desenvolver atividades que seriam muito simples para uma pessoa comum.

A Defensoria Pública argumentou, entre outras coisas, que os médicos têm plena liberdade profissional para indicar os remédios que melhor atendam as necessidades de seus pacientes. Por outro lado, o direito à saúde e à assistência farmacêutica são garantias constitucionais.

De fato, o artigo 196 da Constituição de 88 diz, expressamente, que a saúde “é direito de todos e dever do Estado”. Seu acesso deve ser garantido de forma igualitária e universal. Ainda, conforme a Lei 8.080/90, cabe ao SUS a “assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica”.

Nº do processo:20060020106236

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Cistite Intersticial, o que é e como deve ser tratada?

Farma Supply

INTRODUÇÃO

O conceito de cistite intersticial (CI), refere-se a um quadro clínico complexo, caracterizado principalmente por urgência, polaciúria e dor pélvica ou perineal. Atualmente, acredita-se que esta tríade clássica, represente apenas 5 a 10% dos casos mais avançados da síndrome da urgência e polaciúria.

Trata-se de uma condição de início incidioso e caráter progressivo. Na fase inicial é geralmente confundida com cistite bacteriana nas mulheres e com prostatite nos homens.

O denominador comum destes casos é a urgência miccional, polaciúria e eventualmente dor pélvica ou perineal, na ausência de infecção do trato urinário (ITU).

Estado é condenado a fornecer remédio para tratamento de criança com epilepsia

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O juiz titular da 3ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Campo Grande, José Ale Ahmad Netto, condenou o Estado de Mato Grosso do Sul a fornecer gratuitamente ao autor R.T.C., o medicamento KEPPRA 250 mg, pelo tempo necessário ao seu tratamento da patologia de Epilepsia.

Consta no autos que o autor, uma criança de 6 anos, é portador da síndrome epiléptica especial CID G 40.5, desde 1 ano de idade,  além de ser fármaco-resistente e apresentar doença refratária (crises recorrentes, com internações em CTI), sendo que na  última vez em que esteve internado, sofreu  três paradas cardíacas.

Assim, em razão de seu quadro clínico, foi prescrito a R.T.C. o medicamento KEPPRA (LEVETIRACETAM) 250mg, por tempo indeterminado, pois ele atua no controle de crises, causando a diminuição no número de internações do paciente.

O autor narra que o medicamento KEPPRA é importado da França e não é comercializado em farmácias nacionais e nem fornecido pelos órgãos públicos de saúde, além de seu  custo ser de aproximadamente R$ 1.350,00 cada caixa, sendo que seria necessário para seu tratamento o equivalente a três caixas por mês, o que somaria no total R$ 4.500,00.

Por não suportar bancar o valor do medicamento, o autor requer em juízo para que o réu lhe forneça 120 comprimidos mensais do medicamento KEPPRA 250mg, por tempo indeterminado, enquanto durar seu tratamento, observando sobre o possível aumento da dose diária do medicamento.

Em contestação, o Estado de Mato Grosso do Sul requer a improcedência do pedido, sustentando que há outros medicamentos que podem conter o mesmo efeito terapêutico do KEPPRA e que  tem por objetivo, racionalizar as compras de medicamentos. O réu também afirma que um bom gestor de saúde deve fazer uma seleção dos medicamentos e adquiri-lo, para evitar, assim, a falta de medicamentos.

O réu também relata que é de responsabilidade da administração pública a lista de medicamentos e a decisão sobre a melhor forma terapêutica para um paciente e para toda a população com base em estudos científicos de rigor metodológico e revisões sistemática. E, sobre a inclusão de um medicamento na lista, é feita a comparação de medicamentos que tenham finalidades semelhantes quanto a sua eficácia e custo comparativo, decidindo-se com base nas evidências científicas.

O Estado de Mato Grosso do Sul afirma que o medicamento requerido pelo autor não possui registro na ANVISA, o que torna sua comercialização ilegal em território nacional e narra que existe tratamento gratuito para epilepsia pela Casa de Saúde e que, por isso, não há necessidade do fornecimento do medicamento importado.

Sobre o fornecimento do medicamento, o réu também sustenta que a Secretaria de Saúde não está autorizada devido à Portaria SAS/MS nº 864/2002 (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Epilepsia Refratária) e à Legislação Sanitária Federal e que, caso for determinada a importação da medicação pelo Estado, o Judiciário estará forçando-o a infringir normas de vigilância sanitária, além de produzir um ônus nas contas públicas.

Para o juiz, “o perito que subscreve o laudo, concluí que foram esgotados os recursos terapêuticos convencionais para tratamento do autor, sendo o medicamento pleiteado a única solução viável para o tratamento. Conclui-se que doença é grave, com prognóstico bastante reservado em decorrência da piora progressiva apresentada e o tratamento convencional não está surtindo o resultado esperado”.

O magistrado também sustenta que “está comprovado que o quadro de saúde do autor é delicado, arrastando-se o seu sofrimento desde seus seis meses de vida, havendo indicação por especialista que acompanha o caso para o uso do medicamento pleiteado. Então, evidenciada a relação do pedido com a necessidade do autor, cumpre ao ente público providenciar a assistência postulada, isso porque em jogo se encontra um bem maior que tudo que foi alegado, que é o direito dessa criança à vida e à saúde”.

Assim, o juiz conclui que “é evidente o direito do autor de receber o medicamento necessário ao tratamento de sua enfermidade, haja vista que preleciona o art. 196 da Constituição Federal que a saúde é direito de todos e dever do Estado, pelo que o mesmo não pode esquivar-se de sua obrigação traçada constitucionalmente, inclusive sem citar de forma individualizada qualquer outro atendimento emergencial que impossibilite o cumprimento da prestação em comento”.

Desse modo, o juiz julgou procedente o pedido ajuizado por R.T.C. e condena o Estado de Mato Grosso do Sul a fornecer gratuitamente o medicamento  KEPPRA 250 mg pelo tempo necessário ao seu tratamento. Assim, o autor deverá semestralmente apresentar receita médica, para comprovar e garantir a real necessidade do uso do medicamento requerido.

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 Fonte

Pênis torto pode se endireitar, Doença de Peyronie

Farma Supply

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt&section=Blogs&post=188480&blog=591&coldir=1&topo=425

Provavelmente, o principal ”inimigo” do pênis é o seu próprio dono, que de uma forma ou de outra é o principal responsável por vários problemas. A principal causa de impotência abaixo dos 40 anos, por exemplo, é psicológica.

Depois desta idade, o homem ainda é mais responsável pela falta de saúde do seu pênis pois o sedentarismo, a uma alimentação rica em gordura, o diabetes, pressão alta e o fumo são causas relacionadas a impotência orgânica.

DOENÇA DE PEYRONIE  – curvatura peniana adquirida

Principalmente, nesta época da vida, após os 40, cerca de 9% dos homens refere que o pênis começa a entortar, é a chamada Doença de Peyronie.

A tortuosidade peniana tem este nome em homenagem ao cirurgião que primeiro descreveu esta doença, François de La Peyronie (médico do Rei Luis XIV da França).

A Doença de Peyronie é uma desordem comum que, geralmente, se apresenta com dor peniana, curvatura, placa palpável e disfunção erétil

Pênis Torto – hipótese dos microtraumatismos

A razão e como inicia esta doença ainda não é totalmente compreendida pelos médicos, porém algumas explicações parecem indicar uma causa traumática.

Provalvemente, justamente nesta idade, o pênis não tem mais aquela rigidez de quando mais jovem e a penetração com o pênis não 100% rígido poderia favorecer pequenas “dobras” internas, microtraumatismos, que favoreceriam pequenos hematomas por dentro.A cicatrização, mesmo que microscópica destes micro-hematomas pode resultar nestes homens em áreas endurecidas que não possuem a mesma elasticidade que outrora, resultando numa tortuosidade quando o pênis fica ereto e numa “placa” endurecida quando flácido.

Certamente esta hipótese funciona associada a outros fatores predisponentes, como algumas doenças reumatológicas, auto-imunes, genéticas e de cicatrização anormal e uso de alguns remédios.

Nódulo no pênis

Estes nódulos abaixo da pele, cujo nome correto é placa fibrosa, podem ser associados ou não a dor, principalmente na fase inicial da doença que pode levar até 1 ano e meio at€ 2 anos para estabilizar. E é por esta razão que o andrologista pode optar por observar inicialmente. Os pacientes devem procurar um bom andrologista para avaliação, já que muitos homens têm receio da placa endurecida ser um tumor por exemplo.A resolução espontânea, sem nenhum tratamento pode ocorrer em menos de 15% dos casos.Ultrassom, Rx e medicações que favorecem a ereção são medidas tomadas para melhor avaliação do ângulo e da placa

Complicações

A Doença de Peyronie pode ser frustrante para um casal, causando estresse emocional entre homem e sua companheira, causando relação com dor tanto para o homem quanto para a mulher, e, ás vezes, até impossibilitar a penetração dependendo do ângulo que se forma. Quanto atinge um formato de gancho até dificuldade para urinar pode surgir. Além de diminuir o tamanho do pênis em alguns centímetros. Em 20% dos casos a doença pode causar impotência.

Em alguns casos o pênis pode afinar da placa em direção a glande (cabeça do pênis) e dificultar a circulação sanguínea, resultando em uma área mais fria na ponta.

Prevenção

Não se conhece um tipo de prevenção. Pequenos traumas durante o ato sexual podem iniciar o processo, mas certamente não explicam todos os casos

Tratamentos

Como a evolução da doença pode variar de homem para homem, um período inicial de acompanhamento pode ser recomendado pelo seu andrologista.

Alguns tratamentos, tanto não-cirúrgicos quanto cirúrgicos podem resultar em piora da impotência.

Muitos tratamentos com comprimidos, injeções, vitaminas e até o tratamento com ondas de choque foram e são descritos. Porém, quando testados com maior rigor científico, poucos benefícios ficaram comprovados.

VITAMINA E – O papel de vitaminas como Vitamina E apesar de ser muito utilizada, e ser de baixo custo, carece de estudos mais objetivos e em altas doses pode ser prejudicial a saúde.

COLCHICINA e POTABA – Outras medicações que atuam na cicatrização e no depósito de colágeno têm sido utilizadas com resultados que diferem de pesquisador para pesquisador, por vezes não convincentes.

INJEÇÕES DENTRO DAS PLACAS – também apresentam resultados que variam de bons a nenhum benefício. Interferon-alfa, corticóides e verapamil são alguns dos medicamentos injetados nas placas.

Cirurgia

Quando a curvatura persistir por mais de 12 meses, tiver um ângulo que cause dor durante o ato sexual, um procedimento cirúrgico pode estar indicado.O tipo de técnica cirúrgica dependerá do tamanho do pênis, da ausência ou presença da disfunção erétil, da experiência e preferência do andrologista.

Cirurgias mais simples, geralmente, apresentam alguns resultados insatisfatórios como um pênis menor.

Cirurgias de alongamento do lado encurtado pela doença – Já cirurgias mais complexas, com uso de enxertos têm a finalidade de tentar preservar o tamanho do pênis sem tanta perda.

Se a placa estiver associada a impotência sexual que não responda bem ao uso de medicação, a colocação de uma prótese pode ser discutida detalhadamente entre o pciente e seu médico.

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Intolerância alimentar atinge 40% da população brasileira

Farma Supply

Entenda mais sobre a doença, normalmente confundida com alergia

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/intoler%C3%A2ncia-alimentar-atinge-40-da-popula%C3%A7%C3%A3o-brasileira-1.541429

Rio –  Apreciar a boa gastronomia está na essência do ser humano. É um prazer e, ao mesmo tempo, uma necessidade fisiológica. Mas como agir quando esse prazer é limitado pela intolerância e tem consequências indesejáveis, que vão desde o leve mal-estar, à dor no abdome e à diarreia? O médico especialista em genética do DLE, Claudio Schmidt, explica que “a intolerância alimentar propriamente dita se refere a um processo de reação do organismo contra determinado alimento, relacionado aos anticorpos do tipo IgG, gerando uma reação mais tardia do que a alergia”.

Intolerância alimentar causa desconforto, dor no abdome, mal-estar e diarréia.

A doença atinge mais de 40% da população brasileira e está ligada a anticorpos chamados IgG, em que ocorre uma reação imunológica contra determinadas proteínas presentes nos alimentos, causando sintomas de dores abdominais, constipação, diarreia, enxaqueca, entre outros.

O médico observa que a doença tem difícil diagnóstico, pois seus fatores e sintomas são múltiplos. “Os principais sinais relacionados à intolerância alimentar são dores abdominais recorrentes, flatulência, diarreia e constipação”, diz o especialista.

“Pode ser difícil descobrir quais são exatamente os alimentos responsáveis pela intolerância, uma vez que os sintomas podem surgir após alguns dias da exposição. Além disso, é muito comum confundir com alergia e intoxicação, uma vez que os sintomas são bem parecidos. A intolerância alimentar pode atingir todas as faixas etárias, ambos os sexos e pode estar relacionada a diversos tipos de alimentos”, complementa.

Diferenças entre alergia alimentar e intolerância alimentar

Frequentemente confundida com a intolerância, a alergia alimentar tem características particulares. Por isso, é importante esclarecer as diferenças entre ambas. “Segundo a literatura médica, as alergias mais frequentes estão relacionadas ao leite de vaca, ao ovo de galinha, ao amendoim e aos crustáceos (camarão). A frequência pode variar de acordo com fatores culturais que influenciam a dieta. Além disso, é extremamente prevalente a alergia a corantes e outros produtos químicos utilizados em produtos industrializados”, alerta Schmidt.

O médico aponta ainda que a alergia alimentar normalmente está associada a sintomas mais agudos como aparecimento de placas avermelhadas na pele e sintomas respiratórios, podendo, em formas mais graves, levar ao choque anafilático ou edema de glote, que podem chegar a ser fatais.

De uma forma geral, não há uma cura para a intolerância. Contudo, é importante estar atento aos sintomas e detectá-la para que o doente a minimize ou a elimine: “As intolerâncias alimentares não têm cura, sendo necessário determinar a quantidade do alimento que o paciente tolera. Há casos em que o doente não deve mais consumir o alimento, enquanto em outros basta uma redução do consumo”, salienta o geneticista.

O diagnóstico da doença é fundamental para evitar os sintomas que causam desconforto. O médico enfatiza que “os exames devem ser orientados conforme cada caso. Podem ser feitos os testes para dosagem dos anticorpos específicos por meio dos testes para vários alimentos. O site do Exame Em Casa disponibiliza teste em domicílio, prático e sem o desconforto do contato com o alimento para detectar a intolerância alimentar em cerca de 110 alimentos”.

Alimentos investigados (até 159 tipos):

– Ovos: Ovo de galinha.
– Peixes, Crustáceos e Frutos do Mar: Bacalhau, Caranguejo, Hadoque, Lagosta, Mexilhão, Linguado, Salmão, Camarão, Truta, Atum.
– Frutas: Maçã, Groselha Preta, Azeitonas, Limão, Melão, Laranja, Grapefruit, Morango, Tomate, Melancia.
– Grãos: Cevada, Trigo, Milho, Trigo duro, Glúten, Aveia, Arroz, Centeio.
– Ervas e Especiarias: Gengibre.
– Leite: Leite de vaca.
– Carnes: Carne de Boi, Vaca, Frango, Cordeiro, Porco, Peru.
– Nozes e Castanhas: Amêndoa, Castanha do Pará, Castanha de Caju, Amendoim, Noz.
– Vegetais: Brócolis, Couve, Repolho, Cenoura, Alho, Alho Porró, Batatas, Aipo, Lentilha, Ervilha, Feijão, Pimentões, Soja.
– Outros: Levedura (pão), Levedura (Cerveja), Mel, Cogumelos, Cacau, Café, Noz de Cola, Gergelim, Girassol.

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Vacina contra HIV começa a ser testada em humanos na França

Farma Supply

Testes serão realizados em 48 pacientes soropositivos. Primeiros resultados devem sair em 5 meses, dizem cientistas.

 

 

Vacina contra AIDS será testada na França (Foto: Anne-Christine Poujoulart/AFP)Professor Erwann Loret manuseia vacina contra HIV em Marselha. (Foto: Anne-Christine Poujoulart/AFP)

Cientistas vão iniciar nas próximas semanas testes clínicos de uma vacina contra a Aids, em Marselha, no sul da França, com 48 voluntários soropositivos, dando uma nova esperança na luta contra o vírus. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira (29) pelo professor Erwann Loret.

“Não é o fim da Aids”, ponderou Loret, embora a expectativa dos pesquisadores seja a de conseguir substituir os coquetéis de antirretrovirais, cujos efeitos colaterais costumam ser bastante incômodos, pela vacina.

“O alvo é uma proteína denominada Tat (transativador de transcrição viral)”, acrescentou o professor, que apresentou em um hospital de Marselha o teste clínico autorizado em 24 de janeiro pela Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM).

Vacina contra HIV/AIDS será testada na França (Foto: Anne-Christine Poujoulart/AFP)
Objetivo é substituir coquetéis antirretrovirais, que possuem muitos efeitos colaterais (Foto: Anne-Christine Poujoulart/AFP)

Nos soropositivos, esta proteína desempenha o papel de “guarda-costas das células infectadas”, explicou. Logo, o organismo não consegue nem reconhecê-la, nem neutralizá-la, aspecto que a vacina quer reverter.

Quarenta e oito pacientes soropositivos e em tratamento com coquetéis vão participar do estudo. Os testes começarão em algumas semanas, prazo para selecionar os voluntários, explicar-lhes os riscos da experiência e obter o consentimento deles .

Os primeiros esboços de resultados são aguardados para daqui a cinco meses.

Os pacientes serão vacinados três vezes, com um mês de intervalo entre cada dose. Em seguida, eles deverão suspender o tratamento com coquetéis durante dois meses.

“Se, após estes dois meses, a viremia (taxa de vírus no sangue) for indetectável”, então o estudo terá cumprido os critérios estabelecidos pela OnuAids (órgão das Nações Unidas focado no combae à Aids), explicou o professor Loret.

Em caso de sucesso, 80 pessoas participarão de testes, a metade delas tomando a vacina e a outra, um placebo. Os cientistas alertam, porém, que serão necessários vários anos para saber se a vacina constitui ou não um avanço.

“De 25 a 26 testes com vacinas anti-HIV são realizados no mundo atualmente”, estimou o professor Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS) da França.

Apesar de animador, o anúncio também exige cautela disse o professor. “É preciso ser prudente com as mensagens que transmitimos aos pacientes e ao grande público”, declarou durante uma coletiva por telefone.

A opinião dele é compartilhada por Marie Suzan, presidente regional da AIDES, associação francesa de combate à Aids. Segundo ela, é sábio “aguardar para ver no que vai dar” a pesquisa.

Em 2011, 34 milhões de pessoas viviam no mundo com HIV e 2,5 milhões foram contaminadas. Desde que foi descoberto, o vírus causou mais de 30 milhões de mortes e estima-se que, a cada ano, 1,8 milhão de pessoas morra de HIV/Aids, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Cientistas identificam genes por trás de tipo de câncer agressivo

Farma Supply

Estudo detectou mutações que fazem com que tumor endometrial cresça. Descoberta abre caminho para criação de tratamentos personalizados.

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/01/cientistas-identificam-genes-por-tras-de-tipo-de-cancer-agressivo.html

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, conseguiram identificar os genes que estão por trás de uma das formas mais agressivas do câncer de endométrio (camada de células que reveste o útero). A descoberta, publicada na segunda-feira (28) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, da Academia Americana de Ciências, abre precedente para a criação de tratamentos novos e personalizados contra a doença.

Câncer de endométrio (Foto: Divulgação/Universidade de Yale)
Imagem aponta localização de células cancerígenas no endométrio (camada celular que reveste o útero) (Foto: Divulgação/Universidade de Yale)

O estudo foi focado em um tipo severo de carcinoma uterino, conhecido como USC, na sigla em inglês, que é resistente à quimioterapia. “Nós claramente identificamos as mutações que são responsáveis pelos tumores [do tipo] USC”, disse o pesquisador Alessandro Santin, um dos autores do estudo.

Os cientistas coletaram células de tumores de 57 mulheres, com o intuito de determinar as bases moleculares do comportamento agressivo do tumor. Eles sequenciaram todos os genes desse tipo de câncer e identificaram as mutações cruciais que fazem com que os tumores cresçam.

“Além de um número de genes de câncer bastante conhecido, encontramos três que não haviam sido associados à doença previamente e que são encontrados nestes tumores. Esta descoberta aponta novos caminhos para o desenvolvimento de terapias”, afirmou Santin, no estudo.

Genes

Dois genes estão entre os identificados por terem relação com o câncer – o CHD4 e o MBD3, que são encontrados em um mesmo complexo de proteínas.

A descoberta de um terceiro gene, o TAF1, foi uma surpresa para os pesquisadores. De acordo com o estudo, ele é um componente central no mecanismo de transcrição de uma grande fração de genes codificadores de proteína no genoma humano.

Endométrio

O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais recorrente entre mulheres. Em 2012, foram diagnosticados mais de 47 mil novos casos e registradas cerca de 8 mil mortes pela doença só nos Estados Unidos.

De acordo com cientistas, pacientes com tumores do tipo 1 geralmente respondem melhor ao tratamento e apresentam um bom resultado. Já aqueles com o tipo 2, o chamado USC, têm mais recaídas e sofrem mais mortes.

Agora, com o aprofundamento das pesquisas sobre esse tipo específico de carcinoma, é possível desenvolver um tratamento personalizado, acreditam os cientistas.

“O estudo detalhado dos diferentes tipos de câncer continua produzindo novas e inesperadas descobertas. Esses novos resultados definem a base biológica deste tipo de doença e sugerem novas oportunidades para a terapia personalizada”, acredita um dos autores do estudo, Richard Lifton, professor titular da cadeira de genética da Universidade de Yale.

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Pacientes pobres do SUS, portadores da síndrome de Landau-Kleffner e domiciliados em Feira de Santana, terão acesso gratuito ao medicamento Ospolot 200mg.

Farma Supply

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://www.carnelegal.mpf.gov.br/noticias/noticias_new/noticias/noticias-do-site/copy_of_direitos-do-cidadao/mpf-ba-sus-deve-fornecer-medicamento-gratuito-para-tratamento-de-sindrome

A Justiça Federal acolheu ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em Feira de Santana (BA) e concedeu tutela antecipada (liminar) para garantir aos pacientes pobres do Sistema Único de Saúde (SUS), portadores da Síndrome de Landau-Kleffner e domiciliados em Feira, acesso gratuito e ininterrupto ao medicamento Ospolot 200mg (Sulthiame). A Justiça fixou ainda o prazo de 30 dias para cumprimento da decisão, sob pena de multa diária equivalente ao preço do medicamento, 480 reais.

A Síndrome de Landau-Kleffner é uma doença que compromete a fala, acarreta crises convulsivas constantes e distúrbios de comportamento. O Ospolot 200mg (Sulthiame), que é importado da Alemanha, é fundamental para os pacientes que possuem a doença. O MPF tomou conhecimento da situação enfrentada pelos portadores da síndrome, após representação feita pelo pai de uma criança portadora da enfermidade.

O medicamento era importado pela Fundação Rubem Berta, que o trazia da Alemanha via Varig Transportes Aéreos sem cobrar nada pelo frete. Os pais da criança pagavam em média 150 reais pela caixa do remédio. Com a falência da empresa aérea, o custo da importação do produto subiu para 480 reais, o que impossibilitou a continuidade da aquisição do medicamento pela família e causou a interrupção do tratamento da criança.

Por meio de um procedimento administrativo, o procurador da República Vladimir Aras apurou que o Ospolot 200mg tem mostrado melhor resultado que outros medicamentos utilizados no tratamento da doença. Essa é também a opinião compartilhada por pais, parentes e amigos de portadores da síndrome em uma comunidade criada no site de relacionamentos Orkut para troca de informações sobre a enfermidade. No entanto, por ser um medicamento novo não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem é fornecido pelo SUS.

A juíza Karin Almeida Weh de Medeiros entende que o não registro do medicamento pela Anvisa não impede o tratamento. Em sua decisão, Karin destacou que o Estado não pode furtar-se do seu dever constitucional, sob a justificativa de escassez de recursos, quando se trata do direito à vida, principalmente em situações excepcionais “em que as terapêuticas usuais, à base de quimioterapia e radioterapia, não mais estão sendo eficazes para o tratamento da doença”.

Número da ação para consulta processual: 2007.33.04.017247-2.

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UE aprova Fampyra® da Biogen para doentes com disfunções da marcha

Farma Supply

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/30-08-11/ue-aprova-fampyra-da-biogen-para-doentes-com-disfuncoes-da-marcha

A Biogen Idec acaba de anunciar, em comunicado de imprensa, que recebeu autorização de Introdução no Mercado Condicionada, emitida pela Comissão Europeia, para distribuição do Fampyra® (comprimidos de fampridina de libertação prolongada) nos diversos países da zona euro. Esta nova terapêutica melhora a capacidade de marcha em doentes adultos com Esclerose Múltipla (EM) que apresentem EDSS entre 4 e 7.

O Fampyra® é o primeiro tratamento que demonstrou ser eficaz em pessoas com todos os tipos de EM, tanto nos surtos como nas fases de remissão, como em formas progressivas e pode ser usado em monoterapia ou concomitantemente com outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores.

“Com esta aprovação da Comissão Europeia, o Fampyra® vai poder fazer a diferença na vida de milhares de doentes independentemente do seu tipo de EM”, explica o Prof. Dr. Bernd C. Kieseier do Neurological Hospital da Universidade de Dusseldorf, na Alemanha. “A diminuição funcional causada pela EM, em especial a disfunção da marcha, tem um grande impacto na vida dos doentes com EM, quer a nível físico, quer emocional. Assim, o Fampyra® surge como a solução terapêutica para um problema que até aqui não tinha tratamento”.

Os doentes com EM consideram, à medida que a doença evolui, que a marcha é a função mais importante. A perda da capacidade de andar significa uma perda da independência, da capacidade de trabalho e, consequentemente uma redução do seu nível de rendimentos.

“A disfunção da marcha é uma das consequências mais devastadoras da EM e das que mais preocupa os doentes, pois tem um grande impacto na qualidade de vida assim como na contribuição para a vida em sociedade”, afirma Douglas E. Williams, Vice-Presidente do departamento de I&D da Biogen Idec. “Há doentes com EM em todo o mundo a beneficiar de terapêuticas da Biogen Idec e o Fampyra® é o terceiro produto que a companhia traz para a Europa. Estamos muito satisfeitos por oferecer aos doentes esta nova terapêutica oral que melhora a capacidade de andar”.

O Fampyra® foi desenvolvido pela Acorda Therapeutics, Inc., que comercializa o medicamento nos Estados Unidos sob o nome comercial Ampyra® (dalfampridina) comprimidos de libertação prolongada, 10 mg. A Biogen Idec irá agora comercializar e desenvolver o produto fora dos EUA, sob um acordo de licenciamento com a Acorda.

“Estudos demonstram que mesmo pequenas disfunções da marcha podem ter um impacto negativo na vida do doente. A aprovação europeia do Fampyra® permite que pessoas com EM tenham acesso a uma nova terapêutica que melhora a capacidade de andar em disfunções de ligeiras a graves”, disse Ron Cohen, Director-geral da Acorda. “Desde o seu lançamento nos Estados Unidos em 2010, este medicamento foi prescrito a dezenas de milhares de pessoas com EM. Continuaremos a trabalhar com a Biogen Idec para poder levá-lo para cada vez mais países”.

O Fampyra® aumenta a função neurológica através da melhoria da condução dos impulsos nervosos através dos neurónios desmielinizados. Em ensaios clínicos, os doentes que responderam ao Fampyra® tiveram uma melhoria de velocidade da marcha de 25% e ficou demonstrado que o Fampyra® traz grandes melhorias à capacidade de andar.

Sobre o Fampyra®

Fampyra® é uma formulação em comprimidos de libertação prolongada da substância activa fampridina (4-aminopiridina, 4-AP ou dalfampridina). Fampyra® foi desenvolvido para melhorar a marcha em doentes adultos com esclerose múltipla. Na EM, a mielina danificada expõe canais na membrana dos axónios, levando a fugas de iões de potássio e ao enfraquecimento da corrente eléctrica enviada através dos nervos. Há estudos que demonstram que fampridina pode aumentar a condução ao longo dos nervos danificados, o que pode resultar numa melhoria da capacidade da marcha. Esta fórmula de libertação prolongada foi desenvolvida e está a ser comercializada nos EUA pela Acorda Therapeutics, Inc. sob o nome comercial AMPYRA (dalfampridina) comprimidos de libertação prolongada, 10 mg.

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Cientistas identificam espécie de bactéria ligada à obesidade

Farma Supply

Um estudo chinês apresentou a confirmação de que uma espécie de bactéria está ligada à obesidade.

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1221385-cientistas-identificam-especie-de-bacteria-ligada-a-obesidade.shtml

O trabalho, que envolveu humanos e camundongos, conseguiu levar um obeso de 26 anos a perder 51,4 kg em 23 semanas. O indivíduo, com 1,72 m de altura, começou o tratamento com 174,8 kg.

Ele se alimentava quatro vezes ao dia, com direito a 1.344 calorias diárias. Mas, além da restrição calórica, a alimentação foi planejada para cortar a multiplicação de bactérias enterobacter no intestino do sujeito.

Exames mostraram que ela representava 35% das bactérias no intestino dele antes do estudo. Após nove semanas com o mingau especialmente preparado para o experimento, essa proporção caiu para 1,8% (com perda de peso de 30,1 kg). Em 23 semanas, a bactéria passou a níveis indetectáveis.

Até aí, no entanto, havia apenas uma correlação entre a bactéria e a perda de peso. Para tirar a prova, os cientistas usaram camundongos. Em alguns, eles introduziram a enterobacter do paciente, em outros, não.

Então, passaram a alimentar os animais com uma dieta de alta caloria. Os que tinham a bactéria logo desenvolveram obesidade e resistência à insulina. Os que estavam livres do micro-organismo, não.

O resultado vem a corroborar estudos recentes, conduzidos inclusive no Brasil, que já indicavam que a composição da flora intestinal é determinante no desenvolvimento da obesidade.

E agora há um tipo específico de bactéria a culpar: a cepa Enterobacter cloacae B29, isolada pelos cientistas.

“Nossa pesquisa não para aqui”, disse à Folha Liping Zhao, da Universidade Jiao Tong de Xangai, um dos autores do estudo. “A B29 não é a única com esse efeito na obesidade.
Nosso trabalho estabeleceu um protocolo para descobrir mais delas.”

Espera-se que o conhecimento das bactérias maléficas à digestão ajude a moldar as dietas. Além disso, o resultado pode explicar por que há pessoas que comem bastante mas engordam muito menos que outras.

Zhao admite que o trabalho também pode levar a novas drogas antiobesidade, mas sugere que a melhor solução é eliminar as bactérias ruins por meio da alimentação. “A dieta é a ferramenta mais poderosa para moldar a saúde, parcialmente pela forma como muda a composição da microbiota intestinal.”

O trabalho foi publicado no periódico da Sociedade Internacional para Ecologia Microbiana, o “Isme Journal”.

Editoria de Arte/Folhapress

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lipoaspiração: O perigo das falsas promessas

Farma Supply

Técnicas que prometem embelezar o corpo em poucas horas, a preços baixos, feitas em consultório e sem anestesista, aumentam o risco de graves danos à saúde, alerta a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/lipo-o-perigo-das-falsas-promessas-1.540275

Rio –  A duas semanas do Carnaval e em meio ao verão há quem faça de tudo para ficar em forma rapidamente, sem sofrimento. Isso aumenta os riscos para a saúde. É o caso de pessoas que recorrem às chamadas hidrolipo, lipolight, minilipo, entre outras variações da lipoaspiração, a plástica mais realizada no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Em 2011, foram 211.108 contra 91.800 em 2007, quase 130% a mais.

Foto: Arte: O Dia

Para o cirurgião plástico José Horácio Aboudib, presidente da SBPC, está havendo banalização desse tipo de procedimento. A técnica é indicada para eliminar gordura localizada no culote, nas coxas, nos quadris, nas costas, nas nádegas, no pescoço, no abdômen, nas panturrilhas e no rosto. A lipo não emagrece, nem acaba com a flacidez.

Portanto, todo cuidado é pouco. Nos últimos dois meses, ocorreram pelo menos três casos de problemas com lipoaspiração.

Em janeiro, a manicure Nayara Patracão, de 24 anos, sofreu parada cardíaca durante cirurgia, numa clínica no interior de São Paulo e está em coma. No fim de dezembro, a candidata à miss Amazonas Luciana Souza, de 21 anos, teve séria complicação após uma lipo. Em outubro, Pamela Baris do Nascimento morreu, depois de ter seu fígado perfurado.

Aos olhos do leigo, a lipo pode parecer uma operação simples, na qual basta ao médico enfiar uma cânula com soro, adrenalina e anestésico e aspirar a gordura. Mas, como qualquer plástica, requer cirurgião qualificado e cuidados no pré-operatório.

A SBCP alerta que hidrolipo, minilipo e lipolight são peças de marketing. “Uma irresponsabilidade por parte de quem oferece esses tratamentos”, afirma Aboudib.

Essas plásticas chamadas hidro ou minilipos são feitas com anestesia local e em consultórios, sem anestesista, o que diminui a segurança e aumenta o risco de infecção e de outros problemas graves de saúde. “É prática condenada por todos que têm um mínimo de responsabilidade. O único atrativo delas é o baixo preço”, alerta Aboudib.

Um tratamento barato,mas que pode custar muito caro à saúde de quem se arrisca a fazê-lo. A técnica em enfermagem Yilka Ulisses, de 31 anos, fugiu dessas novidades.

Ela se submeteu a uma lipo na barriga e no culote, mas procurou um especialista pela SBCP. O profissional exigiu todos os exames pré-operatórios, e ela seguiu à riscas as recomendações. “Só volto ao trabalho em uma semana, e às atividades físicas em 45 dias”.

Saiba como escolher o seu cirurgião

A lipoaspiração, como qualquer plástica, deve ser feita por cirurgião habilitado pela SBCP. Desconfie de tratamentos baratos. A lipo feita em hospital e com todos os cuidados de pré e pós-operatório chega a custar R$ 15 mil. E nada adianta a cirurgia se a pessoa não se cuidar. Para saber mais: www2.cirurgiaplastica.org.br.

RESULTADO

O resultado da lipo demora um pouco para aparecer, diz o cirurgião Luiz Victor Carneiro Jr., da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e da SBCP. Há inchaço por cerca de dois meses e em cinco, já dá para ver melhor a plástica.

Por isso, não adianta fazer a operação agora pensando em estar em forma para o Carnaval ou o verão. Além disso, as manchas roxas decorrentes da cirurgia pioram se a pessoa se expuser ao sol. Os pontos são retirados em dez dias.

Normalmente, o paciente volta ao trabalho em cinco dias e aos exercícios em um mês. Precisa usar cinta elástica por cerca de um mês e meio e fazer drenagem linfática. Mulheres que tiveram filhos devem esperar pelo menos seis meses após o parto.

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Diagnóstico em 6h aumenta chances de cura de leucemia rara, diz estudo

Farma Supply

Pesquisadores elaboraram novo protocolo de exames e medicação inicial. Coordenada por médico de Ribeirão Preto, pesquisa avaliou 183 pacientes.

Publicado por Farma Supply. Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/01/diagnostico-em-6h-aumenta-chances-de-cura-de-leucemia-rara-diz-estudo.html

Um estudo envolvendo um consórcio de instituições de oito estados brasileiros, além de cientistas do México, Uruguai e Chile resultou na cura de 80% de um grupo de pacientes da América Latina, diagnosticados com Leucemia Promielocítica Aguda (LPA). A pesquisa baseou-se na aplicação de um novo protocolo de tratamento que privilegia a rapidez no diagnóstico: ao invés de até sete dias, o laudo levou seis horas para ficar pronto.

Os pesquisadores ainda testaram a utilização de medicamentos mais baratos e que, no Brasil, estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo que começou em 2006, teve os resultados publicados no fim de 2012 na revista norte-americana Blood, referência mundial em doenças do sangue.

LPA

A LPA é um tipo raro e agressivo da doença que provoca hemorragia no paciente. Com os tratamentos atuais, a doença leva metade dos doentes a óbito, sendo que 30% morrem em menos de um mês após o diagnóstico. Após o novo protocolo, o percentual de doentes que não resistiram aos 30 primeiros dias caiu para 15%.

De acordo com o médico Eduardo Magalhães Rego, do Hemocentro da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (SP) e coordenador do estudo no Brasil, o índice é comparável ao de países desenvolvidos e só foi possível alcançá-lo por meio da padronização do atendimento nos hospitais, com o uso da mesma medicação e dos testes mais rápidos para detectar a doença.

As amostras coletadas dos pacientes foram analisadas pelo médico brasileiro no Hemocentro. O pesquisador explica que o tempo de seis horas para o diagnóstico possibilita que o paciente inicie o tratamento imediatamente. “O primeiro fator [que influenciou no bom resultado] foi a disponibilização de um teste rápido, desenvolvido pelo professor Brunangelo Faline, na Itália. Ele doou os reagentes para o consórcio e nós treinamos indivíduos em cada um dos hospitais para fazer o teste. Com isso, nós aceleramos o tempo para iniciar o tratamento”, diz.

Métodos demoravam de 3 a 7 dias para apontar o diagnóstico de LPA, nova técnica aponta resultado em 6h.

Participaram dos testes 183 pacientes, sendo 122 do Brasil, 30 do México, 23 do Chile e oito do Uruguai. “No Brasil, todos os que foram incluídos são pacientes do SUS. Existe um protocolo gêmeo a este nosso na Espanha, só que uma das drogas usadas na quimioterapia é a Hidarrubicina, esse medicamento é mais caro. Nós usamos a Daunorrubicina, que é mais barata, e nosso resultado não mudou”, diz Rego.

Rede

Os resultados foram discutidos pelos pesquisadores em conferências pela internet. Um programa desenvolvido pelo consórcio permitia a inserção de imagens das amostras colhidas dos pacientes durante as audiências. Além dos institutos consorciados, também colaboraram médicos dos Estados Unidos, Itália, Holanda, Espanha e da Inglaterra.

“A ideia de se trabalhar em rede é que você consegue acelerar o diagnóstico, o que nessa doença é fundamental, exatamente por conta das complicações hemorrágicas. Você troca experiências entre especialistas nacionais e internacionais, consegue estabelecer um sistema de logística interna no Brasil, em que você pode adotar um laboratório central – nesse caso em Ribeirão Preto – e, além dos exames serem feitos em cada centro participante, você tem um teste confirmatório por um laboratório central”, detalha o pesquisador.

 

No país, além da instituição de Ribeirão, participaram os hospitais universitários da Faculdade Federal do Rio Grande do Sul, do Paraná, de São Paulo, da Santa Casa de São Paulo, da Unicamp, Faculdade de Medicina de São Paulo e da Fundação Hemocentro de Pernambuco.

Objetivo

Segundo Eduardo Rego, o objetivo do consórcio agora é que o tratamento seja expandido para outros países, como o Peru e o Paraguai – que já enviaram médicos a Ribeirão Preto para serem treinados -, além da popularização do método dentro do país.

“Primeiro nós queremos iniciar um estudo de registro com apoio da Associação Brasileira de Hematologia de tal maneira que este tipo de estratégia e esses testes sejam disponíveis para mais centros, mesmo centros não universitários. Pretendemos iniciar um novo protocolo usando a mesma estrutura dessa vez para outra forma de leucemia aguda”, conclui.

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Decisão da Justiça garante medicamento para criança portadora de hipoglicemia

Farma Supply

28 de abril de 2012, às 19h52min

Tribunal de Justiça do Ceará

O Estado do Ceará deve fornecer medicamento para criança de 4 anos que sofre de hipoglicemia. A decisão é do juiz Marcelo Roseno de Oliveira, que responde pela 4ª Vara da Fazenda Pública do Fórum Clóvis Beviláqua.

Segundo os autos (nº 0140854-82.2012.8.06.0001), P.P.A.Q. precisa do remédio Proglicem (100mg) porque corre o risco de ficar com sequelas irreversíveis. Alegando não ter condições de custear o tratamento, a mãe do garoto ingressou com ação na Justiça.

Ao analisar o caso, o magistrado determinou o fornecimento do remédio no prazo máximo de 72 horas, a partir da intimação. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico dessa quinta-feira (26/04).

Fonte

Intolerância à lactose

Intolerância à lactose

Definição da intolerância à lactose

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir lactose (um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos).

“Vilões” do momento, glúten e lactose podem causar intolerâncias se ingeridos em excesso

Farma Supply

A estudante de nutrição Monalisa Cavallaro, 27, sofreu durante três anos com crises de diarreia, dor abdominal, enjoos e fraqueza antes de ter o diagnóstico que mudou radicalmente a sua rotina alimentar: sofria de intolerância à lactose. O mal, que acomete até 50% da população adulta, segundo estudos, é caracterizado pela falta da enzima lactase no organismo, responsável pela digestão da lactose, o açúcar presente no leite.

A advogada Renata Martins Fialdini, passou por drama semelhante, só que com sua filha, Maria Eduarda, hoje com seis anos. A menina sofreu até os três anos com diarreia, abdômen dilatado, dor de barriga e enjoos até obter o diagnóstico de que tinha doença celíaca, que atinge até 1% da população mundial e na qual o organismo é incapaz de digerir o glúten (proteína presente em alimentos que levam trigo, centeio, cevada e aveia). Considerado um corpo estranho e perigoso, o glúten passa a ser atacado pelo sistema de defesa, causando uma série de efeitos colaterais.

Kenalog no tratamento cicatrizes hipertróficas e quelóides

Farma Supply

Autores: Carluz Miranda FerreiraI, Evaldo Alves D´AssumpçãoII

Postado por Farma Supply. Fonte: http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=123

RESUMO:

Os autores fazem uma revisão da literatura e em sua prática clínica da fisiopatologia e das múltiplas formas preventivas e terapêuticas das cicatrizes hipertróficas e quelóides. Apesar dessas afecções serem conhecidas e descritas há quase dois séculos, seu manejo e terapia apresentam, ainda hoje, aspectos controvertidos e resultados, muitas vezes, insuficientes. É numerosa a variedade de técnicas, procedimentos e medicamentos empregados na terapêutica desses distúrbios. Os autores, com essa revisão, procuram mostrar os diferentes conceitos existentes, apresentando dois esquemas bastante práticos para a prevenção e o tratamento das mesmas.

INTRODUÇÃO

A cicatrização é um processo complexo que resulta na formação de um novo tecido para o reparo de uma solução de continuidade.

Uma evolução normal das fases de cicatrização em um indivíduo hígido geralmente determina uma cicatriz final de bom aspecto estético e funcional. Qualquer interferência nesse processo pode levar à formação de cicatrizes de má qualidade, alargadas e pigmentadas. Dentre as afecções cicatriciais, destacam- se a cicatriz hipertrófica e o quelóide.

O papiro de Smith, em 1700 a.C., já fazia menção à formação anormal de cicatrizes. O quelóide foi primeiramente descrito, em 1806, por Alibert1 . Naquela época, ele denominou o mesmo les cancroïdes, ou seja, lesões semelhantes ao câncer. Mais tarde, em 1816, introduziu, então, o termo quelóide. O termo tem origem do grego: khele (garra, pinça) e oeides (semelhante a)2.

DEFINIÇÃO

Quelóides e cicatrizes hipertróficas ocorrem a partir de hiperproliferação de fibroblastos, com conseqüente acúmulo de matriz extracelular, especialmente pela excessiva formação de colágeno.

O quelóide é uma lesão elevada, brilhante, pruriginosa ou dolorosa, de localização dérmica e que ultrapassa os limites da ferida original, ou seja, invade a pele normal adjacente. Apresenta crescimento ao longo do tempo e não regride espontaneamente. Comumente evolui com recorrência após excisão.

Por outro lado, cicatrizes hipertróficas consistem em cicatrizes elevadas, tensas e confinadas às margens da lesão original. Com freqüência tendem à regressão espontânea, vários meses após o trauma inicial3.

Pela experiência clínica, o autor sênior considera a cicatriz hipertrófica em duas categorias: 1) Cicatriz hipertrófica propriamente dita, já descrita e 2) Cicatriz queloideana, que é a lesão cicatricial sem as características histológicas e evolutivas do quelóide, mas que não regride, mantendo-se definitivamente dura e hipertrofiada.

EPIDEMIOLOGIA

Quelóide somente ocorre em seres humanos, podendo acometer todos os grupos étnicos. No entanto, apresentam preponderância em africanos, asiáticos e indivíduos de pele escura em geral. Não há relatos de quelóides em albinos.

Descreve-se a distribuição do quelóide igualitariamente entre indivíduos de ambos os sexos, dentro de uma mesma faixa etária4. Para Kelly5, entretanto, por causa do maior uso de brincos de orelha em mulheres, haveria uma preponderância no sexo feminino. Pessoas acima de 65 anos dificilmente desenvolvem quelóides. A maioria dos casos se dá na faixa etária entre os 10 e 30 anos6.

Importante, também, é citar a suscetibilidade regional dos quelóides. Os locais mais comumente acometidos são a área pré-esternal (Figura 1), dorso, região cervical posterior, região de deltóide e pavilhão auricular7-10. Por outro lado, são raras as ocorrências de quelóide em pálpebras, pênis, escroto, regiões frontal, palmar e plantar.


Figura 1 – Quelóides surgidos espontaneamente na região préesternal, em decorrência de acne juvenil.

A doença tem característica familiar, de mecanismo pouco esclarecido, contudo tem sido proposta herança autossômica recessiva. Nenhum gene específico foi ainda identificado, mas alguns, como HLA-B14, HLA-B21, HLA-BW16, HLA-BW35, HLA-DR5, HLA-DQW3 e grupo sangüíneo A têm sido associados ao desenvolvimento de cicatrização anormal6,4,11,12.

HISTOPATOLOGIA

A localização básica das alterações do quelóide é a derme profunda (reticular). Neste local, as fibras colágenas se arranjam sob a forma de nódulos que aumentam de tamanho e se distribuem de maneira irregular. Nas cicatrizes hipertróficas, o colágeno não é nodular, sendo mais regular e mais delgado com as fibras dispostas paralelamente em relação à superfície.

Além do colágeno, estão presentes substância amorfa e capilares, que tendem a diminuir em favor do aumento do colágeno. A mucina excede na substância amorfa de quelóides e está praticamente ausente nas cicatrizes hipertróficas6. Ao redor dos capilares, encontram-se mastócitos e alguns linfócitos. O número de mastócitos está aumentado em relação à pele normal.

As fibras elásticas estão praticamente ausentes no quelóide, entretanto, podem ser encontradas na cicatriz hipertrófica (Figuras 2 a 7).


Figura 2 – Microscopia de quelóide em pequeno aumento (40x).
Figura 3 – Microscopia de quelóide em maior aumento (100x). Fibras colágenas dispostas predominantemente em forma nodular e, em pequena quantidade, na forma fibrilar. Disposição ao acaso. Colágeno bastante eosinofílico. Muita mucina entre os nódulos de colágeno. Fibras elásticas praticamente ausentes.
Figura 4 – Microscopia de cicatriz hipertrófica em pequeno aumento (40x).
Figura 5 – Microscopia de cicatriz hipertrófica em maior aumento (100x) corado pelo Tricrômico de Gomori. Fibras colágenas em forma fibrilar, regulares e mais delgadas. Geralmente paralelas à superfície cutânea. Ligeiramente eosinofílicas. Pouca mucina entre as fibras colágenas. Neoformação vascular reparativa. Podem ser encontradas algumas fibras elásticas.
Figura 6 – Microscopia de dermatofibroma em pequeno aumento (40x).
Figura 7 – Microscopia de dermatofibroma em maior aumento (100x). Numerosos fibroblastos e histiócitos, os quais se organizam em nódulos chamados de “células de Tuton”.

A pele da lesão queloideana tem a epiderme achatada, além de ser desprovida de pêlos, glândulas sebáceas e sudoríparas. A ausência de anexos associada à tensão na superfície da lesão lhe confere o aspecto brilhante.

TRATAMENTO

Assim como tudo em medicina, prevenir cicatrizes hipertróficas é muito mais eficiente que tratá-las. Portanto, ressalta-se o zelo que deve haver durante o manejo de uma ferida. O emprego de técnica cirúrgica adequada, evitar manipulação excessiva e traumatismo nos tecidos, remoção de corpos estranhos, sutura por planos, diminuindo a tensão na cicatriz, prevenção de hematoma e infecções são medidas que contribuem para a obtenção de cicatrizes de boa qualidade. Importante também é a realização da diérese, respeitando as linhas preferenciais de incisão, que coincidem com as dobras naturais da pele e nem sempre com as clássicas linhas de Langer.

Na prática, o tratamento e a prevenção de quelóides e cicatrizes hipertróficas são bem similares. O diagnóstico precoce de um distúrbio cicatricial é muito importante. Há um consenso entre a maioria dos autores sobre um maior sucesso de tratamento não cirúrgico quando se intervém sobre cicatrizes imaturas3. Já o tratamento cirúrgico somente deve ser indicado após completado o período de maturação que vai de 6 a 12 meses.

Wolwack et al.13, em trabalho voltado somente para as opções terapêuticas, elencam sumariamente diversas condutas. Por considerarmos, porém, o tema pouco explorado, fizemos este nosso estudo.

CIRURGIA

O tratamento cirúrgico empregado como monoterapia apresenta taxa de recorrência que varia de 45 a 100%14.

A combinação entre cirurgia e injeções de corticóide reduz a taxa de recorrência para menos de 50%. Por outro lado, o tratamento cirúrgico associado à radioterapia reduz a recorrência para 10%14.

As cicatrizes hipertróficas decorrentes de tensão excessiva, complicações de ferida, tais como infecções, cicatrização retardada, podem ser tratadas com excisão cirúrgica associada ao uso de placas de silicone em gel.

Quanto à técnica cirúrgica empregada, é fundamental o relaxamento das bordas da ferida por meio de um descolamento parcial e avanço dos retalhos. Por conseguinte, realizase a estabilização da ferida por meio de suturas subdérmicas e intradérmicas com fios absorventes de longa duração. Mustoe et al.15 preconizam manutenção de suturas intradérmicas por pelo menos 6 semanas e, quando a tensão é excessiva, por até mais de 6 meses.

Kim et al.9 descreveram uma tática para o tratamento cirúrgico de quelóides de lobo de orelha, na qual se faz a confecção de retalhos locais com pele queloideana, após a ressecção do mesmo. Logo, há fechamento eficiente e sem tensão, não havendo necessidade de enxertos ou retalhos de vizinhança.

INJEÇÃO DE CORTICÓIDES

A injeção intralesional de triamcinolona (Kenalog) é eficaz e consiste na primeira linha de tratamento dos quelóides e segunda linha terapêutica para cicatrizes hipertróficas. Apesar de ser usado no controle cicatricial desde os idos de 1960, o principal mecanismo de ação dos corticóides permanece pouco esclarecido. O corticóide age inibindo a alfa-2-macroglobulina que, por sua vez, inibe a ação da colagenase5.

Carrol et al.3 estudaram o efeito in vitro da triancinolona sobre fibroblastos de pele normal e de quelóides. O corticóide provocou diminuição na produção de TGF-<β1 e aumento na síntese de bFGF (fator básico de crescimento de fibroblasto).

A resposta a este tratamento varia de 50 a 100%, com taxa de recorrência de 9 a 50%. Obtêm-se melhores resultados com a corticoterapia associada a outros tratamentos como cirurgia e crioterapia16, ou compressão e silicone5.

O tratamento padrão consiste em doses de triancinolona (40mg/ml) diluídas em lidocaína a 2%, sem vasoconstritor, na proporção de 1:1 e aplicadas de modo rigorosamente intralesional, com intervalos de duas a quatro semanas. Os intervalos de aplicação, bem como o número de sessões, variam de acordo com a resposta clínica. O local exato de aplicação deve ser a derme papilar, onde a colagenase é produzida (Figuras 8a e 8b). Deve-se evitar a injeção no subcutâneo o que pode causar lipoatrofia. Além de dolorosa a aplicação, os pacientes podem experimentar efeitos colaterais que incluem atrofia de pele, despigmentação e telangectasias (Figuras 9a, 9b e 9c). Corticóides tópicos têm sido usados com algum sucesso, mas a absorção através do epitélio intacto é limitada.


Figura 8 – A: Cicatriz queloideana na região sacral, tratada exclusivamente por injeção intralesional de triancinolona. B: Resultado após um ano de evolução.
Figura 9 – A: Cicatriz queloideana de abdome. B: Cicatriz tratada com a infiltração de triancinolona intralesional; após 6 meses de evolução apresentava discreta melhora, porém com algum grau de atrofia e despigmentação da pele adjacente. C: Indicada a ressecção, tanto do tecido comprometido pela cicatriz como pela atrofia, associada a uma plástica em MW. Resultado após um ano de evolução pós-operatória.

Jenkins et al.17 mostraram que o uso tópico de corticóide não reduz a formação de cicatrizes após queimaduras.

SILICONE GEL

Placas de silicone gel têm sido amplamente utilizadas como opção terapêutica de quelóides e cicatrizes hipertróficas desde meados de 1980. O silicone gel parece atuar no controle cicatricial, aumentando a temperatura da cicatriz e, conseqüentemente, levando a uma maior atividade da colagenase, além de exercer compressão local. Além disso, TGF beta-2 está reduzido quando há exposição ao silicone5.

Apesar de mecanismo de ação incerto, o silicone gel, atualmente, tornou-se medida de uso padrão no controle de cicatrizes. As placas de silicone podem ser especialmente aplicadas em crianças e outros pacientes com pouca resistência à dor, comum nas infiltrações.

O tratamento com gel de silicone somente deve ser instituído após completa cicatrização, portanto, não pode ser empregado enquanto houver áreas cruentas.

Além da apresentação sob a forma de placas, algumas formulações de silicone líquido têm mostrado serem efetivas no controle de pequenas cicatrizes hipertróficas, embora haja necessidade de estudos mais aprofundados para comprovação.

TERAPIA COMPRESSIVA

O tratamento compressivo vem sendo utilizado desde a década de 70. Tem sido o padrão de tratamento para cicatrizes hipertróficas de queimadura, e ainda é opção de primeira linha em muitos centros. Trata-se de um método efetivo no tratamento e prevenção de cicatrizes hipertróficas.

Para obtenção de resultados efetivos, a pressão recomendada é de 24 a 30 mmHg, sendo mantida continuamente por seis a doze meses, podendo ser exercida através do uso de malhas compressivas (Figura 10). Em quelóides de lobo de orelha, a terapia compressiva é realizada através de dispositivos como brinco de pressão. A compressão deve ser iniciada logo após a retirada dos pontos, ou seja, após completa epitelização da ferida.


Figura 10 – Malha elástica para compressão uniforme de cicatrizes de queimadura de membro superior.

Especula-se que o mecanismo de ação da compressão esteja relacionado à oclusão de pequenos vasos dentro da cicatriz, determinando isquemia e reduzindo o número de fibroblastos e a formação de colágeno. A compressão exercida sobre o quelóide determina também uma diminuição da alfamacroglobulina que inibe a colagenase. Outra possibilidade de mecanismo de ação da compressão é o ressecamento da cicatriz com estabilização dos mastócitos5.

Trata-se de um tratamento bastante controverso, entretanto em nossa prática clínica temos tido resultados bastante satisfatórios, quando a compressão é possível ser feita com precisão.

RADIOTERAPIA

A radioterapia como monoterapia de quelóides é controversa, principalmente devido ao potencial carcinogênico do procedimento, além do elevado índice de complicações como radiodermites e discromias locais. Altas doses de radiação utilizadas podem levar ao desenvolvimento de carcinoma espinocelular no local, geralmente após 15 a 30 anos. Este tratamento deve ser evitado em crianças devido ao risco de acometimento das cartilagens metafisárias, o que pode causar retardo no crescimento ósseo5.

Radioterapia isolada apresenta taxa de resposta que varia de 10 a 94% e taxa de recorrência de 50 a 100%5.

Braquiterapia com doses de 1200 Gy após 24 horas de excisão do quelóide apresentou ótimo resultado cosmético (94%) e a taxa de recorrência foi de 4,7%18.

Ragoowansi et al.4 pesquisaram 80 casos de quelóide resistente a outros tratamentos que foram submetidos à excisão cirúrgica e radioterapia em 24 horas na dose de 10 Gy. Os autores obtiveram taxa de recorrência de 9%, em 1 ano e 16%, em 5 anos.

Ogawa et al.19 estudaram 147 casos de quelóide tratados com 15 Gy de irradiação após ressecção cirúrgica. Após 18 meses, a taxa de recorrência geral foi de 32,7%. Isso se deveu à alta recidiva em região esternal e escapular. Logo, os autores recomendam doses seqüenciais de radiação nessas regiões e/ou quando houver muita tensão no local19.

Os melhores resultados são obtidos com doses de 15 a 20 Gy em 5 a 6 sessões aplicadas em pós-operatório recente, no máximo duas semanas. Os resultados da radioterapia após excisão cirúrgica vão de 25 a 100%15.

Há um consenso entre a maioria dos autores de que a radioterapia deve ser reservada para adultos portadores de quelóides em que houve falha no tratamento com outras modalidades. Consiste em valiosa opção terapêutica, sendo talvez a mais eficaz para os quelóides graves.

LASERTERAPIA

Acreditava-se que o laser era capaz de causar destruição tecidual com produção de cicatrizes menores ou mais delicadas. A partir de então, o laser passou a ser utilizado no arsenal terapêutico de quelóides e cicatrizes hipertróficas.

Alguns tipos de laser de dióxido de carbono (CO2) foram empregados em cicatrizes queloideanas decorrentes de trauma, acne e varicela, com bons resultados, porém sem avaliação tardia. Necroses de queimadura desbridadas com o mesmo tipo de laser não melhoraram o aspecto cicatricial.

O laser de argônio foi usado para tratamento de quelóide na década de 70 e produzia maior dano tecidual térmico que o laser de CO2 e, portanto, com taxas de recorrência ainda maiores15.

Os modelos mais recentes de laser de luz pulsada têm mostrado resultados animadores no tratamento de quelóide, podendo, inclusive, serem associados ao uso de corticóides. Ainda assim, novos estudos são necessários, principalmente com avaliação mais tardia dos casos.

CRIOTERAPIA

A crioterapia passou a ser usada no tratamento de quelóides a partir de 1982 20.

O congelamento do quelóide com nitrogênio líquido causa lesão celular e microvascular, o que leva à necrose e conseqüente involução do mesmo. Crioterapia isoladamente foi capaz de melhorar 51 a 74% dos quelóides após duas ou mais sessões, tendo bons resultados para cicatrizes de acne grave. A crioterapia causa um edema no quelóide que facilita a injeção intralesional de corticóide. Quando essas duas modalidades terapêuticas foram associadas, a taxa de resposta foi de 84%15.

Desvantagens do procedimento incluem demora de cicatrização e a ocorrência comum de hipopigmentação permanente. A hipopigmentação pode ser reduzida, não ultrapassando em 25 segundos do tempo de congelamento15. Outros efeitos colaterais incluem hiperpigmentação, atrofia cutânea moderada e dor à aplicação. Portanto, a crioterapia está bem indicada no controle de cicatrizes muito pequenas.

Har-Shai et al.20 aplicam a crioterapia intralesional através de uma sonda introduzida no interior da lesão queloideana. Tal procedimento permite intervir especificamente na derme, onde acontece o distúrbio cicatricial, poupando a epiderme. Logo, não há demora na cicatrização, não tendo sido observado nenhum caso de hipopigmentação definitiva nos casos estudados.

FITA ADESIVA MICROPOROSA HIPOALERGÊNICA

Há um consenso com relação ao uso de fita adesiva microporosa em feridas recentes e mantidas por várias semanas de pós-operatório. O mecanismo de ação, provavelmente, esteja relacionado ao efeito mecânico (análogo à terapia compressiva) e efeito oclusivo (análogo ao uso de silicone), além de diminuir a tensão local na ferida.

Existem poucos estudos científicos sobre o uso de fita adesiva. Parece ser menos efetivo que o uso de silicone gel. Logo, a fita deve ser empregada em feridas, imediatamente após a cirurgia, como medida preventiva que antecede o uso de placas de silicone.

MISCELÂNEA

Os tratamentos adicionais podem ser divididos em 3 categorias.

O primeiro grupo consiste de tratamentos populares sem estudos científicos que comprovem ou contestem sua eficácia. Incluem substâncias tópicas como vitamina E, sulfomucopolissacarídeo de alantoína, glicosaminoglicano, extratos de planta como Bulbine frutescens e Centella asiatica.

A segunda categoria se constitui de substâncias classicamente usadas no tratamento de quelóides, porém com significantes efeitos colaterais ou com falta de comprovação científica. Como exemplo, citam-se o ácido retinóico tópico, a colchicina e o uso de anti-histamínicos sistêmicos.

Por fim, a terceira classe é representada pelas novas substâncias que ainda carecem de mais pesquisas científicas e tempo de uso clínico. Podem, portanto, vir a ser no futuro muito úteis no tratamento do quelóide. Destacam-se a ciclosporina e o verapamil intralesional.

O verapamil inibiu a produção in vitro de interleucina-6 e VEGF (fator de crescimento vascular endotelial) pelos fibroblastos. Ambas as citocinas têm sua produção aumentada nos quelóides21.

Deve ser ressaltada também a aplicação de procedimentos físicos na terapêutica complementar do quelóide. Alguns exemplos são a hidroterapia, o emprego de massagem (muito aplicada em nosso meio), ultra-som, eletricidade estática e estimulação elétrica pulsada.

TERAPIAS EMERGENTES

Três modalidades terapêuticas surgiram recentemente e já apresentam evidências científicas de eficácia. São elas o uso de interferon (interferon-α, interferon-β, interferon-ϒ), 5-fluoruracil intralesional e injeções de bleomicina.

As variáveis α, β e ϒ de interferon mostraram o aumento da lise de colágeno. Interferon α e ϒ inibem a síntese de colágeno tipos I e III, agindo sobre o RNA mensageiro na célula. Tredget et al.22 pesquisaram que injeções de interferon-α2b, aplicadas 3 vezes por semana, melhoraram cicatrizes hipertróficas e reduziram os níveis de TGF- β (fator de transformação de crescimento).

O uso de interferon apresentou resultados superiores ao da triancinolona, na prevenção da recorrência pós-operatória do quelóide15. São, entretanto, de aplicação muito dolorosa, requerendo anestesia loco-regional, além do alto custo do medicamento.

As injeções intralesionais de 5-fluoruracil podem ser usadas isoladamente ou combinadas aos corticóides injetáveis. Os melhores resultados são obtidos com a mistura de 0,1 ml de triancinolona a 10mg/ml com 0,9 ml de 5-fluoruracil a 50mg/ ml. Inicia-se com 3 aplicações por semana, ajustando a freqüência de acordo com a resposta. A terapêutica com 5- fluoruracil tem se mostrado promissora e com vantagem de poucos efeitos colaterais evidenciados. A maior limitação de seu uso é a dor à aplicação.

A bleomicina é um agente quimioterápico similar ao 5-fluoruracil. O seu uso injetável também é eficiente opção no tratamento de cicatrizes hipertróficas. Cicatrizes antigas resistentes aos corticóides intralesionais apresentaram boa resposta à injeção de bleomicina 0,01%, a cada 3 ou 4 semanas15.

OUTRAS DROGAS

Outras drogas a serem citadas são a imiquimode, flurandrenolida, clobetasol, tacrolimus, metotrexate e pentoxifilina. A imiquimoda tópica a 5% aumenta a produção local de interferons5.

CONCLUSÕES

O tratamento das cicatrizes hipertróficas e quelóides é extremamente complexo e ainda repleto de questionamentos. Sem dúvida que, como em toda a área médica, a prevenção é mais importante do que o tratamento propriamente dito. Pela impossibilidade de se prevenir todos os casos, as diferentes formas de tratamento devem ser amplamente conhecidas, bem indicadas e melhor aplicadas. Como roteiro objetivo para estas condutas, apresentamos os algoritmos propostos por Mustoe et al.15, com algumas modificações nossas (Figuras 11 e 12).


Figura 11 – Algoritmo da prevenção das cicatrizes hipertróficas e quelóides.


Figura 12 – Algoritmo do tratamento das cicatrizes hipertróficas e quelóides.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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8. Burd A, Chan E. Keratinocyte-keloid interaction. Plast Reconstr Surg. 2002;110(1):197-202.

9. Kim DY, Kim ES, Eo SR, Kim KS, Lee SY, Cho BH. A surgical approach for earlobe keloid: keloid fillet flap. Plast Reconstr Surg. 2004;113(6):1668-74.

10. Manuskiatti W, Fitzpatrick RE. Treatment response of keloidal and hypertrophic sternotomy scars. Arch Dermatol. 2002;138(9):1149-55.

11. Bayat A, Arscott G, Ollier WE, Ferguson MW, McGrouther DA et al. Description of site-specific morphology of keloid phenotypes in an Afrocaribbean population. Br J Plast Surg. 2004;57(2):122-33.

12. Zhang Q, Wu Y, Ann DK, Messadi DV, Tuan TL, Kelly AP et al. Mechanisms of hypoxic regulation of plasminogen activator inhibitor-1 gene expression in keloid fibroblast. J Invest Dermatol. 2003;121(5):1005-12.

13. Wolwacz A, César EO, Ciufo MR, Wolwalz Jr I, Kuyven CR, Deos MF. Opções terapêuticas nas cicatrizes queloideanas. Rev Soc Bras Cir Plast. 2000;15(1):15-24.

14. Berman B, Bieley HC. Adjunct therapies to surgical management of keloids. Dermatol Surg. 1996;22(2):126-30.

15. Mustoe TA, Cooter RD, Gold MH, Holls FF, Ramelet AA, Shakespeare PG et al. International clinical recommendations on scar management. Plast Reconstr Surg. 2002;110(2):560-71.

16. Niessen FB, Spauwen PH, Schalkwijk J, Kon M. On the nature of hypertrophic scars and keloids: a review. Plast Reconstr Surg. 1999;104(5):1435-58.

17. Jenkins M, Alexander JW, MacMillan BG, Waymack JP, Kopcha R. Failure of topical steroids and vitamin E to reduce postoperative scar formation following reconstructive surgery. J Burn Care Rehabil. 1986;7(4):309-12.

18. Guix B, Henriquez I, Andres A, Finestres F, Tello JI, Martinez A. Treatment of keloids by high-dose-rate brachytherapy: a seven year study. Int J Radiat Oncol Biol Phys. 2001;50(1):167-72.

19. Ogawa R, Mitsuhashi K, Kyakusoku H, Miyashita T. Postoperative electron-beam irradiation therapy for keloids and hypertrophic scars: retrospective study of 147 cases followed for more than 18 months. Plast Reconstr Surg. 2003;111(2):547-53.

20. Har-Shai Y, Amar M, Sabo E. Intralesional cryotherapy for enhancing the involution of hypertrophic scars and keloids. Plast Reconstr Surg. 2003;111(6):1841-52.

21. Giugliano G, Pasquali D, Notaro A, Brongo S, Nicoletti G, D’Andrea F et al. Verapamil inhibits interleukin-6 and vascular endothelial growth factor production in primary cultures of keloid fibroblasts. Br J Plast Surg. 2003;56(8):804-9.

22. Tredget EE, Shankowsky HA, Pannu R, Nedelec B, Iwashina T, Ghahary A et al. Transforming growth factorbeta in thermally injured patients with hypertrophic scars: effects of interferon alpha-2b. Plast Reconstr Surg. 1998;102(5):1317-30.

I. Cirurgião Plástico, Membro Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; Cirurgião Plástico do PHD – Hospital Pace, Belo Horizonte.
II. Cirurgião Plástico, Titular-Especialista-Senior da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Federação Ibero-Latino-Americana de Cirurgia Plástica e da International Society of Aesthetic, Plastic and Reconstructive Surgery. Coordenador da Comissão de Ética do PHD -Hospital Pace, Belo Horizonte. Membro e atual Presidente da Academia Mineira de Medicina.

 

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Bactérias resistentes ‘ameaçam mais que aquecimento global’

Farma Supply

Chefe de Saúde da Inglaterra alerta para cenário ‘apocalíptico’ pela crescente ineficiência de remédios contra infecções.

 Publicado por Farma Supply. Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/bacterias-resistentes-ameacam-mais-que-aquecimento-global.html

 O aumento de infecções resistentes a medicamentos é comparável à ameaça do aquecimento global, de acordo com a principal autoridade de Saúde da Inglaterra. Sally Davies, chefe do serviço médico civil da Inglaterra, disse que as bactérias foram se tornando resistentes às drogas atuais e há poucos antibióticos para substituí-las.

Ela disse a uma comissão de deputados britânicos que uma operação de rotina pode se tornar letal devido à ameaça de infecção. Especialistas disseram que este é uma problema global e que precisa de mais atenção.

Os antibióticos são uma das maiores histórias de sucesso na medicina. No entanto, as bactérias são um inimigo que se adapta rapidamente e encontra novas maneiras de burlar as drogas.

Um dos exemplos desta ameaça é o Staphylococcus aureus resistente à meticilina – ou SARM (também conhecido pela sigla em inglês MRSA – Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) -, uma bactéria que rapidamente se tornou uma das palavras mais temidas nas enfermarias de hospitais, e há também crescentes relatos de resistência em cepas de E. coli, tuberculose e gonorreia.

“Cenário apocalíptico”
Davies disse: “É possível que a gente jamais veja o aquecimento global acontecer, então o cenário apocalíptico é quando eu precisar operar meu quadril daqui a em 20 anos e for morrer de uma infecção de rotina, porque os antibióticos não funcionam mais.” Ela disse que só um único antibiótico sobrou para tratar a gonorreia.

“É muito grave, e é muito grave porque nós não estamos usando nossos antibióticos de forma efetiva”. “Não há um modelo de mercado para fazer novos antibióticos, de modo que estas bactérias se tornaram resistentes, o que ocorreria naturalmente, mas estamos estimulando isso pela forma com que antibióticos são usados, e não haverá novos antibióticos adiante.”

Arsenal vazio
O alerta feito pela especialista no Parlamento britânico ecoa avisos semelhantes feitos pela Organização Mundial de Saúde, dizendo que o mundo está caminhando para uma “era pós-antibióticos”, a menos que sejam tomadas medidas.

A entidade pinta um futuro no qual “muitas infecções comuns não terão mais uma cura e, mais uma vez, matarão incessantemente”. O professor Hugh Pennington, microbiologista da Universidade de Aberdeen, disse que a resistência a drogas é “um problema muito, muito sério”. “Precisamos prestar mais atenção a ele. Precisamos de recursos para monitoramento, para lidar com o problema e para fazer informações públicas circularem adequadamente.”

Ele sublinhou que este não era um problema exclusivo da Grã Bretanha. “As pessoas estão indo para o exterior para operações, ou para, vamos dizer, fazer turismo sexual e trazer para cá gonorreia, que é um grande problema em termos de resistência a antibióticos – e também há tuberculose em muitas partes do mundo”.

Pennington disse que as empresas fabricantes estavam sem opções também, porque todas as drogas mais simples já haviam sido produzidas. “Temos de estar cientes de que não vamos ter novos remédios milagrosos, porque simplesmente não há novos remédios”.

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Estudo vê desvantagem de tratamento do HIV com genéricos nos EUA

Farma Supply

Aids e HIV

Um estudo americano está causando polêmica ao defender que o uso disseminado de medicamentos genéricos anti-HIV nos EUA pode fazer com que mais pacientes tenham problemas em seu tratamento.

No artigo, publicado no “Annals of Internal Medicine”, médicos do Hospital Geral de Massachusetts calculam que os medicamentos genéricos, que logo estarão à disposição da maior parte dos pacientes no mercado americano, podem representar uma economia de quase US$ 42.500 por paciente, mas também tendem a ser menos eficazes.

Um dos maiores problemas seria que o tratamento com genéricos nos EUA exige que sejam tomados três comprimidos por dia, em vez de apenas um, o que aumentaria o risco de que alguns pacientes percam doses.

Segundo os médicos americanos, isso faria com que cada paciente tratado com genérico tenha em média 4,4 meses de vida a menos que os tratados com medicamentos tradicionais.

POLÊMICA

Para a organização Aidsmap, responsável por divulgar informações sobre HIV, porém, o modelo que serviu de base para a pesquisa é pouco confiável.

Um porta-voz da organização também levantou a preocupação de que ela cause alarde entre pacientes sobre os genéricos, cujo uso continua sendo apoiado pela Aidsmap.

Especialistas concordam que os antirretrovirais genéricos deram uma grande contribuição para a contenção do HIV no mundo –particularmente nos países em desenvolvimento.

“O estudo não leva em conta o fato de que são as patentes dos medicamentos que impedem que pacientes tenham acesso a tratamentos mais simples e mais baratos (com genéricos)”, disse Sharonann Lynch, assessora de políticas sobre HIV/AIDS do grupo Médicos Sem Fronteiras.

“Versões genéricas da combinação (das três substâncias do tratamento anti-HIV) já existem em países em que patentes não bloqueiam seu uso por US$ 200 por ano –menos de 1% do seu custo nos EUA.”

A assessoria de comunicações do Ministério da Saúde brasileiro também ressalta que a pesquisa foi feita com genéricos disponíveis nos EUA e seus resultados são restritos ao país –só podendo ser avaliados por quem tenha um entendimento amplo sobre os produtos e o funcionamento do mercado americano.

Segundo o ministério, no caso do Brasil, já há genéricos que combinam três medicamentos em uma única pílula e eles só entram no mercado após passarem pelo teste de bioequivalência da Anvisa, que comprova que têm a mesma eficácia.

GENÉRICOS

Medicamentos genéricos são cópias mais baratas de remédios de grandes farmacêuticas.

Eles geralmente atuam da mesma maneira que os remédios de marcas tradicionais e contêm os mesmos princípios ativos.

Hoje, o tratamento recomendado para pacientes recém-diagnosticados com HIV nos EUA é uma pílula que combina três antiretrovirais –tenofovir, emtricitabina e efavirenz.

O genérico de um medicamento que atua de forma semelhante a emtricitabina chegou ao mercado americano em janeiro de 2012 e um genérico do efavirenz é esperado para breve.

Logo, os pacientes americanos poderão fazer um tratamento que combina essas duas drogas com o tenofovir.

“Esta é uma troca que muitos de nós achará difícil ou até impossível recomendar por questões emocionais e éticas”, diz Rochelle Walensky, pesquisadora-chefe do estudo.

Rochelle admite, porém, que para os pacientes propensos a seguir à risca o tratamento com os três medicamentos, a opção entre o genérico e o medicamento de marca seria mais complexa –já que a eficácia do tratamento pode ser a mesma.

DILEMA

Segundo Rochelle, a troca poderia ser mais aceitável se a economia feita pelo com genéricos fosse redirecionada para outros aspectos do tratamento, como o combate a hepatite C em pacientes que também contraíram a doença.

Apesar das reações negativas de muitos médicos, para Jason Warrier, da ONG britânica Terrence Higgins Trust, que apoia pessoas que contraíram HIV, a pesquisa é oportuna. Ele diz que cerca de 7.000 pessoas são diagnosticadas anualmente com HIV no Reino Unido e o custo de medicamentos está aumentando ano a ano.

“Com o sistema de saúde britânico sob uma pressão financeira sem precedentes, a propagação dessa epidemia é um desafio não apenas de saúde pública, mas para os recursos públicos”, diz Warrier.

“Usar medicamentos genéricos seria um caminho para o serviço de saúde reduzir suas despesas, mas isso não deve ser feito às custas da saúde do paciente. Tudo o que compromete a eficácia dos medicamentos anti-HIV, ou torna as pessoas menos propensas a manter seus tratamentos, representa uma economia que não vale a pena.”

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Fonte

Vai viajar para uma área com incidência de Malária? Previna-se, Malarone pode garantir sua saúde!

Farma Supply

 

Malarone

 

Fabricado pela GlaxoSmithKline, é uma combinação de dose fixa do antimalárico agentes atovaquona e cloridrato de proguanil. O nome químico de atovaquona é trans-2-[4 – (4-clorofenil) ciclo-hexil]-3-hidroxi-1 ,4-naphthalenedione.

Indicações de uso Malarone e Malarone Junior

Malarone pertence a um grupo de medicamentos denominados de antimaláricos, contém duas substâncias ativas, atovaquona e cloridrato de proguanil. Possue 02 (duas) indicações:

  • Para prevenir a malária
  • Para tratar a malária

A malária é uma doença grave transmitida pela picada de um mosquito infetado, que introduz o parasita da malária (Plasmodium falciparum) na corrente sanguínea. Qualquer indivíduo, em qualquer idade, pode contrair a malária, Malarone previne e combate a malária ao matar este parasita, além de tomar Malarone é muito importante que adote também medidas para prevenir que seja picado pelos mosquitos, tais quais:

  • Utilize um repelente de insetos nas zonas expostas da pele.
  • Vista roupa clara colorida que cubra quase todo o corpo, especialmente após o pôr do sol porque nesta altura os mosquitos estão mais ativos.
  • Durma num quarto protegido ou debaixo de um mosquiteiro impregnado de inseticida.
  • Feche as janelas e as portas ao pôr do sol, se não forem protegidas.
  • Considere o uso de inseticidas (impregnados, spray, difusor elétrico) para eliminar os insetos do quarto ou para impedir os insetos de entrarem no quarto.
  • Continua sendo possível contrair a malária apesar de se ter adotado as precauções necessárias. Alguns tipos de infecção da malária demoram algum tempo até causarem os sintomas, assim à doença pode não manifestar-se até vários dias, semanas ou meses após o regresso do estrangeiro.
  • Consulte o seu médico imediatamente, se manifestar sintomas, tais como temperatura elevada, dores de cabeça, arrepios e cansaço após regressar a casa.

Farmacologia, Contra-indicações e Advertências Malarone e Malarone Junior.

1. Para que é utilizado Malarone?

Malarone pertence a um grupo de medicamentos denominados de antimaláricos. É administrado como forma de prevenção (profilaxia) contra a malária e no tratamento da malária causada por uma infecção sanguínea com o parasita Plasmodium falciparum. Malarone contem duas substâncias activas que actuam matando o parasita da malária no organismo para tratar ou prevenir a infecção da malária.

2. Antes de tomar Malarone?

Este medicamento ajusta-se à maioria das pessoas, no entanto algumas pessoas não o devem tomar. Pergunte a si mesmo as seguintes questões de modo a verificar se pode tomar Malarone:

–   Está a tomar varfarina ou outro medicamento para prevenir que o sangue coagule (anticoagulantes)?

–   Já manifestou alguma vez uma reacção alérgica à atovaquona, cloridrato de proguanilo ou a qualquer outro ingrediente de Malarone referido anteriormente?

–   Já lhe disseram que a infecção da malária é grave e lhe está atingir os pulmões, rins, e/ou cérebro?

–   Já teve malária anteriormente?

–   Está grávida, a tentar engravidar ou a amamentar?

–   Tem presentemente diarreia e/ou vómitos?

–   Tem alguma doença nos rins?

–   O medicamento destina-se ao tratamento de malária em crianças com peso inferior a 11 kg?

–   O medicamento destina-se à prevenção da malária em adulto com peso inferior a 40 kg?

–   Prevê permanecer por mais de 28 dias numa zona onde existe malária?

Se responder “Sim” a qualquer uma destas questões, consulte o seu médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Foram referidas tonturas. Se se sentir perturbado não deve conduzir nem utilizar máquinas ou participar em actividades que o possam colocar em risco ou aos outros.

Quando estiver a tomar outros medicamentos:

Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo os medicamentos sem receita médica. Alguns medicamentos podem impedir que Malarone actue convenientemente, ou Malarone pode alterar a efectividade de outros medicamentos tomados ao mesmo tempo. Isto inclui:

–   metoclopramida, utilizado no tratamento das náuseas e vómitos.

–   os antibióticos, tetraciclina, rifampicina ou rifabutina:.

–   indinavir, utilizado no tratamento do VIH.

–   varfarina ou outros medicamentos relacionados para prevenir que o sangue coagule.

3. Como tomar Malarone?

É importante que tome Malarone sempre na altura correcta e de acordo com as instruções do seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Malarone pode ser tomado por duas razões:

–   prevenção da infecção da malária (profilaxia)

–   tratamento da infecção da malária

A seguinte informação aplica-se quer esteja a tomar Malarone Comprimidos na prevenção quer no tratamento da malária

–   Se possível tome Malarone Comprimidos com alimentos ou leite, para assegurar uma melhor absorção e acção apropriada.

–   É também importante que tome os comprimidos diariamente à mesma hora e que complete o tratamento.

–   Se tiver vómitos na primeira hora após tomar os comprimidos, tome outra dose e depois continue o tratamento como anteriormente. Se tiver diarreia, continue a tomar os comprimidos normalmente.

–   Se se sentir doente novamente, em particular se tiver febre durante o mês seguinte após ter terminado os comprimidos, consulte o médico imediatamente.

–   Não é necessário uma posologia especial para os indivíduos idosos.

Prevenção da infecção da malária

Se prevê permanecer numa zona onde existe malária durante um período superior a 28 dias, confirme com o seu médico ou farmacêutico se os comprimidos de Malarone são adequados para si, antes de viajar.

–  A posologia habitual em adultos é de um comprimido por dia.

–   O esquema de prevenção com estes comprimidos inicia-se 1 a 2 dias antes de chegar à zona onde existe malária.

–   Continuar a tomar estes comprimidos diariamente durante a estadia.

–   Continuar a tomar estes comprimidos durante 7 dias após regressar à zona sem malária.

Este esquema pode ser diferente do de outros medicamentos administrados para prevenir a malária, contudo é importante seguir estas instruções, a menos que o seu médico o aconselhe de outro modo.

Se pesar menos de 40 kg, recomenda-se que não tome Malarone na prevenção da malária.

No final deste Folheto Informativo encontrar informação adicional importante sobre a prevenção contra a infecção da malária em complemento à administração de Malarone.

Tratamento da infecção da malária

A posologia habitual em adultos é de 4 comprimidos, uma vez por dia, durante 3 dias consecutivos.

A posologia na criança depende do seu peso corporal, como a seguir descrito:

11-20 kg: UM comprimido por dia, durante 3 dias 21-30 kg: DOIS comprimidos por dia, durante 3 dias 31-40 kg: TRÊS comprimidos por dia, durante 3 dias Mais de 40 kg: Posologia igual ao adulto.

Se estiver a tomar Malarone para tratar uma crise de malária e tem diarreia ou vómitos, informe o seu médico. O médico pode necessitar de verificar a evolução do tratamento e se necessário, alterar o tratamento. Alguns dias após terminar o esquema de tratamento, deve consultar o seu médico de modo a verificar se a malária foi completamente tratada.

O que fazer se tomar comprimidos a mais

Se tomar demasiados comprimidos de Malarone ou se alguém tomar os seus comprimidos por engano, informe imediatamente o seu médico.

O que fazer se se esquecer de tomar uma dose

Se se esquecer de tomar uma dose não se preocupe. Assim que se lembrar tome uma dose e depois tome a dose seguinte à hora correcta.

 

4. Efeitos secundários Malarone

Apesar de a maioria dos indivíduos considerar que Malarone não causa problemas, tal como todos os medicamentos, Malarone pode ter efeitos secundários, contudo alguns poderão ser sintomas da malária. Os seguintes efeitos secundários foram referidos em pessoas a tomar Malarone, sendo a maioria moderados e de duração limitada.

–   Cansaço, fraqueza, vertigens ou dificuldade em respirar, estes sintomas podem significar que sofreu uma diminuição do número de glóbulos vermelhos (anemia)

–   Diminuição do número de glóbulos brancos (neutropenia)

–   Alteração do balanço de sal no organismo (hiponatremia)

–  Náuseas e ou vómitos, dor de estômago, diarreia

–  Perda de apetite

–  Inflamação na boca (estomatite) e úlceras na boca

–  Dores de cabeça

–  Dificuldade em dormir (insónias)

–  Tosse

–  Febre

–  Reacções alérgicas, incluindo erupções cutâneas, comichão e inchaço

–  Queda de cabelo

–  Tonturas

–  Inflamação do fígado (hepatite)

Pare de tomar Malarone e procure assistência médica imediatamente se manifestar qualquer um dos seguintes sintomas graves de alergia após tomar Malarone. Apesar de raros, estes sintomas podem ser graves.

–  Sentir repentinamente respiração ofegante (pieira), aperto do peito ou garganta, ou dificuldade em respirar

–  Inchaço das pálpebras, face, lábios, língua ou outra parte do corpo

–  Erupções cutâneas generalizadas

Foram referidos por alguns doentes aumento temporário de algumas enzimas produzidas pelo fígado e pâncreas. Poderá não sentir nenhum sintoma deste aumento. Estas substâncias podem ser quantificáveis no seu sangue e, por conseguinte, se fizer análises sanguíneas informe o seu médico de que está a tomar Malarone.

Em doentes com insuficiência renal grave foi observada diminuição das células do sangue (pancitopénia).

Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Conservação de Malarone

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Malarone após expirar o prazo de validade indicado na embalagem.

Lembre-se: este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial, mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Informação adicional sobre a malária

O que é a malária?

A malária é uma doença grave que pode ser prevenida, é transmitida por uma picada de um mosquito infectado. Qualquer indivíduo, em qualquer idade, pode contrair a malária. Para se proteger contra a malária, é importante conhecer os riscos e evitar ser picado, administre um tratamento preventivo, quando apropriado e, se necessário, procure um diagnóstico e tratamento rápidos.

Conhecer os riscos

É importante que os indivíduos procurem aconselhamento antes de viajarem para uma zona endémica de malária.

Evitar ser picado

–   Vestir roupa clara colorida que cubra quase todo o corpo, especialmente após o pôr do sol. Particularmente, não esquecer de cobrir os braços e as pernas.

–   Utilizar um repelente de insectos nas zonas expostas da pele.

–   Dormir num quarto protegido ou debaixo de um mosquiteiro impregnado de insecticida. Se as portas e janelas não forem protegidas, feche-as ao pôr do sol.

–   Considerar o uso de insecticidas (spray, difusor eléctrico) para eliminar os insectos do quarto antes de se deitar ou para impedir os insectos de entrarem no quarto.

Consulte o seu farmacêutico para aconselhamento sobre os produtos apropriados para utilizar.

Prevenção (porquê tomar medicação profilática?)

Os medicamentos profiláticos da malária podem protegê-lo contra a transmissão da malária.

É importante que procure aconselhamento médico sobre quais os medicamentos antimaláricos de prevenção (profilaxia) a administrar, pois Malarone pode não fornecer protecção adequada em alguns países. É importante que tome os seus comprimidos correctamente (ver Como tomar Malarone?).

Tratamento rápido

Alguns indivíduos podem contrair malária apesar de terem tomado as precauções necessárias.

Os sintomas iniciais podem ser ligeiros e frequentemente são semelhantes aos da gripe (febre sem fraqueza, arrepios, dores nas articulações, dores de cabeça, diarreia e vómitos). Se manifestar alguma doença durante o ano, e particularmente nos três meses após ter regressado de uma zona endémica de malária, deve contactar o seu médico imediatamente.

Para mais informação

–   Poderá encontrar mais informação nas bibliotecas e livrarias.

–   Se tiver mais questões ou dúvidas sobre a malária, consulte o seu médico ou farmacêutico, que o poderão aconselhar.

Conserve este folheto até ao final do tratamento. Pode ter necessidade de o reler.

Este folheto não contém Atovaquonatoda a informação sobre Malarone. Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

O que é Malarone?

O nome deste medicamento é Malarone.

Malarone apresenta-se como comprimidos revestidos por película, redondos, biconvexos e cor-de-rosa. Cada comprimido contem 250 mg de atovaquona e 100 mg de cloridrato de proguanilo, como substâncias activas.

Os ingredientes inactivos de Malarone Comprimidos são: poloxamero 188, celulose microcristalina, hidroxipropilcelulose de baixa substituição, povidona K30, carboximetilamido sódico, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio (E171), óxido de ferro vermelho (E172), macrogol 400, polietilenoglicol 8000. As embalagens de Malarone contêm 12 comprimidos acondicionados em blister.

 

 

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